domingo, 27 de outubro de 2024

FELIZMENTE NEM LULA E NEM BOLSONARO ESTÃO INTERFERINDO NO PROCESSO ELEITORAL

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

A bem de São Paulo e de todos os paulistanos, fracassou a tentativa do presidente Lula da Silva e de seu antecessor, Jair Bolsonaro, de transformar a eleição para a Prefeitura da capital paulista em um descabido tira-teima da eleição presidencial de 2022. Salvo em alguns momentos nos quais temas nacionais, lamentavelmente, poluíram o debate local, as questões mais afeitas à vida na metrópole se impuseram ao longo da campanha. É tendo estas em vista que os eleitores devem comparecer às urnas neste domingo.

Foi debatendo sobre as condições do transporte público em São Paulo, a qualidade dos serviços de saúde e educação prestados pela Prefeitura, as ações de zeladoria urbana e, no que compete ao Município, sobre segurança pública que Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) chegaram neste dia decisivo. E caminharam até aqui com os próprios pés, ora tropeçando em seus erros, ora avançando com seus acertos. A poucas horas da definição do nome do futuro prefeito de São Paulo, está claro que a unção de Bolsonaro e Lula a Nunes e Boulos, respectivamente, não alterou fundamentalmente a trajetória de ambas as campanhas.

Se a renhida polarização entre os dois principais líderes de massa da história recente do País teve pouca ou nenhuma influência no resultado eleitoral na maioria dos municípios brasileiros, em São Paulo, particularmente, a presença de Lula e Bolsonaro chegou a ser tóxica em não poucas ocasiões. Sobretudo a de Bolsonaro, que, mesmo ausente na maior parte do tempo, quando resolveu aparecer foi para constranger Nunes com sua egolatria e seu irrefreável apego aos próprios interesses político-eleitorais, como se viu há poucos dias.

No caso de Boulos, deve-se registrar que o psolista também chegou até aqui a despeito da ausência de Lula em sua campanha – voluntária ou forçada – e, principalmente, do desdém do diretório municipal do PT. Basta dizer que o partido de Lula, que sempre se mostrou reticente em abraçar de corpo e alma a campanha de Boulos, chegou a fazer um mea culpa por não ter lançado uma candidatura própria na capital paulista, tratando Boulos, na prática, já como um derrotado no momento em que o candidato, a rigor, ainda tem chance de ser eleito.

Para a cidade, entretanto, pouco importam os ruídos internos que a presença de Lula e Bolsonaro eventualmente tenha causado nas campanhas de Boulos e Nunes. É auspicioso que a eleição deste domingo tenha sido pautada, em boa medida, pelo futuro da cidade, pelos desejos de seus habitantes e pelos desafios da administração de uma metrópole como São Paulo. O pleito escapou de ser sequestrado pela polarização nacional que não raro interdita qualquer discussão racional acerca de temas concernentes ao melhor interesse público.

Como já sublinhamos neste espaço, o que Lula e Bolsonaro dizem ou deixem de dizer sobre a eleição para a Prefeitura de São Paulo não tapa um buraco sequer nas vias da cidade, não acende um só semáforo apagado ao primeiro pingo de chuva e tampouco abre novas vagas em creches ou escolas administradas pelo poder público.

Em tempos de discussões políticas inflamadas e por vezes estéreis, é digna de nota a maturidade do eleitorado paulistano ao fazer essa dissociação entre o interesse de Lula e Bolsonaro em manter viva a polarização que só beneficia os dois e os interesses dos cerca de 12 milhões de habitantes da maior e mais rica cidade do País. A um só tempo, essa maturidade demonstra o interesse maior dos eleitores por temas que afetam suas vidas diretamente e impõe a Nunes e Boulos o extraordinário desafio de se preparar para lidar com os complexos problemas da cidade que pretendem governar.

De acordo com as pesquisas, nem Nunes nem Boulos inspiram esperança nos eleitores por seus atributos pessoais ou pela exuberância de seus planos para governar São Paulo. Mas agora isso não importa. Afinal, quis a maioria dos paulistanos que a gestão da cidade a partir de 1.º de janeiro de 2025 coubesse a um dos dois candidatos. Que eles estejam à altura dessa escolha.

 

O BRASIL PODE SE TORNAR INGOVERNAVEL A PARTIR DE 2031 MA SITUAÇÃO ATUAL DE GASTOS

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

O Orçamento é uma bomba-relógio. Os gastos obrigatórios engessam o governo federal, e há o risco de inviabilização da máquina pública, seja lá quem for que venha a assumir a Presidência da República, nos próximos anos. O relator do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), senador Confúcio Moura (MDB-RO), alerta que o chefe do Executivo a partir de 2031 não terá “a menor margem para governar”. Esse diagnóstico catastrófico dá a real dimensão dos desafios que há anos são negligenciados pelo Palácio do Planalto e pelo Congresso. Parece óbvio, mas esse risco precisa ser relembrado.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast Político, o senador, que é da base do governo Lula da Silva, foi categórico. De acordo com ele, “pelo bem ou pelo mal”, serão necessárias alterações constitucionais nas vinculações. Trata-se daquelas rubricas federais que devem ser obrigatoriamente gastas em uma área específica, como os pisos para Saúde e Educação, além de Previdência, salários dos servidores, fundos constitucionais e transferências obrigatórias para Estados e municípios.

Crescente, parte dessas despesas, conforme disse o senador, estrangula a capacidade do governo de destinar recursos para rodovias, hospitais, saneamento e até pagamento de água e luz. É por isso que, para Moura, não sem razão, “todos os recursos vinculados” terão de ser rediscutidos. Segundo o relator, no próximo ano sobrarão “R$ 80 bilhões ou R$ 70 bilhões” para os chamados gastos discricionários, que serão reduzidos para R$ 30 bilhões em 2030. Em outras palavras, o Executivo e o Congresso têm um encontro marcado no qual terão de mudar a Constituição para livrar o País da paralisia.

Mas, para Moura, não há clima político para o debate dessas reformas nos próximos dois anos, o que coincide com o término do mandato do petista. E, ao que tudo indica, esse trabalho enfrentará um percurso penoso, com resistência de correntes político-ideológicas que insistem em manter o Brasil no atraso, a começar pelo PT de Lula da Silva.

Na missão de cortar gastos após uma agenda de aumento das receitas, as equipes dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, preparam um cardápio de medidas a ser levado a Lula da Silva. A ideia é que as contas públicas tenham racionalidade, as despesas caibam no Orçamento e o arcabouço fiscal, já tão abalado, não desmorone. Embora discussões sobre a desvinculação dos pisos ocorram internamente nessas pastas, para um integrante da área econômica não há tempo hábil para mudá-los, segundo informou a Coluna do Estadão, o que só é motivo de lamento.

Pautas urgentes se arrastam no Congresso, como o próprio PLDO, o Orçamento de 2025 e a regulamentação da reforma tributária. Ademais, logo no começo do próximo ano haverá eleições para o comando da Câmara e do Senado, que, a depender dos resultados, poderão piorar a já conturbada relação do Planalto com o Congresso. Mas, cedo ou tarde, a realidade se imporá e não haverá rota de fuga diante de uma crise orçamentária que se aproxima com potencial explosivo.

O RETORNO DA ILUSÃO OU SONHO PROTECIONISTA

 

História de Notas & Informações – Jornal Estadão

Panorama Econômico Global do Fundo Monetário Internacional (FMI) traz dados reconfortantes. A taxa de inflação anual no mundo, após um pico de 9,4% em 2022, é projetada para atingir 3,5% no fim de 2025, abaixo da média de 3,6% entre 2000 e 2019. “A batalha global contra a inflação foi em grande medida vencida”, constatou o Fundo. Apesar do aperto das políticas monetárias, a economia global permaneceu resiliente no processo desinflacionário, evitando uma recessão. Em 2024 e 2025, o crescimento deve se manter em 3,2%.

O alívio não autoriza baixar a guarda. Ao contrário, é hora de fortalecer os fundamentos para o crescimento futuro. “Riscos adversos estão crescendo e agora dominam o panorama”, adverte a pesquisa, que enumera esses riscos: “Uma escalada de conflitos regionais, políticas monetárias apertadas por tempo demais, um possível ressurgimento da volatilidade do mercado financeiro com efeitos adversos sobre os mercados de dívidas soberanas, uma desaceleração mais profunda na China e a catraca contínua das políticas protecionistas”. Segundo o Fundo, a domesticação da inflação pavimenta o caminho para uma necessária política de “eixo triplo”: primeiro, a redução dos juros; segundo, a estabilização da dinâmica das dívidas, após anos de políticas fiscais frouxas; terceiro, reformas estruturais para alavancar a produtividade.

Essa é a zona de maior risco. Todo crescimento econômico sustentável depende de reformas que impulsionem tecnologia e inovação, competição, uma melhor alocação de recursos, mais integração econômica e estímulos aos investimentos privados. Contudo, “ante uma maior competição externa e debilidades estruturais na indústria e produtividade, muitos países estão implementando políticas industriais e comerciais para proteger seus trabalhadores e fábricas”, alerta o Fundo Monetário Internacional. “Se essas medidas podem por vezes impulsionar o investimento e a atividade no curto prazo – especialmente quando se apoiam em subsídios financiados pela dívida –, elas frequentemente levam à retaliação, dificilmente entregam melhorias sustentáveis nos padrões de vida em casa e fora, e deveriam ser firmemente evitadas quando não se dirigem criteriosamente a bem identificadas falhas de mercado ou preocupações com a segurança nacional.”

Isso nada mais é que o bom senso econômico baseado em evidências históricas. O protecionismo pode aumentar momentaneamente as receitas públicas e os ganhos dos produtores protegidos, mas é basicamente um imposto sobre os consumidores que não se reverte em ganho aos trabalhadores, com efeitos negativos bem documentados sobre o padrão de vida, o crescimento e até a paz. Em um livro seminal sobre a escalada dos nacionalismos no entreguerras, O Mundo em Depressão, Charles Kindleberger sentenciou: “Quando todo país se volta a proteger o seu interesse nacional privado, o interesse público do mundo vai pelo ralo, e com ele os interesses privados de todos”.

No entanto, em parte movido por humores estranhos à economia, como a nostalgia e a xenofobia, o protecionismo voltou, especialmente nos Estados Unidos. Recentemente, Donald Trump disse que “tarifa” é a palavra mais bela do mundo, depois de “fé” e “amor”. Ele promete elevar a média atual de tarifas nos Estados Unidos de 2% para um piso de 10% ou 20% sobre todas as importações, mais 60% sobre a China. A candidata democrata Kamala Harris é menos agressiva em políticas protecionistas – mas é mais em políticas intervencionistas. Uma vez postos em marcha, esses humores nacionalistas se retroalimentam. Internamente, desencadeiam disputas entre os produtores por mais proteções e subsídios; externamente, ciclos de retaliação. O FMI alerta que, se a alta de tarifas impactar uma “faixa considerável” do comércio global em meados de 2025, pode devorar 0,8% da produção econômica no ano que vem e 1,3% em 2026. Ou seja, um prejuízo generalizado.

OS RISCOS DE ABRIR MEI NA APOSENTADORIA

 

História de Redação – Catraca Livre

Senior men drinking tea together and chatting

Senior men drinking tea together and chatting© Fornecido por Catraca Livre

Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O desejo de muitos aposentados de buscar uma renda extra através do empreendedorismo pode se tornar uma armadilha se não observados os critérios ao regularizar seus pequenos negócios como Microempreendedor Individual (MEI). A formalização pode, na verdade, resultar no corte de benefícios importantes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), exigindo cautela ao dar esse passo.

Idosos com MEI podem perder aposentadoria

Idosos com MEI podem perder aposentadoria© Fornecido por Catraca Livre

Empreender na aposentadoria

Após a aposentadoria, muitos idosos desejam continuar ativos no mercado de trabalho, explorando seus talentos ou transformando hobbies em fontes de renda. Empreender pode ser uma escolha válida, mas é fundamental compreender os critérios, principalmente ao optar pela formalização através do MEI.

Mesmo com a aposentadoria, não há restrições para iniciar um novo emprego ou empreendimento. O afastamento do mercado de trabalho não implica em invalidez, e muitos idosos escolhem dedicar-se a atividades autônomas para complementar sua renda.

Os riscos de abrir um MEI na aposentadoria

É importante que os aposentados estejam cientes dos riscos ao optarem pelo MEI. Ao registrar um pequeno negócio em seu nome, o sistema reconhece a nova fonte de renda, e isso pode resultar no cancelamento de benefícios importantes do INSS.

Os benefícios do INSS cancelados ao se tornar MEI incluem a Aposentadoria por Invalidez e o Auxílio-Doença ou Salário Maternidade.

Estes benefícios são destinados a situações específicas, como doenças permanentes que impedem o retorno ao trabalho. Abrir uma empresa pode ser interpretado como a capacidade de gerar uma renda adicional, o que poderia afetar a elegibilidade desses benefícios.

Exceções para Idosos Aposentados:

Por outro lado, os idosos aposentados por idade, tempo de contribuição ou insalubridade têm mais liberdade para registrar suas atividades como Microempreendedor.

Nesses casos, a formalização pode ser uma maneira interessante de regularizar o trabalho prestado, contribuir para o INSS e aproveitar vantagens adicionais.

Por que idosos devem considerar o MEI?

Para aqueles que ainda não se aposentaram, a abertura do MEI é uma opção interessante, pois permite a contribuição para o INSS e traz diversas vantagens:

  • Emissão de nota fiscal e venda para outras empresas ou órgãos públicos;
  • Possibilidade de realizar empréstimos em nome da empresa para investimentos;
  • Contratação de até um funcionário para aumentar a produção;
  • Unificação de pagamentos de impostos, resultando em benefícios fiscais.

APOSENTADORIA DOS MEI

História de Maíra Campos – CatracaLivre

MEI pode se aposentar por tempo de contribuição?

MEI pode se aposentar por tempo de contribuição?© Istock/FG Trade

Sim, Microempreendedores Individuais (MEI) podem se aposentar. A aposentadoria é um dos principais direitos previdenciários garantidos aos trabalhadores brasileiros, incluindo os MEI.

Créditos: Agência Brasil/Marcello Casal Jr

Criado para formalizar pequenos negócios, o regime de MEI permite que autônomos contribuam de maneira simplificada para a Previdência Social, garantindo acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.

MEI pode se aposentar por tempo de contribuição?

MEI pode se aposentar por tempo de contribuição?© Agência Brasil/Marcello Casal Jr

No entanto, as regras para aposentadoria podem ser complexas, especialmente após a Reforma da Previdência de 2019, que alterou significativamente os critérios e requisitos para obtenção do benefício.

Para os MEIs, a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é feita através de um valor mensal reduzido, correspondente a 5% do salário mínimo.

Essa contribuição garante a cobertura previdenciária básica, mas pode não ser suficiente para quem deseja se aposentar por tempo de contribuição, modalidade que exigia um período específico de contribuições antes da reforma.

Atualmente, com a extinção dessa modalidade para novos requerimentos, surgiram regras de transição e a necessidade de planejamento mais detalhado para aqueles que ainda buscam essa forma de aposentadoria.

A compreensão das novas regras e das opções disponíveis é essencial para o MEI planejar sua aposentadoria de forma eficiente.

Além da aposentadoria por idade, que continua sendo uma alternativa viável, o MEI pode optar por realizar contribuições complementares para aumentar o valor do benefício e cumprir os requisitos necessários.

Esse planejamento previdenciário, muitas vezes, requer a orientação de especialistas para garantir que o empreendedor aproveite ao máximo os benefícios oferecidos pelo sistema previdenciário brasileiro.

Contribuição ao INSS

Como MEI, você paga uma contribuição mensal ao INSS que corresponde a 5% do salário mínimo. Esse valor é incluído no DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Aposentadoria por tempo de contribuição (Regra Antiga)

Antes da Reforma da Previdência (EC 103/2019), era possível se aposentar por tempo de contribuição:

  • 35 anos de contribuição para homens.
  • 30 anos de contribuição para mulheres.

No entanto, após a Reforma da Previdência, essa modalidade foi extinta para novos requerimentos. Quem já tinha o direito adquirido pode requerer essa aposentadoria conforme as regras antigas.

Regras de transição

Para aqueles que já estavam contribuindo antes da Reforma, existem regras de transição que combinam tempo de contribuição e idade mínima. As principais são:

  • Sistema de pontos (86/96): soma da idade e tempo de contribuição (86 pontos para mulheres e 96 pontos para homens).
  • Idade mínima progressiva: combinação de idade mínima e tempo de contribuição (a idade mínima aumenta progressivamente ao longo dos anos).
  • Pedágio de 50% e 100%: quem estava a dois anos ou menos para completar o tempo de contribuição na data da reforma pode optar por essa regra.

Aposentadoria por Idade

Atualmente, a aposentadoria por idade é a mais comum para os MEIs:

  • 65 anos de idade para homens e 62 anos para mulheres.
  • 15 anos de contribuição (para homens que começaram a contribuir antes da Reforma e para mulheres).

Contribuição complementar

Se o MEI desejar aumentar a contribuição para se enquadrar nas regras de aposentadoria por tempo de contribuição ou obter um benefício maior, pode fazer uma contribuição complementar. Isso é feito pagando uma guia adicional ao INSS para completar os 15% faltantes (somando os 5% pagos como MEI aos 15%, totalizando 20%).

Planejamento Previdenciário

Devido às várias regras e opções disponíveis, é aconselhável que o MEI faça um planejamento previdenciário para verificar qual a melhor opção para o seu caso específico. Consultar um especialista ou o próprio INSS pode fornecer orientações detalhadas.

 

FATURAMENTO DAS BETS NO BRASIL

 

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Saiba a projeção de valores transacionados no mercado de apostas

Foto: Pexels

O aumento dos gastos com apostas esportivas online pode estar prejudicando a recuperação do consumo no Brasil.

De acordo pesquisa da Strategy&/PwC e matéria do Valor Econômico, os consumidores estão direcionando cada vez mais dinheiro para as “bets”, e eventualmente usando recursos que iriam para a poupança. Isso tem atrapalhado o orçamento das classes mais baixas.

Mesmo com a melhora nos indicadores de emprego e renda, as classes C e D não têm recuperado seu poder de compra de maneira significativa e a PwC sugere que as bets podem ter algo a ver com isso.

Segundo as projeções reportadas pela consultoria, a indústria das apostas esportivas movimentou entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões no país em 2023, com estimativa de atingir até R$ 130 bilhões em 2024.

 

Reprodução Snaq

Para movimentar ainda mais, Globo, SBT e Band estão se preparando para lançarem seus próprios negócios de apostas até ano que vem. No início deste ano, 132 empresas se inscreveram junto ao Ministério da Fazenda, buscando credenciamento para operar apostas.

A partir de janeiro de 2025, passam a valer no Brasil as regras que irão regulamentar esse mercado, novas empresas e as estratégias de marketing.

DIA DO MACARRÃO E DE UMA BELA MACARRONADA

 

Em 25 de outubro, celebramos o Dia do Macarrão, que conquistou os lares brasileiros e está presente em praticamente 100% dos domicílios. Para homenagear esse alimento tão querido, descubra alguns dados e curiosidades

Tina Binido – Viagem & Gastronomia

Massa Cacio e Pepe do restaurante Il Capitale, em São Paulo
Massa Cacio e Pepe do restaurante Il Capitale, em São Paulo • Ricardo Dangelo

O macarrão ocupa um lugar especial na mesa dos brasileiros: é um símbolo de praticidade, sabor e aconchego. Quantas vezes você já ouviu que o prato do domingo, na casa da avó, era uma macarronada inesquecível?

Presente em 98,8% dos lares brasileiros, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimap), o macarrão se tornou uma base para diversas receitas que misturam tradições e o deixam “mais abrasileirado do que italianado“. Um exemplo é o macarrão de comitiva, criado nas tropas de peões do Pantanal, que combina ingredientes como carne de sol, banha de porco e cheiro verde.

E não podemos esquecer do famoso espaguete servido no nosso querido PF. Embora faça os italianos torcerem o nariz, ele é frequentemente acompanhado de feijão, arroz, carne e saladinha. Essa combinação, que se tornou um verdadeiro ícone da culinária brasileira, revela como o macarrão se adaptou e se tornou parte da nossa identidade alimentar. 

Confira 10 dados e curiosidades sobre o alimento

  1. O Brasil é o quarto maior consumidor de massa do mundo, atrás da China, Estados Unidos e, claro, da Itália.
  2. O macarrão não foi inventado na Itália, existem vestígios que é originário da China. Arqueólogos já encontraram evidências desse alimento no país do Oriente com quase 4 mil anos de idade.
  3. O macarrão instantâneo foi inventado pelo japonês Momofuku Ando em 1958.
  4. O Dia Mundial do Macarrão ou da Pasta foi criado em Roma, na Itália, em 1995, durante o primeiro World Pasta Company Congressi, reunião dos maiores fabricantes mundiais.
  5. Em 2024, o volume de vendas de macarrão ultrapassou as 875.938 toneladas no Brasil.
  6. Entre os tipos mais consumidos no Brasil, o espaguete e o parafuso continuam no topo da preferência, enquanto massas frescas e integrais também têm ganhado espaço.
  7. 44,5% dos brasileiros consomem macarrão semanalmente, e a frequência de compra é, em média, 13 vezes por ano.
  8. Existem mais de 600 tipos de macarrão na Itália, cada um com sua forma e consumo específico.
  9. Na Ucrânia, é tradição pendurar macarrão cozido como enfeite de Natal.
  10. A Itália é a rainha: país é o maior consumidor de macarrão do mundo, com cada italiano consumindo, em média, cerca de 23 kg por ano.

RAZÕES PARA O FRACASSO DESSAS CONTRATAÇÕES: FALTA DE MOTIVAÇÃO OU INICIATIVA A PRINCIPAL DELAS

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O estudo mostra que são recém formados e as razões mais citadas para o fracasso dessas contratações foram: falta de motivação ou iniciativa (50%), falta de capacidade de comunicação (39%), falta de profissionalismo (46%), dificuldades com feedback (38%) e habilidades inadequadas de resolução de problemas (34%)

Great Resignation: homem se demite no trabalho (Foto: SrdjanPav via Getty Images)

De acordo com um novo relatório, 6 a cada 10 empresas demitiram recém contratados da geração Z este ano. 75% das empresas relatam que alguns ou todos os profissionais que constratam este ano foram insatisfatórios.

O estudo mostra que são recém formados e as razões mais citadas para o fracasso dessas contratações foram:

  • Falta de motivação ou iniciativa (50%)
  • Falta de capacidade de comunicação (39%) 
  • Falta de profissionalismo (46%)
  • Dificuldades com feedback (38%) 
  • Habilidades inadequadas de resolução de problemas (34%)

Diferente dos Millennials, que abraçam a cultura workaholic e identificam-se fortemente com suas carreiras, a Geração Z adota a filosofia do “eu não sou meu trabalho”. 

Este distanciamento entre identidade pessoal e profissional pode ter um impacto significativo nas empresas e na gestão de negócios – e tem seus prós e contras.

E talvez aqui entre uma parte onde a Geração Z aparenta ser mais madura. Eles valorizam a criação de impacto positivo sem sacrificar seu bem-estar, já que viram os efeitos negativos do burnout nas gerações – principalmente nos Millennials (considerada a geração que mais teve burnout – Sciente of People).

A necessidade de responsabilidade da Gen Z é inquestionável, mas como recém formatos, será que as instituições que formam estes profissionais estão de fato preparadas para lidar com novas formas de ensino e aprendizado conectada a digitalização? E será que as empresas estão preparadas para atuar com profissionais que de fato não visualizam seus trabalhos como sua prioridade? 

Como a Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem

A Plataforma Site Valeon pode ajudar as empresas a crescerem de diversas maneiras:

1. Aumentando a visibilidade online:

  • Oferecendo um site profissional e otimizado para mecanismos de busca, aumentando a visibilidade da empresa na internet e atraindo mais visitantes.
  • Integração com ferramentas de marketing digital, como Google Ads e Facebook Ads, para alcançar um público mais amplo e direcionado.
  • Otimização do site para conversão, com formulários de contato e botões de ação que facilitam a interação com os clientes.

2. Melhorando a experiência do cliente:

  • Conteúdo informativo e relevante, que ajuda os clientes a encontrarem as informações que procuram e a entenderem os produtos e serviços da empresa.
  • Ferramentas de autoatendimento, como chat online e FAQs, que respondem às perguntas dos clientes de forma rápida e eficiente.
  • Design intuitivo e responsivo, que garante uma boa experiência de navegação em qualquer dispositivo.

3. Aumentando as vendas:

  • Integração com plataformas de e-commerce, permitindo que os clientes comprem produtos e serviços consultando diretamente no site.
  • Ferramentas de marketing automation, que automatizam o envio de emails e mensagens personalizadas para leads e clientes.
  • Análise de dados, que fornece insights sobre o comportamento dos clientes e ajuda a otimizar as campanhas de marketing.

4. Reduzindo custos:

  • Automação de tarefas repetitivas, como o envio de emails e a gestão de leads.
  • Otimização do site para SEO, que reduz a necessidade de investir em publicidade paga.
  • Integração com ferramentas de CRM, que ajuda a gerenciar o relacionamento com os clientes de forma mais eficiente.

5. Aumentando a produtividade:

  • Ferramentas de colaboração, como compartilhamento de arquivos e calendários, que facilitam o trabalho em equipe.
  • Integração com ferramentas de gestão de projetos, que ajuda a organizar e acompanhar o andamento das tarefas.
  • Automação de tarefas repetitivas, que libera tempo para os funcionários se concentrarem em atividades mais estratégicas.

A Plataforma Site Valeon é uma solução completa e acessível que pode ajudar empresas de todos os portes a crescerem.

Para saber mais, visite o site <valedoacoonline.com.br> ou entre em contato com a equipe de vendas pelo telefone (31) 98428-0590.

Contatos:

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Fone: (31) 8428-0590

 

sábado, 26 de outubro de 2024

MUDANÇA ESTRUTURAL EM CURSO NA SOCIEDADE BRASILEIRA SEGUNDO DADOS DO CENSO 2022

 

História de Roberta Jansen – Jornal Estadão

Uma mudança estrutural está em curso na sociedade brasileira, segundo dados do Censo 2022 divulgados na manhã desta sexta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com cada vez mais pessoas vivendo sozinhas e casais optando por não ter filhos.

A porcentagem de domicílios em que vive apenas uma pessoa deu um salto significativo, passando de 12,2% em 2010 para 18,9% em 2022, em todas as faixas etárias e não mais apenas entre os idosos.

O mesmo ocorreu com a proporção de casais sem filhos: subiu para 16,1% para 20,2% no mesmo período de tempo. A porcentagem de todos os demais arranjos domiciliares caiu, revelando uma alteração cultural e social significativa.Número de casais que moram juntos e não têm filhos aumentou no Brasil. Foto: Valery/Adobe Stock

Número de casais que moram juntos e não têm filhos aumentou no Brasil. Foto: Valery/Adobe Stock

O envelhecimento da população e a queda das taxas de natalidade têm profundos impactos socioeconômicos no País. O Brasil caminha para o fim do chamado bônus demográfico (quando a proporção de jovens, a população economicamente ativa, é maior do que a de idosos e crianças, elevando as chances do País elevar o seu PIB).

Nesse período, entretanto, não conseguimos migrar de país de renda média para renda alta. Outra consequência será a crescente demanda sobre o poder público por maior estrutura de saúde, assistência social e de previdência para os grupos mais velhos.

De acordo com dados do Censo, o porcentual de pessoas vivendo sozinhas passou de 12,2% em 2010 para 18,9% em 2022, a maioria de idosos. Foto: Jacob Ammentorp Lund/Adobe Stock

De acordo com dados do Censo, o porcentual de pessoas vivendo sozinhas passou de 12,2% em 2010 para 18,9% em 2022, a maioria de idosos. Foto: Jacob Ammentorp Lund/Adobe Stock

“Essa mudança (no perfil das famílias) está relacionada a vários fatores”, afirma um dos coordenadores da pesquisa, Márcio Minamigushi. “O primeiro deles é o envelhecimento da população, mas há outros, como o fato de as pessoas estarem adiando o casamento ou mesmo optando por não se casar”, diz.

“E também preferindo adiar ou mesmo não ter filhos. Existe uma mudança no comportamento, na formação da família, que atinge as pessoas mais jovens e o envelhecimento da população”, acrescenta.

O IBGE considera quatro espécies de unidades domésticas:

  • as unissociais: aquelas com apenas um morador;
  • as nucleares: em que vive só um casal, um casal com filho (s) ou só uma pessoa com filho (s);
  • as estendidas: onde existe a presença de algum outro membro da família, como neto (s), avó (s), genros e noras;
  • e as compostas, onde vive também algum outro indivíduo que não seja da família.

Entre as quatro espécies de unidades domésticas, a mais frequente continua sendo a nuclear, que representa 64,1% do total, ante 66% no Censo anterior, de 2010.

Na sequência, vem o tipo unipessoal (18,9%), que era de 12,2% na edição anterior. O modelo estendido foi de 15,4%), ante 19,1% no último Censo. Já o domicílio composto ficou em 1,5% – era 2,5% na década passada.

Ou seja, o único tipo de unidade doméstica que aumentou sua participação foi a unipessoal, além do número de casais sem filhos – englobados na nuclear.

As maiores proporções de domicílios com apenas um morador foram registradas no Rio de Janeiro (23,4%), Rio Grande do Sul (22,3%) e Espírito Santo (20,6%), sendo que Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são os Estados com a população mais envelhecida.

Os menores porcentuais de casas unipessoais estão no Amapá (12,0%), Amazonas (13,0%) e Pará (13,5%), que também são os Estados mais jovens do País.

Mas isso não significa que o aumento está relacionado apenas ao envelhecimento da população. Embora o grupo etário acima dos 60 anos ainda seja o mais prevalente entre os domicílios unipessoais (28%), foi o que registrou o menor crescimento entre 2010 e 2022 (33,5%).

Na faixa de 18 a 24 anos, o aumento do número de domicílios com apenas um morador foi de 52,2%. Já no grupo entre os 25 e 39 anos, o crescimento chegou a 61,4%; e entre os 40 e os 59 anos, o salto foi de 56,2%

Dados do IBGE mostram que o Brasil teve o maior salto de envelhecimento entre censos. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos em 2010 para 35 anos em 2022. Foto: PEDRO KIRILOS/ESTADÃO

Dados do IBGE mostram que o Brasil teve o maior salto de envelhecimento entre censos. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos em 2010 para 35 anos em 2022. Foto: PEDRO KIRILOS/ESTADÃO

Segundo o Censo 2022, o Brasil tem cerca de 72 milhões de unidades domésticas, 15 milhões a mais do que o registrado em 2010. O número médio de moradores por domicílio também vem caindo, era de 3,7 em 2000, passou a 3,3 em 2010 e, em 2022, foi de 2,8. Atualmente, 72,3% das unidades domésticas têm até 3 moradores.

Uma outra mudança estrutural importante captada pelo Censo diz respeito a maior porcentagem de mulheres e negros como os principais responsáveis pelas unidades domésticas. Em 2022, 50,9% eram homens (37 milhões) e 49,1%, mulheres (36 milhões); uma alteração significativa em relação a 2010, quando o porcentual de homens era muito maior (61,3%) do que o de mulheres (38,7).

Em dez Estados, o porcentual de mulheres responsáveis pela unidade doméstica já é maior que o de homens: Pernambuco (53,9%), Sergipe (53,1%), Maranhão (53,0%), Amapá (52,9%), Ceará (52,6%), Rio de Janeiro (52,3%), Alagoas (51,7%), Paraíba (51,7%), Bahia (51,0%) e Piauí (50,4%).

Uma outra mudança importante diz respeito à raça. Em 2022, pela primeira vez, a proporção de pardos (43,8%) superou a de brancos (43,8%) entre os responsáveis pelas unidades domésticas. Em 2010, essas proporções eram, respectivamente, 40,0% e 49,4%.

De 2010 para 2022, a proporção de unidades domésticas com pessoa responsável, cônjuge e filhos de ambos recuou de 41,3% para 30,7%, enquanto a proporção de unidades com responsável, cônjuge e filho de um dos cônjuges recuou de 8% para 7,2%.

No mesmo período, a proporção de casais sem filhos subiu de 16,1% em 2010 para 20,2% em 2022.

O IBGE também divulgou nesta sexta-feira os números de óbitos. Entre agosto de 2021 e julho de 2022, foram informados no Censo Demográfico 2022 um total de 1,3 milhão de óbitos no País, sendo 722,2 mil homens (54,5%) e 603,9 mil mulheres (45,5%).

O Censo 2022 captou um número de óbitos inferior ao registrado pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Segundo o IBGE, isso é esperado numa pesquisa domiciliar e pode ser atribuído a erros de memória dos entrevistados e à impossibilidade de um Censo captar os óbitos ocorridos em domicílios unipessoais.

Na faixa etária dos 15 aos 34 anos, as mortes masculinas são bem mais numerosas que as femininas. As principais causas de óbito nessas idades são externas ou violentas (homicídios, suicídios, acidente de trânsito, entre outros).

RELAÇÕES BRASIL E VENEZUELA FIAM AINDA PIORES COM A FLA DE CELSO AMORIM

 

História de CdB – Correio do Brasil

“Não se trata de democracia, mas de confiança que foi quebrada”, afirmou o ex-ministro das Relações Exteriores, ao reforçar que a questão vai além das posições políticas dos governos de ambos os países.

Por Redação – de Brasília

Após o Brasil frustrar a tentativa de a Venezuela ingressar no BRICS, conforme noticiou o Correio do Brasil, Caracas já havia se pronunciado ainda que apenas nos bastidores, sobre a deterioração das relações entre os dois países. Pois nesta sexta-feira, o panorama ficou ainda pior, após as declarações do diplomata Celso Amorim, principal assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as relações exteriore.

Amorim foi o chanceler brasileiro durante todos os mandatos anteriores do presidente Lula

Amorim foi o chanceler brasileiro durante todos os mandatos anteriores do presidente Lula

Amorim revelou, em entrevista a um diário conservador carioca, que a negativa brasileira à inclusão do país vizinho se baseou em um ponto crucial: uma quebra de confiança entre os dois governos.

— Não se trata de democracia, mas de confiança que foi quebrada — afirmou o ex-ministro das Relações Exteriores, ao reforçar que a questão vai além das posições políticas dos governos de ambos os países.

Impasse

Segundo Amorim, a promessa feita pelo governo de Nicolás Maduro de entregar as atas eleitorais do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que dariam maior transparência às eleições presidenciais venezuelanas, foi o fator que desencadeou o impasse.

— A quebra de confiança foi algo grave. Recebemos uma promessa e, no fim, não foi cumprida — declarou o assessor, ao lembrar que o próprio Maduro havia garantido a entrega dos documentos, mas, até o momento, isso não aconteceu.

A relação entre Brasil e Venezuela, que já enfrentava tensões, chegou a um novo nível de distanciamento durante a cúpula do BRICS em Kazan, na Rússia. O presidente Lula e sua equipe não apoiaram a inclusão venezuelana no grupo, uma posição que foi respeitada até por aliados de peso, como a Rússia e a China.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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