Fim de semana de decisão
Editorial Jornal
Hoje em Dia
A oposição declara que já tem os 342 votos necessários para enviar o
processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Na outra ponta, os
governistas fazem de tudo para conquistar os 20 deputados federais ainda
indecisos e aqueles que já declararam que não revelarão seus votos até o
momento de anunciá-los no plenário da Câmara dos Deputados.
O debate sobre a permanência de Dilma na Presidência da República teve
sua primeira sessão ontem, com os discursos de acusação (de um dos autores da
denúncia contra a petista, o jurista Miguel Reale Júnior) e de defesa
(advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fará a defesa de Dilma, também
por 25 minutos).
Durante toda a sexta-feira, o plenário da Casa Legislativa recebeu
deputados federais de partidos com representação na Câmara (são 25 no total),
para cada sigla, uma hora de discurso.
O sentimento na Câmara dos Deputados estava na boca dos parlamentares:
“Na minha avaliação, o governo está derrotado” (Odelmo Leão, do PP-MG);
“...vocês estão do lado certo, como a consciência brasileira está do lado
certo” (Afonso Florence, do PT-BA); “O número de votos necessários é garantido”
(Ronaldo Caiado, DEM-GO).
A aprovação do processo de impeachment por esta Casa talvez esteja mesmo
certa. Aí ficará a cargo dos senadores definirem se a presidente realmente
deixará o cargo. Caso isso aconteça, Dilma deverá ser afastada da Presidência
por seis meses, período em que assumirá o vice-presidente Michel Temer. E ainda
existe a possibilidade de o nosso presidente ser Eduardo Cunha, na situação de
Temer ser também afastado por pedaladas fiscais pelo TSE.
A presidente Dilma Rousseff, no meio disso tudo, anunciou que faria um
pronunciamento na noite de ontem e, no fim da tarde acabou desistindo, claro,
por receio do volume de represálias que receberia com panelaços e buzinaços por
todo o Brasil.
Hoje, prossegue a reunião do plenário e, amanhã, então, saberemos no fim
da tarde o aguardado resultado desse processo que acabou por paralisar o país.
Parece que estamos esperando o Carnaval passar para o ano realmente ter início.

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