sábado, 18 de agosto de 2018

COLUNA ESPLANADA DO DIA 18/08/2018


Estratégia de mídia

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 








A escolha da senadora Ana Amélia (PP-RS) como sua vice deixou o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) numa situação menos incômoda que tirava o sono de muita gente nas duas maiores emissoras do País, a Globo e a Record. Todos os partidos do ‘Centrão’ que apoiam Alckmin indicaram vices. Se ele escolhesse um nome do PRB – ligado à Igreja Universal e à Record – compraria uma briga gigante com a emissora concorrente. Foi estratégico. O tucano emitiu sinais de que não quer briga. Não deixará de acolher, obviamente, as demandas da Record se vencer a eleição.
De casa
Ana Amélia de certa forma é egressa da Globo. Ela foi conhecida apresentadora da afiliada no Rio Grande do Sul até se eleger senadora.

Sem escolta 
Nem todos os 13 candidatos a presidente terão escolta de agentes da Polícia Federal na campanha. A PF informou que não pode se pronunciar sobre contingente.

Na pista 
Com tantos apps diferentes, para não perder votos, o cidadão decidiu generalizar o nome para deputado distrital: Registrou ‘Bismark Uber, Cabify e 99’ (Avante-DF).

Festival de bizarrices
Segue o festival de nomes estranhos que disputam para deputados estaduais: Magayver (PNM-AL), Mamulengo (PRTB-AL), Carcará do Sertão (MDB-BA), Edmar O Crente (PRB-BA), Emerson O Bolsomaritano (PSL-BA), Loira Cobradora (Patriota-BA), Ninguém (PTC-BA). Tem o Teno Metralhando a Corrupção (DC-BA). E se alguém se ferir, tem o Pato Roco da Ambulância (SD-BA), segundo levantamento da Coluna.

Fator Jair
De um experiente observador que circula por Brasília desde que JK traçava rua: Jair Bolsonaro (PSL) tem chance de vencer no primeiro turno para presidente. Se a abstenção/nulos forem altos; e Alckmin, Ciro e Marina pulverizarem os votos.

No que deu..
Não é brincadeira e o assunto é discutido entre gabinetes de grandes comerciários do País. Se Ciro Gomes (PDT) vencer a eleição, há temor de alta de consumo de bens nas lojas, em novembro e dezembro, da turma caloteira que divide no carnê e no boleto. É que Ciro promete tirar o nome do Serviço de Proteção ao Crédito.

Monitoramento 
A solução é prévia: restringir ao máximo o crédito. Os bancos também estão de olho nos pedidos de empréstimos vindouros.

'Empobreceu’
O curioso caso de Eunício Oliveira, presidente do Congresso Nacional. Declarou R$ 36,7 milhões em bens na campanha de 2010 para o Senado; saltou para R$ 99 milhões no informado em 2014 quando disputou o Governo. Agora, registrou R$ 89,2 milhões.

Não deu
O deputado federal Vicente Arruda (PR-CE) avisou a próximos que não tem dinheiro para campanha de reeleição. Nem adianta aliado pedir ajuda. E cita o drama pessoal: A desembargadora Rosilene Facundo, do TJ do Ceará, negou novamente pedido dele para liberar R$ 13 milhões em juízo, pagos pelo Governo em desapropriação de um terreno do parlamentar. É que tem muito credor do deputado na praça.

Samba do Lula
Noca da Portela fez um sambinha para Lula da Silva, que será defenestrado pelo TSE da disputa em breve. É a múscia ‘Eterno Presidente’, que o PT pretende usar na propaganda eleitoral na TV.

Trechinho 
]“Ele prometeu pelo rádio, jornal e tevê / Acabar com o misere (2x) / Sua promessa não foi para inglês ver / O que eu ganho, dá para comer (bis) / Ele chegou e botou todos os pingos nos is / Fez nossa gente feliz”.

A vocês
Segurem a carteira, cidadãos. Mães protejam suas crianças de promessas de doces fáceis. O bando já está na rua.

Correção
O leitor Paulo Roland Teixeira lembrou ao editor, com razão, que o embaixador Sérgio Vieira de Mello morreu em atentado com caminhão-bomba que invadiu a sede da ONU no Iraque. E não vítima de terremoto, como noticiamos.

O SEGUNDO DEBATE DOS PRESIDENCIÁVEIS NA TV NÃO TROUXE GRANDES NOVIDADES


Com trocas de acusações, candidatos à Presidência fazem debate com foco na economia e corrupção

Mateus Rabelo








O debate teve momentos quentes, como na troca de acusações entre Jair Bolsonaro e Henrique Meirelles


Os candidatos à Presidência da República participaram, nesta sexta-feira (17), do segundo debate para as eleições 2018, na RedeTV!, em São Paulo. Dos 13 presidenciáveis, oito estiveram presentes no encontro: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriotas), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede).
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso pela "Lava Jato", tentou uma autorização, mas teve o pedido de presença negado pela Justiça. Este é o primeiro debate eleitoral entre os presidenciáveis após o início oficial das campanhas eleitorais.
1º Bloco
O debate começou com cada um dos oito candidatos convidados se apresentando ao público e dizendo como pretendem combater a corrupção no país. Na sequência, cada candidato escolheu um envelope virtual no qual havia uma pergunta feita pelo público sobre um tema não definido, cujas respostas foram focadas na crise econômica.
Ainda no primeiro bloco, houve o início do embate entre candidatos. Ciro Gomes começou perguntando a Geraldo Alckmin sobre o tucano ter sido a favor do projeto sobre o teto dos gastos públicos. Alckmin respondeu dizendo que tal medida foi necessária devido ao momento que o país vivia. Ciro rebateu dizendo que a emenda é imoral e que havia alternativas para o país evitar a medida.
Depois foi a vez de Alvaro Dias perguntar para Marina Silva. Mais uma vez o assunto corrupção voltou à tona, com o político batendo na tecla que a candidatura de Lula não pode existir. Marina disse que o Brasil precisa dar uma resposta à corrupção, apoiando o Ministério Público e a Polícia Federal.
Na sequência, Marina perguntou para Alvaro sobre o problema do desemprego. Ele disse que as reformas, o combate à corrupção, a desburocratização são o caminho para o país voltar a gerar empregos. Marina apontou a geração de energia segura e o apoio ao turismo sustentável como base da geração de novos empregos.
O desemprego foi mais uma vez tema do debate com Henrique Meirelles perguntando para Jair Bolsonaro qual os planos para resolver o problema. Bolsonaro respondeu pedindo a desburocratização e atacando a corrupção, enquanto Meirelles ressaltou suas ações como ministro de Lula e Michel Temer.
Guilherme Boulos, atacando o MDB, disse a Meirelles que o partido sempre atuou agindo com troca de favores, usando a política como "balcão de negócios". Meirelles disse que sempre trabalhou com uma equipe qualificada, que criou milhões de empregos.
Geraldo Alckmin e Ciro Gomes voltaram a debater, com ambos falando de criação de empregos no agronegócio, entre outros setores.
Militares, Jair Bolsonaro perguntou para Cabo Daciolo sobre liberação das drogas e o aborto, recebendo como resposta que ele é contra, em ambos casos. Bolsonaro disse que os dois acreditam em Deus e que defendem a família, ressaltando o que chamou de crime a introdução do "kit gay" nas escolas.
Daciolo perguntou na sequência para Boulos sobre as urnas eletrônicas, se ele acredita na tecnologia e na sua lisura. Boulos disse que não há nada que questione as urnas no mundo.
2º Bloco
Na volta do intervalo, jornalistas da RedeTV! e jornalistas convidados fizeram perguntas abertas para os candidatos, provocando um debate entre os presidenciáveis.
Destaque neste bloco para o confronto entre Ciro Gomes e Alkmin, que discutiram sobre o apadrinhamento do Plano Real, entre outras reformas e conquistas.
A questão da segurança foi levantada para Boulos, que apontou a inteligência e a investigação como a principal arma para enfrentar a criminalidade e o crime organizado. Já Daciolo disse que vai acabar com o sucateamento das forças armadas e que vai valorizar o setor.
Perguntado sobre investimentos na Educação, Alvaro Dias disse que não falta dinheiro para o setor, que o problema é o investimento em setores errados e menos importantes. A mesma ideia foi compartilhada por Boulos, que disse que o dinheiro falta para Educação, porque sobra para banqueiros e setores que não dão resultado.
3º Bloco
A nova etapa do debate foi de confrontos mais diretos, com candidatos perguntando para outros candidatos com temas livres. Meirelles começa acusando Bolsonaro, dizendo que o deputado defenderia que mulheres recebam menos que os homens. Bolsonaro se defendeu dizendo que era mentira, que a legislação não permite isso e que vai cumprir o que a lei determina.
Alckmin, na sequência, pergunta para Alvaro Dias sobre o saneamento básico, dizendo que melhorou muito o problema em São Paulo. Alvaro disse que pretende fazer parcerias para obras de infraestrutura no segmento.
Após isso, Ciro Gomes mais uma vez chama Alckmin para o embate, acusando o tucano de que o PT herdou uma política monetária problemática do PSDB. Ambos bateram na tecla de que o país precisa de mudanças drásticas no setor.
Já Henrique Meirelles e Alvaro Dias usaram o tempo que tiveram no bloco para mais uma vez focar na corrupção, no fato de não estarem envolvidos em escândalos ao longo de suas vidas públicas e nas atitudes que já tomaram e que pretendem tomar contra o problema.
Marina focou nos conflitos de terra em sua pergunta para Ciro Gomes, que elogiou a candidata por sua história de luta no setor. Ciro ressaltou que sua vice é ligada à questão, enquanto Marina defendeu o fortalecimento da Funai, pediu demarcação de terras indígenas e prometeu a criação de um fundo.
Bolsonaro, em seguida, pergunta para Marina se ela é a favor do porte de armas de fogo por cidadãos. Categórica, ela disse que não, e mudou de assunto, voltando à discussão do início do bloco de que a mulher tem que se preocupar sim com salários mais baixos. Ambos trocaram acusações na sequência, esquentando o debate.
Boulos pergunta para Daciolo o que ele fará para resolver a falta de emprego. O militar prometeu reduzir impostos e juros para um maior investimento no país nos setores certos. Boulos disse que vai criar um programa que vai gerar seis milhões de empregos nos primeiros dois anos.
Daciolo ressaltou em seguida que o debate não passa de um teatro, que as propostas são falsas e que os colegas não pretendem cuidar das pessoas. Boulos também bateu na tecla das promessas falsas, mas disse ser diferente dos demais concorrentes.
No quarto e último bloco, os candidatos fizeram suas considerações finais, defendendo seus pontos de vista e frisando as questões debatidas ao longo do programa.
O próximo debate entre os presidenciáveis em canal aberto está marcado para o dia 9 de setembro, às 19h30, na TV Gazeta.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

NOVAS ACUSAÇÕES CONTRA O PRESIDENTE TRUMP DOS EUA


Ex-diretor da CIA afirma que Trump trabalhou com Rússia para eleições

Agence France Presse






O ex-diretor da CIA John Brennan afirmou que o presidente americano, Donald Trump, retirou a sua autorização de acesso a informação sigilosa para assustar os críticos e bloquear uma investigação sobre os seus vínculos com a Rússia.
Em uma coluna publicada nesta quinta-feira (16) no jornal New York Times, Brennan disse que a decisão, anunciada na véspera pela Casa Branca, era de tom político.
"Claramente, o senhor Trump está desesperado para se proteger e os outros próximos a ele", declarou Brennan, vendo a ação como "uma tentativa de silenciar, pelo medo, outros que se atrevam a desafiá-lo".
O ex-funcionário de alto escalão, que até janeiro de 2017 era o guardião dos segredos americanos, varreu as garantias asseguradas por Trump de que sua equipe de campanha não trabalhou com a Rússia para vencer as presidenciais de 2016.
"O senhor Trump afirmar que não houve conluio é, por assim dizer, uma besteira", declarou.
"As únicas perguntas que restam são se o conluio que aconteceu foi uma conspiração que provavelmente constituiria um crime, se houve obstrução da Justiça para acobertar tal conluio ou conspiração, e quantos membros da SARL Trump (equipe de campanha) tentaram fraudar o governo lavando dinheiro e escondendo os movimentos financeiros em seus bolsos", acrescentou.
As palavras de Brennan são de uma ira sem precedentes, apesar de muitos funcionários terem criticado Trump desde que chegou ao poder.
E chegaram depois de uma medida altamente incomum, que Trump justificou pela conduta de Brennan ter se tornado "vacilante".
Esse benefício agora revogado é historicamente outorgado a funcionários de alto escalão para terem acesso a informação delicada e confidencial, inclusive após deixarem o cargo.
A Casa Branca adiantou na quarta-feira (15) que outros oito ex-funcionários da Era Obama poderiam perder a autorização de segurança, incluindo James Clapper, ex-diretor de Inteligência nacional, Michael Hayden, que também foi diretor de Inteligência nacional, e o ex-diretor do FBI James Comey.
O procurador especial Robert Mueller está investigando a interferência russa nas eleições de 2016 e um possível conluio entre Moscou e a equipe de campanha de Donald Trump, um tema que tem sido permanentemente discutido no ambiente político e midiático dos EUA.

LULA INSISTE EM PARTICIPAR DOS DEBATES NA TV E JUSTIÇA NEGA


TSE nega participação de Lula em debate na TV de sexta-feira

Agência Brasil








Para o PT, como candidato registrado no TSE, Lula tem direito de participar do debate

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sérgio Banhos decidiu há pouco rejeitar o pedido do PT para autorizar a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate que será realizado sexta-feira (17), na Rede TV, com candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro.
Na decisão, o ministro entendeu que a prisão de Lula está ligada com questões criminais, que não podem ser analisadas pela Justiça Eleitoral. "Carece esta Justiça especializada de atribuição constitucional e legal para intervir em ambiente carcerário, no qual em curso o cumprimento, ainda que provisório, de sanção penal, dispondo sobre a eventual utilização intramuros de aparato tecnológico que possibilite, para além de todas as demais questões jurídicas certamente envolvidas, a participação do segundo requerente, por videoconferência ou por meio de vídeos pré-gravados, em debates a serem realizados nos mais diversos meios de comunicação social".
Lula está preso desde 7 de abril, na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, em função de sua condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do caso do tríplex do Guarujá (SP). Para o PT, como candidato registrado no TSE, Lula tem direito de participar do debate.
Na quarta-feira (15), o partido registrou no TSE a candidatura de Lula à Presidência e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad com vice na chapa.
Em tese, o ex-presidente estaria enquadrado no artigo da Lei da Ficha Limpa que impede a candidatura de condenados por órgãos colegiados. No entanto, o pedido de registro e a possível inelegibilidade precisam ser analisados pelo TSE. O pedido funciona como o primeiro passo para que a Justiça Eleitoral analise o caso.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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