sábado, 16 de março de 2019

POLÍTICOS SE UTILIZAM DAS REDES SOCIAIS PARA COMUNICAREM COM O PÚBLICO


Caiu na rede: políticos fazem das mídias sociais uma ferramenta de diálogo com o público


Lucas Simões









Divulgar ações do mandato, anunciar investimentos e outras decisões, opinar sobre o que está acontecendo no país e rebater eventuais críticas de opositores. Do governador Romeu Zema (Novo) – adepto do Instagram para tornar públicos, em primeira mão, vários atos do governo – a deputados como André Janones (Avante), popular na internet, cada vez mais políticos transformam as  redes sociais em ferramenta de diálogo com o cidadão.
O fenômeno já pode ser considerado um caminho sem volta. Mas para o cientista político Malco Camargos, não significa que as novas mídias vão substituir os canais tradicionais de comunicação.
“Quem apostar somente nessa eventual troca pode ter problemas no futuro. O que a história nos mostra é que, quando surge um novo meio de comunicação, ele não elimina os anteriores. No caso dos políticos, o que eles precisam é se apropriar dos novos meios, em complemento aos antigos”, diz.
Ocupando pela primeira vez um cargo público, Romeu Zema venceu as eleições com uma campanha baseada nas redes sociais. Nestes dois meses e meio como governador, manteve a presença nas plataformas virtuais. No Instagram, faz postagens praticamente diárias, priorizando vídeos com recados à população e comunicados importantes. O secretariado de governo foi inteiramente anunciado por meio da rede social, em vídeos ao lado dos selecionados.
Com um forte discurso de corte de gastos, Zema também usou o Instagram para criticar o ex-governador Fernando Pimentel (PT), num episódio em que mostrou dezenas de quadros com fotos oficiais do petista, o que chamou de “desperdício de dinheiro público”.
Em outra situação, foi questionado pel</CW><CW0>o deputado federal André Janones (Avante-MG), o terceiro mais votado do Estado, com 172 mil votos, sobre o secretário de Estado de Meio Ambiente, Germano Vieira, acerca do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. O governador bloqueou o deputado do Avante no Instagram.
Boa parte da projeção de André Janones aconteceu mesmo pela web. Ele saltou dos cerca de 70 mil seguidores que tinha ano passado no Facebook para 1,5 milhão, após gravar uma série de vídeos às margens da BR-262, em Ituiutaba, abordando a greve dos caminhoneiros, em maio de 2018.
O parlamentar recebe uma média de mil mensagens por dia no Facebook e no Instagram e afirma fazer questão de tentar responder pessoalmente os eleitores.
“Tenho uma taxa de resposta de 10%, é o que consigo atender. Mas prefiro isso do que contratar uma equipe para fazer respostas padrão”, afirma.
Para Malco Camargos, a aproximação com os políticos permitida pelas mídias sociais também tem que ser considerada.
“As redes sociais possibilitaram não só a divulgação das atividades relacionadas ao mandato, mas também abriram espaço para a descontração e para a exposição da vida íntima dos políticos”, afirma o especialista.
Até parlamentares avessos às mídias sociais começaram a ver o mundo digital com outros olhos. O deputado estadual Alencar da Silveira Júnior (PDT) vai lançar, em abril, um aplicativo do mandato, semelhante ao app idealizado pelo vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (PHS).
“É um app no qual o eleitor pode ver como votei nas matérias, pode sugerir pautas e até simular uma votação. Antes, eu era um pouco resistente. Mas, depois das últimas eleições, percebi como as redes sociais potencializaram o contato do político com o povo”, diz Alencar.
Procurado para comentar o assunto, o governo de Minas não se manifestou. 


BOLSONARO VIAJA DIA 17 PARA OS EEUA - ENCONTRO COM TRUMP


Bolsonaro viaja dia 17 para os Estados Unidos acompanhado por seis ministros

Agência Brasil











O encontro com o presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca, está marcado para o dia 19



Na primeira visita ao exterior de caráter bilateral, o presidente Jair Bolsonaro viaja com uma comitiva de seis ministros, no próximo domingo (17), para Washington, capital dos Estados Unidos. Ele retorna ao Brasil no próximo dia 20. O encontro com o presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca, está marcado para o dia 19.
“A visita é a primeira de caráter bilateral realizada pelo nosso presidente ao exterior demonstrando a prioridade que o governo atribui à construção de uma sólida parceira com os Estados Unidos da América”, afirmou o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros.
Rêgo Barros disse que a ênfase da agenda externa brasileira é reforçar a relação com os países que podem contribuir com o desenvolvimento, a prosperidade, o bem-estar e a segurança dos brasileiros.
“A viagem aos Estados Unidos tem por objetivo de promover uma agenda de resultados positivos em diversas áreas, destravando temas que já estavam na pauta e abrindo novas oportunidades", afirmou o porta-voz, em coletiva de imprensa.
A viagem aos Estados Unidos inaugura uma intensa agenda internacional do presidente, que este mês ainda deve visitar Israel e Chile.
Encontro
Na Casa Branca, Bolsonaro será recebido por Trump que apresentará sua equipe. Em seguida, vão para o Salão Roosevelt, onde o presidente brasileiro assina o livro de visitas. Em seguida, os presidentes se reúnem no Salão Oval onde terão um encontro privado.
Depois, haverá uma reunião ampliada entre as duas equipes, seguida de um almoço de trabalho. Ao final, Bolsonaro e Trump darão uma declaração conjunta à imprensa, no Rose Garden, o jardim da Casa Branca, encerrando o encontro bilateral.
Ministros

Bolsonaro viaja acompanhado por seis ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tereza Cristina (Agricultura) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). Também deve integrar a comitiva o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
O presidente ficará hospedado na Blair House, palácio que faz parte do complexo da Casa Branca. No local já se hospedaram os presidentes Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.
Segundo o porta-voz, boa parte da agenda de trabalho do presidente nos EUA, incluindo audiências e reuniões, ocorrerá na própria Blair House.
Acordos
De acordo com Rêgo Barros, os governos brasileiro e norte-americano poderão assinar acordos ao longo deste dia. O porta-voz, no entanto, não adiantou que acordos seriam esses. Ainda na Câmara de Comércio, parte da comitiva brasileira participará dos paineis “Bolsonaro e Trump: novo começo das relações Brasil e Estados Unidos” e “O futuro da economia brasileira”.
Na terça-feira (19) a agenda começa com uma reunião com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro. Na pauta, um dos temas deverá ser a crise humanitária na Venezuela.
À tarde Bolsonaro e comitiva se dirigem à Casa Branca, para o encontro com Trump. Após a reunião bilateral, o presidente brasileiro seguirá para o Cemitério Nacional de Arlington, onde estão enterrados mais de 400 mil militares que participaram das guerras pelos EUA. No local, o presidente participará de uma cerimônia e depositará flores sobre túmulo do solado desconhecido.
A agenda de Bolsonaro prossegue com um encontro com líderes religiosos, na Blair House, seguida de um jantar de trabalho. Após o jantar, na noite do dia 19, a comitiva brasileira embarca de volta para o Brasil. A chegada em Brasília está prevista para a manhã do dia 20.
Cronograma

Bolsonaro embarca às 8h do próximo domingo (17), da Base Aérea de Brasília. O voo até Washington terá duração aproximada de nove horas. Na capital norte-americana, o primeiro compromisso do presidente será um jantar, na noite de domingo, na Blair House, com autoridades e formadores de opinião, incluindo o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho.
Na segunda-feira (18), Bolsonaro e sua comitiva terão compromissos na Câmara de Comércio dos Estados Unidos. Ministros brasileiros participarão de debate sobre investimentos setoriais. Parte da comitiva brasileira participará do painel “relações econômicas crescentes: foco em oportunidades de investimentos”. No mesmo local, o presidente brasileiro terá uma audiência com o ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry “Hank” Paulson.

GOVERNADORES REUNEM EM MINAS GERAIS PARA DEBATEREM TEMAS COMUNS DE SUAS GESTÕES


Governadores do Sudeste e do Sul unem esforços

Da Redação











Zema aposta na troca de experiências para combater crise financeira nos Estados




Governadores das regiões Sul e Sudeste começam a juntar forças em busca de soluções para problemas comuns aos estados. O primeiro passo será hoje, quando o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), receberá, na Cidade Administrativa, vários chefes de Executivos para discutir temas como reforma da Previdência, combate ao contrabando e segurança nas fronteiras interestaduais, lei anticorrupção (que irá ajudar os governantes em diversas frentes), e a desburocratização do Estado e de impostos. Este último tópico é especialmente importante para Minas que, segundo o governo estadual, tem o ICMS mais complexo da Federação.
O encontro terá as presenças dos governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande; do Rio de Janeiro, Wilson Witzel; do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; de Santa Catarina, Carlos Moisés, e de São Paulo, João Dória.
A iniciativa do governador de Minas de reunir os estados mais atingidos pela crise financeira, sobretudo aqueles que enfrentam um desequilíbrio na Previdência, é mais uma oportunidade para compartilhar ideias e decisões sobre os projetos de âmbitos estaduais e nacionais, tendo em vista que, mensalmente, participam do Fórum de Governadores. Zema ainda irá propor a discussão de outros temas, como segurança pública.

Dívidas
O Tesouro Nacional pagou, em fevereiro, R$ 864,42 milhões em dívidas atrasadas de estados. Desse total, a maior parte, R$ 748,26 milhões, é relativa a atrasos de pagamento a Minas Gerais. Também foram pagos R$ 116,16 milhões ao Rio de Janeiro.
Os dados estão no Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado ontem pela Secretaria do Tesouro Nacional. As garantias são executadas pelo governo federal quando um Estado ou município fique inadimplente em alguma operação de crédito. Nesse caso, o Tesouro cobre o calote, mas retém repasses da União para o ente devedor até quitar a diferença, cobrando multa e juros.
Nos dois primeiros meses deste ano a União já quitou R$ 1.429,47 bilhão de dívidas em atrasos de entes subnacionais – R$ 1.207,56 bilhão a Minas Gerais.
Em 2016, 2017 e 2018, o Tesouro cobriu, respectivamente, R$ 2,377 bilhões, R$ 4,059 bilhões e R$ 4,803 bilhões em dívidas em atraso de estados e municípios.

O INÍCIO DO ANO DE 2019 NÃO ESTÁ SENDO BOM PARA O BRASIL


A hora presente

Manoel Hygino













Por mais que se queira minimizar o mau estado de espírito da população deste país, não há dúvida de que perdura um aspecto sombrio e preocupante. As notícias que frequentam os veículos da mídia deixam uma ansiosa e inquieta preocupação, a cada dia que se inicia ou perspectivas que se vislumbram para os seguintes. Tem-se atribuído à imprensa comumente só divulgar as más notícias, mas o fato bom e novo só surge para divulgação rarefeitamente.
A verdade é que desabamos num poço profundo em que se acumulam adversidades e episódios hostis, que atiram o brasileiro a dúvidas cruéis. Não há suficiente pausa para as informações confortantes, capazes de amainar dores e meditações plúmbeas.
Já teve o leitor o cuidado de relacionar as notícias que lhe chegam incessantemente para dividi-las em boas e más, fazendo uma lista do que pode ser considerado útil e positivo, inserindo em outra coluna o que seguramente é doloroso e negativo?
O mau humor percorre as ruas, alcança os mais recônditos rincões do território, com a velocidade que as novas tecnologias possibilitam. Não há arautos do pessimismo, de túrbias profecias, de horizontes adversos. No entanto, entre nós grassa presentemente, em todos os recantos e horas, vislumbres de tristeza, dor e corroídas esperanças.
Não é sadia, saudável, a situação em que nos encontramos, apesar dos esforços dos bons e dos justos, dos que acreditam em mudanças substanciais, que favoreçam um ambiente de efetiva paz e de amor verdadeiro.
Todos sabemos que não estamos no melhor dos mundos e que há erros a corrigir – que cumpre encontrar adequados caminhos para percorrer. Vivemos um período extremamente difícil e rudes serão as jornadas que nos esperam. No entanto, o seguro conhecimento dos fatos e circunstâncias indicará conveniente melhor itinerário. Os bons entendedores sentem o que pensamos e almejamos. Saibamos armarmo-nos contra os malfeitores e suas ciladas.
O trimestre, cujo fim se aproxima, deixa um rastro dorido para muitos milhares de brasileiros, em que se destacam as vítimas do rompimento de uma barragem para rejeitos de minérios em uma cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas também mais de uma dezena de jovens estudantes e vítimas em cidade do Estado de São Paulo.
Há o vazio que todos os mortos deixam e que jamais será esquecido. Pelo menos cabe nos solidarizar com as famílias, esperando que o poder público se incumba de apenar culpados, sejam quem forem. Não há mais espaço para impunidade em nosso meio.
O brasileiro consciente já se definiu e não admite tergiversação. Aqui não haverá, nem será uma nova Venezuela. Há sacrifícios à frente, mas o mérito reside exatamente em vencê-los. Somente assim se assegurará o futuro da nação e do povo.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...