Notícias do dia: mais de 2
mil mortos no Brasil, quarentena em SP e acordo para reduzir salário
O Brasil ultrapassou a marca de 2 mil mortos pelo coronavírus.
Em São Paulo, o governador João Doria decidiu ampliar a quarentena.
O Amazonas começa a sofrer as consequências do colapso do sistema de saúde.
O STF validou o acordo para reduzir salários.
E os Estados Unidos registraram novo recorde de mortes
causadas pela covid-19.
Leia também sobre a disputa entre Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro,
a revisão das mortes em Wuhan, a
contaminação de mil marinheiros
em porta-aviões francês, o isolamento bem-sucedido na Grécia e a fortuna
do homem mais rico do mundo.
Veja abaixo a lista das principais notícias do 'Estadão' nesta
sexta-feira, 17 de abril de 2020:
Em novo recorde, o Brasil registrou 217 mortes decorrentes do
novo coronavírus nas últimas 24 horas. Com isso,
o número de óbitos por covid-19 passou para 2.141 nesta sexta-feira, 17,
de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, através de
informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde. A taxa de
letalidade está em 6,4%.
© Governo do Estado de SP/Divulgação
Governador João Doria (PSDB) em coletiva no Palácio dos Bandeirantes
O governo de São Paulo prorrogou a quarentena no Estado para
retardar a propagação do novo coronavírus,
que venceria no próximo dia 22, quarta-feira. Agora, a medida vale até o dia 10
de maio. A quarentena está em vigor no Estado desde o dia 24 de março
e já havia sido ampliada uma vez. O decreto prevê o fechamento do comércio e
serviços não essenciais, o que inclui bares, restaurantes e cafés, que só podem
funcionar com serviços de delivery. Já os serviços considerados essenciais,
como farmácias e supermercados, podem abrir as portas.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil O
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)
decidiu assegurar a validade dos acordos individuais entre empregadores e
trabalhadores para reduzir jornada e salário ou suspender contratos durante a
crise provocada pela pandemia do novo coronavírus no País. A medida permite
redução de jornada em 25%, 50% ou 70%, com um corte proporcional no salário,
por até três meses. Também é possível suspender o contrato por até dois meses.
Em todos os casos, o governo pagará uma parte do seguro-desemprego a que o
trabalhador teria direito.
Sem leitos de UTI, respiradores e recursos humanos, o Governo do Amazonas
está equipando as unidades hospitalares do Estado, lotadas com pacientes
infectados pelo novo coronavírus, com contêineres frigoríficos para
acondicionamento de corpos das vítimas da doença e do colapso do sistema de
saúde.
© Beto Barata/Agência Senado Os
presidentes Rodrigo Maia, da Câmara, e Davi Alcolumbre, do Senado
Em resposta ao presidente Jair Bolsonaro, o Senado
decidiu não votar nesta sexta-feira, 17, a medida provisória do contrato Verde Amarelo,
que reduz impostos às empresas na contratação de jovens de 18 a 29 anos e
pessoas acima de 55 anos. O texto perderá a validade se não for aprovado
pelos senadores até segunda-feira, 20. As bancadas ainda vão discutir se a
medida será votada, mas a tendência é a MP caducar.
Os Estados Unidos
registraram, nas últimas 24 horas, o recorde de 4.491 mortes pelo novo
coronavírus, segundo a contagem em tempo real da Universidade Johns Hopkins.
De acordo com a instituição, o país ultrapassou a marca de 33 mil vítimas
da covid-19.
Leia também: Mais de mil marinheiros do
porta-aviões Charles de Gaulle são contaminados por coronavírus
A China, alvo de suspeitas e críticas por sua gestão da pandemia
de covid-19, revisou os números e anunciou nesta sexta-feira 1.290
mortes adicionais na cidade de Wuhan, marco zero do novo coronavírus.
Um total de 1.081 marinheiros do porta-aviões francês Charles
de Gaulle testou positivo para a covid-19, informou nesta sexta-feira, 17, o
Ministério da Defesa da França. A tripulação é formada por 2.300 pessoas.
Com a proibição de aglomerações de massa e quarentena há quatro semanas
para impedir a propagação do novo coronavírus, a Grécia tem conseguido
controlar a pandemia e é vista como exemplo na Europa - assim como a Alemanha.
O país registra, até o momento, 2.207 casos confirmados e 105 mortes. A rápida
resposta e o respeito da população às medidas explicam os resultados.
A pessoa mais rica do mundo está ficando mais rico, mesmo em uma
pandemia. Com os consumidores presos em casa, eles confiam na Amazon.com
Inc. de Jeff Bezos mais do que nunca. As ações do varejista subiram 5,3%,
elevando o patrimônio líquido do fundador para US$ 138,5 bilhões.



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