segunda-feira, 11 de junho de 2018

CONGRESSO BRASILEIRO QUASE NÃO TRABALHA NESSA ÉPOCA


Eleições, copa e festas juninas reduzem ritmo de votações no Congresso

Agência Brasil










Rodrigo Maia já negou que decretará recesso no período dos jogos da Copa do Mundo, mas lembrou que as festas juninas podem impactar no quórum das votações

A proximidade das eleições, o início da Copa do Mundo da Rússia e as festas juninas no país podem enfraquecer ainda mais o ritmo de votações no Congresso Nacional nas próximas semanas. Dessa forma, temas polêmicos e pautas do governo, como os compromissos assumidos com a greve dos caminhoneiros, podem ser afetados e ficar sem a definição de deputados e senadores.
Na Câmara, o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), já negou que decretará recesso no período dos jogos da Copa do Mundo, mas lembrou que as festas juninas podem impactar no quórum das votações.
“Só vamos ter problema na última semana [de junho], que junta com a semana de São João, no Nordeste. Então, temos três semanas para trabalhar, há projetos na pauta. A Copa do Mundo, para nossa felicidade, só tem um jogo durante a semana. A gente precisa continuar trabalhando e torcendo para que os jogos do Brasil na segunda fase sejam segunda, sexta e no fim de semana”, acrescentou.
Caminhoneiros

Apesar da expectativa em apreciar o projeto de lei que regulamenta o transporte rodoviário de cargas no país (PL4860/16), a medida ainda não foi discuta em plenário pelos deputados, onde tramita atualmente. O projeto estabelece regras para parte das reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram em todo o país.
No texto do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), aprovado pela comissão especial sobre o tema, são estabelecidas formas de contratação dos transportadores autônomos, de cooperativas ou empresas, regras para segurança nas estradas e normas para contratação de seguros em caso de acidentes, perda de mercadoria e até furtos e assaltos.
Marzquezelli propõe ainda a criação do vale-pedágio, mecanismo de pagamento automatizado que será obrigatório. Além disso, torna obrigatória a inspeção de segurança veicular de todos os veículos de carga, com maior frequência quanto mais velho o veículo. Inicialmente, o deputado propôs a anistia das multas aplicadas durante a greve dos caminhoneiros, mas um acordo entre líderes partidários retirou o trecho do projeto.
Medidas Provisórias

Deputados e senadores devem começar a discussão das três medidas provisórias negociadas pelo governo e representantes de caminhoneiros. As comissões mistas já foram criadas e reúnem 13 deputados e 13 senadores para discutir o assunto.
Entre as medidas estão a determinação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a reservar até 30% de sua demanda para a contratação de transportadores autônomos e a criação de um preço sobre cada quilômetro de frete – uma das principais reivindicações da greve. Além disso, há a isenção do pagamento de pedágio para os caminhões e carretas que transitarem com eixos suspensos em estradas estaduais que foram concedidas à iniciativa privada.
Como se tratam de medidas provisórias, as matérias já têm força de lei, mas precisam ser referendadas pela Câmara e Senado nos próximos 60 dias, prorrogáveis uma vez por igual período. No entanto, se não forem aprovadas pelas duas Casas em até 120 dias correm o risco de perderem a validade.
Cadastro positivo

Outro tema previsto para entrar na agenda de discussões da semana é chamado o cadastro positivo. O Projeto de Lei Complementar (PLP 441/17), de origem do Senado, já teve o seu texto-base aprovado no início de maio, mas os deputados ainda precisam analisar os destaques que podem alterar trechos da medida.
A proposta permite que instituições financeiras incluam informações no sistema sem autorização específica dos clientes. O banco de dados deve substituir o cadastro que já existe, mas, por ser optativo, não funciona na prática. Atualmente, o sistema reúne seis milhões de consumidores.
Com a obrigatoriedade proposta pelo projeto, os gestores de bancos de dados terão acesso a todas as informações sobre empréstimos quitados e obrigações de pagamento que estão em dia de pessoas físicas e jurídicas para formação do histórico de crédito.
Esses dados poderão ser usados por instituições financeiras para a criação de uma espécie de ranking de bons pagadores. O projeto estabelece que o banco comunique o cliente sobre a inclusão no cadastro, além de informar os canais disponíveis para o cancelamento desse cadastro no banco de dados.

sábado, 9 de junho de 2018

REUNIÃO DOS SETE PAÍSES MAIS INDUSTRIALIZADOS DO MUNDO NO CANADÁ DISCUTEM A SITUAÇÃO MUNDIAL E AS POSIÇÕES TOMADAS POR TRUMP


G7 começa no Canadá com Estados Unidos isolados do grupo

Agência Brasil









O tema será examinado pelos líderes, que discutirão também a saída dos Estados Unidos (EUA)

A cidade de Quebec, no Canadá, sedia nesta sexta-feira, (8) e amanhã a Cúpula do G7, o encontro dos representantes dos sete países mais industrializados do mundo. A reunião, este ano, está marcada pelo isolamento do presidente norte-americano, Donald Trump, que se indispôs com o Canadá e a União Europeia ao impôr, no mês passado, tarifas às importações de aço e alumínio. O tema será examinado pelos líderes, que discutirão também a saída dos Estados Unidos (EUA) do Acordo de Paris e do acordo nuclear com o Irã, o combate à evasão fiscal e as relações com a Rússia e Coreia do Norte.
Os países pertencentes ao G7 são a França, o Canadá, os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, Itália e o Reino Unido. A Rússia foi suspensa do grupo em 2014, após a anexação da Crimeia. Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia são convidados e representam a União Europeia nas cúpulas anuais. A presidência do grupo, que atualmente pertence ao Canadá, é rotativa e varia anualmente.
O encontro é uma oportunidade para os líderes tratarem de alguns dos problemas globais mais desafiadores da atualidade. A reunião deste ano promete ser igualmente desafiadora. Em um contexto de isolamento político de Trump, líderes como o francês Emmanuel Macron e o canadense Justin Trudeau já vislumbram que não haverá consenso sobre temas como aquecimento global e tarifas comerciais.
Acordo nuclear
Além do mal-estar causado pelas tarifas impostas sobre o aço e alumínio, Trump criou animosidades com a França, Alemanha e o Reino Unido após anunciar, em maio, a saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã. Apesar de a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) ter declarado que o Irã seguia as determinações previstas no acordo, que impedem o país de desenvolver armamento nuclear, Trump decidiu sair e reestabelecer sanções ao país.
Os países europeus ficaram com a tarefa de tentar manter o Irã no acordo, receosos de uma escalada do conflito e de uma possível guerra na região. O Irã anunciou, esta semana, que vai retomar o enriquecimento de urânio.
O tema deverá ser debatido na cúpula do Canadá.

MORRE MARIA ESTER BUENO EX-CAMPEÃ MUNDIAL DE TÊNIS PELO BRASIL


O adeus a Maria Esther Bueno, a bailarina que pôs o Brasil no mapa do tênis

Rodrigo Gini
Hoje em Dia - Belo Horizonte







Campeã em Wimbledon com apenas 19 anos, Maria Esther foi homenageada na Olimpíada do Rio dando nome a complexo de tênis dos Jogos

Dizer que Gustavo Kuerten pôs o tênis brasileiro no mapa não é inverdade, mas é injusto com uma paulistana que, décadas antes, fez algo igualmente impressionante. Basta ver como, se os homens seguiram conquistando Grand Slams (em especial os mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares), as mulheres se mantêm longe das grandes conquistas no esporte da bolinha verde. Uma história que poderia ter outro desfecho se o exemplo de Maria Esther Bueno tivesse prosperado.
Numa era em que o tênis profissional engatinhava, os mihões de dólares de premiação eram uma perspectiva distante, ela saiu das quadras do Clube Tietê, em São Paulo, para se tornar uma das mais impressionantes jogadoras das décadas de 1950 e 1960. Se a predileção era pelas quadras rápidas, o retrospecto no saibro era igualmente destacado. O título de duplas de Wimbledon de 1958, jogando com a parceira Althea Gibson, a "Pantera Negra" foi apenas o primeiro de 19 (sete em simples e 11 em duplas, sendo uma nas mistas). Em 1960, nas duplas, fechou o Grand Slam ao  conquistar os títulos dos Abertos da Austrália e dos Estados Unidos; Roland Garros e Wimbledon. Ela também jogaria com Bille Jean King e Margaret Court que, nas disputas individuais, eram as mais fortes adversárias. A movimentação graciosa na quadra rendeu o apelido de "bailarina"
Fora das quadras desde os anos 70, quando uma contusão no braço direito a impediu de manter o jogo habitual, Maria Esther foi indicada para o Hall da Fama da Federação Internacional de Tênis (ITF) e, nos últimos anos, emprestava os comentários precisos e sempre divertidos às transmissões do canal Sportv. Nos Jogos Olímpicos do Rio, deu nome ao complexo de tênis da Barra da Tijuca.
Capaz de superar monstros sagrados das quadras a ponto de se tornar também um deles, ela só não conseguiu superar um câncer na boca, que se alastrou para outros órgãos e a levou nesta sexta-feira, aos 78 anos, em São Paulo.




O BRASIL PERDE DE LONGE PARA A ALEMANHA EM TUDO.


As nossas vantagens

Manoel Hygino 







Difícil escrever no Brasil sem se deixar influenciar pelo período ora vivido. Quando as autoridades, nos três Poderes, perdem a confiança do povo, tremem as instituições e abre-se espaço à explosão de sentimentos não contidos de agressão resultando na violação de bens e entes.
A onda de ataques a coletivos, carros, prédios públicos, delegacias de polícia, agências bancárias e correios e de rebeliões nos presídios, causa mais do que preocupação – gera medo. Teme-se sair à rua ou ficar em casa, deslocar-se de um local a outro, na via urbana, nas estradas e nas regiões rurais.
A inquietude não se restringe ao Sul de Minas ou ao Triângulo, às cidades balneárias, atinge também o Vales de Jequitinhonha e do <TB>Paranaíba, o São Francisco, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, estende-se à Bahia e a todo o Nordeste, com ênfase no Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará, alcançando o Norte e os estados fronteiriços.
Observa-se que o objetivo se concentra em obstar a prestação de serviços públicos, inclusive os policiais, assim como a rede de transportes coletivos e de comunicação. Há explicação, portanto: indispor principalmente a classe média e o trabalhador.
Em todo caso, as atenções se voltam para a Copa do Mundo, neste mês das festividades juninas, religiosas e populares. O brasileiro confia em que não se repita o vexame de quatro anos atrás, com o humilhante placar imposto pela Alemanha ao Brasil.
Enquanto em Uberaba o prefeito decretava, há alguns dias, situação de alerta pela onda de atentados a peças fundamentais ao normal funcionamento da cidade, o técnico Tite liberava sexo para os jogadores da seleção canarinha, visando à Copa da Rússia – mas apenas nas folgas. O detalhe é significativo: nos períodos de concentração, os jogadores ficam proibidos de levar acompanhantes para os quartos.
Esquecem-se as observações feitas em 2014. Lembrávamos então, com Maria Lúcia, que a Alemanha conquistara 103 prêmios Nobel; que o salário de professor do ensino público era de 30mil dólares por ano, enquanto no Brasil era de 5mil dólares no mesmo período; que navios em trânsito por dia nos portos eram 3.800 na Alemanha e 315 no Brasil; que o número de patentes de novas invenções por ano era: Alemanha 5.300 x Brasil 540; número de satélites colocados em órbita por foguete próprio – Alemanha 112 x Brasil 0; submarinos nucleares, Alemanha 11 x Brasil 0. Mas, nem tudo era tristeza: o número de jogadores das seleções com brinquinhos nas orelhas e cabelos pintados: Brasil 9 x Alemanha 0.
Quais seriam, agora, os escores de parlamentares e assessores de alto nível no governo federal e estaduais, imersos em investigações por suspeita de improbidade administrativa, desvios de recursos, lavagem de dinheiro? Quantas rebeliões nos presídios? E quantos assassinatos sem esclarecimento e mortes nas estradas? E na Alemanha? São respostas sumamente difíceis por quem de dever, a não dos técnicos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...