quarta-feira, 13 de abril de 2016

PLACAR DO IMPEACHMENT DE DILMA



Mais de 800 mil visitam Placar do Impeachment na internet

Estadão Conteúdo 


A página na internet do Placar do Impeachment do jornal O Estado de S. Paulo recebeu cerca de 800 mil visitantes únicos em sete dias. Nesse mesmo recorte, o acesso à versão digital do levantamento teve mais de 1,6 milhão de visualizações de página.

Na navegação online, o internauta consegue ver como se posicionam os 513 deputados em relação ao afastamento da presidente Dilma Rousseff. A votação em plenário está programada para ocorrer de sexta-feira a domingo, na Câmara.

Questionados por jornalistas, os deputados tiveram quatro opções quanto ao impeachment: a favor, contra, indeciso ou não quero responder. Também foram consultados gabinetes e contas verificadas dos parlamentares em redes sociais.

O site do Placar do Impeachment entrou no ar em 5 de abril e, até agora, acumula aproximadamente 2 mil comentários. Do trabalho participaram, pelo menos, 30 jornalistas nas redações de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Uma equipe se dedica exclusivamente ao placar.

Na primeira apuração, foi constatado que 234 deputados se posicionavam a favor do impeachment, enquanto 110 eram contra. Na época, 56 disseram estar indecisos e 113 entraram no grupo dos não localizados /não quiseram se manifestar.

Na atualização do placar desta terça-feira, 12, eram 306 parlamentares favoráveis ao impeachment da presidente e 125 contrários. O grupo de indecisos tinha 40 deputados e 42 entre os que não quiseram responder. O jornal continua a publicar o placar até o fim do processo na Câmara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


EPIDEMIA DE GRIPE PROVOCADA PELO VIRUS H1N1



Mais uma para combater

Editorial Jornal Hoje em Dia 



Não bastassem as crises política e econômica e o mosquitinho listrado Aedes aegypti, o brasileiro precisa ficar atento a mais um problema: a gripe H1N1.
Conhecido nosso há alguns anos, o vírus Influenza A voltou a circular com força total (lembrando que estamos na época do ano mais seca do ano, quando a incidência de doenças respiratórias é maior) e já fez com que as demandas por vacina e medicamentos crescessem nas clínicas e nas farmácias de Belo Horizonte.
A campanha de vacinação será iniciada no próximo dia 30, tendo sido antecipada justamente pela circulação aumentada da doença, mas, mesmo assim, há longas filas em clínicas particulares que fornecem a vacina.
Na capital mineira, de acordo com levantamento do Hoje em Dia, na quase totalidade das drogarias, não há o Tamiflu (nome comercial para Oseltamivir, o princípio ativo), medicamento utilizado para tratar os pacientes já diagnosticados com o H1N1.
E a falta do remédio não acontece pelo preço baixo dos comprimidos – cada caixa com dez custa de R$ 220 a R$ 260. Em alguns postos de saúde ainda é possível encontrar a medicação, mas é preciso paciência e sola de sapato. Somente nos primeiros três meses deste ano, o Ministério da Saúde distribuiu 45 mil caixas do Oseltamivir, enquanto que em todo o ano de 2015 foram entregues em Minas 39 mil.
Especialistas advertem que o uso desse medicamento de forma indiscriminada pode, ao invés de ajudar, piorar o estado de saúde dos doentes e das pessoas saudáveis, já que alguns médicos têm prescrito a medicação como profilaxia do vírus Influenza A. Nesses casos em que pessoas tomam o remédio de forma preventiva, podem ocorrer delírios, alucinações, e outras complicações.
O Oseltamivir só deve ser utilizado por infectados pelo H1N1 e não por aqueles que foram atingidos por resfriados comuns. O tratamento deve ser iniciado após dois dias do início dos sintomas da Influenza: febre, tosse, dor de garganta, calafrios e dores pelo corpo, nada diferente de uma gripe comum. Por isso, procurar um médico e obter o diagnóstico correto é o primeiro passo para curar-se da doença.

DEGOLA DE VÁRIOS POLÍTICOS CORRUPTOS



Dilma segue, via TV ao vivo, para o linchamento político

Orion Teixeira 




Tudo indica que argumentações jurídicas e políticas, defesa consistente, manifestação de rua e oferta de cargos, entre outros, nada mais terá efeito em favor da presidente Dilma Rousseff (PT). Seu destino está selado na Câmara dos Deputados, onde a cada dia que passa mais um partido que se diz aliado a abandona às feras. Com provas ou sem provas, com crime ou sem crime, a situação de Dilma se assemelha à daquele suspeito de crime hediondo, que, sem julgamento e chance de defesa, é espancado até a morte, com transmissão ao vivo e disputa pela audiência das TVs.
Um caso de linchamento político que parece irreversível, a não ser que, no Senado, pelo tempo e ritual do processo, o quadro ganhe algum fato novo que permita julgamento no qual haveria amplo direito de defesa. Difícil, porque, uma vez admitido pelo Senado – já que lhe é quase impossível tomar uma decisão política a favor dela como a que Câmara indica que fará contra ela –, a presidente terá que se afastar do cargo por 180 dias, deixando a cadeira e a caneta nas mãos do maior interessado em sua degola, o atual vice Michel Temer.
Oposição prepara impeachment
O governador Fernando Pimentel (PT) reconheceu, nesta terça (12), que vive um momento difícil, após o indiciamento pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com quem esteve com ele, Pimentel não está abatido e atribui a situação ao quadro nacional, referindo-se ao processo de impeachment da aliada, Dilma Rousseff.
Após o indiciamento, a Procuradoria-geral da República vai decidir se apresenta denúncia ou não. Do lado de cá, a oposição na Assembleia está trabalhando na fundamentação jurídica para pedir o impeachment dele no rastro da crise nacional.
Mil dias sem TRF em Minas
A OAB/MG promoveu, na segunda-feira (11), ato público contra a demora do Supremo Tribunal Federal em julgar a Ação Direita de Inconstitucionalidade que paralisou a criação do Tribunal Regional Federal (TRF) em Minas. A matéria está para parada, segundo a entidade, há mil dias no Supremo, desde que o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, em um plantão forense, expediu liminar suspendendo a criação do TRF em Minas, Amazonas, Bahia e Paraná.
Por conta disso, alguns processos mineiros demoram até 15 anos para serem concluídos, já que têm que ser julgados em Brasília, no TRF-1. Além dessa carga processual, o TRF-1 tem que dar conta da demanda de outros 13 estados. Junto da Ordem, participaram do manifesto a Associação de Juízes Federais, o Ministério Público Federal, a Advocacia-Geral da União e a Advocacia-Geral do Estado.
Parque Cássia Eller liberado
A CPI das Cancelas, da Câmara de Belo Horizonte, decidiu que o Parque Cássia Eller, anexado ilegalmente pelo Condomínio Fazenda da Serra (Pampulha), deverá ser imediatamente devolvido ao município, por meio de fechamento do acesso exclusivo ao parque e ao conjunto residencial. Dessa forma, o horário de funcionamento do equipamento público passará a ser o mesmo para os moradores e a população da cidade. A decisão foi publicada no diário oficial do município nessa terça-feira (12).

terça-feira, 12 de abril de 2016

MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO QUE DOIS VOANDO



Adágios

João Carlos Martins 



Adágio significa ditado popular. Segundo o “Dicionário de Gêneros Textuais” de Sérgio Roberto Costa, é sinônimo de máxima, mote ou ainda provérbio: “Enunciado breve, ritmado, rimado ou não, muitas vezes uma frase nominal, que expressa uma observação de valor geral, regra moral, princípio de conduta ou mesmo pensamento dito, sem qualquer conotação de valor”.
Por quê não recorrer a essas formas linguageiras, nesse momento tão conturbado da política nacional, para nos ajudar a compreender tão complexos movimentos?
Antes porém, uma informação em primeira mão, mas que de tão óbvia, já está quase caducando: o PMDB, Partido do Movimento Democrático Brasileiro, mantém sua sigla, mas com outro significado: “Preciso Me Dar Bem” (De qualquer jeito, custe o que custar!).
Infelizmente, esse imperativo “Preciso Me Dar Bem” do PMDB é um direcionamento adotado por todos os partidos políticos brasileiros, de forma não discursiva, mas facilmente identificada nas posturas e atitudes dos seus filiados.
Mais triste ainda é que esse “se dar bem” não quer dizer se dar bem para contribuir com o bem da nação brasileira, ou seja ético, mas sim, manter-se no poder. Manter-se no poder para...
E aqui, para verificar essa situação, nosso primeiro adágio: “Diz me com quem andas, que te direi quem és”! É possível fazer alianças com o demônio ou vender a alma ao diabo, para se tornar ou manter-se santo? Ou, se não santo, pelo menos manter-se numa linha ideológica sem concessões? Os fins justificam os meios? Ou acaba valendo essa outra máxima: “Quem não tem cão caça com gato”?!
Mais do que nunca, nas salas da Câmara Federal ou do Senado, as articulações se dão baseadas no princípio “bode-boi”. O bode é o expiatório, que é a “pessoa sobre quem se fazem recair as culpas alheias ou a quem são imputados todos os reveses”.
Quanto ao boi, trata-se do boi de piranha, aquele boi que o vaqueiro faz atravessar o rio antes da boiada, para saber se há ou não piranhas, mas significa também pessoa que é submetida ou se submete ao sacrifício de um grupo. No caso do Presidência da República, do Senado e da Câmara Federal, muitos bois estão se revelando piranhas e o rio a atravessar, de esperança e confiança do povo brasileiro, está secando...
Quando ouço Eduardo Cunha ou outros políticos discursando sobre o impeachment da presidente Dilma, além do princípio “bode boi”, me ocorre aquela: “Olha o porco falando do toucinho”!
Outra máxima muito oportuna: “Quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado do vizinho”. Acontece que os vizinhos também têm telhado de vidro. E todo mundo tá jogando pedra. Moral da estória: Quem anda com os pés descalços e o coração aberto, não deve passar por Brasília: Risco de corte!
Finalmente, não um adágio, mas um lamento (com direito ao chorinho do Pixinguinha!).
Atualmente, está explícito um paradigma da política brasileira: cargos, dos mais importantes, como o de ministro, sendo negociados, como moedas de troca, entre partidos, para benefícios políticos. Não! Cargos públicos devem transcender a questão partidária e serem ocupados por pessoas técnica e administrativamente competentes, preferencialmente escolhidas por seus pares.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...