Apreensão na PF
Coluna Esplanada – Leandro Mazzini
O clima na Polícia
Federal hoje é de apreensão, após o presidente Jair Bolsonaro suscitar a
hipótese de troca do diretor-geral, Maurício Valeixo. A afirmação, à Coluna, é
do presidente da Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir
Paiva, entidade que tem mais de 2 mil associados. “O presidente da República
pode, sim, trocar o diretor-geral. Tem essa prerrogativa, exonera e nomeia a
hora que quiser; a questão é se isso é correto. Nós gostaríamos que o
diretor-geral tivesse mandato”, afirma.
Blindagem tramita
Há anos a ADPF
articula no Congresso a PEC 412, que dá autonomia orçamentária e administrativa
à corporação e mandato para diretor-geral, blindagem contra ingerência
política.
Autonomia
Em meio ao momento
“delicado”, o delegado Edvandir reafirma a defesa da autonomia da PF: “Em
muitos momentos, corremos os riscos de alterações nos bastidores”.
Brasil de olho
“Agora, nós temos
uma discussão pública (PEC 412) que esperamos que possa abrir os olhos do
parlamento para que a PF seja protegida”, complementa o presidente da ADPF.
Lava Jato fica
O desembargador
federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, nega
à Coluna que o vazamento de mensagens de integrantes da Lava Jato tenha
fragilizado ou vá fragilizar o andamento da operação. “Nós temos uma ação
criminosa que interceptou documentos privados, todos sabemos que esses
documentos são inválidos e nulos”, afirmou durante evento dos delegados
federais em Salvador.
Origem
O desembargador,
palestrante do Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, diz ainda que essas
notícias levam à população informações que acabam vulnerando a imagem das
pessoas. “Informações essas que não sabemos a origem, ou se foram editadas. Da
minha parte, sei que são informações ilícitas”, observa.
Em suma
Para qualquer juiz,
de qualquer instância, obtenção de ‘provas’ de forma ilícita não vinga no
Judiciário. É regra, é lei, é praxe. O restante é palco, cena e gritaria.
Doação empresarial
O presidente da
Câmara Federal, Rodrigo Maia, defende o retorno do financiamento privado de
campanhas eleitorais, “mas com limitações rígidas para as doações”.
Lágrimas do poder
Aliás, até o fim do
dia, ontem, não havia notícia de novo choro de Rodrigo Maia.
Enéas vive
Um intrépido
advogado estuda tese para a cisão partidária no caso do Partido da República
com o retorno do Partido Liberal. A ideia é ressuscitar o Prona.
Oi e fui
O eco de protestos
pontuais nas ruas mexe com a rotina do ministro do STF Gilmar Mendes.
Convidados notaram que ele pouco ficou, e sem sorrisos, na noite de autógrafos
dos novos livros do ministro Luiz Fux, no Restaurante Piantella, na última
terça-feira. Paparicado, o presidente da Corte, Dias Toffoli, capitaneou mesa
até o final do evento entre amigos.
Especialidade
Fux lançou os livros
“Processo Civil e Análise Econômica” e “Processo Civil Contemporâneo”. Pelo
menos quatro colegas da Corte apareceram no salão do Piantella, liberado pelos
anfitriões Roberto Peres e a esposa, juíza Vanessa Lemos.
Esplanadeira
# Acontece hoje em
Ceilândia (DF) o evento Maria da Penha Vai Até Você, visando
conscientizar as mulheres sobre segurança, riscos da violência doméstica e
empoderamento.
# A Evino,
app que comanda o setor de vendas on-line de vinhos europeus no Brasil, vê boas
perspectivas com um acordo Mercosul-EU, para baratear produtos.

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