EUA acusam
China de interferir em atividades de petróleo e gás no Vietnã
Estadão Conteúdo
O Departamento do
Estado americano afirma que os Estados Unidos estão "profundamente
preocupados" com a interferência continuada da China nas atividades de
petróleo e gás no Vietnã, mais especificamente na Zona Econômica Exclusiva
vietnamita. Em comunicado, um porta-voz do órgão diz que o comportamento de
Pequim lança dúvidas sobre seu compromisso com a resolução pacífica de disputas
em áreas marítimas.
O governo americano diz que a China tem adotado nas últimas semanas
"uma série de medidas agressivas" para interferir em atividades
econômicas bem estabelecidas na Associação das Nações do Sudeste Asiático
(Asean), em uma tentativa de vetar alianças com companhias de petróleo e gás do
exterior. Segundo os EUA, isso impõe custos econômicos ao Sudeste Asiático e
bloqueia o acesso à região de estimados US$ 2,5 trilhões em recursos de
hidrocarbonetos não explorados. "Os Estados Unidos estão comprometidos em
impulsionar a segurança energética de nossos parceiros e aliados na região do
Indo-Pacífico e na garantia de produção de petróleo e gás regional sem
interrupções para o mercado global", afirma a nota da administração do
presidente Donald Trump.
A China precisa
tomar "contramedidas necessárias" ao plano dos Estados Unidos de
impor uma tarifa de 10% a mais US$ 300 bilhões em produtos chineses, afirmou
hoje o Ministério de Finanças chinês.
Em comunicado, o ministério alega também que o plano de Washington viola
um consenso alcançado pelos presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi
Jinping, e tira os dois países do caminho certo no sentido de resolver suas
divergências comerciais.
Na terça-feira (13), os EUA recuaram parcialmente em seu plano, ao remover alguns produtos da lista de produtos chineses que passarão a pagar tarifa de 10% a partir de 1º de setembro e adiar a tarifação de outros bens - como celulares e laptops - para 15 de dezembro.
Na terça-feira (13), os EUA recuaram parcialmente em seu plano, ao remover alguns produtos da lista de produtos chineses que passarão a pagar tarifa de 10% a partir de 1º de setembro e adiar a tarifação de outros bens - como celulares e laptops - para 15 de dezembro.

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