sexta-feira, 1 de junho de 2018

NOTÍCIAS SOBRE A TARIFAÇÃO DO AÇO FEITA PELOS EUA


EUA mantêm isenção de tarifas de aço e alumínio a Brasil, Argentina e Austrália

Estadão Conteúdo










Os Estados Unidos mantiveram a isenção de tarifas de aço e alumínio de Brasil, Argentina e Austrália, argumentando que os três países aceitaram adotar medidas para reduzir o volume exportado para solo americano. Comunicado divulgado nesta quinta-feira pela Casa Branca informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou dois decretos apontando que foram aplicadas medidas nos três países para reduzir "o prejuízo à segurança representado pelas importações de aço e alumínio".

Segundo o governo, não há medidas similares com relação às importações de aço ou alumínio do México, Canadá ou União Europeia, por isso, a partir de 1º de junho, tarifas serão aplicadas aos produtos importados desses locais. "O governo continuará as discussões com eles e permanece aberto a discussões com outros países."

A Casa Branca disse que as tarifas de aço e alumínio já tiveram efeitos positivos importantes sobre os trabalhadores e empregos do setor de aço e alumínio americano e que esse impacto continuará no futuro. "As ações do governo Trump enfatizam o seu compromisso com as negociações de boa-fé com nossos aliados para melhorar nossa segurança nacional enquanto apoiamos os trabalhadores americanos."

O comunicado disse ainda que a administração continuará monitorando importações de aço e alumínio e "ajustará as medidas em vigor, conforme necessário, para proteger a segurança nacional dos Estados Unidos".

No começo de maio, o setor siderúrgico brasileiro concordou em reduzir suas exportações para o mercado norte-americano com a adoção de cotas. Para produtos acabados e semiacabados, a cota é dada pela média das exportações brasileiras para os EUA no período de 2015 a 2017. No caso dos produtos acabados, será aplicado ainda um redutor de 30% sobre a média. Representantes do governo brasileiro indicaram, à época, que foi uma decisão unilateral dos EUA, que não deixou opção ao país.

CONSEQUÊNCIAS DA GREVE DOS CAMINHONEIROS QUE CHEGOU AO FIM


Fiemg já estima perdas de R$ 11,9 bi na economia mineira com a greve de caminhoneiros

Rafaela Matias








Flávio Roscoe avalia que os efeitos da paralisação dos caminhoneiros serão sentidos por um bom tempo
A greve dos caminhoneiros, que completa seu décimo segundo dia hoje, já acarreta consequências graves para a indústria mineira, conforme dados divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
De acordo com o órgão, o prejuízo estimado para a economia estadual chega a R$ 11,9 bilhões, sendo R$ 2,4 bilhões na indústria. Em termos de receita de ICMS, a perda prevista é de R$ 874,3 milhões, dos quais R$ 538 milhões são da indústria.
Diante dos números alarmantes, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, ressalta que as consequências da greve ainda serão sentidas por um bom tempo. “A questão é pior do que esse prejuízo pontual. O que é mais grave é o fato de o empresário ter perdido o norte. Para a economia voltar a crescer, o empresariado precisa estar disposto a investir e nem os estrangeiros, nem os investidores locais, estão dispostos a se arriscar diante de uma realidade tão instável”, acredita.
O prejuízo calculado chega a quase todos os setores e cadeias produtivas. Entre aqueles que já pararam em mais de 80% das empresas, estão alimentos, responsável por 16% dos empregos diretos na indústria, têxteis e confecção, com geração de 9% dos postos de trabalho, e veículos automotores e autopeças, responsável por 5% das vagas no âmbito industrial.
Segundo Flávio Roscoe, entre as indústrias que mais sofreram com o imprevisto estão aquelas que operam em regime just in time”, ou seja, nas quais os estoques de matérias primas são planejados para suprir a produção por dois ou três dias. Na indústria de alimentos e medicamentos, por exemplo, a greve não obrigou apenas a parada da produção e das vendas, mas também acarretou a perda total de insumos e produtos finais, por se tratar de material perecível.
Além disso, algumas empresas que já estavam com uma situação financeira precária por causa da crise econômica que assola o país, foram ainda mais penalizadas e algumas delas podem não conseguir se recuperar. “Certamente, haverá indústrias que precisarão fechar as portas, porque não conseguirão sair desse buraco causado pela greve”, arremata Roscoe.


A SITUAÇÃO ATUAL DO BRASIL FAVORECE A DEPRESSÃO


Depressão, mal que chega sem pedir licença

Simone Demolinari 








“Sou aquela pessoa que não acha prazer em nada na vida, vivo simplesmente por viver. Já pensei várias vezes em morrer, apesar de não ter coragem para fazer isso. Vivo reclamando de tudo, não termino nada que começo, já tranquei duas faculdades, academia, enfim, só quero ficar na cama. Como essa vida é ruim”.

As vezes é difícil fazer com que uma pessoa que nunca sofreu deste mal entenda o estrago que a doença causa na suas vítimas. Quem cai num quadro depressivo grave perde a condição de continuar ativo, de encontrar sentido na vida ou de sentir prazer. É uma morte em vida.

A razão para se desencadear um quadro depressivo são inúmeras e varia de pessoa para pessoa. É uma doença que infelizmente vem crescendo muito nos últimos anos.

A depressão apresenta diversos graus de intensidade. Nos quadros mais severos, o depressivo por mais que queira, não consegue reagir aos estímulos, ficando totalmente paralisado, geralmente trancado num quarto, sem vontade tomar banho e nem ver a luz do dia.

Já em quadros mais leves, como a distimia, o indivíduo consegue exercer normalmente sua atividade profissional, namorar, casar, constituir família e até dar algumas risadas, porém não há dentro de si um vigor em relação a vida. Pelo contrario, há uma forte tendência em achar tudo sem sentido. Há uma nítida perda de prazer nas atividades cotidianas. Tudo fica meio chato, cansativo e sem graça. Aos poucos o indivíduo vai se isolando, aumentando o sentimento de negatividade/pessimismo, se desinteressando por atividades sociais, com maior irritabilidade e até com mau humor.

A situação se agrava, pois, com essa condição modulada para baixo, dificilmente há energia sobrando para manter uma rotina de vida saudável. Ao contrário, há uma grande tendência aos vícios. Sem fonte de prazer saudável, o caminho mais curto é buscar o prazer imediato: comida, açúcar, álcool, drogas, jogo, compras, etc. A rotina que já não está organizada, desorganiza ainda mais. A pessoa gasta o que não tem, bebe além do limite, perde o horário, dorme muito, come compulsivamente, etc. Entra numa espiral descente.

A vida que já não está boa, piora. Viver de forma desregrada e com picos de excessos, só aumenta a tristeza. Aos poucos o comportamento autodestrutivo vira rotina e se incorpora de forma sutil, disfarçado de diversão.

Sair desse contexto não é fácil. É preciso vontade seguida de ação.

A depressão é uma doença séria que chega sorrateiramente e não escolhe sua vítima. A experiência mostra que cuidar de uma doença enquanto ela ainda não se instalou é bem melhor do que esperar que ela fixe residência permanente. É importante procurar ajuda profissional, despido de preconceito ou vergonha. Pior que adoecer, é viver negando a existência de algo tão sério.

REFLEXÕES SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL DO BRASIL


O que falta fazer

Manoel Hygino 








Penso em falar em literatura, comentar novidades que surgem a cada dia, referir-me aos escritores já conceituados que continuam em atividade, mas enfim caio no atual lugar comum de resignar-me à situação política, e, como não poderia deixar de ser, à greve dos caminhoneiros, cujos efeitos nocivos ainda serão sentidos por muito tempo. Não poderia ser de outro jeito.
Mas, encontro um artigo assinado por Frei Betto, publicado em novembro de 2013, e cujo teor se insere nos fatos de agora, cinco anos após. O articulista focaliza vários assuntos e, em determinado trecho, pergunta: “amigos de ‘esquerda’ se queixam que os aeroportos estão demasiadamente cheios de famílias de baixa renda. No Nordeste, o jegue foi trocado pela moto. E as multinacionais automotivas continuam a entupir nossas ruas de carros, sem que haja investimento em transporte coletivo”.
O leitor já parou para meditar sobre estas questões e tem resposta? Frei Betto, colaborador semanal deste jornal, comentou: “É o efeito Tostines no Brasil: os produtos são caros porque dependem do sistema rodoviário? Ou os produtos são caros porque os caminhões são abastecidos com petróleo? Temos 8 mil quilômetros de litoral, rios caudalosos navegáveis e quase nenhuma navegação comercial. E quando se fala em ferrovia se pensa em trem-bala, capaz de transportar a elite do circuito Campinas-São Paulo-Rio e não trilhos que cortem o país de ponta a ponta, facilitando o escoamento barato de nossa produção”.
Após tecer críticas compreensíveis ao governo federal reinante em 2013, o popular e prestigioso sacerdote mineiro, amigo do saudoso Roberto Drumond, registra que o Ipea, órgão federal, aponta que a desigualdade social entre os mais ricos e os mais pobres no Brasil é de 175 vezes, uma constatação detestável. Aí, vem uma pergunta indispensável: “por que não são tomadas medidas estruturais para reduzi-la? Em dez anos de governo petista, houve apenas uma reforma estrutural no Brasil, a da Previdência do funcionalismo público, que favorece o capital privado. Enquanto o orçamento da República destinar mais de 40% do nosso dinheiro para pagar juros, amortização e rolagem da dívida pública, e menos de 8% para a saúde e a educação, o Brasil continuará sonhando em ser o país do futuro”.
As respostas são ouvidas, frequentemente, por políticos, intelectuais, juristas, jornalistas, enfim os que ainda neste país pensam e opinam, mas tudo fica com dantes. Recordo que um dos que se expressam sobre o tema defende que reações humanitárias comprometidas com a justiça são fundamentais para promover as transformações sociais almejadas. Haverá muitas perdas nas eleições deste ano, objeto de insinuações não gratas, com pouco impacto nos processos de mudança. Certamente, muitos eleitos repetirão erros e continuarão presos a interesses pouco confessáveis e nobres.
A sociedade civil precisa reagir, comprometida com a verdade, com o bem, com o interesse coletivo, para que se conquistem avanços úteis ao futuro.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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