segunda-feira, 3 de julho de 2017

A GANÂNCIA PELO PODER É MUITO GRANDE



Presidente da Câmara já opera com cenário pós-Temer

Estadão Conteúdo











A deputada Mariana Carvalho, segunda secretária da Câmara, lê em Plenário a denúncia do procurador-geral contra o presidente Temer


A possibilidade de a Câmara dos Deputados autorizar a investigação e, consequentemente, poder afastar o presidente Michel Temer por um prazo de até 180 dias fez o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se descolar do Palácio do Planalto.
"O presidente da Câmara é presidente da Câmara, não de um governo. Não cabe ao presidente da Casa cumprir o papel de defensor de uma agenda porque essa não é uma agenda da Casa. Meu papel no caso da denúncia é ser o árbitro desse jogo. Não é ser defensor de uma posição ou de outra. Não tem como ter uma posição nem para um lado nem para outro", disse Maia ao Estado na sexta-feira (30).
Caso Temer seja afastado, Maia assume a Presidência. Antes disso, é preciso que a Câmara autorize abertura de processo no Supremo Tribunal Federal (STF) e o plenário da Corte aceite a denúncia. Temer seria, então, afastado do posto.
Aliados do presidente da Câmara têm afirmado que, se for necessário, Maia estará preparado para uma eventual transição. Não vai, segundo eles, agir para derrubar o presidente.
Por outro lado, Maia é alvo de inquérito sigiloso no STF baseado em mensagens trocadas entre ele e o empresário Léo Pinheiro, dono da OAS, sobre uma doação de campanha em 2014. Maia nega prática de qualquer
irregularidade.

FEBRE DE CANDIDATOS ANTIPOLÍTICOS



Antipolíticos pode virar febre nas eleições de 2018. Saiba quem são os cotados

Pedro Ferreira
Hoje em Dia - Belo Horizonte










Alexandre Kalil foi eleito com o slogan "chega de político"

A crise da política brasileira, que leva cada vez mais lideranças de partidos ao banco dos réus, tem pesado na escolha de prováveis nomes para as eleições de 2018 e pode resultar em um número expressivo de candidatos antipolíticos.
Em Minas, muitos partidos apostam em “candidatos debutantes”, sem qualquer bagagem na vida pública, como forma de reconquistar a confiança e o voto dos eleitores. Vários empresários estão na mira.
Já são ao menos oito donos de grandes empresas sondados e que já demonstraram intenção de disputar uma vaga, seja na Câmara Federal, na Assembleia, no Senado, ou, até mesmo, ao governo de Minas.
O partido Novo começou processo de escolha de nomes com quatro indicações: Salim Mattar, da Localiza, Modesto Araújo, da Drogaria Araújo, Romeu Zema, do grupo Zema, e o consultor Vinicius Falconi.
Abrigo de caciques, o PMDB pode apostar em Josué Alencar, herdeiro da Coteminas. Ainda sem partido, Fabiano Lopes, do Consórcio Multimarcas, Pedro Lourenço, do Supermercados BH, e o também empresários Wander Silva fecham a lista, que tem potencial para crescer.

“Está difícil apontar um político da atualidade que não esteja envolvido com esses escândalos novos. A gente tem que procurar candidato em algum lugar, alguém que tenha nossa admiração e que seja capaz de assumir esse desafio”, disse Bernardo Santos, presidente do Novo.
O fenômeno do “não político” começou nas eleições do ano passado. O empresário Alexandre Kalil (PHS), também ex-presidente do Atlético, adotou o slogan “chega de político” e foi eleito. Em São Paulo, João Doria (PSDB) continua usando o mote do antipolítico.
Sangue Novo
Empresários são vistos como “mina de ouro” para alguns partidos, já que poderão investir recursos próprios nas campanhas. Um desses “alvos” é o dono do Consórcio Multimarcas de Veículos, Fabiano Lopes Ferreira. Sua única experiência política foi como presidência do diretório municipal do PMDB em Itapecerica, Centro-Oeste de Minas. “Já fui sondado por vários partidos para o cargo de deputado federal. Agora é o momento certo dos não políticos. O país precisa, mais do que nunca, de sangue novo”, conta o empresário, que diz conversar muito com o deputado Dilzon Melo (PTB).

O Novo aposta em quatro empresários. Um deles é Salim Mattar, fundador e acionista da Localiza, líder no ramo de locação de veículos no país. “É um defensor das causas liberais e muito próximo do presidente nacional e fundador do Novo, João Dionísio Amoêdo”, disse Bernardo. Modesto Araújo, da terceira geração da Drogaria Araújo, é outro cotado. “Ele é filiado ao Novo e acredita muito na mudança política do país”, comenta Bernardo.
O consultor de empresas Vicente Falconi é conhecido pelo modelo de gestão adotado pelo governo Aécio Neves em Minas, no início dos anos 2000. “Professor Falconi é uma pessoa que também se destaca muito na gestão.”
O quarto nome do Novo é Romeu Zema, da rede de lojas e de postos de combustível com seu sobrenome. “O Novo tem muita proximidade com o Zema. Temos um filiado da família dele que está tentando convencê-lo a participar”, completa Bernardo.
  
Velha Guarda
Partidos tradicionais também estão abertos aos “estreantes” em 2018. “Mais importante do que ser novo ou experiente no meio é a vontade de trabalhar em prol do bem comum. Teremos nomes novos, e outros com maior bagagem política”, disse o presidente do PMDB em Minas e vice-governador, Antônio Andrade.
O empresário Josué Alencar seria a aposta do PMDB, ainda sem definição do cargo a concorrer. Ele é filho do ex-presidente da República José Alencar, é herdeiro do império têxtil Coteminas e foi candidato a Senador por Minas nas eleições de 2014, pelo PMDB, e não foi eleito.
O empresário Pedro Lourenço de Oliveira, da rede de supermercados BH, e o ex-presidente da Federaminas, Wander Silva, seriam outras apostas, mas ainda sem partidos.
Já o PT investe na “Velha Guarda”, mas diz estar aberto a novos nomes que tenham os mesmos ideais do partido. A presidente do diretório em Minas, Cida de Jesus, afirmou, no entanto, que a meta é reeleger o governador Fernando Pimentel e apostar em candidatos já conhecidos como Patrus Ananias, Durval Ângelo e Reginaldo Lopes.
O Partido Novo concorrerá pela segunda vez. Em 2016, elegeu quatro vereadores no país , um deles Mateus Simões, em BH. Como não usa o fundo partidário, conta com doações de R$ 28,23 mensais dos filiados para financiar campanhas. “É muito insuficiente para fazer a campanha”, reclama Bernardo. Segundo ele, o candidato não precisa ser rico, “mas que tenha capacidade de levantar fundos”.




CUIDADO COM A MIOCARDITE



Garganta ameaça o coração: inflamações nas vias aéreas podem atingir órgão vital

Flávia Ivo











Stefano manteve a medicação por quase um mês após a detecção da miocardite

Muito comuns nesta época mais fria do ano, as infecções de garganta, tratadas com frequência como problemas mais simples de saúde, podem gerar complicações cardíacas e levar a quadros sérios, incluindo internações. Susto pelo qual passou, recentemente, a família do universitário Stefano Di Pietro, de 18 anos.
No início de junho, o estudante apresentou um quadro de gripe com inflamação de garganta, buscando atendimento médico em um posto de saúde próximo de casa, onde foi indicado tratamento com antibiótico.
No entanto, antes mesmo de iniciar a medicação, Stefano começou a sentir fortes dores no peito e no braço direito. “Sintomas semelhantes ao de um infarto”, relata o pai do jovem, Enzo Di Pietro.
Durante a triagem no pronto-socorro, a informação foi de que o quadro de saúde do estudante inspirava cuidados. O diagnóstico era de miocardite aguda.
A doença é definida pela inflamação do músculo da parede do coração, o miocárdio, e atinge, principalmente, jovens adultos, antes dos 40 anos, e do sexo masculino.
“A infecção viral que deu na garganta ‘desceu’ para o coração, atingindo o miocárdio. O Stefano ficou internado por seis dias”, descreve Enzo.
Causas
Não só os quadros de faringite, amigdalite e outras inflamações das vias aéreas podem desencadear o problema. De acordo com Saulo Emanuel Barbosa, cardiologista dos hospitais Vera Cruz e Odilon Behrens, quaisquer quadros prévios de inflamações, sejam elas provocadas por vírus ou bactérias, são passíveis de causar a miocardite.
“De 8% a 12% da população é acometida pela doença, mas somente 30% dessa parcela dos pacientes sentem os sintomas”, destaca o especialista.
Caso do também estudante Túlio Gomes, de 19 anos, amigo de Stefano. O jovem teve um quadro pior que o do colega, uma miopericardite, enfermidade que atinge não só o miocárdio, mas também o pericárdio, parte mais externa do coração.
“Eu tinha 17 anos. Comecei a sentir uma dor no peito e, ao chegar ao hospital, já me internaram por uma semana. Mas só senti essa dor e mais nada. Foi mais assintomático”, relembra Túlio.
Dentre os sinais mais comuns e perceptíveis pelos pacientes estão: dores no peito, arritmias, dificuldades para respirar e inchaço nas pernas.
Tratamento da miocardite envolve uma série de restrições
Ter passado por uma miocardite impôs a Stefano Di Pietro uma série de restrições. Ingerir líquidos que estimulem os batimentos cardíacos como os energéticos está proibido. O retorno às atividades físicas, por exemplo, ainda será avaliado. O repouso é parte essencial do tratamento, revela o médico Saulo Barbosa, que tem acompanhado o jovem após o episódio.
“O tratamento é direcionado caso a caso. Mas, basicamente, consiste em hidratação venosa e oral, a restrição de exercícios físicos de três a seis meses, dependendo do grau da enfermidade. Cortar o consumo de álcool ou outras bebidas que contenham taurina, cessar o tabagismo, se for o caso. Por fim, lançar mão de anti-inflamatórios como AAS e ibuprofeno”, explica.
No caso de Túlio Gomes, com a miopericardite, foram seis meses longe da academia e dos esportes. Além disso, o lazer também ficou em segundo plano. Balada, nem pensar! “Perto de completar os seis meses, eu fui a um show e precisei ficar em pé. Durei apenas duas horas no local, tive que ir embora, tinha desacostumado”, conta.
Conforme o especialista, o tempo de duração do tratamento depende da causa da inflamação e do estado de saúde geral do paciente. A miocardite pode levar pelo menos duas semanas para ceder, em alguns casos, meses ou até mesmo causar danos permanentes.
“Em mais de 70% dos pacientes, os sintomas cessarão sem sequelas; uma parcela terá arritmias e insuficiência cardíaca”, diz o médico.
Prevenção
Manter atividades físicas regulares, boa alimentação e hidratação são algumas das dicas para se proteger da miocardite. Importante, também, é evitar as infecções.
“A vacinação de forma geral é um ótimo método de prevenção de infecções e inflamações. É uma proteção contra vírus e bactérias, por mais que muitas pessoas duvidem disso”, ressalta Saulo Barbosa.





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