Os muitos lados da verdade
Editorial Jornal
Hoje em Dia
Diz-se que a verdade tem no mínimo três lados. O seu, o do outro e o da
verdade. Por isso essas questões maniqueístas sobre quem é o dono da verdade
devem ser rapidamente vencidas se quisermos ser parceiros da razão. Vivemos em
um país com muitos momentos de paixão, pode ser lugar comum, onde a realidade
política brasileira se parece com um imenso Atlético e Cruzeiro, ou Cruzeiro e
Atlético para não reascender as paixões clubísticas.
É tempo de buscarmos a razão, não a filosófica busca da verdade, mas aquela que poderá nos devolver o sentido de nação. Vermelhos e amarelos devem unir-se rapidamente, sem reaquecer os discursos dos radicais de direita, ou de esquerda e requentar uma luta de classes que em sociedades mais desenvolvidas é resolvida pela via do entendimento.
Não que queiramos imaginar uma imensa Shangri-La, mas devemos buscar o equilíbrio social, a política bem feita que impedirá o esgarçamento do tecido social. A definição aristotélica de que a política é a ciência “maior”, ou a mais importante e que devemos buscar governantes capazes de garantir o bem-estar de todos e o bom governo da sociedade, é cada dia mais atual e inspiradora. Nossos políticos poderiam e deveriam atentar para tais reflexões.
Por falar em estar atentos, é preciso que a sociedade seja vigilante com algumas propostas açodadas dos tempos de crise. O novo Ministro da Justiça torna pública a ameaça de que se não alinhada com os desejos do Governo a atual cúpula da Polícia Federal será toda substituída.
Quer o senhor ministro agir como se tem feito nos últimos tempos. Mata-se o mensageiro por temer-se o conteúdo da mensagem. Tais atitudes revelam que o senhor Aragão ao invés de preocupar-se com as duras críticas feitas a ele pelo quase ministro Lula, nas escutas telefônicas, destina-se a trocar o comando dos que tanto incomodam seus chefes.
Jornalistas financiados ideologicamente e senadores da base aliada podem sugerir tal troca, o senhor ministro não. É a rigorosa e implacável liturgia do cargo. Nos tempos de paz comemora-se as conquistas. Em tempos de vigilância é preciso estarmos atentos a todos os lados da verdade.
É tempo de buscarmos a razão, não a filosófica busca da verdade, mas aquela que poderá nos devolver o sentido de nação. Vermelhos e amarelos devem unir-se rapidamente, sem reaquecer os discursos dos radicais de direita, ou de esquerda e requentar uma luta de classes que em sociedades mais desenvolvidas é resolvida pela via do entendimento.
Não que queiramos imaginar uma imensa Shangri-La, mas devemos buscar o equilíbrio social, a política bem feita que impedirá o esgarçamento do tecido social. A definição aristotélica de que a política é a ciência “maior”, ou a mais importante e que devemos buscar governantes capazes de garantir o bem-estar de todos e o bom governo da sociedade, é cada dia mais atual e inspiradora. Nossos políticos poderiam e deveriam atentar para tais reflexões.
Por falar em estar atentos, é preciso que a sociedade seja vigilante com algumas propostas açodadas dos tempos de crise. O novo Ministro da Justiça torna pública a ameaça de que se não alinhada com os desejos do Governo a atual cúpula da Polícia Federal será toda substituída.
Quer o senhor ministro agir como se tem feito nos últimos tempos. Mata-se o mensageiro por temer-se o conteúdo da mensagem. Tais atitudes revelam que o senhor Aragão ao invés de preocupar-se com as duras críticas feitas a ele pelo quase ministro Lula, nas escutas telefônicas, destina-se a trocar o comando dos que tanto incomodam seus chefes.
Jornalistas financiados ideologicamente e senadores da base aliada podem sugerir tal troca, o senhor ministro não. É a rigorosa e implacável liturgia do cargo. Nos tempos de paz comemora-se as conquistas. Em tempos de vigilância é preciso estarmos atentos a todos os lados da verdade.

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