Lula manchou o Brasil perante o mundo com a recepção que deu ao ditador Maduro
Por Alexandre Garcia – Gazeta do Povo
| Foto: EFE
Bom dia! Ficou mal para o presidente do Brasil no Congresso Nacional e
na política externa a recepção que ele deu a Nicolás Maduro. Todo mundo
sabe que não é o que Lula disse, não é preconceito contra ele, nem é
uma narrativa, ou seja, uma invencionice o que está acontecendo lá. Todo
mundo sabe dos 7 milhões de refugiados, gente que foge de perseguição
política, de tortura, de prisão arbitrária, de execuções sumárias por
parte da guarda bolivariana, da fome, da desnutrição e da doença. Por
exemplo, o presidente do Chile, que é de esquerda, disse que não é
verdade o que o Lula disse. No discurso, ele deixou isso bem claro,
porque ele próprio conhece a situação dos refugiados venezuelanos que
estão no Chile e sabe por que estão lá. Então pegou mal. Pegou mal
também dentro do Congresso Nacional a ponto de a gente ver que não
apenas os opositores, mas também os eleitores de Lula dentro do
Congresso estão se queixando que ele está apoiando um ditador, uma
ditadura sanguinária e tentando criar uma narrativa, como ele costuma
fazer. Confessou isso, dizendo que tinha 20 milhões de crianças
desnutridas pelas ruas do Brasil, etc.
Ele próprio confessa e acha divertido isso, de inventar histórias.
Vai ficar muito bom para a TV oficial venezuelana publicar na Venezuela.
Lula diz que é tudo mentira sobre Maduro e sobre a Venezuela. Pegou
mal, pegou muito mal. É mais uma. Não é estranho, já é usual acontecer
isso. E na reunião de ontem ele pregou moeda única para a América
Latina, que não seja o dólar. Essa está difícil. O peso argentino
precisa de 200 para comprar um dólar, o real brasileiro precisa de 5
para comprar um dólar. E aí?
Bom, enquanto isso, está aí a discussão, comissão da Câmara votando
requerimento para saber da Interpol, se o governo brasileiro tem
obrigação de prender o Maduro ou não, pois contra ele há ordem de prisão
internacional.
A defesa de Deltan Mas a discussão maior na Câmara agora é o caso
de Deltan Dallagnol. Ele apresentou a defesa dele, mostrando que não
pode ser cassado porque ainda não transitou em julgado. Ele está
recorrendo ao Supremo, mas ele alega que o TSE inventou lei, precisaria
de uma lei complementar para fazer o que fez, porque não foi cumprida a
exigência da lei para caçar registro, que seria ele ter um processo de
punição disciplinar em andamento, e não tem. Ao mesmo tempo, diz que o
julgamento já tinha esgotado os prazos para cassar registro. Então, que
foi totalmente ilegal, disse ele ontem na tribuna, resumindo a defesa
que ele entregou para a Corregedoria da Câmara. Enquanto isso, aumentam
as assinaturas para fazer uma CPI de abuso de autoridade. A Câmara está
com 147 assinaturas, estava ontem, e precisa de 171. E há também uma
campanha do Marcel Van Hatten na rede social, que está com 501 mil
apoios, para contornar a inação do presidente do Senado, que não toca
nenhum requerimento daqueles que pedem um processo para saber porque que
ministros do Supremo não seguem a Constituição, não seguem o devido
processo legal e fica por isso mesmo.
Está todo mundo estranhando ainda. Ontem eu falava com um estrangeiro
que dizia mas o Congresso Nacional não faz nada ante essas decisões do
Supremo? Falar em ativismo judiciário é usar um eufemismo, é dourar a
pílula, é suavizar o que na verdade está acontecendo.
Jovem Anônimo entrega um terço e um Escapulário Verde para o ministro Alexandre de Moraes.| Foto: Reprodução/ Twitter
O
caso dividiu cristãos. Um jovem, membro do Grupo São Frei Galvão da
Faculdade de Direito da USP e aluno do homem mais poderoso do Brasil,
Alexandre de Moraes, deu a ele um terço e um Escapulário Verde. O jovem,
que pediu para não ter o nome divulgado, anunciou os preparativos dias
antes. Comprou o terço, pediu para um padre abençoá-lo, se confessou. E
lá foi ele, humilde e respeitosamente, tentar transformar Alexandre num
seguidor de Cristo.
Pelo registro em vídeo, dá para ver o jovem pegar o terço e o
escapulário do bolso e, um tanto quanto nervoso, entregar ao ministro.
Para a surpresa de muitos, inclusive a minha, Alexandre é até simpático
ao receber o presente. “Opa, obrigado!”, diz ele, parando para reparar
em algum detalhe e fazendo um comentário inaudível. O ministro, então,
volta a arrumar os papéis e o vídeo acaba abruptamente.
Mas por que o gesto tão simples (embora enganadoramente banal)
dividiu os cristãos? Não sei e talvez você me ajude a entender. Uns
poucos que não gostaram do gesto (que a meu ver é admirabilíssimo e de
extrema caridade) criticaram o exibicionismo do jovem. Oquei. Talvez
essa seja uma crítica válida. Mas o principal “argumento” para se reagir
negativamente ao gesto me soou estranho: a suposta inutilidade do
presente e da “tentativa de conversão” do ministro.
Para esses críticos furiosos, Alexandre de Moraes seria
inconvertível. Seria um homem danado (no sentido faustiano do termo).
Seria alguém imune à misericórdia e à Graça de Deus. Daí porque eles, os
detratores do Jovem Anônimo, trataram o gesto com o desprezo e o
escárnio típicos das redes sociais. “Quem esse carinha aí pensa que é
para tentar converter o diabo?”, perguntou alguém.
Por falar nisso… Mas se é tão inócuo o gesto, por que ele incomoda
tanto? – fiquei me perguntando depois de assistir ao vídeo umas dez
vezes. E, como não custa nada mesmo, fiquei imaginando o que aconteceria
se o Escapulário Verde milagrosamente transformasse o hoje impiedoso e –
por que não? – perverso ministro num homem conhecedor de suas fraquezas
e limitações. E, além de tudo, temente a Deus!
Perdi uma boa meia hora nessas fantasias, quando então me vi
soterrado por mais e mais dúvidas. Será que estamos preparados para
testemunhar uma mudança desse tipo – e ainda mais numa figura pública
dessa importância? De que forma a conversão de Alexandre de Moraes
mexeria com a fé das pessoas? E aqui me refiro tanto às vitimas diretas
do atual regime de terror alexandrino quanto àqueles que, por causa do
arbítrio ideologicamente tendencioso, perderam a confiança na Justiça
dos homens.
Infelizmente (e bota infelizmente nisso!) acho que Alexandre de
Moraes se esqueceu do terço e do escapulário tão rápido quanto possível.
Posso até imaginá-lo chegando em casa e dizendo que “a extrema direita
fanática e fascista” tentou convertê-lo. Que absurdo! Mas também sou
capaz de imaginá-lo pondo a cabeça no travesseiro e, por causa do terço e
do escapulário, se lembrando por um instante do homem bom que já deve
ter sido um dia, antes de se deixar corromper pelo orgulho. Antes de se
deixar levar por alguma oferta mefistofélica que lhe prometeu a
divindade em troca de uns inquéritos ilegais, umas censurazinhas, umas
prisões no atacado. Enfim, o combo todo que o leitor já conhece.
Consigo vê-lo entretido com essas lembranças ligeiras e piegas, aqui e
ali temperadas com algum resquício da catequese. Talvez com a Parábola
do Filho Pródigo (Lucas 15:11–32). Imagina só! Até que o sono o envolve
e, no dia seguinte, Alexandre de Moraes calcula o risco jurídico e
político de se converter, de reconhecer sua pequenez, de se ajoelhar
diante de Deus. E desiste. Mas pelo menos o Jovem Anônimo tentou. Você,
por outro lado, já rezou pela alma de seus inimigos hoje? Nem eu. Por
falar nisso…
Por Levy Teles, Iander Porcella e Giordanna Neves – Jornal Estadão
Líderes partidários reclamam da articulação política da gestão petistas e ameaçavam rejeitar texto
BRASÍLIA — A Câmara dos Deputados adiou a votação da medida
provisória (MP) que reestrutura os ministérios e deixa o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva com uma bomba-relógio que pode explodir na
sexta-feira, 2 de junho. A votação, que teria início perto da madrugada,
passou para a manhã desta quarta-feira, a partir das 11h. A MP vale até
a quinta-feira, 1º, e, caso o prazo expire, o desenho da Esplanada, com
37 pastas volta ao que era no governo Jair Bolsonaro, com 23. Como
mostrou o Estadão, 17 ministros perderiam o posto.
Insatisfeitos com a articulação política do Palácio do Planalto,
deputados de partidos como União Brasil, Republicanos e PP ameaçaram
votar contra o texto, além do oposicionista PL. Na avaliação de líderes
partidários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que “entrar em
campo” para tentar solucionar a falta de coesão da base aliada no
Congresso. Há reclamações principalmente sobre o ritmo de liberação de
emendas e a demora na nomeação de aliados para cargos regionais.
“Há um clima de insatisfação que eu nunca vi igual. Parece que o
governo já tem quatro anos. É um governo novo que é velho. Está muito
complicado. Ninguém tinha confiança de que, se votasse hoje, o governo
ganharia. O risco de derrota era iminente. Até os líderes petistas e da
esquerda têm essa consciência de que o governo está totalmente
desarrumado politicamente”, disse o deputado Mendonça Filho (União
Brasil-PE), que faz oposição ao governo.
Parlamentares
de esquerda protestaram contra a aprovação do marco temporal na Câmara
dos Deputados; o texto foi aprovado com ampla margem, em mais uma
derrota do governo. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Mais cedo, houve um sinal de que o governo poderia ter problemas em
aprovar a proposta: o marco temporal foi aprovado com sobras, por 283
votos a 155, em mais um derrota para o governo. Agora a matéria segue
para o Senado.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reuniu com os líderes
partidários enquanto o plenário votava a MP do Bolsa Família e os
sinais de descontentamento parecem também terem chegado ao limite.
Como mostrou o Estadão, há ainda outro impasse a ser gerido. Lira quer a demissão do ministro dos Transportes,
Renan Filho (MDB). O presidente da Câmara ficou furioso com um tuíte do
senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é seu adversário político e pai
do ministro. Na postagem, Calheiros escreveu que Lira é “caloteiro”,
“desvia dinheiro público” e “bate em mulher”.
Agora, Câmara e Senado terão que aprovar a MP dos ministérios em votação urgente nas duas Casas em apenas 48 horas.
Os parlamentares reclamam da ausência de um diálogo direto com Lula,
do descumprimento de acordos com o governo e da falta de repasses
orçamentários — um problema, que como mostrou o Estadão, persiste desde o começo de março, há quase três meses.
A expectativa é que seja votado, sem mudanças, o parecer do relator,
Isnaldo Bulhões (MDB-AL), com o esvaziamento das pastas do Meio Ambiente
e dos Povos Indígenas, comandadas, respectivamente, por Marina Silva e
Sônia Guajajara. Sem base consistente no Congresso, o governo deixou de
atuar para evitar o enfraquecimento das ministras e passou a correr o
risco de ver a MP ser derrubada.
O texto retirou a Agência Nacional de Águas (ANA), o Cadastro
Ambiental Rural (CAR) e a política de resíduos sólidos do controle de
Marina. Sonia ficou sem procedimento de demarcação de terras após os
ajustes.
A ANA ficará com o ministério das Cidades, de Waldez Góes, aliado de
Davi Alcolumbre (União-AP), que presidiu a MP no Congresso; o CAR foi
para o ministério da Gestão, de Esther Dweck e a política de resíduos
sólidos foi para o MDB, mesmo com uma resolução da Controladoria Geral
da União, que afirma que a competência na gestão é do Meio Ambiente.
Mesmo com as mudanças que afetam os povos indígenas de se
autodeterminarem e com o ministério do Meio Ambiente de defender os
recursos do País, membros relevantes do PT elogiam a aprovação. O
ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que o
governo vai defender o relatório da MP dos Ministérios “do jeito que
está”.
Zeca Dirceu (PR), líder do PT na Câmara, segue a linha de comentários
feitos por Padilha nos últimos dias e acredita que, mesmo com as
alterações, haverá fidelidade a Lula. “Não considero uma tragédia como
estão pintando”, disse. “As atribuições independente de quais
ministérios estiverem, estarão sempre subordinadas ao presidente Lula,
isto nos dá muita segurança, não haverá prejuízo ao País.”
Mais cedo, Lira, que travou uma queda de braço contra o presidente do
Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sobre o rito de tramitação das
medidas, aproveitou para cutucar. “Eu sempre fui muito crítico com
relação (ao rito tradicional das MPs) porque acontece isso. A comissão
chegou na quarta-feira à noite e nós temos hoje para apreciar na Câmara e
amanhã no Senado”, afirmou.
MP do Bolsa Família
Enquanto o governo ouvia com receio as queixas dos líderes dos demais
partidos, a Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, o
texto-base da Medida Provisória que recria o programa Bolsa Família, com
valor mínimo de R$ 600 por família, adicional de R$ 150 por criança até
seis anos e R$ 50 para cada dependente entre sete e 18 anos e
gestantes. Após a análise de destaques, a matéria, relatada pelo
deputado Dr. Francisco (PT-PI), segue agora para votação em plenário do
Senado.
“Aprovada a Medida Provisória do Bolsa Família!!! Grande vitória para
o Brasil e para todos que querem ver a fome erradicada do Brasil!
Conseguimos manter o valor de R$ 600 por família, R$ 150 por crianças
até 6 anos e R$ 50 por criança de 7 a 18 anos e gestante”, comemorou o
líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR), no Twitter.
Por que esse é o assunto mais importante do momento?
O termo “inteligência artificial” não é novo. Aliás, já é
sexagenário! Foi em 1956 que um grupo de cientistas criou um grupo de
estudos no renomado Dartmouth College, nos EUA, para debater sobre a
capacidade das máquinas de exercer tarefas humanas. Mas foi no fim de
2022, com o lançamento do rockstar ChatGPT, que o tema passou a ocupar
grande espaço em quase todos os eventos de tecnologia do mundo.
Na primeira edição do Web Summit Rio, que aconteceu no início de
maio, poucas eram as palestras e debates que não citavam a tal
tecnologia. Em discussões sobre Venture Capital, falava-se sobre como
empresas que buscam cheques se adaptarão à implementação de IA; em papos
sobre o futuro das startups, falava-se sobre um provável boom de
nascimento de empresas nos próximos meses, visto que a inteligência
artificial está facilitando os processos de empreender.
Quando falamos sobre comunicação de empresas, o assunto fica ainda
mais complexo, já que a tecnologia está remodelando a forma como marcas e
clientes se comunicam. Hoje, já é possível ter conversas inteiras com
ferramentas de IA, que entendem o contexto e interpretam o que o
interlocutor precisa, fazendo com que um simples chatbot ou assistente
virtual se tornem ferramentas quase obsoletas. O cliente não quer só ser
atendido de forma personalizada, ele precisa ser compreendido.
Para os processos de planejamento de comunicação de uma marca,
ferramentas de IA estão se tornando peça-chave. Otimizar processos não é
mais o que as marcas buscam com tecnologia para se tornarem
competitivas, mas sim formas de potencializar a criatividade humana.
Então não, o ChatGPT não vai “acabar com os empregos”, como ouvimos com
tanta frequência quando a novidade foi lançada, mas já está
transformando a forma como fazemos comunicação, marketing e até
jornalismo.
As possibilidades com IA são infinitas. Geoffrey Hinton, conhecido
como um dos “padrinhos da IA” e pioneiro no assunto, afirmou em
entrevista à Reuters que a Inteligência Artificial pode representar uma
ameaça “mais urgente” para a humanidade do que a mudança climática.
Milhares de executivos assinaram em abril uma carta-aberta pedindo uma
pausa de seis meses nos estudos e desenvolvimento de IAs poderosas, mas
isso não parece parar esse mercado. Aliás, opções de IAs gratuitas já
não são mais problema.
Para a criação de imagens, profissionais de design do mundo inteiro
têm se valido de plataformas como Dall-E (dos mesmos criadores do
ChatGPT) e da tão famosa Midjourney, que já até ganhou um concurso de
arte e é responsável pelas fotos do Papa de jaqueta puffer, que
viralizou nas redes há algumas semanas.
E a redação também não ficou de fora. Ferramentas como Copy.AI,
Wordtune, Writesonic e o próprio ChatGPT já fazem parte do dia a dia de
publicitários, marqueteiros e jornalistas. É importantíssimo ressaltar
que essas plataformas não são capazes de pensar por conta própria
(ainda!), então elas não vão produzir conteúdos realmente originais,
apenas otimizar tempo, processos e dar insights para que as verdadeiras
mentes criativas sejam capazes de produzir mais conteúdo com menos
esforço e recursos.
Seja qual for o uso que você der a ela, o fato é que é preciso
aprender sobre isso e se adaptar a essas tendências, que já são a
diferença entre liderança de mercado e defasagem de marca.
A Startup ValeOn um marketplace que tem um site que é uma
Plataforma Comercial e também uma nova empresa da região do Vale do Aço
que tem um forte relacionamento com a tecnologia.
Nossa Startup caracteriza por ser um negócio com ideias muito
inovadoras e grande disposição para inovar e satisfazer as necessidades
do mercado.
Nos destacamos nas formas de atendimento, na precificação ou até
no modo como o serviço é entregue, a nossa startup busca fugir do que o
mercado já oferece para se destacar ainda mais.
Muitos acreditam que desenvolver um projeto de inovação demanda
uma ideia 100% nova no mercado. É preciso desmistificar esse conceito,
pois a inovação pode ser reconhecida em outros aspectos importantes como
a concepção ou melhoria de um produto, a agregação de novas
funcionalidades ou características a um produto já existente, ou até
mesmo, um processo que implique em melhorias incrementais e efetivo
ganho de qualidade ou produtividade ao negócio.
A inovação é
a palavra-chave da nossa startup. Nossa empresa busca oferecer soluções
criativas para demandas que sempre existiram, mas não eram aproveitadas
pelo mercado.
Nossa startup procura resolver problemas e oferecer serviços inovadores no mercado.
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela
em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o
consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita
que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu
consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
Cristiano Zanin é advogado do presidente Lula e pode ser indicado a uma vaga no STF.| Foto: David Fernandez/EFE
Lula está empenhado em colocar um servidor fiel e comprometido com
seus interesses no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo que tente
disfarçar, negando-se a responder abertamente quando questionado sobre
quem indicará para ocupar a vaga de Ricardo Lewandowski. Ainda assim, é
quase certo que o nome anunciado, provavelmente nos próximos dias, será o
do advogado Cristiano Zanin, seu defensor pessoal. Em um churrasco para
aliados na sexta-feira (26), realizado no Palácio do Planalto, o nome
de Zanin teria sido, inclusive, anunciado aos ministros do STF Alexandre
de Moraes e Gilmar Mendes, e o ex-ministro Lewandowski, aposentado da
corte desde abril, que estavam entre os convidados.
Mesmo sendo previsível, a indicação de Zanin é uma péssima notícia.
Caso seja chancelado pelo Senado e passe integrar o STF – onde Zanin
poderá permanecer pelos próximos 28 anos – teremos mais um ministro com
uma visão de mundo completamente desconectada, se não contrária, ao que a
população brasileira acredita e defende. Cristiano Zanin, 47 anos, é
importante frisar, foi e ainda é, advogado pessoal de Lula. Pode-se
dizer que boa parte do seu “notável saber jurídico” – um dos
pressupostos para alguém ser indicado ao STF – é baseado em sua atuação
como defensor de Lula nas inúmeras acusações e processos de que o
petista foi alvo, incluindo os originados a partir da Operação Lava
Jato, da qual Zanin é um crítico feroz. Seu maior triunfo profissional
foi justamente ter conseguido a anulação das ações da Operação contra
Lula, o que permitiu ao petista se candidatar à Presidência em 2022.
Resta saber se os senadores, eleitos para defender os interesses da
população e não os de Lula, vão ter a hombridade necessária para barrar
Zanin.
Com esse perfil, é fácil entender os motivos pelos quais Lula busca
emplacar Zanin no STF. A fidelidade canina e o comprometimento do
advogado ao cliente são notórios, e é justamente isso que o presidente
busca, segundo interlocutores: um ministro que defenda suas pautas
pessoais – não as do país – dentro do STF. Em seus mandatos anteriores,
Lula foi responsável por indicar sete ministros ao STF, todos com maior
renome e experiência do que Zanin. Apenas dois deles, Cármen Lúcia e
Dias Toffoli, ainda estão na corte. Em diversas ocasiões, Lula reclamou
da atuação dos seus indicados, como o do hoje ministro aposentado
Joaquim Barbosa. Enquanto foi ministro, Barbosa tornou-se relator do
mensalão, que condenou vários nomes do PT – o que, obviamente,
desagradou Lula. Agora, o petista quer ter a certeza de poder contar com
alguém totalmente alinhado aos seus interesses.
A indicação ao STF é uma prerrogativa do presidente da República, mas
depende do Poder Legislativo para ser efetivada. Assim, ainda há espaço
para barrar a presença de Zanin no STF. Após a indicação ser
oficializada, o advogado deverá passar por uma sabatina na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A partir das respostas de Zanin,
a CCJ elaborará um parecer, aprovando ou não a indicação. Por fim,
independentemente do resultado da CCJ, há uma votação no Plenário da
casa, onde o indicado precisa da aprovação da maioria absoluta dos
senadores – equivalente a 50% mais um das 81 cadeiras, ou seja, 42 votos
– para poder ser nomeado.
VEJA TAMBÉM: Ricardo Lewandowski se despede do STF Cartas marcadas na CPMI do 8 de janeiro O império da mentira quer definir o que é verdade
Trata-se de uma decisão que terá impacto pelas próximas décadas.
Zanin tem hoje 47 anos e, caso se torne ministro, poderá continuar na
corte até os 75 – serão 28 anos de atuação em prol da visão de mundo
alinhada à Lula e ao PT. Mesmo que ao longo dos anos tenha se firmado
uma tradição – nociva, diga-se – de o Senado não contrariar as
indicações dos presidentes da República ao STF, trata-se agora de uma
situação singular: nunca antes um presidente tentou colocar alguém tão
descaradamente alinhado aos seus próprios interesses. Os senadores não
podem se furtar à responsabilidade de impedir que mais essa desfaçatez
aconteça.
Em que pese que o STF hoje não é um exemplo de corte – e já foram
várias as vezes em que apontamos os abusos cometidos pelo tribunal e
alguns de seus ministros – ele ainda pode piorar se o Senado não agir.
Resta saber se os senadores, eleitos para defender os interesses da
população e não os de Lula, vão ter a hombridade necessária para barrar
Zanin.
Marco temporal tem expectativa de aprovação na Câmara, mas STF pode derrubá-lo Por Aline Rechmann – Gazeta do Povo
Indígenas protestam em Brasília contra o PL 490 e marco temporal, em 2021.| Foto: Joédson Alves/Agência EFE
Os
deputados federais devem votar, nesta terça-feira (30), um projeto de
lei que estabelece o ano de 1988 como o marco temporal para a demarcação
de terras indígenas no Brasil. A votação é uma articulação da bancada
do agronegócio para marcar a posição do Congresso sobre o tema, já que
na próxima semana a constitucionalidade do marco temporal será analisada
pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na semana passada, a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) mostrou
que é capaz de mobilizar a Câmara dos Deputados em torno do projeto de
lei do marco temporal (PL 490/2007): 324 deputados da oposição e do
Centrão votaram pela aceleração do trâmite da proposta na Casa; e 131
parlamentares, de partidos de esquerda, votaram contra.
Na votação desta terça, serão necessários 257 votos para a aprovação
do mérito do projeto de lei – maioria simples. Passando na Câmara dos
Deputados, a proposta irá ao Senado, onde também já há uma articulação
para que ela caminhe mais rapidamente.
Se houver a aprovação dos deputados, o senador Luis Carlos Heinze
(PP-RS) sinalizou que, assim que o texto chegar ao Senado, ele vai
apresentar um requerimento de urgência para que a votação do marco
temporal seja feita diretamente no plenário da Casa. São necessárias 27
assinaturas de senadores para que a urgência seja pautada. A votação da
urgência deve ser simbólica, ou seja, não será possível verificar quem
votou contra e a favor da aceleração da tramitação.
A bancada do agro acredita que o projeto dará segurança jurídica aos
agricultores e promoverá a paz no campo, estabelecendo critérios mais
claros para a demarcação de terras indígenas. Organizações ligadas à
causa indígena, por outro lado, entendem que a aceleração da tramitação
do PL do marco temporal às vésperas do julgamento no STF desrespeita a
Suprema Corte e as instituições democráticas.
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Proposta pretende tornar lei decisão do STF O PL do marco
temporal está em discussão no Congresso desde 2007. Originalmente, ele
pretendia transferir do Poder Executivo para o Legislativo a competência
para realizar demarcações de terras indígenas. Após alterações
propostas por meio de textos substitutivos, o projeto passou a tratar
também do marco temporal.
Atualmente, o texto apresentado pelo relator do PL 490, deputado
Arthur Maia (União-BA), reforça a aplicação das 19 condicionantes que
foram apresentadas pelo STF em 2009 durante o julgamento sobre a reserva
indígena Raposa Serra do Sol (PET 3388/RR), confrontando a ideia de que
o marco temporal resultaria em prejuízo ou retirada de direitos
conquistados pelos povos indígenas.
Na percepção da bancada do agro, o STF, naquela ocasião, declarou o
balizamento do procedimento de demarcação de terra indígena considerando
o marco temporal de 05/10/1988 e as 19 condicionantes.
Dentre essas condicionantes estão pontos como a proibição da
ampliação das áreas já demarcadas e a possibilidade de a União decidir
sobre o uso das riquezas sempre que houver interesse público. Consta
ainda que a União pode instalar entradas, redes de comunicação e
serviços para saúde e educação nas áreas demarcadas. Além disso, há a
previsão de que as terras indígenas não possam ser arrendadas e a
proibição da realização de negócios que restrinjam os direitos
indígenas. Todos estes pontos foram considerados no substitutivo
apresentado pelo relator do PL do marco temporal, deputado Arthur Maia.
Para a FPA, setores do Ministério Público Federal (MPF) buscam
relativizar o marco temporal, algo que traz grande insegurança jurídica
ao tema.
Bancada do agro quer “esvaziar” julgamento do STF sobre o marco temporal A
votação do mérito do projeto deve acontecer na semana que antecede a
retomada do julgamento no STF. No entendimento da FPA, a aprovação do PL
do marco temporal “esvazia” o julgamento, já que a proposta regulamenta
o disposto na Constituição Federal.
“Faz 16 anos que ele está tramitando, o PL 490 [do marco temporal], e
acredito que com essa aprovação a gente consiga sustar essa iniciativa
do Supremo Tribunal Federal que vai gerar uma crise gigantesca no nosso
setor, insegurança jurídica para nossos produtores”, disse o presidente
da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR) em entrevista para o Canal
Rural. “Estamos falando da possibilidade de 22% de demarcação indígena
do território nacional e nós temos que garantir o direito de propriedade
daqueles que realmente têm o título da terra e hoje estão fadados a não
ter sequer indenização dessas áreas”, alertou.
No entanto, não há garantia de que, mesmo o projeto sendo aprovado, a
Suprema Corte deixará de julgar a ação do marco temporal, que tem
repercussão geral, ou seja, passará a valer para todas as demarcações de
terras indígenas no Brasil.
O julgamento em pauta no STF trata de um recurso apresentado pelo
governo de Santa Catarina que aborda a demarcação da Terra Indígena
Ibirama-La Klãnõ, habitada por povos Guarani, Guarani Mbya, Guarani
Ñandeva, Kaingang e Xokleng. A área indígena está entre os municípios de
Doutor Pedrinho, Itaiópolis, José Boiteux, e Vitor Meireles. O STF já
adiou por sete vezes esse julgamento. A última vez ocorreu em junho de
2022 por “consenso entre os ministros”.
De acordo com um estudo apresentado pelo Observatório Jurídico do
Agro (OJA) – ligado ao Instituto Pensar Agropecuária (IPA), que presta
assessoria para a FPA -, o impacto econômico estimado com a demarcação
de novas terras indígenas pode chegar na geração de empregos: 1,5 milhão
a menos, segundo estimativa. Na avaliação do OJA, é possível ainda que
se tenha um aumento significativo no preço dos alimentos.
Organizações indígenas consideram a proposta um ataque ao STF
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Instituto
Socioambiental (ISA), duas das principais organizações que atuam em
defesa dos povos indígenas, manifestaram-se contra a atuação do
Congresso na pauta do marco temporal.
Para o ISA, trata-se de uma afronta, especialmente por parte do
presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que vem
acelerando a tramitação do PL do marco temporal.
“Lira afronta os outros poderes e busca intimidar o STF, imitando as
crises institucionais forjadas por Bolsonaro, ao colocar o PL 490 na
pauta. A questão é constitucional, será judicializada e só irá gerar
mais violência, conflitos no campo e insegurança jurídica, criando
falsas expectativas de anulação das demarcações”, alerta a advogada
do ISA Juliana de Paula Batista.
Cleber Buzatto, integrante do Cimi Regional Sul, afirmou que a
votação na Câmara é “um indicador bastante objetivo de que os inimigos
dos povos indígenas estão preocupados com o que pode acontecer no
julgamento do Supremo Tribunal Federal”.
Em uma nota coletiva, um conjunto de organizações pastorais lideradas
pelo Cimi também falou sobre “desrespeito” ao STF. “A aprovação da
urgência em sua tramitação acontece nas vésperas do julgamento, pelo
Supremo Tribunal Federal (STF), do famigerado marco temporal. Isso
significa, por parte da Câmara dos Deputados e do presidente da Casa,
Arthur Lira (PP/AL), um enorme desrespeito à Suprema Corte do Brasil e
às demais instituições democráticas”, diz um trecho da nota publicada
pelo Cimi.
Em outra frente de oposição ao projeto, a Defensoria Pública da União
(DPU) defendeu, em uma nota técnica, a rejeição integral do projeto de
lei sobre o marco temporal na demarcação de terras indígenas. O
documento foi enviado pelo defensor público-geral federal em exercício,
Fernando Mauro Junior, na última sexta-feira (26), a Arthur Lira.
Com sede em Haia, o Tribunal Penal Internacional é
o organismo da ONU que tem jurisdição para investigar e julgar
indivíduos acusados de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de
guerra.
Pois bem, nos últimos meses até mesmo veículos da grande mídia
simpáticos à esquerda e blogueiros que costumam passar pano para
ditaduras “do bem” informaram que:
A Venezuela é o primeiro país do continente americano a ter uma
investigação aberta no Tribunal penal Internacional, que investigou
Maduro por crimes contra a humanidade;
Em um informe detalhado sobre a repressão à oposição na Venezuela, a
ONU alertou para a implementação de um plano orquestrado nos mais altos
níveis do governo para perseguir qualquer forma de dissidência. O plano
envolveu a execução sistemática de ataques, prisões e torturas contra a
população civil;
Cerca de 9 mil pessoas e diversas entidades jurídicas apresentaram
denúncias ao Tribunal Penal Internacional como vítimas da ditadura
venezuelana. O tribunal documentou espancamentos, sufocamentos,
afogamentos, choques elétricos e estupros na Venezuela; as vítimas foram
submetidas a atos de violência que resultaram em sérios danos ao seu
bem-estar físico e mental;
Segundo o promotor de Haia Karim Khan, esses crimes foram cometidos
como política de Estado, incentivada ou aprovada pelo governo
venezuelano e realizada por membros de forças de segurança;
Milhares de supostos ou reais opositores do governo foram
perseguidos por motivos políticos, presos e detidos sem fundamentação
legal adequada; centenas foram torturados; e mais de 100 mulheres foram
submetidas a variadas formas de violência sexual, incluindo estupros;
Etc.
Ignorado pelo governo Temer e proibido de entrar no Brasil por Bolsonaro, Maduro é hoje recebido com honras de chefe de Estado
Há pouco mais de 2 meses, em 22 de março, a própria ONU publicou em seu site oficial que:
O governo venezuelano continua perseguindo opositores políticos e
sufocando protestos de líderes sindicais, além de prender integrantes da
sociedade civil por motivos políticos;
Emissoras de TV e organizações não-governamentais que criticavam o
regime de Nicolás Maduro foram fechadas, em um evidente esforço para
reprimir qualquer manifestação contrária ao regime;
Nesse contexto de ampla impunidade, os cidadãos críticos a Maduro se
sentem ameaçados e desprotegidos: o medo de ser preso ou torturado
acaba impedindo a liberdade de expressão e o direito ao protesto;
Com o agravamento da crise econômica, as prisões políticas
arbitrárias aumentaram. As famílias dos presos são vítimas de ameaças e
represálias. Visitas dos parentes ou de advogados são negadas. O acesso
ao alimento e a tratamento médico é limitado.
Além de tudo isso, desde a morte de seu mentor Hugo Chávez, Maduro
vem sendo eleito e reeleito em eleições cercadas de suspeitas e
controvérsias, não reconhecidas pela oposição em seu país nem por grande
parte da comunidade internacional.
É pouco?
Em março de 2020, o Departamento de Justiça americano acusou Maduro
de integrar o Cartel Los Soles, que atua em parceria com as Farc no
tráfico de cocaína (200 a 250 toneladas por ano) para os Estados Unidos.
Em denúncia apresentada pelo então procurador-geral William Barr, o
ditador foi acusado de crimes como lavagem de dinheiro e corrupção, além
de associação com o narcotráfico.
Na ocasião, o governo americano ofereceu uma recompensa de US$ 15
milhões por informações que pudessem levar à prisão de Maduro. “A
intenção de Maduro era inundar os Estados Unidos com drogas”, afirmou
Barr. “Ele usava a cocaína como arma.”
Por tudo isso, hoje nem mesmo os mais empedernidos esquerdistas ousam
defender o ditador venezuelano, que ora se encontra no Brasil – país
onde não punha os pés de 2015, quando compareceu para a posse da
presidente Dilma Rousseff.
Depois disso, Maduro foi solenemente ignorado pelo governo de Michel
Temer e proibido de entrar no Brasil pelo governo de Jair Bolsonaro.
Hoje está sendo recebido com honras de chefe de Estado.
Sinal dos tempos. É também uma mensagem que o Brasil emite para a comunidade internacional.
Brasília
(DF) 29/05/2023 – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chega ao
Palácio do Itamaraty para almoço com o presidente Lula . Foto Antônio
Cruz/EBC
| Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Bom dia! Está se esgotando o prazo que a Câmara deu ao deputado
Deltan Dallagnol para apresentar sua defesa ante a condenação pela
Justiça Eleitoral, que tirou o seu mandato, dado a ele por 345 mil
eleitores, se não me engano, do Paraná. Foi o mais votado. E foi um
julgamento incrível, que durou um minuto e seis segundos, em que
estabeleceram um exercício de futurologia, dizendo que futuramente ele
poderia ter que responder a um processo disciplinar e, portanto, ele não
poderia ter sido aceito. Registro que o Tribunal Regional Eleitoral do
Paraná aceitou, inclusive com a Procuradoria dizendo aos partidos
políticos de esquerda que entraram para caçar o registro que não há
nenhum motivo para caçar o registro, uma vez que ele não respondia a
nenhum processo disciplinar.
Então, está se esgotando, amanhã, o prazo de cinco dias úteis depois
da publicação no Diário Oficial da notificação para ele. Não foi
retirado pela Câmara dos Deputados. Eu não vou dizer que é a dona do
mandato dele, porque os donos do mandato dele são os eleitores. Na
verdade, os eleitores é que estão sendo caçados. Esperaram o fato
consumado para depois caçar, que é uma coisa muito, muito estranha.
Fizeram o contrário no julgamento, no qual julgaram por um fato futuro
que ainda não aconteceu. E depois, diante de um fato consumado, caçaram o
mandato dele.
Manifestações em 4 de junho
Vão fazer manifestações no dia 4, nas capitais do Brasil, em favor de
Deltan, em favor da Constituição, do devido processo legal e do Estado
Democrático de Direito. Por falar nisso, mais 131 pessoas, mulheres,
homens, idosos, foram considerados réus. Aqueles que estavam lá no
acampamento, que foram presos, agora a gente sabe, foram presos pelo
Exército, como disse o comandante militar do Planalto, depondo na
Assembleia Legislativa do Distrito Federal.
E somando-se aos 1.044 que já são réus, dá 1.175. Interessante que um
advogado criminalista, me perguntou ontem: 175 réus, entre sobrinhos,
netos, filhos, afilhados. Eu perguntei, como, por quê? Esses jamais
esquecerão o que está sendo feito. Eu imagino que seja umas 10 mil
pessoas, talvez, ou mais. Realmente eu não tinha pensado nisso. Não
atinge apenas a pessoa, atinge todos aqueles que amam essas pessoas. É
uma questão.
Militares brasileiros e Maduro Bom, durante o governo Bolsonaro, o
então presidente reconheceu Juan Guaidó como presidente da Venezuela e a
embaixadora de Guaidó aqui no Brasil. Agora está mudando tudo. O
Nicolás Maduro chegou à noite, de repente. Teve que ser de repente, teve
que ser secreto, para enganar os Estados Unidos, porque ele é procurado
nos Estados Unidos e onde o avião dele pousar, e houver possibilidade, o
avião vai ser confiscado também e ele está sendo procurado por
narcotráfico, narcoterrorismo. Eu achei feia a posição de alguns
deputados brasileiros que foram se queixar para a embaixadora americana,
como se reconhecendo que ela tivesse algum poder sobre a lei
brasileira. Uma atitude assim meio de colonizado, mas enfim, deveriam
protestar, como protestaram na tribuna da Câmara e com a presença. Eu
fiquei com pena até porque o Exército fez a operação acolhida
maravilhosa, digna de Prêmio Nobel da Paz, para receber milhares e
milhares de venezuelanos com fome, doentes, fugindo do país em que
nasceram. E depois ter que ver os dragões da independência prestando
homenagem, continência, na subida da rampa do Palácio do Planalto de
Nicolás Maduro, que desde 2015 não vem ao Brasil.
Deputados enviaram ofícios à embaixada dos EUA no Brasil contra o
ditador venezuelano. Maduro tem mandado de busca por narcoterrorismo.|
Foto: Ricardo Stuckert/Secom
Eis aí: Nicolás Maduro, um dos mais
grosseiros ditadores do mundo, figura que faria com perfeição o papel do
déspota bananeiro em história de gibi, está de visita ao Brasil. É um
dos grandes sonhos do Lula pós-cadeia – uma de suas ideias fixas, já há
tempo, tem sido a de transformar o Brasil em território de preferência
para os tiranetes latino-americanos que o tratam como “líder
internacional”. São os únicos – mas é o suficiente para que Lula realize
a sua fantasia de se apresentar perante a mídia e demais devotos como
alguém capaz de influir nos destinos do mundo.
O ditador da Venezuela, classificado oficialmente como
narcotraficante, terrorista e golpista pela maior parte das democracias
do planeta, não pode viajar para países civilizados. Será preso ao pisar
no aeroporto: há uma recompensa de 15 milhões de dólares por sua
captura e entrega à polícia, a ser paga pelo governo hoje
ultraprogressista dos Estados Unidos. Nem na Argentina ele pode ir;
ainda outro dia, ficou com medo de ser detido no desembarque. Só lhe
resta o Brasil, além das ditaduras mais primitivas do Terceiro Mundo.
Por isso ele está aí.
O Brasil não tem absolutamente nada a ganhar, por nenhum critério,
com a paixão de Lula pela Venezuela. Ele está apenas se juntando com a
ruína.
É esta a “política externa” do presidente Lula: a hostilidade às
grandes democracias mundiais e a associação com países do nível da
Venezuela e de seu ditador. Em menos de seis meses de governo, ele já
conseguiu deixar o Brasil isolado do mundo do progresso e da liberdade;
cada vez mais, ele coloca o país ao lado de tudo aquilo que a comunidade
das nações tem de pior.
Abriu o porto do Rio de Janeiro para navios de guerra do Irã, apesar
dos protestos da comunidade democrática internacional; aliou-se
abertamente, nesse caso, a um regime que promove o terrorismo. Acusou a
Ucrânia de ser responsável pela invasão do se próprio território. Acha
que a China é o grande farol que o Brasil tem de seguir, na política e
na economia.
VEJA TAMBÉM: A política externa do governo Lula é digna de um grêmio estudantil: só apoia ditaduras Trapaça, mentira e entreguismo: como foi a viagem de Lula à China Cúpula do G7: Lula continua viajando porque não sabe como governar o Brasil
O Brasil não tem absolutamente nada a ganhar, por nenhum
critério, com a paixão de Lula pela Venezuela. Ele está apenas se
juntando com a ruína. A tirania de Maduro, que está no poder por
eleições fraudadas e nega à população os seus diretos mais elementares,
conseguiu reduzir 90% dos venezuelanos à pobreza – algo que jamais se
viu na história humana. A única opção que o governo oferece aos cidadãos
é fugir do país para não morrer de fome, enquanto Maduro e a sua corte
vivem como paxás com os dólares que ganham no tráfico de drogas para os
Estados Unidos e Europa. A economia da Venezuela foi destruída. A
inflação está fora de controle, não existe moeda nacional e os sistemas
de produção deixaram de funcionar. A elite sobrevive com produtos
importados – e pagos com os dólares do narcotráfico.
A visita de Maduro ao Brasil contém um outro veneno. As Forças
Armadas brasileiras foram obrigadas a bater continência para um
indivíduo que está com a cabeça formalmente a prêmio por traficar com
entorpecentes . Nunca havia acontecido nada parecido com isso ao longo
da história; é uma primazia dos oficiais que comandam as três forças no
regime de Lula. O comandante do Exército vive dizendo que é um defensor
intransigente da “legalidade”. Eis aí para onde a sua legalidade
conduziu os militares brasileiros; estão tendo de prestar homenagem ao
crime internacional.
Gilmar Mendes sorri pela primeira vez e Alexandre de Moraes conta piadas no Churrascão do Lula.| Foto: Montagem
Por Athayde Petreyze – Gazeta do Povo
Desesperado por recuperar o prestígio que só uma imprensa
independente é capaz de lhe devolver, e cansado do rapapé sem imaginação
dos jornalistas de sempre (um beijo, Reynaldo!), o venerável presidente
Lula não hesitou em ligar para a Athayde P13 Produções e contratar este
douto colunista social socialista que vos fala para contar os
bastidores do Churrascão da República, que celebrou a cassação do
deputado Deltan Dallagnol. O concorrido evento bovino-alcooleiro foi
realizado na chiquérrima laje niemeyeriana do Palácio do Planalto.
O churrasqueiro
A grelha e os espetos ficaram a cargo do sempre prestativo ministro
da Fazenda, Fernando Haddad, que trajava um belo avental vermelho com a
estrela do PT na altura da hombridade. Uma pena o Mercado não estar ali
para ver o maestro das finanças nacionais manejando o fogo e as facas
com toda a experiência de seus dois meses de treinamento intensivo com o
ministro e gaúcho assumido Paulo Pimenta.
Axé com consciência social
Assim que os primeiros convidados chegaram, a ministra Margareth
Menezes começou a cantar seu axé com consciência social. Munido da
primeira das muitas caipirinhas do dia, o ministro Gilmar Mendes foi
visto batendo o pezinho ao som da música envolvente e “crítica na medida
certa”, nas palavras dele. Especialista em código morse que sou, porém,
decifrei a mensagem que o pezinho ritmado do ministro transmitia: “Moro
é o próximo”. O que será que ele quer dizer com isso?
Na cozinha…
Assim que chegou, a ministra Simone Tebet se juntou à primeira-dama
Janja e à ministra Carmem Lúcia na cozinha, onde ficaram preparando
maionese e salada de alface, tomate e cebola. “A Margareth é fogo, hein?
Em vez de vir ajudar fica lá cantando”, reclamou uma das mulheres. Não
digo qual. Ao me verem ali fazendo este excelente trabalho de reportagem
investigativa, porém, elas mudaram de assunto. “Viram o capítulo da
novela ontem? Adoro o Toni Ramos. Pena que ele esteja fazendo papel de
fascista, né?”, disse a Janja.
Flávio Dino vem aí!
Assim que Flávio Dino chegou ao churrasco, Lula foi informado pela
Abin de que precisava de mais carne. Muito mais carne. Gestor hábil que
é, o presidencialíssimo consultou Haddad e ali, usando sua Mont Blanc
sobre um saco de pão Hermés, assinou um decreto mandando o Exército
abater dez cabeças de gado. A imprensa golpista dirá que Flávio Dino
comeu um boi inteiro, mas é mentira. Foram dois.
Vossa Majestade
De repente, ouço palmas no recinto. Não só! Ouço também foguetes e o
espocar de fuzis – cortesia da ONG antiviolência policial PCC (Paz,
Coração e Carinho), que também se prontificou a fazer a segurança do
evento democrático. “Olha só quem chegou”, me diz Randolfe Rodrigues,
subindo num banquinho para tocar meu ombro. Ao me virar para a esquerda,
sempre à esquerda, quase fico cego com o brilho que a aura dourada de
Alexandre de Moraes emana. Que homem!
Picanha
“Hei, Petreyze. Diz aí no seu texto que a carne era picanha, senão
logo aparece alguém pra dizer que você esqueceu dessa informação óbvia
por interesses escusos”, me aconselhou uma fonte anônima. Por falar em
fonte anônima, já contei que Zé Dirceu permaneceu o churrasco todo atrás
da churrasqueira, só observando? Pois.
Momento de crise
Na cozinha, Janja, Tebet e Carminha mudaram de assunto e agora falam
mal, digo, fazem críticas construtivas a Gleisi Hoffmann. “Será que a
Marina vem?”, pergunta uma delas bem quando Marina chega e, furiosa, vai
até a churrasqueira. “O Lula me prometeu que teria carne vegana!”, diz
ela, soltando fogo pelas ventas, indo embora e criando uma crise
política no governo.
Supremas gargalhadas
Eduardo Appio, Cristiano Zanin e Mas-Será-o-Benedito Gonçalves
escutavam atentamente o ministro Alexandre de Moraes. “Aí a Tabata
disse: por que vocês não indicam uma mulher negra para o STF?
Hahahahahahahahahaha”. As gargalhadas assustaram o cãozinho Resistência
que, juntamente com um dogue alemão de olhar parvo e um pinscher
invocado, esperava para roer os ossos da festança.
O ponto da carne
Haddad errou o ponto da carne. Errou feio. “Não tem problema, cara. A
carne mal passada é uma ameaça à democracia”, disse Gilmar Mendes, a
fala um tanto quanto embolada, mas sorrindo pela primeira vez em 67
anos. A caipirinha estava boa mesmo. Chamado a julgar o ponto da carne,
Eduardo Appio não hesitou em dizer que a picanha estava per-fei-ta.
De olhinhos bem fechados
Margareth Menezes começou a cantar uma versão de Que País É Este.
Equilibrando precariamente o copo de cerveja, de olhinhos fechados e
expressão de enlevo, Toffoli cantava o refrão com a indignação mais
sincera que o Zé Dirceu lhe ensinou.
“Missão dada…”
Entreouvido na mesa onde Alexandre de Moraes continua seduzindo a
plateia com seu humor cáustico, mas em conformidade com o Estado
Democrático de Direito: “Cassei mesmo. E agora ele vai ter que recorrer
ao STF. Ao STF! Hahahahahahahaha”. Por precaução, todo mundo riu. Até
eu.
“Ô, Lula, que churrasco é esse que não tem lagosta? Cuidado que eu te
prendo de novo, hein?”, diz o ministro, todo empolgado. Por via das
dúvidas, Lula pede encarecidamente ao ministro Benedito Gonçalves, que
pouco depois volta com uma lagosta em cada uma das mãos. “Missão dada é
missão cumprida”, cochicha ele, repetindo seu bordão preferido.
Munheca
Depois de muita insistência dos convidados, Lula imita a munheca
dramática do chef turco Salt Bae e faz uma piada com cervídeos que não
reproduzo aqui porque não.
Evidências
Aos poucos a animação se desfaz. Toffoli canta “Evidências”. Dino,
muitos e muitos (e muitos) quilos de comunismo concentrado, pede que o
ajudem a levantar. De bucho cheio, Alexandre de Moraes me olha como se
fosse mandar me prender a qualquer momento. Eu, aliás, estou quieto num
canto, bloquinho na mão, tentando pensar numa forma de incluir o
ex-presidente Jair Bolsonaro neste churrasco sem atrair a fúria da
direita mal-humorada.
Gilmar Mendes, que exagerou na caipirinha, dorme numa poltrona Sérgio
Rodrigues milagrosamente salva do ira golpista do 8/1. Zé Dirceu só
observa. E enquanto as mulheres lavam a louça, Haddad separa os ossos a
serem disputados pelo vira-lata Resistência, o dogue alemão Parvo e o
pinscher Serelepe.
Athayde Petreyze é colunista social socialista, caçador de nazistas,
consultor de diversidade, sommelier de gravata borboleta e mixologista
forense. Formado em Direito em Harvard e em Esquerdo em Dravrah, todos
os anos ele é forte concorrente ao Prêmio Nobel da Paz. Os direitos de
seu sua autobiografia “O Caminho da Borboleta Verde-Amarela: Memórias de
um Fascista Arrependido” acabam de ser comprados pela Netflix. Na
adaptação, Petreyze será interpretado por Seu Jorge.