quarta-feira, 20 de abril de 2022

MULTA APLICADA E O JULGAMENTO DO DEPUTADO DANIEL SILVEIRA NO STF

 

Ordem de Alexandre de Moraes

Por
Thaméa Danelon – Gazeta do Povo

O deputado federal Daniel Silveira (União-RJ).| Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

No dia 30 de março de 2022, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes fixou ao deputado federal Daniel Silveira uma multa diária de R$ 15 mil a ser paga caso ele continuasse descumprindo medidas cautelares a ele impostas. De acordo com a decisão do ministro, o parlamentar teria descumprido diversas restrições, tais como: proferir ataques ao Supremo em discurso em evento público; manter contato com outro investigado no inquérito que apura “atos antidemocráticos”; e conceder entrevista a um canal no Youtube.

Diante disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) requereu a decretação de outras medidas restritivas, sendo essas: a) proibição de ausentar-se da comarca onde reside, salvo para Brasília; b) proibição de frequentar e participar de eventos públicos em todo o território nacional; e c) colocação de tornozeleira eletrônica.

Diante disso, Daniel Silveira se encaminhou à Câmara dos Deputados e informou publicamente que não sairia da casa legislativa, pois não concordava com a utilização de outra tornozeleira eletrônica. Após esse movimento do parlamentar, o STF determinou: 1) a fixação de multa diária no valor de R$ 15 mil, que deveria ser descontada diretamente de seus vencimentos como deputado federal; e 2) o bloqueio de todas as contas bancárias do parlamentar, para que fosse assegurado o pagamento desta multa. Também foi determinada a abertura de outro inquérito para apuração do crime de desobediência supostamente praticado pelo deputado.

Entretanto, a fixação de multa diária contra investigado ou réu em processo criminal não tem qualquer previsão na nossa legislação penal, pois caso haja o descumprimento de uma determinação judicial a própria lei prevê a aplicação de outra restrição (medida cautelar) mais gravosa, inexistindo, assim, a possibilidade de fixação de multa diária, providência muito comum quando se trata de ações cíveis, mas nunca penais.

Exemplificando: caso seja determinado ao investigado a impossibilidade de frequentar certos locais (como boates e bares, por exemplo), ou de se recolher em sua casa em horário noturno pré-fixado, e caso esse indivíduo não cumpra essa ordem judicial, ele poderá ser preso por esse descumprimento, e essa prisão é a denominada prisão preventiva.

Imaginemos uma outra situação: um magistrado determinou a prisão preventiva de um investigado ou réu. É evidente que essa pessoa não tem o direito constitucional de fugir, de não se entregar à polícia; contudo, em nenhuma hipótese o juiz irá fixar uma multa diária até que o investigado se entregue e seja preso, pois caberá ao Estado empregar todos os esforços na captura desse indivíduo.

O mesmo raciocínio é aplicado à colocação de uma tornozeleira eletrônica. Sendo determinada essa monitoração, não há a menor possibilidade legal de se fixar multa caso o réu não se apresente para a colocação desse aparato. A consequência prevista em lei será a prisão deste investigado ou réu (lembrando que é denominado réu o investigado que já foi processado criminalmente). E essa prisão que deverá ser aplicada é a chamada prisão preventiva.

Voltando agora para o caso Daniel Silveira. Ao não atender a determinação da colocação da tornozeleira, ele poderia ser preso preventivamente? A resposta é não, pois, de acordo com a Constituição, deputados e senadores não podem ser presos preventivamente, somente podendo ser encarcerados em caso de prisão em flagrante (e não prisão preventiva) e somente se o crime for inafiançável.

Eu imagino que toda essa situação seja muito confusa para o leitor, e de fato é, pois a prisão de Daniel Silveira e todos esses desdobramentos são um verdadeiro imbróglio jurídico, pois houve uma confusão entre a prisão em flagrante e a prisão preventiva, as quais sob a ótica do processo penal são completamente distintas.

Para que a prisão do deputado fosse concretizada, e lembrando que ele não poderia ser preso preventivamente, foi criado um flagrante inexistente – o simples fato do vídeo ofensivo ainda estar no ar não transformaria o crime cometido em flagrante delito, como alegou o ministro Alexandre de Moraes. Além disso, ninguém pode permanecer preso em flagrante por mais de 24 horas, vez que dentro desse prazo o juiz deverá soltar o preso ou transformar a prisão em flagrante em uma prisão preventiva. Mas como deputados não podem ser presos preventivamente, a prisão em flagrante se perpetuou por meses.

Outra irregularidade: as medidas cautelares de fiança, proibição de frequentar determinados lugares e encontrar outros investigados são chamadas, no Direito, de medidas cautelares diversas da prisão. E essa prisão a qual as medidas se referem não é a em flagrante, mas sim a prisão preventiva, que é prevista em outros artigos do Código de Processo Penal e é completamente distinta da prisão em flagrante, diferença essa sabida por qualquer estudante de Direito.

Logo, como parlamentares não podem ser presos preventivamente, a prisão de Daniel Silveira não poderia ser substituída por medida cautelar, pois a prisão a qual ele foi submetido (ainda que questionável e ilegal) foi a prisão em flagrante, que de forma alguma poderia ser substituída pela colocação de uma tornozeleira eletrônica.

Por outro lado, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a abertura de inquérito contra o parlamentar pela prática de desobediência também não tem qualquer base legal. Ao longo de mais de 22 anos de carreira, nunca testemunhei a abertura de investigação por desobediência a uma ordem de juiz criminal, seja em caso de determinação de prisão (quando o investigado não se entrega), seja na imposição de colocação de uma tornozeleira eletrônica.

Infelizmente, o inquérito das fake news e dos atos antidemocráticos têm violado frontalmente a legislação processual penal e também a Constituição Federal, consagrando a insegurança jurídica e a diminuição do Estado Democrático, e principalmente, de Direito.
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Começa nesta quarta (20)
O que esperar do julgamento de Daniel Silveira no STF

Por
Renan Ramalho – Gazeta do Povo
Brasília

Daniel Silveira é acusado de coação contra ministros do STF por causa de insultos| Foto: Zeca Ribeiro/Câmara

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne nesta quarta-feira (20), em sessão marcada para as 14h, para julgar a ação penal contra o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ). Dentro da Corte, a condenação é dada como certa e são baixas as chances de um pedido de vista que adie a decisão, segundo apurou a reportagem com interlocutores dos ministros.

Desde 2019, o deputado critica duramente o STF e também o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A denúncia está baseada em vídeos, divulgados por ele entre 2020 e 2021, em que insulta e acusa vários ministros de cometer crimes, fala em invadir o Congresso e o STF para retirar seus integrantes “na base da porrada” e enaltece a cassação de magistrados pelo regime militar.

Na sessão desta terça, o primeiro ato é a leitura do relatório – resumo de todo o processo – pelo relator, Alexandre de Moraes. Depois, falará por até uma hora a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo e, em seguida, pelo mesmo tempo, a defesa de Silveira.

O primeiro voto é de Moraes, relator, e o segundo de Kassio Marques, o revisor da ação penal. Só então passam a votar os demais, iniciando por André Mendonça. Se a maioria votar pela condenação, abre-se uma nova rodada de votação para definir a pena.

O mais provável é que não haja tempo para todos os votos na sessão desta quarta – neste caso, o julgamento é suspenso e retomado na semana que vem.

No processo penal a ser julgado, Silveira foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por três crimes. O primeiro é coação no curso do processo, que consiste em usar de violência ou grave ameaça contra alguma autoridade, a fim de favorecer a interesse próprio num processo judicial ou policial.

A acusação parte da premissa de que o deputado estaria ameaçando os ministros para se livrar das investigações de que era alvo no inquérito dos chamados atos antidemocráticos, aberto em 2020 para apurar organização e financiamento de protestos de rua contra o STF e o Congresso.

Os outros dois crimes pelos quais foi acusado, no ano passado, faziam parte da antiga Lei de Segurança Nacional (LSN). São eles: incitar à animosidade entre as Forças Armadas e as instituições civis; e incitar ao crime de tentar impedir, com emprego de violência ou grave ameaça, o livre exercício de qualquer dos Poderes da União, no caso, o Judiciário.

Como a LSN foi revogada no ano passado, a defesa alega que a punição por seus crimes já não é mais possível, porque os tipos penais já não existem. Restaria assim ao STF condenar Silveira por coação no curso do processo, cuja pena é de um a quatro anos de reclusão e multa, o que, em geral, não leva ao cumprimento no regime fechado.

Os advogados de Silveira pedem a absolvição pelo fato de que não houve qualquer consequência concreta das declarações do deputado que colocasse em risco o funcionamento do STF ou a independência de seus ministros.

Uma eventual condenação, no entanto, levará à aplicação da Lei da Ficha Limpa, o que tornará Silveira inelegível e frustrará seu plano de concorrer neste ano a senador pelo Rio de Janeiro.

Embora, do ponto de vista jurídico, essa pretensão não possa interferir em nada no processo, trata-se de um fator que influencia subjetivamente os ministros do STF. Há uma percepção de que, desde a campanha e até mesmo dentro do Senado, caso eleito, Silveira teria como principal bandeira intensificar uma postura de confrontar a Corte.

Com a condenação, os ministros impedem de imediato essa possibilidade. O recado é de que não admitirão ofensas e supostas ameaças à independência do STF, razão principal das acusações contra Silveira. Além do relator, Alexandre de Moraes, vários ministros deverão se pronunciar de maneira enfática contra a postura do deputado, por causa de xingamentos e declarações violentas contra eles em seus vídeos nas redes sociais.

Pedido de vista é improvável
Nos últimos dias, Silveira procurou colegas parlamentares com interlocução no STF para sondar suas perspectivas. Ouviu que dificilmente escaparia da condenação, mas passou a alimentar a esperança de que um dos ministros indicados por Bolsonaro – Kassio Nunes Marques ou André Mendonça – peça vista no julgamento, o que adiaria por tempo indefinido a decisão.

Trata-se de uma aposta improvável. Nunes Marques é o revisor da ação penal, a quem cabe examinar a fundo o voto do relator, Alexandre de Moraes, e votar logo depois dele. A praxe é que o julgamento só tenha data marcada depois que o revisor indica ao presidente da Corte, Luiz Fux, que está preparado para votar. Nesse sentido, um pedido de vista soaria contraditório, a não ser que Nunes Marques apontasse um fato novo no processo que justificasse a alegação de que precisa de mais tempo para analisar o caso.

Um pedido de vista por André Mendonça, que vota logo após Nunes Marques, seria mal visto pelos demais ministros. Se ocorrer, haverá pressão para que ele libere seu voto rapidamente, no máximo até o fim do primeiro semestre, para a retomada do julgamento.

Ainda assim, antevendo a possibilidade de um pedido de vista, vários ministros já sinalizaram internamente que pretendem adiantar seus votos. Ou seja: mesmo após um eventual pedido de vista, os ministros comunicariam que querem votar imediatamente, podendo formar maioria pela condenação. A decisão só não seria oficializada porque estaria pendente o voto do ministro que pediu vista – é uma maneira de pressioná-lo a trazer logo o voto, de modo a permitir o término do julgamento com a proclamação do resultado.

As acusações da PGR contra Daniel Silveira
A denúncia contra Daniel Silveira partiu de vídeos que ele publicou nas redes sociais entre o fim de 2020 e início de 2021 – o último, em fevereiro do ano passado – levou Alexandre de Moraes a decretar, de ofício, sua prisão, medida referendada por unanimidade pelo STF e depois pela própria Câmara, com 364 votos a favor e 130 contrários.

No vídeo que o levou à cadeia, Silveira disse que várias vezes imaginou Edson Fachin levando uma “surra” na rua. Chama o ministro de “moleque”, “menino mimado”, “mau caráter”, “marginal da lei” – ele criticava Fachin por ter protestado contra uma postagem do ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Boas, em 2018, a favor da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por várias vezes, Silveira desafiou os ministros a prenderem o general, o que, para a PGR, era uma provocação para uma “ruptura institucional” por parte das Forças Armadas, agravada pelo fato de que o deputado também defendeu o AI-5 e a cassação dos ministros do STF.

Ainda no vídeo, em meio a palavrões, Silveira disse que Gilmar Mendes vendia habeas corpus e sentenças em favor de traficantes, e que Alexandre de Moraes integrava uma gangue.

No vídeo anterior, de dezembro, intitulado “Convoquei as Forças Armadas para intervir no STF?”, Silveira chama ministros de “cretinos”, “marginais”, “escória” e acusa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fraudar as eleições.

“Nosso boquinha de veludo, o ministro [Luís Roberto] Barroso, que hoje é presidente do TSE, foi até os Estados Unidos observar como seriam as fraudes lá para que ele pudesse aplicar o protocolo aqui, né?”, afirmou. “Se continuarem dessa maneira, o STF e a Justiça Eleitoral não vão mais existir porque nós não permitiremos”, disse, mais adiante.

Também afirmou que Rosa Weber, ex-presidente do TSE, centralizou a contagem de votos, “malandramente”, de forma ilegal, e que havia risco de “uma falha em 2022 para tentarem derrubar o presidente”.

“Quando bater um cabo e um soldado na porta de vocês…. Não adianta fechar a porta não, porque vai ser arrombada. Sabe por quê? Porque vocês estão abrindo essa precedência, vocês estão descumprindo a Constituição. Sim, sim as Forças Armadas podem sim intervir. E o que nós queremos”, afirmou ainda no vídeo.

Na gravação de novembro, o deputado chamou Moraes de “advogado do PCC”. “Eu quero que o povo entre dentro do STF, agarre o Alexandre de Moraes pelo colarinho dele, sacuda aquela cabeça de ovo dele e jogue dentro de uma lixeira”, disse. Também acusou Barroso de fraudar as eleições municipais de 2020.

Nas suas alegações finais, a PGR afirmou que a liberdade de expressão, inclusive de um parlamentar, não é um direito incondicional. Ela poderia ser restringida para proteger “bens jurídicos coletivos como a administração da justiça e o Estado Democrático de Direito, de forma a assegurar o funcionamento das instituições contra manifestações públicas ameaçadoras e violentas”.

A PGR disse também que o deputado cometeu crime porque “pretendeu apenas hostilizar o Poder Judiciário e, mediante isso, colocar em perigo a reputação do Estado com o fim de favorecer, conforme se expôs na denúncia, interesses próprios”.

Em relação à imunidade parlamentar – regra da Constituição que diz que deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos –, a PGR diz que, no caso concreto, ela poderia ser relativizada. Argumenta, basicamente, que por ser deputado e policial, Silveira deveria saber os limites desse direito.

“Há uma expectativa legítima, baseada nas regras de experiência, de que a atuação parlamentar de um policial militar da reserva que cursa Direito esteja em conformidade com as normas, e em especial com a do art. 53 da Constituição, cujos limites podem ser deduzidos a partir da leitura de qualquer manual de direito constitucional.”

O que diz a defesa de Daniel Silveira

Desde fevereiro do ano passado, quando Daniel Silveira foi preso de ofício por Alexandre de Moraes, sem pedido prévio da PGR ou da Polícia Federal, a defesa do deputado vem contestando, sem sucesso, junto ao ministro e seus colegas do STF, atos considerados abusivos na condução do caso.

A própria prisão, realizada dentro do controverso inquérito das fake news, foi questionada, pois a Constituição só permite que um parlamentar seja preso em flagrante por crime inafiançável. Moraes justificou a medida com o argumento de que, pelo fato de os vídeos estavam disponíveis por tempo indefinido na internet, havia um estado permanente de flagrante de supostos crimes da Lei de Segurança Nacional. Para ele, seria também um crime inafiançável porque estariam presentes os requisitos para uma prisão preventiva, sem apontar quais.

Silveira ficou preso por quase um mês, até meados de março de 2021, quando a medida foi substituída por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Em abril, o STF aceitou por unanimidade a denúncia da PGR, e virou réu no caso – um tempo rápido para os padrões da Corte.

Em junho, Moraes determinou nova prisão, alegando que o deputado deixava a tornozeleira sem bateria propositalmente. Ao cumprir o mandado, um policial alegou que viu Silveira tentando pular o muro de sua casa. A defesa diz que o aparelho apresentava frequentes problemas de funcionamento e que, no dia da prisão, ele não tentava fugir, mas socorrer a mãe, que morava numa casa vizinha e estava passando mal.

Só em novembro, ele foi solto novamente, desde que não tivesse contato com outros investigados, não publicasse nada nas redes sociais nem concedesse entrevistas. Em março deste ano, após Silveira ter criticado o STF num evento, Moraes impôs novamente o uso da tornozeleira.

Silveira disse que a medida era ilegal, pois precisaria ser referendada pela Câmara dos Deputados, por interferir em seu mandato. O deputado disse que iria permanecer e dormir na Câmara, recusando-se a instalar o equipamento. Moraes impôs multa de R$ 15 mil por dia e bloqueou suas contas, medida não prevista no Código de Processo Penal, mas que mesmo assim foi referendada por 9 dos 11 ministros – votaram contra apenas Kassio Nunes Marques e André Mendonça.

Foi em meio a essa tensão institucional com a Câmara, que Luiz Fux marcou às pressas o julgamento desta quarta, que não estava na pauta original, definida no final do ano passado.

Ao longo de todo o processo, a defesa denunciou, em vão, o que considera arbitrariedades da condução do processo por parte de Alexandre de Moraes. Vários questionamentos ficaram pendentes de decisão. O advogado de Silveira, Paulo Faria, diz que Moraes deveria se considerar suspeito junto com todos os ministros que referendam suas medidas.

“Alexandre de Moraes é absurdamente suspeito. O Sergio Moro foi declarado suspeito, por muito menos”, diz o advogado – no ano passado, atendendo a um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o STF anulou suas condenações na Lava Jato declarando a parcialidade do ex-juiz.

Na defesa, Faria ainda diz que, além da absolvição por crimes já extintos da antiga Lei de Segurança Nacional, o deputado também deve ser inocentado pela suposta coação no curso do processo. Isso porque não está demonstrado como as declarações afetariam os ministros.

“O congressista não se utilizou de nenhum subterfúgio para se favorecer, apenas se valeu de sua liberdade de expressão, opinião e manifestação, além de estar coberto pelo manto da imunidade parlamentar, material e formal, que o afasta civil e penalmente de imputações, como estas. Coação consiste na ação de coagir, ou seja, forçar alguém a fazer algo contra a sua vontade. Do ponto de vista jurídico, o crime de coação é caracterizado como o ato de agir com pressão ou violência (física ou verbal) perante outra pessoa, com o propósito de obter algo contra a vontade desta. Não se tem notícia de algo tenha sido feito ou modificado a favor do denunciado, pelo contrário, tudo que ocorreu até esta data foi no sentido de prejudica-lo, nenhum a favor”, disse a defesa de Daniel Silveira em sua defesa final no processo.


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QUAIS AS PROPOSTAS DOS CANDIDATOS PARA ESTÍMULO AO CRESCIMENTO E COMBATE À INFLAÇÃO?

Editorial
Por
Gazeta do Povo

Dinheiro / Real – 25-05-2017 – O Real é a moeda corrente oficial da República Federativa do Brasil. A cédula de um real deixou de ser produzida, entretanto continua em circulação alguns exemplares. As demais cédulas de real continuaram sendo produzidas normalmente pela Casa da Moeda. Entre elas, as notas de: 2,5,10,20,50 e 100. Na foto, detalhe de algumas notas de Real.

Fenômeno da inflação é global, embora no caso brasileiro haja alguns fatores específicos que empurram os preços para cima.| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

A economia (com inicial minúscula) é o sistema que utiliza os fatores de produção – recursos naturais, trabalho, capital e iniciativa empresarial – e os coloca em movimento, com o auxílio do conhecimento tecnológico dominado, para produzir, distribuir, circular, consumir e acumular (investimento) bens materiais e serviços. Simplificando, é um sistema de produção de bens e serviços destinados a atender necessidades e desejos da população. Em um regime fundado na liberdade, a economia funciona com o direito de propriedade privada dos meios de produção – o que não exclui a propriedade estatal; ambas convivem e se complementam –, a organização empresarial da produção e o trabalho assalariado, cujas trocas se fazem em mercado livre e em regime de concorrência.

O mercado livre e o processo de trocas se dão com base nos preços dos bens e serviços, expressos em unidades monetárias, no qual a elevação generalizada e contínua de preços recebe o nome de inflação (do verbo inflar, aumentar). O estudo e observação de como funciona esse sistema de produção, circulação, distribuição, consumo e acumulação deu origem à “Ciência Econômica”, ou simplesmente Economia (com inicial maiúscula), e foi construído um corpo teórico de leis, princípios e conceitos, sendo alguns de natureza física e imutáveis, e outros de natureza sociológica e política – portanto, sujeitos a discordâncias entre correntes diferentes de pensamento.

A inflação é um dos assuntos mais complexos e mais difíceis de mensurar e entender, pois ela surge em circunstâncias as mais variadas e o laboratório de que dispõem os cientistas para seu estudo é a nação como um todo e seu movimento em períodos longos

A Ciência Econômica, para fins de estudo, dividiu seu corpo teórico em dois conjuntos. Um, a Macroeconomia, que estuda a economia nacional por meio do modelo dos “agregados macroeconômicos”, como um sistema aberto submetido a vários componentes sociológicos e políticos. O outro conjunto é a Microeconomia, que estuda partes da economia nacional e se dedica, sobretudo, à compreensão do funcionamento de uma empresa como um sistema fechado e, nela, a formação de custos, preços, salários e lucros. Para os economistas ortodoxos, quando ocorre uma elevação generalizada e contínua dos preços, esse movimento é o efeito do que para eles é a inflação: aumento de emissão de dinheiro sem o correspondente aumento na produção nacional. Atualmente, a palavra “inflação” está consolidada como sendo o movimento de aumento dos preços, seja por efeito de fabricação de dinheiro pelo governo ou por outras razões.

Os dois tipos mais comuns de inflação são a inflação de demanda (quando a procura por produtos é maior que a oferta) e a inflação de custos (quanto os preços de oferta dos produtos aumentam em razão do aumento de custos de produção). A inflação é um dos assuntos mais complexos e mais difíceis de mensurar e entender, pois ela surge em circunstâncias as mais variadas e o laboratório de que dispõem os cientistas para seu estudo é a nação como um todo e seu movimento em períodos longos. As ciências sociais padecem da chamada “dificuldade de laboratório”, ou seja, suas teorias dependem de experimentos e observação dos fatos da vida social em períodos longos, durante os quais a realidade social acontece. O Brasil constituiu um dos maiores e complexos casos de inflação alta e longa, tornando-se um laboratório para os estudiosos na tentativa de compreender esse fenômeno econômico e social do qual país nenhum escapa.


Somente nos últimos 60 anos, o Brasil experimentou vários surtos inflacionários e fez tentativas diversas – algumas heterodoxas – para enfrentar o mal. Nesse período, o processo inflacionário começou em 1963, com inflação de 80% no ano, subiu para 92% em 1964, e deu uma trégua quando a dupla Roberto Campos e Otávio Gouveia de Bulhões (ministros do Planejamento e da Fazenda respectivamente) adotou um severo plano anti-inflacionário. Porém, após a grave crise internacional do petróleo em 1973-1974, a inflação retornou aos 46,3% em 1976, seguiu crescendo até os 77% em 1979 e não mais parou. Quando José Sarney assumiu a Presidência da República, em 1985, a inflação chegou ao patamar de 242,2% em seu primeiro ano de governo e nunca mais parou de crescer, a não ser por períodos curtos sequentes à implantação de planos econômicos que duravam alguns meses e depois explodiam.

Em 1986, a inflação caiu para 79,6% no ano, porém, sem mudanças estruturais capazes de realmente acabar com o processo inflacionário; já em 1988 o país atingia a assustadora hiperinflação de 980% e seguiu piorando até o ano de 1993, quando a inflação oficial foi de 2.477%. Esse histórico precedeu a implantação do Plano Real, em 1994, elaborado pela equipe formada pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, e conseguiu debelar aquele processo insano, responsável pelo aumento da pobreza e da desigualdade social. O reconhecimento popular veio na eleição e reeleição de Fernando Henrique para presidente da República, em primeiro turno nas duas vezes.

Tem sido norma que as picuinhas, as intrigas e os assuntos menores da briga partidária dominem as manchetes, os debates e as publicações, em detrimento das grandes questões nacionais realmente importantes

O ano de 2022 está sendo marcado por elevação da taxa de inflação em vários países do mundo, e uma das causas é comum: todos tiveram pandemia, fizeram isolamento social, a economia parou, empresas trancaram as portas, os trabalhadores foram retidos em casa, o desemprego disparou e a situação social se agravou a ponto de, apesar dos auxílios emergenciais dos governos, não ser possível evitar a recessão e a pobreza. A inflação que está em plena ocorrência no Brasil e diversas outras nações tem as mesmas causas, embora muito distante do quadro de hiperinflação vivida no passado. A desordem produtiva da economia gerou um choque de oferta (produção insuficiente para atender a demanda, mesmo com a queda do consumo) que já seria suficiente para pressionar os preços para cima. Adicione-se a crise hídrica, no caso específico brasileiro; e, neste ano, a guerra iniciada em 24 de fevereiro com a invasão da Ucrânia pela Rússia, e tem-se aí um quadro que ajuda a explicar a inflação renitente.

Uma grande prioridade para os primeiros anos do governo a ser eleito em outubro próximo é o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), como meio de elevar o nível de emprego e a renda por habitante. Este tema deveria estar no centro dos estudos, análises e debates nas eleições estaduais e federais deste ano. É importante chamar a atenção dos políticos, especialmente dos candidatos, para que se conscientizem do problema e suas causas, e tratem das medidas de política econômica que combinem estímulo ao crescimento e combate à inflação, empreitada que não é das mais fáceis. Infelizmente, tem sido norma que as picuinhas, as intrigas e os assuntos menores da briga partidária dominem as manchetes, os debates e as publicações, em detrimento das grandes questões nacionais realmente importantes. Cabe à população e suas lideranças fazerem pressão sobre os candidatos para que expliquem suas ideias e propostas.


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MINISTROS DO STF SE ACHAM SEMI-DEUSES PODEM TUDO

 

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Ministros do STF antes de sessão plenária: posicionamentos políticos públicos contrariam resolução do CNJ| Foto: Nelson Jr./STF

Todos os dias a gente fica sabendo de traições. Traidores que são traídos, vice e versa, e todo mundo se movimentando com um olho no bolso, nas vantagens, e outro nas eleições de outubro. Estou me referindo agora à movimentação do deputado Paulinho da Força Sindical, que é o líder do partido Solidariedade.

Paulinho, por ter votado a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, foi vaiado por petistas num encontro sindical em que estava ao lado de Lula, que não o defendeu. Paulinho não gostou, se retirou e ameaçou tirar o Solidariedade da aliança pró-Lula.

O líder do Solidariedade foi então procurado por Ciro Nogueira, que é ministro de Jair Bolsonaro. Depois, Paulinho deu entrevistas, valorizou-se, disse que estava se afastando do PT, mas que não iria apoiar Bolsonaro. E o que aconteceu? Atraiu o tucano Eduardo Leite, que apareceu lá no escritório dele com o deputado Aécio Neves para uma reunião.

Leite sonha em ser o candidato da terceira via. Ele postou uma foto do encontro com Paulinho, mas por algum motivo a imagem não mostrava Aécio Neves. Leite garantiu que a foto foi editada e enviada pela própria assessoria de Aécio. A foto original mostrava Paulinho entre os dois. Será que Aécio se retirou da foto por razões políticas ou por razões estéticas, porque ele está irreconhecível.

Enfim, no final, surge outra foto de Paulinho da Força nesta terça-feira (19), desta vez de braços dados com Lula e Gleisi Hoffmann, presidente do PT. Parece que era isso que Paulinho queria: ser valorizado. Lula e Gleisi foram atrás, certamente com um pedido de desculpas e dizendo que ele vai brilhar no futuro governo, será ministro ou algo assim, e está tudo ajeitado. É assim que os políticos funcionam nessa correria.

Impessoalidade no Judiciário
O presidente Jair Bolsonaro participou nesta terça do evento alusivo ao Dia do Exército, em Brasília. Em seu discurso, ele disse: “nós, militares, juramos dar a vida, se preciso for, pela nossa pátria. E todos nós, povo brasileiro, faremos mais do que isso para garantir que todos, sem exceção, joguem dentro das quatro linhas da Constituição”.

Dá a impressão que ele está avisando, dizendo “por favor, pelo amor de Deus, voltem para a Constituição, não façam isso. O povo brasileiro está vendo tudo o que está sendo feito”.

Veja, por exemplo, a questão da impessoalidade. É exigida na Constituição a característica da impessoalidade no serviço público – e o Judiciário é um serviço público. Mas a gente está vendo aí o contrário disso: a parcialidade, a individualidade nas declarações.

E aí vejo uma manifestação do Conselho Nacional de Justiça, redescoberta pela Gazeta do Povo, que não diz respeito ao Supremo Tribunal Federal, mas a todos os juízes. Em 2019, o CNJ presidido na época por Dias Toffoli, ex-advogado do PT e que era presidente do Supremo, baixou uma resolução que disciplina a atuação dos magistrados nas redes sociais e diz o seguinte: “evitem expressar opiniões ou compartilhar informações que possam prejudicar o conceito da sociedade em relação à independência, a imparcialidade, integridade e a idoneidade do magistrado”.

E diz mais a resolução: “evitar expressar opiniões ou aconselhamento em temas jurídicos concretos ou abstratos que, mesmo eventualmente, possam ser de sua atribuição ou competência jurisdicional”.

Pois é, isso atinge todos os juízes, mas parece que menos os do Supremo. É que os ministros da Corte pensam que acima deles, só Deus. Mas eles estão a serviço do povo brasileiro, e todo poder emana do povo, é sempre bom lembrar.


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PROJETO TIRÂNICO DA RÚSSIA CONTRA A UCRÂNIA

 

Geopolítica estatal

Por
Daniel Lopez – Gazeta do Povo

Enquanto o mundo lamenta, os tiranetes celebram| Foto: Daily Express

“Nunca desperdice uma boa crise”. A frase é geralmente atribuída a Winston Churchill. Entretanto, especialistas afirmam que se trata, na verdade, de uma “Churchillian drift” (ou “deriva churchilliana”), fenômeno em que citações de autores desconhecidos são imputadas a grandes figuras históricas. Para além da autoria, fato é que muitos líderes internacionais já fizeram uso do conceito para propagandear suas agendas e visões de mundo. Talvez o exemplo mais recente seja o líder do Fórum Econômico Mundial Klaus Schwab defendendo que a pandemia criou uma “estreita, mas imperdível oportunidade de implementação do Grande Reset”, sua proposta de uma sociedade “mais justa e igualitária”. Uma propaganda muito bela, mas que esconde um obscuro projeto de poder, em que as massas estarão cada vez mais dependentes do Estado, controlado por grande corporações e tecnocratas.

Se a fala de Schwab encarava a crise sanitária como grande oportunidade, a guerra na Ucrânia abriu caminho para que esse processo de redução da autonomia pudesse ser acelerado exponencialmente. Como não poderia deixar de ser, os abutres de plantão estão aproveitando para avançar seus projetos tirânicos diante da nova instabilidade mundial. Se a pandemia gerou, por um lado, falta de chips para a produção de automóveis, a crise em Kiev está trazendo um cenário cada vez mais real de escassez de alimentos a nível global. Para o cidadão comum, esta é uma informação muito triste e preocupante. Contudo, para os oportunistas, é motivo de empolgação, uma vez que esse contexto tenebroso está trazendo de volta o maior de todos os instrumentos de dominação: o controle da oferta de alimentos. “Quem te alimenta te controla”, dizem alguns. E isso está sendo visto por muitos tiranetes como uma chance imperdível para aumentar seu poder.

No profético livro “Nosso Inimigo, o Estado”, Albert Jay Nock explicou de forma clara e brilhante a maneira como as crises são sempre aproveitadas para o aumento do poder estatal em detrimento do poder social. Ele associa diretamente o poder estatal ao poder político, que sempre está em desacordo com os interesses da sociedade, ainda que o discurso seja sempre de conformidade com o desejo das massas. O autor defende que o Estado não possui seu próprio dinheiro, nem seu próprio poder. Em condições normais, todo o poder que o ele possui é exatamente aquele que a sociedade lhe concede. Entretanto, de tempos em tempos, o Estado “confisca” poder, em épocas de crises. Pense num contexto de escassez de alimentos, inflação elevada e aumento da pobreza. O povo fica nas mãos do Estado para suprir suas necessidades mais básicas, como a própria alimentação. Pense nas propostas de renda básica universal, moeda digital controlada pelos Bancos Centrais e o sistema de crédito social. Quem não seguir a cartilha do Estado não come. Simples assim. E somente um mundo em caos completo poderia dar ao cidadão comum a ideia de que seria benéfico renunciar a seus direitos em troca de comida e segurança.

Desde os temos de Albert Jay Nock (lembrando que o livro foi publicado em 1935), foi instaurada uma propaganda estatal de que o povo deveria deixar tudo nas mãos do Estado. Isso simplesmente atrofiou a disposição geral das pessoas para resolver seus problemas por conta própria. Dessa forma, o Estado foi invadindo as mais diversas áreas da sociedade, de modo que, por exemplo, toda intervenção estatal na indústria e no comercio sempre terá o mesmo objetivo: aumentar o poder do Estado por meio da redução do poder social. Como ilustração, numa entrevista recente, o economista Simon Hunt defendeu, por exemplo, que o governo chinês provocou a atual crise imobiliária para que pudesse retomar o controle sobre seu sistema habitacional, comprando tudo por preço de banana.

O problema é que quando o Estado assume funções sociais ele é capaz de criar um completo monopólio, por meio de uma concorrência desigual com o setor privado, impondo taxas e regulações aos concorrentes. Imagine toda a renda do cidadão ser concedida e controlada pelo Estado. Quem poderia oferecer concorrência? Infelizmente, é para este caminho que o mundo está seguindo. Veja, por exemplo, o serviço de comunicação russo. Hoje, as emissoras estatais realizaram um total monopólio sobre o fluxo de informação no país. Enquanto veículos estrangeiros como BBC e Deutsche Welle tiveram seu acesso restrito e jornais independentes foram simplesmente fechados, veículos estatais como a agência de notícias TASS, o canal de televisão RT e a agência de informações Sputnik ganharam controle total. A atual crise trouxe a Putin o cenário perfeito para controlar a mídia completamente. Ou seja: aumento do poder estatal em detrimento do poder social.

Nos mais diversos lugares, a pandemia e a Guerra na Ucrânia estão servindo de perfeito álibi para fazer avançar a ideia de que o aumento do poder e do controle estatais são não apenas necessários, mas saudáveis e inevitáveis. A instituição da pobreza e da dependência da ajuda governamental funciona como um perfeito ativo político, sempre colocado como provisório, mas que invariavelmente evolui para uma tomada permanente de poder. Depois que o Estado conquista mais uma fatia do da sociedade, dificilmente ele será devolvido ao público. E a Era do Controle está apenas começando.

Seria possível reverter essa tendência? Para Albert Nock, não há como impedir o progresso do poder estatal em detrimento do poder social. Entretanto, se informação é poder, quanto mais as pessoas entenderem essa dinâmica menos fácil será para o controlador abocanhar a autonomia do cidadão comum.


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DAVI THOREAU É UM INSPIRADOR DOS HIPPIES

 

  1. Cultura 

Lago Walden

Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo

Ele estava em crise. Era uma encruzilhada profunda em uma alma sensível. Havia estudado em Harvard. Seu irmão tinha morrido, ele estava insatisfeito com a vida social e urbana. A escravidão nos EUA atormentava sua consciência. Henry David Thoreau decidiu sair de circulação. Internou-se em uma cabana às margens do lago Walden (Massachusetts).

Era o verão de 1845. O autor era um jovem de 27 anos. Foi um experimento: morar por dois anos em uma cabana com isolamento e autossuficiência. A terra pertencia ao seu mentor: o filósofo Ralph Emerson. Era um lugar ideal para que Thoreau pudesse imergir na natureza e cultivar seus ideais. 

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Retiro de Henry David Thoreau, entre 1845 e 1847, inspirou várias narrativas, da oiteratura aos videogames Foto: USC Game Innovation Lab

O capítulo inicial trata da parte prática da vida nos bosques. Contém uma crítica às preocupações frívolas da cidade, especialmente o vestuário. Marcado pelo anarquismo, também deplora a falta de residências para muitas pessoas da chamada civilização. Come uma erva comum, a beldroega (Portulaca oleracea) e se espanta como é possível viver de forma despojada. 

“Fui morar na floresta porque desejava viver deliberadamente, enfrentar os fatos essenciais da vida, e ver se conseguia aprender o que ela tinha a ensinar, em vez de descobrir só na hora da morte que não tinha vivido” (Thoreau, H. D. Walden. Trad. de Alexandre Barbosa de Souza. SP: EdiPro, 2018, p. 81). Talvez seja o trecho mais citado na obra em questão: viver fora da algaravia urbana para ouvir a própria voz e a da natureza.

É provável que seja um exemplo claro dos benefícios da solitude o que o autor desenvolve. Apesar de ter tido visitas e companhia, ele imergiu em uma saudável experiência do isolamento produtivo e feliz (a dita solitude) no capítulo que é o meu preferido (Solidão). E o vento furioso das tormentas lá fora? “Nunca houve tempestade que não fosse música eólica aos ouvidos saudáveis e inocentes. Nada tem o direito de compelir um homem simples e corajoso a uma tristeza vulgar” (p. 117). Sentia-se isolado de outros? “Que tipo de espaço é esse que separa o homem de seus semelhantes e o torna solitário? Descobri que nenhum exercício das pernas pode aproximar duas mentes além de certo ponto” (p. 119). Isolado, ele lança seu veredicto duro: “A sociedade é geralmente banal demais” (p. 121).

Inspirador de ecologistas, de hippies, de anarquistas e de pessoas avessas ao burburinho urbano, Thoreau continua fértil. Penso muito nele sempre que toca o aviso do WhatsApp… Alguém teria uma cabana para me emprestar? Sem sinal de celular? Com esperança de vida?

RÚSSIA USA O SEU TOTALITARISMO CONTRA A UCRÂNIA


  1. Cultura
     

Em ‘O Grande Ditador’, Chaplin usa o que nenhum poderoso tolera: o riso que os expõe ao senso comum

Roberto DaMatta, O Estado de S.Paulo

No filme O Grande Ditador, do genial Charles Chaplin (que até hoje é chamado carinhosa e intimamente de “Carlitos”), o tema traçado pela comédia é o totalitarismo. Lançado em 1940, o filme foi indicado para cinco Oscars – não levou nenhum –, mas foi censurado em alguns países, como no Brasil de Getúlio Vargas

Nossa memória seletiva (e desonesta) esquece que Chaplin sempre usa o riso contra o poder. No caso, o de Adolf Hitler e de Benito Mussolini, então “grandes” e “pequenos” ditadores, respectivamente, da Alemanha – no filme, Tomânia – e da Itália, na película, Bactéria.

‘O Grande Ditador’ (1940), de Charles Chaplin Foto: United Artists

Chaplin usa aquilo que nenhum poderoso ou f.d.p. tolera: o riso que os expõe ao senso comum e destrói sua autoconcedida eternidade. Nenhum totalitário suporta a transitoriedade explosiva e denunciadora do riso. Por isso, os pequenos ditadores querem ser grandes ditadores e, como grandes f.d.p., dominarem o país como fonte de renda de modo pessoal e intransferível. 

No filme, exibido dois anos antes de os Estados Unidos entrarem na Segunda Guerra Mundial, existem cenas memoráveis, que todas as pessoas dotadas de bom senso imaginam que jamais vão se repetir. Por exemplo: a perseguição de etnias tidas como sub-humanas como negros e judeus; a supressão de direitos políticos ao lado da repressão ao merecimento, ensino ou à circulação daquilo que o “grande ditador” (seja pessoa ou junta) controla como religião. 

Dentre elas, destaco o grande canhão que o recruta chapliniano teme como um símbolo sinistro de um falo destrutivo e jamais amoroso e fecundador; a surpresa do barbeiro judeu quando sua loja é destruída pelos fascistas e, muito especialmente, o longo discurso realizado no final quando o barbeiro judeu é idêntico ao “grande ditador”. Um discurso esperançoso que rejeita a enganosa fórmula – “essa é a guerra que vai acabar com todas as guerras”. Como se a selvageria que se encontra dentro de cada um de nós fosse um micróbio (ou pecado) incapaz de resistir a certos remédios e não uma dimensão que também nos define e cujo controle só pode ser eventualmente disciplinado quando nos convencemos de que somos feitos de um feixe desordenado de bondades, invejas e maldades…

A cena mais profunda ocorre quando o “grande ditador” brinca com o mundo representado por uma bola, em um jogo cômico-macabro que hoje se desenha com a agressão da Rússia à Ucrânia. O resultado, exposto por Chaplin, é que, se tratamos o mundo como uma bola, ele estoura.

 

TRANSFORMAR CONSUMIDORES EM FÃS DE SUA EMPRESA

 

Por Sabrina Bezerra  – StartSe

Messy Designer’s Table with Sketch and Tools

Saiba como transformar consumidores em fãs da sua empresa e aprenda como as grandes marcas já fazem isso!

Tem uma frase da Maya Angelou, escritora e poetisa norte-americana, que diz: “as pessoas não vão se lembrar do que você falou, as pessoas não vão se lembrar do que você fez, mas elas sempre vão se lembrar de como você as fez sentir.”

Assim também funciona no mundo dos negócios: se a marca cria um vínculo emocional positivo com o consumidor, a chance de fidelizá-lo é muito maior. Ele deixa de ser apenas um cliente e se torna fã.

Como resultado, compra o produto mais vezes e indica para a rede de contatos dele — o tal do marketing boca a boca, que cá entre nós: em tempos de rede social, é ainda mais importantíssimo para ajudar a atrair novos consumidores.

Bom, mas agora que você já sabe sobre a importância em fidelizar o cliente, chegou a hora de aprender como conquistá-los e criar a sua rede de fãs. Anote ou salve nos favoritos (lá no topo da página) e boa leitura:

CONHEÇA O SEU CLIENTE

Faça um mapeamento da jornada de consumo — desde o primeiro contato do consumidor até o pós-venda. “Conheça o seu cliente: como ele descobriu a sua marca, por que comprou, qual é o estilo de vida, linguagem, faixa etária, localização. Essas informações são importantes para você criar estratégias personalizadas [que serão pilares importantes para a fidelização]”, diz em entrevista à StartSe Juliana Segallio, consultora de negócios e marketing do Sebrae.

FAÇA ANÁLISE DE DADOS

Feito o mapeamento, é hora de analisar os dados e criar hipóteses de mais melhorias. “Por exemplo, se você tem uma loja física e não tem estacionamento, mas identificou que a maioria de seus clientes vão ao local de carro próprio, é um problema. Isso porque, se demorarem para estacionar, o sentimento de frustração pode ser gerado”, diz Juliana. O que impactaria nas emoções: se ficou frustrado ao ir à loja, logo vai associar o sentimento à marca.

OFEREÇA EXPERIÊNCIAS

Agora, a partir da análise de dados, crie experiências impactantes. Ainda usando o exemplo citado no tópico acima, você poderia fechar parceria com algum estacionamento do local — com manobrista para otimizar o tempo da clientela. Mas além disso, é preciso oferecer experiências diferentes, como loja instagramável (que comentamos neste artigo, lembra?) e usar e abusar das tecnologias como self-checkout.

Torcida, fã, felicidade

Ter clientes fãs é ter pessoas torcendo pelo sucesso da sua empresa (Foto: Thomas Barwick via Getty Images)

FAÇA CAMPANHAS INSPIRACIONAIS

Evite fazer apenas campanhas que divulguem diretamente o produto. “Em tempos de redes sociais e vídeos virais, as campanhas inspiracionais, com personagens reais, histórias ou mensagens emocionantes, podem ter um efeito muito mais positivo para a sua marca do que algo que apenas demonstre os diferenciais do produto”, afirma a pesquisa “Customer Emotional Value”, feita pela Opinion Box.

Caso você queira ficar por dentro dos conceitos e das estratégias mais atuais do marketing, conheça o CMO Xponential Program.

HUMANIZE A SUA MARCA

“Em tempos de inteligência artificial, o atendimento humanizado ganha destaque. Existem diversas formas de humanizar sua marca, não só no atendimento. Criar um avatar ou mascote da marca, investir em um relacionamento mais próximo com os seguidores das suas redes sociais e oferecer um suporte totalmente diferenciado para os seus clientes”, aconselha a Opinion Box.

“Quando a equipe de marketing está desesperada para fisgar o consumidor, muitas vezes a comunicação vai para o lado da pressão e forçação. Ou seja, parece que a empresa está desesperada para vender — o que distancia o cliente. No entanto, ao ter clientes fãs, isso não é preciso, pois é um cliente recorrente”, diz Juliana.

APOIE A SUSTENTABILIDADE

A sua marca mais do que nunca deve estar antenada com a sustentabilidade. E o ESG (Environmental, Social and Governance) veio para provar isso, né? E mais: para você ter uma noção, a pesquisa da Opinion Box mostrou que a maioria das marcas que ocupam o top 10 do ranking de vínculo emocional adotam práticas sustentáveis. “Não apenas no discurso, mas com iniciativas que realmente geram impacto positivo no mundo”, afirma a empresa de pesquisa de mercado.

EXEMPLOS DE EMPRESAS QUE TÊM FÃS

APPLE

Era de se esperar, né? A Apple tem uma legião de fãs e nada tem a ver com preço baixo ou uma série de anúncios nas redes sociais no estilo “desespero de venda”. “O grande diferencial dos produtos que estampam a maçã mordida é exatamente a experiência do consumidor, construída em cima de benefícios emocionais”, diz a Opinion Box. “Desde o design elegante dos produtos embalados cuidadosamente até a identidade clean e agradável das lojas e do site, tudo é pensado para gerar encantamento”, completa.

Observe, por favor, o lançamento de um novo produto da Apple. “A empresa não investe em campanhas multimilionárias. Pelo contrário, há apenas um evento de apresentação do produto e a divulgação da data que ele chegará às lojas. E basta isso para que dias antes do lançamento os fãs já estejam dormindo na fila para adquirir o novo gadget — seja ele qual for”, diz o relatório. “Pode ser verdade que a empresa vem perdendo um pouco do seu valor simbólico, mas ainda vai demorar muito para que essa conexão emocional deixe de ser tão forte entre os Apple Lovers”, finaliza.

HAVAIANAS

A marca brasileira avaliada pela pesquisa “Customer Emotional Value”, feita pela Opinion Box. Um dos motivos para conquistar tantos clientes? Análise de dados. “A marca sempre investiu em pesquisa para entender os hábitos e as tendências em relação ao uso dos chinelos. Foi assim que ela percebeu que poderia inovar e lançar seu produto em diferentes cores, depois em diferentes estampas e finalmente em diferentes modelos”, conta o relatório.

NETFLIX

A rainha do streaming sabe muito bem como ter fãs. “Por ser uma opção de entretenimento acessível a muitos, fica fácil entender como ela constrói vínculo emocional com os consumidores. Além disso, a marca tem um forte trabalho de branding e de presença digital nas redes sociais, misturando conteúdos das séries com fatos reais que ocupam os noticiários, interagindo com o público com boas sacadas e utilizando o elenco das produções originais para divulgá-los online e offline”, afirma a pesquisa.

CONTRATE A STARTUP VALEON PARA FAZER A DIVULGAÇÃO DA SUA EMPRESA NA INTERNET

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Existem várias empresas especializadas no mercado para desenvolver, gerenciar e impulsionar o seu e-commerce. A Startup Valeon é uma consultoria que conta com a expertise dos melhores profissionais do mercado para auxiliar a sua empresa na geração de resultados satisfatórios para o seu negócio.

Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.

Por que você deve contratar uma empresa para cuidar da sua Publicidade?

Existem diversos benefícios em se contratar uma empresa especializada para cuidar dos seus negócios como a Startup Valeon que possui profissionais capacitados e com experiência de mercado que podem potencializar consideravelmente os resultados do seu e-commerce e isto resulta em mais vendas.

Quando você deve contratar a Startup Valeon para cuidar da sua Publicidade online?

A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas considerações importantes:

Vantagens da Propaganda Online

Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia digital.

Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda mais barato.

Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança, voltando para o original quando for conveniente.

Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e de comentários que a ela recebeu.

A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.

Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a empresa.

Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.

Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não estão.

Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.

A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos: computadores, portáteis, tablets e smartphones.

Vantagens do Marketplace Valeon

Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos.

Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual. 

Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente. Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos diferentes.

Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma, proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.

Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020. 

Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua marca.

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!

A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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