quarta-feira, 21 de outubro de 2015

CONTAS DO GOVERNO NÃO FECHAM



  

José Antônio Bicalho


Se tudo correr dentro do previsto, o governo envia nesta quarta (21) ao Congresso a revisão da meta fiscal de 2015. Conheceremos, então, de que forma o governo pretende limpar das contas públicas as chamadas pedaladas fiscais (os atrasos no repasse de recursos dos programas sociais do governo e de pagamento de juros aos bancos públicos) sem gerar um desastre.
Nessa terça (20), agências de notícias com acesso aos cálculos dos técnicos da equipe econômica já falavam que o governo terá que assumir um déficit superior a R$ 50 bilhões, fruto do somatório da limpeza das pedaladas com a atualização das perdas de arrecadação com o desaquecimento da economia.
Assumir o déficit será desgastante, mas é obrigatório já que a manutenção das pedaladas fiscais poderão servir de argumento para responsabilizar Dilma em seu atual mandato e justificar um pedido de abertura de processo de impeachment. Mas existem mecanismos para minimizar o tamanho do rombo, principalmente junto ao BNDES.
O banco é credor e ao mesmo tempo devedor do governo. Encontros de dívidas e adiantamento de pagamentos poderão ser propostos e é isso que saberemos nesta quarta. Mas, independentemente das saídas encontradas, o fato é que algum déficit primário para este ano parece ser inevitável.
No vermelho
Teremos, então, três anos seguidos de déficits primários, já que no ano passado as contas fecharam no vermelho em R$ 32 bilhões e, para o próximo, pela proposta orçamentária de 2016 entregue ao Senado no mês passado, é previsto novo déficit de R$ 30,5 bilhões (o equivalente a 0,5% do PIB).
Como vocês se lembram, no início do ano o governo havia previsto um superávit próximo de R$ 66 bilhões, equivalente a 1,1% do PIB. Mas com as dificuldades para aprovar os cortes de despesa no Congresso e o derretimento da arrecadação, já em julho o governo enviou ao Congresso a primeira revisão da meta fiscal, para apenas R$ 8 bilhões, ou 0,15% do PIB. Essa sequer foi ainda votada e aprovada e lança-se, nesta quarta (21), a bomba do déficit sobre o Congresso.
Sem rumo
Déficit não é pecado. Por vezes, pode-se gastar mais do que se arrecada e lançar mais alguns bilhões no estoque da dívida, desde que se tenha algum propósito de crescimento e meta de reversão da crise. Às ações do governo nesse sentido, dá-se o nome de política anticíclica. Hoje, não temos nenhuma.
O que o governo faz é unicamente cortar gastos, o que gera mais recessão e põe para rodar o moto-contínuo da queda da arrecadação e de mais déficit.
O efeito mais perverso desse movimento é o aumento da relação entre dívida pública e PIB. Provavelmente na próxima semana o Tesouro Nacional divulgará o relatório da dívida de setembro, e teremos uma noção mais precisa dessa evolução. Mas, pelos dados até outubro, a dívida neste ano já havia crescido 17%, para R$ 2,296 trilhões, agregando-se ao montante novos R$ 390 bilhões. Trata-se de uma velocidade que ameaça a equipe econômica de perda do controle.

QUEREMOS ESCÂNDALOS DESSE TIPO





Márcio Doti


Se há uma coisa que a presidente Dilma aprendeu com o seu mestre Lula foi a firmeza com que afirma os maiores absurdos e subterfúgios. Só que a aluna absorveu apenas metade e, por causa disso, exagera na dose e desse modo não consegue convencer. A última foi essa de afirmar em território estrangeiro, com a imprensa mundial por perto, que não havia corrupção em seu governo. Uma parte é verdade, aquela compra e depois a venda da refinaria de Passadena, nos Estados Unidos, aconteceu durante o governo Lula.

Dilma era presidente, mas do Conselho de Administração da empresa lesada, a Petrobras. Mas seu primeiro mandato transcorreu em meio a muitas descobertas da polícia que levaram a prisões e que já no segundo mandato representaram até condenações de gente que gravitou em torno da Petrobras, fez pontes, entregas envolvendo bilhões de reais.

Há processos em andamento, investigações em curso, diretores da empresa desligados e metidos em acusações, o que torna a afirmação da presidente algo temerário, do tipo promessas de campanha que depois se revelaram como mentiras grosseiras.

Ainda estão sob investigação da Polícia Federal os financiamentos concedidos para que construtoras brasileiras OAS e Odebrecht operassem em países tidos como amigos para a construção de pontes, aeroportos e grandes estruturas viárias.

Havia, inclusive, contratos de financiamento mantidos sob sigilo, sob cobertura de um decreto derrubado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal, provocado pelo Tribunal de Contas da União que não conseguia acesso aos documentos de algumas dessas operações em função do decreto absurdo.

Há outras operações do BNDES, aí se incluindo a empresa JBS Friboi, que aparece ao lado da Odebrecht como maiores financiadores da campanha presidencial do ano passado. Parece que a lição dos palanques não foi aprendida pela presidente Dilma, mesmo sendo punida pela opinião pública em sua grande parte pelas mentiras ditas durante a disputa eleitoral.

ESTRANHA REAÇÃO

Para quem conhece o nível em que chegaram as relações entre Lula, quando presidente, e o pecuarista José Carlos Bumlai, fica difícil não suspeitar de algo estranho quando o ex-presidente se refere ao bom companheiro como alguém que usou indevidamente o seu nome em conversas, chegando ao ponto de afirmar que a relação entre eles não era, assim, tão próxima. O que se sabe é que faziam pescarias juntos, a entrada em palácio era livre para o amigo Bumlai e havia até relação comercial dele com o filho de Lula.

O estremecimento das relações, ou seja lá que motivo terá feito Lula buscar um distanciamento do amigo de outrora, acontece no momento em que avançam as investigações da Operação “Lava Jato”, sem que se saiba exatamente que relação pode haver entre uma coisa e outra. Todavia, nesses tempos que vamos vivendo os ventos mudam repentinamente.
Só nos resta esperar.

EMPREENDEDORISMO 8



EMPREENDEDORISMO 8

TEXTOS DO LIVRO – O NEGÓCIO DO SÉCULO XXI  – DE ROBERT T. KIYOSAKI



O trabalho de apoio, coaching e manutenção de relacionamentos de um patrocinador de rede de marketing para com seus aprendizes da comunidade é o tipo de relacionamento e interação em que as mulheres se destacam.
O marketing de rede é, em sua essência, um negócio de relacionamento. Não é um negócio que gira em torno de vendas; é um negócio que gira em torno de fazer conexões. Trata-se de estabelecer relações, coaching e treinamento, além de ensino e monitoramento. O trabalho diário de construção de uma rede é muito mais construir uma comunidade do que conquistar um território de vendas.
O trabalho de apoio, coaching e manutenção de relacionamentos de um patrocinador de rede de marketing para com seus aprendizes da comunidade é o tipo de relacionamento e interação em que as mulheres se destacam.
Claro, nada disso significa que os homens também não possam ser bem sucedidos no marketing de rede. Há milhões de homens provando isso a cada instante. Mas a verdade é: trata-se de um modelo de negócio em que as mulheres se destacam.
E isso é muito bom também porque as mulheres de hoje realmente precisam aprender a construir a própria riqueza.
As estatísticas sobre mulheres e dinheiro são surpreendentes. As estatísticas seguintes são para os Estados Unidos, mas, para outros países em todo o mundo, elas são muito semelhantes ou tendem para a mesma direção.
         47% das mulheres com idade acima de 50 anos são sozinhas; em outras palavras, são financeiramente responsáveis por si.
         O rendimento das mulheres na aposentadoria é menor do que o dos homens, porque, como principal cuidadora da casa, uma mulher fica fora da força de trabalho uma média de 14,7 anos, em comparação com 1,6 ano para os homens. Adicione a isso o fato de que as mulheres ainda recebem salários menores do que os homens, e têm benefícios de aposentadoria que representam apenas cerca de um quarto do que eles recebem. (Pesquisa do NCWRR National Center for Women and Retirement – Centro Nacional para Mulheres e Aposentadoria).
         A expectativa de vida das mulheres é, em média, de sete a 10 anos superior à dos homens, o que significa que elas precisam de mais dinheiro para esses anos extras.
         Dos idosos que vivem na pobreza, três em cada quatro são mulheres (Morningstar Investor Fund).
         Aproximadamente 7 em cada 10 mulheres em algum momento viverão na pobreza.
O que essas estatísticas nos dizem? Que cada vez mais mulheres não sãoeducadas ou não estão preparadas para cuidar de si financeiramente, em especial quando envelhecem. Passamos a vida inteira cuidando de nossas famílias, mas não temos a capacidade de cuidar de nós mesmas nesse aspecto vital.
Você não entra em um casamento à espera de um divórcio. Você não começa um novo emprego à espera de uma demissão. Mas isso acontece – e hoje com frequência cada vez maior.
Mulheres, se vocês estiverem dependendo de um marido, um chefe ou qualquer outra pessoa para garantir seu futuro financeiro, pensem duas vezes. Eles podem não estar lá no futuro. Com frequência, não conseguimos nem mesmo perceber o quão dependentes somos até que deparamos com nossa própria realidade.
Juntamente com todos os desafios que os funcionários da empresa, neste mundo pós-crise de 2008, as mulheres ainda enfrentam um obstáculo adicional enorme: o infame “teto de vidro”. Sim, é verdade, até hoje: por causa do  gênero, as mulheres só conseguem subir a escada corporativa até certo ponto. E as mulheres com 50 anos ou mais, que tentam reingressar no mundo do emprego nas empresas? Nem queira saber.
No mundo do marketing de rede, a própria ideia de um teto de vidro para as mulheres é ridícula. Sua empresa de marketing de rede não se importa se você é do sexo feminino ou masculino, preto ou branco, graduado em faculdade ou desistente do ensino médio. Ela só se preocupa em saber se você é diligente e eficaz na construção de sua rede e, como apontei, há quatro vezes mais mulheres do que homens fazendo exatamente isso.
A chave é habilidade, educação e experiência. Para as mulheres, não há limites, telhados de vidro ou qualquer outra coisa no mundo do marketing de rede.
Porque o teto de vidro e a desigualdade salarial continuam presentes entre os homens e as mulheres no mercado de trabalho, isso limita a renda que a mulher pode gerar. Estudos apontam que mulheres com a mesma educação e experiência que seus pares masculinos ganham um terço.
Mas um negócio de marketing de rede é totalmente escalável. Independentemente do sexo, no marketing de rede a quantidade de fluxo de renda que você pode gerar, construindo sua rede, é ilimitada.
Pessoalmente, acho que este é um dos maiores benefícios e recompensas do marketing de rede e uma das mais fortes razões para que as mulheres se envolvam nesse negócio. Não é incomum para uma mulher que a autoestima esteja ligada à sua capacidade de prover a si mesma. Ser dependente financeiramente de alguém pode levar à redução da autoestima. Você pode fazer coisas que, de outra forma, não faria se o dinheiro não fosse um problema.
Já vi a autoestima das mulheres disparar quando aprendem a cuidar de si próprias financeiramente. E quando a autoestima de uma mulher se eleva, as relações ao seu redor tendem a melhorar. Maior autoestima leva a um sucesso maior, que, por sua vez, acaba por conduzir à maior recompensa de todas – a liberdade.
Um dos maiores empecilhos que as mulheres têm em relação aos homens, quando se trata de dedicar energia à construção de riqueza genuína, é, frequentemente, a simples questão de tempo. Isso é especialmente verdadeiro para as mães que passam muitas horas cuidando de crianças. Ouço de muitas mulheres: “Depois que venho para casa do trabalho, tenho de preparar o jantar, ajudar meus filhos com a lição de casa e limpar os pratos. Depois que coloco todos na cama e tenho um momento livre para mim, estou exausta!”
Como participante do marketing de rede, você controla seu tempo. É algo que você pode fazer em tempo parcial ou integral, em sua casa, ao telefone e ao computador, à noite, nos fins de semana, a qualquer hora, em qualquer lugar. É um negócio que vai com você aonde você for, que você mantém no bolso, no qual pode trabalhar apenas meia hora do dia, se é isso que seu horário e as circunstâncias permitem.
Estas seis razões são suficientemente fortes para as mulheres precisarem aprender a construir a própria riqueza. As estatísticas provam o quanto o tempo mudou para as mulheres e salientam que a educação financeira da vida real não é mais um luxo; é uma necessidade. Depender de alguém para seu futuro financeiro é como lançar dados. Pode haver recompensa lá no final, mas o risco é imenso.
Tetos de vidro e limites de renda são duas das coisas que muitas mulheres têm combatido há muito tempo. Ambas desapareceram no mundo do marketing da rede. E, então, duas das maiores dádivas possíveis – maior sensação de autoestima e tempo para gastar exatamente como você quer – podem ser suas. No entanto, apesar das razões que acabei de listar, não tenho como saber o que mais toca você. Você não é uma “mulher qualquer” – você é você. E só você pode determinar o motivo mais atraente para construir seu negócio de marketing de rede.
O que é preciso para iniciar um negócio de marketing de rede bem-sucedido
Então, você decidiu começar o próprio negócio do marketing da rede. Parabéns! Agora enfrenta uma escolha. Há vários milhares de empresas de marketing de rede em operação. De qual delas você vai participar? E como escolher?
E, quando você começa a examinar as diferentes empresas, a questão mais importante em sua mente precisa ser: “É esta a empresa que vai me ajudar a aprender como me tornar um mestre em construção de redes?”
O primeiro motivo para eu recomendar o marketing de rede é por causa de seu sistema de educação empresarial do mundo real e desenvolvimento pessoal.
Um sistema de marketing de rede é criado para tornar possível a qualquer pessoa compartilhar riqueza. É aberto a qualquer pessoa que tenha fibra, determinação e perseverança. Não importa seu nome de família ou qual faculdade você frequentou (nem mesmo se frequentou), quanto dinheiro você faz hoje, sua raça ou sexo, quão bonito você é, quão popular ou até mesmo quão inteligente.
A maioria das empresas de marketing de rede presta atenção
principalmente no quanto você está disposto a aprender, mudar e crescer, e se você tem coragem para resistir às intempéries, enquanto aprende a ser um empresário.  Isso é verdade para toda empresa de marketing de rede? Não. Como em qualquer outra coisa, há o bom, o mau e o feio – e há também o verdadeiramente fantástico.
Mas as melhores empresas são totalmente dedicadas a seu negócio de educar. Elas estão comprometidas com o longo prazo e colocam prioridade no desenvolvimento de suas habilidades. Quando você encontra uma empresa como essa, com os líderes que estão dispostos a treiná-lo e ajudá-lo a se tornar o empresário que você pode ser, é uma empresa boa à qual se associar.
O plano de remuneração é importante? Com certeza. E a qualidade da linha de produtos é crítica? É claro. Mas, muito além dessas coisas, o que realmente observo é o quão dedicada a empresa está para desenvolver você para pertencer verdadeiramente ao quadrante D – um empresário que constrói riqueza genuína. Esta é a coisa mais importante da empresa de marketing de rede com a qual você vai se afiliar: ser realmente sua escola de negócios.
Deixei bem clara minha crença de que a formação e a educação que você recebe representam o principal valor de sua experiência com marketing de rede, ainda mais importante do que o fluxo de renda que você está construindo. Então, certifique-se de que isso esteja presente.
Nos dias de hoje, os negócios do dia a dia da construção de uma rede são tipicamente conduzidos por telefone e pela internet, tanto quanto o face a face.
E, a propósito, não é apenas a empresa de marketing de rede que está envolvida em sua formação e educação. Você tem toda uma hierarquia de pessoas – desde aquela que o afiliou diretamente ao negócio (muitas vezes chamado de seu “patrocinador”) até aquelas que estão no topo da hierarquia da empresa. Todas elas têm um interesse genuíno em ver você crescer, aprender e ter sucesso.
Uma das belezas do sistema de marketing de rede é que ele é configurado para ser exatamente o oposto do ambiente competitivo corporativo, no qual até mesmo seu melhor amigo pode passar a perna em você para chegar ao próximo degrau da escada.
No marketing da rede, esse tipo de competição acirrada não acontece, porque o sucesso do seu patrocinador, e daqueles acima de vocês, depende do seu sucesso. Pessoas que lucram com seu crescimento querem que você cresça!
Mesmo que não seja a consideração mais importante, a oferta de produtos da empresa é crucial. Por quê? Por causa de uma coisa: o boca a boca.
Empresas de marketing de rede, normalmente, não fazem um monte de publicidade nos meios de comunicação de massa. Você não vê frequente-mente outdoors ou anúncios de televisão para esses produtos. Por que não? Porque elas utilizam um modelo promocional completamente diferente. Em vez de colocar seu orçamento de publicidade em mídias de massa caras, eles aplicam esse dinheiro em pessoas como você.
A força vital de uma rede em crescimento é o boca a boca – indivíduos falando a outros indivíduos sobre seu produto ou serviço e a oportunidade que eles tiveram de fazer parte disso tudo.
Por causa disso, os produtos e serviços que normalmente vendem bem no modelo de marketing de rede são aqueles com os quais as pessoas estão animadas, aqueles que significam uma grande história para elas, que têm um ingrediente interessante ou uma história original, aqueles que proporcionam benefícios especialmente poderosos ao usuário ou aqueles que são o primeiro de sua espécie – produtos ou serviços que contam uma história única. Em suma: o boca a boca.
CONTINUA

terça-feira, 20 de outubro de 2015

ONDE TEM DINHEIRO O GOVERNO METE A MÃO

  

Márcio Doti



Esse duelo era esperado. De um lado, Lula e a sua vontade de fomentar um falso ar de reação na economia para daí retirar apoios e com ele plantar um ambiente de revanche, com apoiadores, militantes que hoje faltam de tanto que os absurdos e a economia em frangalhos derrubaram o discurso da justiça social. Como é que se faz justiça social com desemprego, carestia, inflação, desaquecimento da economia? Do outro lado, o ministro Joaquim Levy, empurrado pela presidente Dilma Rousseff, querendo implantar austeridade, fazer o povo entender que é preciso enxugar o país, como se fosse possível esquecer que a presidente foi para os palanques do ano passado e garantiu aos brasileiros que tudo isso que pregava à sua oposição era falso, que o Brasil ia bem, obrigado. E entre seus trunfos de agora, lança dois da maior vergonha: a volta do imposto do cheque com o qual espera arrecadar dinheiro para atravessar as eleições gastando e o verdadeiro golpe que se pratica contra o trabalhador brasileiro ao retirar do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), um dinheiro do trabalhador brasileiro, nada menos do que R$8 bilhões. Dinheirama retirada do trabalhador a fundo perdido, quer dizer, não voltará nunca para o caixa dos seus donos e servirá para alimentar o programa Minha Casa, Minha Vida, com o qual pretende completar o seu leque de demagogias eleitorais.


GARFADA NO DINHEIRO DO TRABALHADOR
Ao abordar o golpe praticado contra os depósitos judiciais, no plano federal e aqui, em Minas, pelo governador Fernando Pimentel, com apoio dos deputados da base de governo, lembramos o que foi feito no passado com o Fundo Previdenciário, talvez o maior fundo do mundo, destruído, arrasado por governos que se sucederam no empreguismo, nos saques, nas fraudes, em tudo o que acabou com o dinheiro dos trabalhadores, que depois se transformam em aposentados. Alertei para o que poderia acontecer com o FGTS, com o FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador), o PIS/Pasep, enfim, todos os fundos que, pertencendo ao povo, estavam sendo desrespeitados pela busca obstinada por dinheiro. Foi aqui no Hoje em Dia, na coluna de Ricardo Gallupo, que o jornalista contou em detalhes a manobra através da qual o Conselho Curador do FGTS, dirigido por um ministro de estado, por um vice também ministro e por membros indicados em sua maioria pelo governo, aprovou a liberação para o governo dos R$8 bilhões que vão servir para alimentar o programa Minha Casa, Minha Vida, para faltar no futuro, quando dessa imensa fortuna necessitar o seu legítimo dono que é o trabalhador brasileiro. Aí se igualará ao aposentado. Aquele porque contribuiu ao longo da vida para o fundo previdenciário, sem notar ou sem querer notar, velho hábito brasileiro, que estavam enfiando a mão no dinheiro e que no futuro ele, aposentado, lesado em seu patrimônio coletivo, seria considerado um estorvo, não teria sequer direito a um reajuste de aposentadoria no mesmo nível do pessoal da ativa. Receberia migalhas. E iria cobrar justiça de quem? Os que se sucederam destruindo o dinheiro já se foram. Ficou só o rombo. E a falta de compromisso.

AGORA É SAQUEAR O FGTS
Depois do que fizeram com o Fundo da Previdência e do que aconteceu com os aposentados, é a vez do trabalhador, dono do FGTS, cujo conselho curador, que deveria tomar conta do dinheiro, decide liberá-lo para o governo gastar sem qualquer compromisso de devolver. E se estão falhando os membros desse conselho curador, onde estão nossos deputados e senadores? Onde estão os que deveriam cuidar do dinheiro que é patrimônio dos trabalhadores? Estão no mesmo lugar dos tantos que assistiram à destruição do Fundo da Previdência Social. Olhando, tirando proveito, dando de ombros.


COMBATE À CORRUPÇÃO ECONOMISA MUITO MAIS


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...