segunda-feira, 11 de abril de 2016

POSSIBILIDADE DE NOVAS ELEIÇÕES




Por Painel



Confabulações O governo está menos reticente do que parece à proposta de novas eleições presidenciais. O tema ainda é proibido, pois o foco é vencer o impeachment, mas já circulou por ministérios petistas. Para os defensores da ideia, só seria possível discutir a hipótese de renúncia mediante duas condições: o vice Michel Temer também abrir mão do cargo e a realização de uma profunda agenda de reformas para recolocar o país nos trilhos. Tudo isso, claro, se Dilma vencer a votação de domingo (17).
Ouvi falar O assunto foi discutido de forma discreta tanto no Planalto quanto no Royal Tulip — onde Lula está hospedado — antes mesmo de o Datafolha mostrar o ex-presidente em condição eleitoral competitiva.
Não vinga A ideia de uma eleição “solteira” para presidente e vice parte da avaliação de que seria impossível viabilizar eleições gerais, pois exigiria a renúncia coletiva dos 513 deputados, 81 senadores e de todos os seus suplentes.
Pressão Eduardo Cunha e líderes de oposição procuraram neste domingo (10) o governador Rodrigo Rollemberg (DF) pedindo que ele permita o avanço de manifestantes sobre o gramado do Congresso no dia da votação do impeachment no plenário.
Sei não Partidários da deposição de Dilma querem que os deputados possam ouvir os protestos do lado de fora da Câmara durante a sessão. A proposta é dividir a área externa entre as duas torcidas. O governador, porém, mostrou-se receoso.
Vale pra um Advogados próximos à oposição veem no parecer de Rodrigo Janot sobre a posse de Lula margem para pedir a reversão de todas as nomeações recentes.
Vale pra outro Dizem que, se houve desvio de finalidade no convite ao ex-presidente, podem argumentar o mesmo sobre as nomeações para atrair votos contra o impeachment.
Passa a régua? Tucanos apostam que a Procuradoria-Geral da República não levará adiante uma investigação contra Aécio Neves (PSDB-MG) a partir da delação de Delcídio do Amaral.
Fogo antigo Sustentam que as citações contra o senador mineiro já foram objeto de arquivamento em casos anteriores.
Carece não Um dos trechos da delação de Delcídio do Amaral diz não ser preciso checar as datas registradas na agenda parlamentar do senador: “Nem é preciso submetê-la a uma perícia oficial”.
Gato por lebre? Uma parte dos investigadores da Lava Jato aponta falha de colegas procuradores ao dar de barato que o documento de Delcídio é totalmente verídico. “Um pouco de dúvida não faz mal a ninguém, né?”, ironiza um deles.
Agiotagem O presidente do Sebrae, Afif Domingos, está furioso com a ideia do governo federal de usar o compulsório bancário para resgatar dívidas de grandes empresas no exterior. “É revoltante, pois as pequenas continuam sem ser atendidas”, disse ele.
Não está sendo fácil Do presidente do PPS, Roberto Freire, sobre Paulo Maluf e Fernando Collor terem se posicionado a favor do impeachment: ‘Quando até essas duas figuras abandonam o barco, é porque a situação é mesmo insustentável’.”
apode1104painell
Dublê O parecer de Jovair Arantes (PTB-GO), revisado por um advogado do presidente da Câmara, rendeu, além de tudo, piadas: “Certeza que o Eduardo Cunha foi o ‘ghost writer’”, disse Orlando Silva (PC do B-SP).
Reação O embaixador do Brasil em Portugal, Mario Vilalva, reagiu às críticas de que torce por um governo Temer. “Se desejam meu posto, peçam à presidente. Não inventem histórias. Recomendo mais política externa e menos mexericos”.

TIROTEIO
Luís Eduardo Magalhães dizia: no poder, o PT fará tudo o que acusa nos outros partidos e o que jamais tivemos coragem de fazer.
DO DEPUTADO DUARTE NOGUEIRA (PSDB-SP), citando o filho falecido de ACM, sobre o envolvimento do partido rival em escândalos de corrupção.

CONTRAPONTO
Chama o japonês! Acostumado a partir de Brasília para Porto Alegre ao final de toda semana, o deputado Osmar Terra (PMDB-RS) cumpriu a rotina de sempre. No horário habitual, passou pelo portão de embarque e se acomodou na poltrona do avião. Mas, tão logo as portas se fecharam, Terra se deu conta de que estava no lugar errado.
O voo iria para o Maranhão. Desesperado, procurou um comissário e pediu para sair. Diante da recusa, restou ao congressista apelar:
— Se eu criar um tumulto, o senhor chama a Polícia Federal para me tirar do voo, certo? Pois finja que eu criei uma confusão e peça para que eles venham!

BICICLETA HUMANA NO MÉXICO



Ciclistas formam bicicleta humana gigantesca no México

AFP 




Mais de 3 mil ciclistas se reuniram na praça do Zócalo, na Cidade do México, para formar o desenho de uma bicicleta
Cerca de 3.000 ciclistas se concentraram neste domingo (10) na praça do Zócalo, na Cidade do México, para formar uma "monumental bicicleta humana", no Dia Mundial da Bicicleta.
A imagem de uma bicicleta gigantesca formada por centenas de pessoas tomou a praça, onde ficam a Presidência mexicana, a Catedral Metropolitana e a sede da Prefeitura.
Essa atividade inaugurou a chamada "Semana da Bici CDMX", que busca fomentar o uso desse meio de transporte limpo na cidade, informou a prefeitura em um comunicado.
Em seu terceiro ano consecutivo, o evento contou com a participação do triplo de pessoas em relação a 2014.

LULA QUER INICIAR IMEDIATAMENTE O TERCEIRO MANDATO - SE O STF DEIXAR



Dilma por Lula

Amália Goulart 




Ministros têm dito que, caso o impeachment morra na Câmara ou no Senado, o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) será, na verdade, o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Será formada uma nova coalizão com novos ministros. É justamente essa a ideia que Lula e aliados estão vendendo ao grupo dos deputados indecisos.
A manobra depende, no entanto, do Supremo Tribunal Federal. Caso Lula assuma o ministério da Casa Civil, será como assumir a Presidência. Mas, com uma negativa do Supremo fica difícil compor um governo, sem efetivamente estar nele.
A contabilidade
Na contabilidade do impeachment governadores foram a campo pedir aos deputados dos respectivos estados votos contra ou a favor da presidente Dilma Rousseff (PT). Na seara, quem teve mais sucesso foi o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Na semana passada, ele ficou 24 horas em negociação com a bancada. Teve o apoio do ex-deputado Sandro Mabel. Ambos são contrários à permanência da presidente. Dizem aliados que conseguiram convencer uma meia dúzia de parlamentares.
Em Minas Gerais, o governador Fernando Pimentel (PT) conta com o apoio dos deputados do partido dele e do PCdoB, na defesa da companheira de partido e de luta durante a ditadura militar.
Parlamentares que têm certo trânsito no Palácio Tiradentes, mas pertencem a outras legendas, como Marcelo Aro (PHS), não mudarão o voto contra a presidente.
No mapa do impeachment, a contagem será voto a voto. Um espectro de 15 ou 20 deputados indecisos, de legendas menores, pode decidir o destino de Dilma Rousseff.
Esperteza?
Tem deputado que pediu à Câmara que mudasse o nome parlamentar. A votação do impeachment será aberta e pode ser nominal. Quem começa com a letra A, por exemplo, votará primeiro. Alguns acreditam que ficar por último é mais vantagem. Pode votar de acordo com a toada.
Chapa única
Marina Silva (REDE) e Ciro Gomes (PDT) andam conversando sobre o cenário político brasileiro. Aliados de ambos dizem que eles poderão compor uma chapa presidencial nas eleições de 2018. Ciro seria o candidato e Marina vice. Entrariam na disputa para apresentarem-se como alternativa à polarização PT X PSDB. E também ao chamuscado PMDB.
Alckmin
Ganha terreno no PSDB – com exceção do diretório mineiro – a ideia de uma candidatura de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, à Presidência, em 2018. Como o nome de Aécio apareceu no noticiário da “Lava Jato” (ele nega tudo), o nome do adversário dentro da legenda começou a rondar nas conversas de bastidor. É claro, contando com a colaboração de José Serra (PSDB).
Terrenos
O Tribunal de Justiça manteve, em 2ª instância, a suspensão do leilão de 20 lotes doados pela Prefeitura de Belo Horizonte à PBH Ativos.

CRONOLOGIA DO IMPEACHMENT



Comissão de impeachment da Câmara vota relatório na tarde desta segunda

Giulia Mendes e Raul Mariano





Sessão para votação do relatório do deputado Jovair Arantes pela Comissão de Impeachment deve ter início às 10h

Deputados governistas já admitem uma derrota na Comissão Especial de Impeachment, que deverá votar hoje o texto do relator Jovair Arantes (PTB), contrário à permanência de Dilma Rousseff (PT) no cargo. Apesar de minimizarem o impacto do parecer da comissão na votação do plenário, parlamentares confirmam que o resultado negativo já é esperado.
“Ninguém será surpreendido. O resultado da comissão já é esperado, até por causa da forma como foi composta. O foco do governo, de fato, é sua base parlamentar no plenário. A comissão pode até ter impacto psicológico, mas só”, afirma o deputado Gabriel Guimarães (PT-MG).
Pelo menos 35 dos 65 integrantes da comissão especial já se declararam a favor do impeachment ou são apontados pelos líderes de seus partidos como favoráveis ao impedimento da presidente Dilma.
Para a oposição, o governo quer acelerar o trâmite na comissão para votar logo o processo no Congresso. “Os próprios deputados governistas querem acabar logo com isso. Eles acham que já têm número suficiente para barrar o processo no plenário”, diz Júlio Delgado (PSB-MG).
Influência mínima
“A comissão e o resultado dela é de muito barulho por nada. Como ela é consultiva e não deliberativa, o que vale é o plenário”, enfatizou o cientista político Malco Camargos. No plenário, Dilma precisa de 172 deputados favoráveis ao governo que não necessariamente precisam votar, nem mesmo participar da sessão. Quem precisa mesmo dos votos é a oposição que, obrigatoriamente, tem de ter 342 votos para conseguir enviar o impeachment ao Senado.
Nesse cenário, Malco acredita que dois fatores serão determinantes na decisão dos deputados: a negociação com o governo, que será feita até o último momento, e a opinião pública.
Especialistas avaliam que, na prática, a argumentação de Arantes terá muito pouca influência na votação do plenário, que começará no fim desta semana e pode enviar o processo de impeachment ao Senado. O que de fato deve decidir o jogo é a capacidade de convencimento de um projeto futuro, com ou sem Dilma no governo.
O professor titular do departamento de Ciência Política da UFMG, Carlos Ranulfo, também argumenta que o relatório da comissão terá pouca praticidade. “Toda a discussão da comissão tem pouca influência. O próprio relatório já estava pronto antes da discussão. É um jogo de cartas marcadas. Não foi ele (o deputado Jovair Arantes) quem escreveu o relatório. Isso ficou muito nítido quando ele estava lendo, na última quarta-feira”, afirma Ranulfo.
Para especialista, processo na Câmara fica mais vulnerável devido à posição de Cunha
O trabalho do deputado Jovair Arantes (PTB) na Comissão Especial do Impeachment somou 197 páginas e desagradou a situação, mas foi elogiado pela oposição. “Eu confio na capacidade de avaliação jurídica, técnica do relator e a tendência clara dentro da comissão é favorável à apreciação de um relatório que vá na direção do pedido de impeachment da presidente Dilma”, declarou o vice-líder do Democratas, Mendonça Filho.
O Pátio Savassi, na região Centro-Sul de BH, manteve o ritmo de abertura de lojas em 2015. Neste ano, no entanto, espera receber cinco novas lojas ainda no primeiro semestre
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, questionou o trabalho do relator. “No fundo é como se eu tivesse uma conclusão e eu preciso demonstrá-la, ao invés de ter fatos para chegar a essa conclusão. O relator possivelmente já tinha uma posição política. Esse parecer não se sustenta na sua lógica, nos seus argumentos jurídicos, nos seus argumentos técnicos”, enfatizou.
Senado
O cientista político Malco Camargos enfatiza que há diferença no andamento do processo de cassação da presidente Dilma nas duas casas do Congresso Nacional. Enquanto na Câmara dos Deputados o presidente Eduardo Cunha (PMDB) é desafeto da petista e de todo o partido dela, no Senado o presidente Renan Calheiros (PMDB) é uma aliado do PT, mesmo que não seja de primeira ordem, mas ele se declara próximo ao governo. Além disso, quem comandará o processo será o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandovski.
“A diferença é na condução do processo. Na Câmara quem conduz o processo é interessado (na queda de Dilma), com isso o processo fica mais vulnerável. Com o Senado, como a condução é via STF, tem mais legitimidade”, avalia.
Caso a denúncia seja enviada pela Câmara ao Senado, os senadores terão que aprovar, por maioria simples, a aceitação ou não da abertura de processo de cassação. Se aceitarem, Dilma é afastada, o vice Michel Temer (PMDB) assume e os senadores terão 180 dias para julgá-la. A sessão definitiva será comandada por Lewandovski.
Cresce a disputa pelos votos dos parlamentares indecisos
Até a última sexta-feira, as intenções de voto, de acordo com o movimento Vem pra Rua, eram de 273 a favor do impeachment, 122 contra e 118 indecisos. Ou seja, tanto os pró-Dilma como a oposição ainda precisam conquistar aliados.
Na opinião do professor Carlos Ranulfo, do Departamento de Ciência Política da UFMG, esse número significativo de parlamentares que ainda não definiram nem manifestaram publicamente o posicionamento favorável à queda da petista não será modificado em função das argumentações que constam no relatório de Arantes, mas sim por ameaças.
“Há os deputados, por exemplo, do PMDB, que são ameaçados de serem expulsos caso votem contra o impeachment”
Carlos Ranulfo
Professor da UFMG
“Há os deputados, por exemplo, do PMDB, que são ameaçados de serem expulsos caso votem contra o impeachment”, avalia. Por outro lado, o governo tende a manter os parlamentares ao seu lado com a distribuição de cargos.
Ranulfo afirma que não irá se dispor a acompanhar pela televisão os debates que, para ele, serão, basicamente, xingamentos de todos os lados.
No entanto, se o relatório não surtir muito efeito nas opiniões dos deputados, Ranulfo acredita que as manifestações que ocorrem no país, tanto a favor como contra Dilma, podem ser decisivas.



AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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