segunda-feira, 25 de junho de 2018

DESCOBERTA A CAUSA DO BARULHO DA GOTA DE ÁGUA


Cientistas revelam misterioso barulho do gotejar da torneira

Agence France-Presse










Não é a gota em si que provoca o barulho irritante quando cai sobre uma superfície líquida

O mistério que se esconde por trás do incômodo do barulho do gotejar de uma torneira acaba de ser dissipado por um grupo de pesquisadores, que propõem um remédio simples para solucioná-lo: o detergente líquido.
Não é a gota em si que provoca o barulho irritante quando cai sobre uma superfície líquida. É a oscilação de uma pequena bolha de ar criada no impacto e arrastada na superfície, destacam esses pesquisadores em um estudo publicado na Scientific Reports nesta sexta-feira (22).
"Sem a bolha não há barulho", explica à AFP Peter Jordan, pesquisador CNRS no Instituto Prime, dependente da Universidade de Poitiers (França) e coautor do estudo. "Ao oscilar, essa bolha de ar faz a superfície da água vibrar. Esta atua como um alto-falante acústico, que gera o ruído que todos conhecemos".
Um "ploc ploc" breve, claro e agudo que rapidamente se torna um barulho incômodo durante a noite.
Um dos autores do estudo, Anurag Agarwal, do Departamento de Engenharia da Universidade de Cambridge, disse que se interessou pelo tema depois de se ver diante do irritante ruído na casa de um amigo.
"Quando não conseguia dormir por culpa do barulho da água ao cair gota a gota em uma vasilha, comecei a refletir sobre o problema", lembra. Falou da questão com dois pesquisadores e "nos surpreendemos ao descobrir que ninguém havia realmente encontrado a causa deste barulho", assegura Anurag Agarwal, citado no comunicado da Universidade de Cambridge.
No momento do impacto, é formada uma espécie de cavidade, depois surge um pequeno jato de líquido e cria-se uma bolha de ar.
Até agora, a nível sonoro, os cientistas haviam se focado mais no barulho produzido pela queda da gota na água do que no que é gerado no ar, destaca Peter Jordan.
Os pesquisadores registraram com um microfone o som propagado no ar e com um hidrofone captaram o som disperso na água.
A fim de modificar as propriedades elásticas do líquido, adicionaram detergente líquido à água. "Constatamos que isso impedia a formação da bolha de ar e que não havia mais barulho", explica Jordan.
"Um pouco de detergente líquido na água pode potencialmente resolver o problema", concluem. "Nosso estudo, no entanto, é válido para uma certa velocidade de impacto e um certo tamanho da gota de água".

sábado, 23 de junho de 2018

AMÉRICA LATINA DISCUTE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO


Brasil e América Latina discutem rede de combate a crime organizado na fronteira

Estadão Conteúdo








Brasil e os países da América Latina discutem formar uma rede para combater o crime organizado na fronteira, informou nesta quinta-feira (21), o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, no encerramento de uma reunião de diplomatas e adidos de segurança que discutiu o tema. "Foi uma reunião muito positiva, a partir da constatação consolidada que há uma íntima ligação entre a criminalidade que opera no Brasil e nos países vizinhos e, às vezes, até de países mais distantes", disse ele.

Da reunião participaram representantes de todos os países da América Latina, com exceção da Venezuela. "Ela entrará em breve", afirmou Aloysio. Ele explicou que a ideia é buscar cooperação, "de modo a termos uma rede entre nós e as forças de nossos vizinhos."

O objetivo da reunião foi fazer um diagnóstico sobre o que ocorre em cada posto e tentar melhorar a cooperação entre as agências dedicadas ao combate ao crime organizado.

Na reunião, foi elaborado um documento com 13 recomendações, entre elas a de procurar instituições privadas que sofrem os efeitos do crime organizado transnacional e estabelecer parcerias com elas. Outra sugestão foi fomentar projetos trilaterais, que permitam uso dos conhecimentos brasileiros e financiamento de outros países, como Estados Unidos e União Europeia. Também será buscada maior coordenação com embaixadas de outros países nas capitais da América do Sul.

Além disso, deverão ser estabelecidos na fronteira comandos operacionais bipartites e tripartites. O financiamento público a essas ações em outros países deverá constar de uma rubrica específica no Orçamento da União.

Foi recomendado também o aumento dos exercícios conjuntos aéreos na fronteira, a exemplo do que foi feito com a Colômbia. E intensificar o uso de novas tecnologias, como drones e Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), além de plataformas para o combate ao crime organizado.

A metodologia do Sistema Integrado de Monitoramento da Fronteira (Sisfron) brasileiro será partilhada com outros países no médio e longo prazos. Além disso, o Brasil deverá divulgar mais intensamente o Centro de Cooperação Policial Internacional, do Rio de Janeiro. Criado nos Jogos Olímpicos de 2016, ele permitiu a atuação conjunta de policiais brasileiros e estrangeiros.

MULHERES QUEREM A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL


Manifestantes fazem passeata no Rio pela legalização do aborto

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil












Centenas de pessoas, a grande maioria mulheres, manifestam pela legalização do aborto no Rio de Janeiro

A legalização do aborto até a 12ª semana de gestação foi defendida, nesta sexta-feira (22), em uma passeata pelas ruas centrais do Rio. Centenas de pessoas, a grande maioria mulheres, se concentraram em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com faixas e cartazes pedindo que a interrupção da gravidez seja considerada legal neste período, para garantir procedimentos cirúrgicos públicos e saudáveis.
“Queremos garantir o aborto gratuito e seguro no Brasil, mas só até a 12ª semana [de gestação], pois neste período o feto não tem sistema neural, nervoso, nem coração. Ninguém faz aborto porque quer. É um ato de desespero. Pedimos políticas públicas e atendimento médico em postos de saúde”, disse Alessandra Primo de Moraes, do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal Fluminense (Sintuff).
A recente aprovação do aborto pela Câmara dos Deputados da Argentina fortaleceu os defensores da medida. A psicóloga Ivana Fortunato, também presente ao ato, disse que o debate em torno do assunto é urgente, pois muitas mulheres, a maioria negras e pobres, morrem todos os anos por causa de abortos mal feitos.
“A questão do aborto ser criminalizado não impede que aconteçam várias complicações decorrentes de cirurgias inseguras, pois as mulheres pobres não têm dinheiro para pagar uma clínica melhor. Um feto até 12 semanas não é uma vida. Não é alguém que sente, que pensa. Ainda é um conjunto de células. Não defendemos matar crianças, mas interromper a gestação em períodos iniciais”, disse Ivana.
Apesar da quase totalidade do público na manifestação ser de mulheres, alguns homens também estiveram presentes para defender a legalização do aborto. “Esta é uma pauta histórica das mulheres. A proibição do aborto leva a riscos. Os argumentos contra, geralmente não são científicos, mas morais e religiosos. Não é bloqueando o debate que se avança”, disse o professor de história Ivan Dias Martins.
Da Alerj, o grupo seguiu pela Avenida Rio Branco até as escadarias da Câmara Municipal, na Cinelândia. Durante todo o percurso, não houve atos de violência nem de depredação. Um policial militar repreendeu algumas manifestantes quando elas picharam um cartaz, colado na Câmara, criticando os defensores do aborto, mas a situação foi logo superada.
As igrejas cristãs, incluindo a católica e a evangélica, são contra o aborto. Os católicos, por exemplo, consideram que a vida deve ser respeitada e protegida desde o momento da concepção, quando o espermatozoide fecunda o óvulo.

RECURSO DA DEFESA DE LULA É NEGADO NO STF


Fachin nega recurso de Lula e julgamento é cancelado no Supremo

Agência Brasil









O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou na noite desta sexta-feira (22) pedido protocolado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aguardar em liberdade o julgamento de mais um recurso contra a condenação na Operação Lava Jato. Com a decisão, o caso não será julgado na próxima terça-feira (26) pela Segunda Turma da Corte, e Lula continuará preso.
A decisão do ministro foi tomada após a vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4), Maria de Fátima Freitas Labarrère, rejeitar pedido para que a condenação a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP), um dos processos da operação, fosse analisado pela Corte.
Na decisão, Fachin afirmou que o resultado do julgamento do pedido de admissibilidade do recurso pelo TRF-4 impede o julgamento no STF.  "Com efeito, a modificação do panorama processual interfere no espectro processual objeto de exame deste Supremo Tribunal Federal, revelando, por consequência, a prejudicialidade do pedido defensivo, [o que] impede a análise da questão pelo STF", decidiu o ministro.
Se a condenação fosse suspensa pela Segunda Turma do STF, como pede inicialmente a defesa, o ex-presidente poderia deixar a prisão imediatamente e também se candidatar às eleições. A defesa do ex-presidente alegou que há urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos cerceados ante a execução da condenação, que não é definitiva.
Lula está preso há dois meses, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos na Oitava Turma do TRF 4, segunda instância da Justiça.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...