segunda-feira, 20 de abril de 2020

A SOLUÇÃO PARA MINIMIZAR OS EFEITOS DO CORONAVÍRUS É O CONFINAMENTO


Nova York e Europa mostram dados encorajadores sobre controle da COVID-19





© TIMOTHY A. CLARY Vista parcial da rua 42, em Nova York, deserta no meio da pandemia de coronavirus, em 19 de abril de 2020

Os países europeus mais afetados pela nova pandemia de coronavírus e Nova York, epicentro do surto nos Estados Unidos, mostraram sinais encorajadores neste domingo na luta contra a doença que ainda mantém mais da metade da população mundial confinada.
Os Estados Unidos, com mais de 328 milhões de habitantes, chegaram a 40.661 mortes (1.997 nas últimas 24 horas) neste domingo, quase metade delas no estado de Nova York, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.
Andrew Cuomo, governador do estado, que também possui quase um terço das 740.000 infecções no país, anunciou pela primeira vez uma diminuição nas infecções.
"Passamos o pico e tudo indica que estamos em declínio neste momento", disse Cuomo durante uma conferência de imprensa, mas alertou que a continuidade dessa tendência depende das ações tomadas.
Itália, Espanha, França e Inglaterra também registraram quedas na taxa de infecção e também relataram menos mortes por COVID-19.
Segundo uma contagem da AFP, o Velho Continente representa quase dois terços das 160.000 mortes registradas em todo o mundo.
No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a pandemia está longe de ser combatida, com "números ou aumentos constantes" na Europa Oriental e no Reino Unido.
Na África, oficialmente ultrapassou os 1.000 óbitos, três quartos das quais foram registrados na Argélia, Egito, Marrocos e África do Sul.
- Debate sobre confinamento -
O acúmulo de evidências sugere que o confinamento e o distanciamento social foram a chave no combate a essa pandemia, que surgiu no centro da China no final de 2019.
Mas governos de todo o mundo estão debatendo como e quando começar a diminuir as restrições ao movimento de pessoas, o que causou paralisia na economia global.
Os especialistas também expressaram preocupação com o eventual prolongamento do confinamento e os possíveis problemas de saúde mental que isso pode causar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está confrontando os governadores estaduais por uma possível suspensão das medidas de confinamento no país, uma discussão que endureceu após o apoio explícito do chefe de Estado republicano aos protestos contra as restrições.
O vice-presidente Mike Pence disse que todos os estados têm a capacidade de realizar a quantidade necessária de testes de COVID-19 para permitir uma reabertura preliminar da economia e retomar parcialmente a vida normal do país.
No entanto, governadores de vários estados disseram que sua capacidade de teste está bem abaixo dos níveis exigidos para evitar novos surtos.
Trump também atacou a China e alertou que este país poderá enfrentar "consequências" se for "intencionalmente responsável" pela propagação do vírus.
O laboratório da cidade chinesa de Wuhan, apontado como uma possível fonte do coronavírus, disse que isso é "impossível" e descartou toda a responsabilidade pelas dúvidas do Ocidente e acusações de Trump.
Segundo os cientistas chineses, o vírus pode ter passado de um animal para outro em um mercado que vendia animais vivos em Wuhan, epicentro da pandemia.
- Bolsonaro mantém ceticismo -
Na América Latina, a crise da saúde ameaça deixar uma conta pesada. A região está perto de 5.000 mortes e registrou quase 100.000 infecções.
Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro discursou para manifestantes que, quebrando a quarentena por causa do novo coronavírus, se reuniram em frente ao Quartel Central do Exército para solicitar intervenção militar e o fechamento do Congresso.
Bolsonaro critica constantemente líderes parlamentares, governadores e prefeitos que defendem medidas de quarentena e de distanciamento social para conter a disseminação do coronavírus, que no Brasil, com 210 milhões de habitantes, já causou pelo menos 2.462 mortes entre 38.654 casos confirmados.
A enorme disponibilidade de testes de coronavírus, um fator-chave para amenizar as restrições de movimento, está longe de ser uma realidade na região.
Na Bolívia, o governo boliviano admitiu que, nos 40 dias de pandemia no país, apenas 3.900 testes foram realizados. Até o momento, foram registradas 520 infecções e 32 falecimento neste país, com 11,3 milhões de habitantes.
- Páscoa ortodoxa em isolamento -
No meio da epidemia, e depois de católicos, protestantes e judeus, mais de 260 milhões de cristãos ortodoxos celebraram a Páscoa neste domingo em condições excepcionais, embora em algumas áreas as regras de distanciamento sejam flexíveis.
O presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, que minimizou a gravidade da epidemia, visitou uma capela no país neste domingo e criticou aqueles que "reduzem o caminho para as pessoas irem à igreja".
Na Geórgia, Ucrânia e Bulgária, os fiéis também se reuniram para celebrar a Páscoa.
Já na Romênia, Sérvia, Albânia e Macedônia do Norte, as igrejas permaneceram fechadas.
Na Grécia, milhares de policiais, apoiados por helicópteros e drones, tentavam impedir as pessoas de sair às ruas.
Em um discurso televisionado, o patriarca russo Kirill destacou "a terrível doença que atingiu nosso povo". A igreja está vazia, mas "estamos juntos, uma grande família de crentes ortodoxos", disse Kirill.
burs-hba/me/zm/af/jvb/mb/piz/yow/lca

NOTÍCIAS SOBRE O CORONAVÍRUS



As últimas notícias sobre a pandemia de coronavírus

Número de mortos no mundo passa de 165 mil. Datafolha aponta que maioria dos brasileiros prefere que médicos decidam sobre uso da cloroquina. Alemanha começa a reabrir comércio, e Merkel alerta para risco de recaída.


© Getty Images/AFP/S. Avila Médicos com equipamento de proteção no Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Resumo desta segunda-feira (20/04):
Mundo tem mais de 2,4 milhões de casos confirmados, mais de 165 mil mortes e 628 mil pacientes recuperados, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins Brasil registra 38.654 casos e 2.462 óbitos, segundo Ministério da Saúde Maioria dos brasileiros acredita que médicos, e não políticos devem decidir sobre o uso da cloroquina contra covid-19 Alemanha começa a reabrir comércio e escolas Merkel alerta para risco de recaída
06:50 – Merkel alerta para risco de recaída
A chanceler federal alemã, Angela Merkel, criticou discussões sobre amplos afrouxamentos das restrições impostas para combater a pandemia de covid-19, segundo informações da agência de notícias alemã dpa e da revista Der Spiegel.
Numa teleconferência com a presidência de seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), Merkel teria deixado claro como está insatisfeita com o fato de em alguns estados do país a mensagem sobre um afrouxamento cauteloso ter desencadeado "orgias de discussões sobre abertura", o que aumentaria o risco de uma recaída.
Segundo a dpa, a chanceler federal tem grandes preocupações de que as infecções pelo novo coronavírus voltem a aumentar no país pelo fato de poucas pessoas adotarem restrições de contato. A discussão sobre afrouxamentos não é útil, teria dito.
Na semana passada, o governo federal e os estados chegaram a um acordo sobre um prolongamento do distanciamento social até ao menos 3 de maio e uma reabertura gradual da economia, a partir desta segunda.
Segundo o Instituto Robert Koch, responsável pela prevenção e controle de doenças na Alemanha, o país tem mais de 141 mil casos de covid-19 confirmados, 4.404 mortes e mais de 91 mil recuperados da doença.



06:10 – Baviera impõe uso de máscaras no comércio e no transporte público
Após a Saxônia e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a Baviera é o terceiro estado alemão a anunciar o uso obrigatório de máscaras de proteção em todos os estabelecimentos comerciais e no transporte público. A partir da próxima semana, deverão ser usadas máscaras ou lenços que cubram o nariz e a boca. Além dos três estados, algumas cidades alemãs também adotaram a regra.
05:30 – Alemanha começa a reabrir comércio e escolas
A partir desta segunda-feira, lojas com até 800 metros quadrados podem reabrir suas portas na Alemanha, segundo decisão do governo federal em conjunto com os governos estaduais. Lojas de carros, bicicletas e livrarias também têm permissão para voltar a funcionar, independentemente de seu tamanho. E em algumas regiões da Alemanha, zoológicos voltarão a receber público. Regras de distanciamento social deverão ser aplicadas nos estabelecimentos.
Em alguns estados do país, as regras entrarão em vigor em outras datas: em Berlim e Brandemburgo, o comércio poderá reabrir somente na quarta-feira, e na Turíngia, na sexta-feira. Há ainda outras diferenças entre os estados. Na Baviera, por exemplo, lojas de jardinagem e construção podem voltar a funcionar nesta segunda, enquanto lojas pequenas, de carros, de bicicletas e livrarias só poderão reabrir as portas daqui uma semana. Críticos falam numa colcha de retalhos quanto às regras nos 16 estados alemães, e a Federação do Comércio Alemã alerta para distorções da concorrência.
A maioria das escolas do país permanece fechada, mas nos estados da Saxônia, de Berlim e Brandemburgo, alunos do último ano retornam às aulas nesta segunda-feira para provas e para se preparar para os exames finais. Nos outros estados, isso ocorrerá daqui alguns dias ou em maio. Universidades poderão voltar a realizar provas, e laboratórios, bibliotecas e arquivos terão permissão para reabrir sob regras rígidas.


© Getty Images/AFP/T. Kienzle Lojas com até 800 m² podem reabrir na Alemanha
04:50 – Datafolha: para 89% dos brasileiros, médicos devem decidir sobre cloroquina

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha apontou que a grande maioria da população brasileira considera que a decisão sobre o uso da cloroquina no tratamento contra a covid-19 deve ser tomada por especialistas da área médica, e não por políticos.
O resultado da pesquisa foi publicado no jornal Folha de S. Paulo neste domingo (19/04). Entre os entrevistados, 89% avaliam que os políticos devem deixar que médicos e especialistas na área decidam sobre o uso da cloroquina, enquanto 7% afirmaram achar melhor os políticos incentivarem o uso do controverso medicamento, e 4% não opinaram.
A cloroquina e a hidroxicloroquina têm sido testadas e usadas em pacientes infectados pelo novo coronavírus. No entanto, as pesquisas sobre a eficácia de ambos os medicamentos contra a covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, ainda são inconclusivas. Cloroquina e hidroxicloroquina são usadas para tratar lúpus, malária, artrite reumatoide e doenças inflamatórias.
Seguindo o discurso do presidente americano, Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro vem defendendo o uso de ambos os medicamentos no tratamento da covid-19, inclusive em estágios iniciais da doença.
Atualmente, o Ministério da Saúde indica que somente pacientes em estado grave e crítico de covid-19 sejam tratados com cloroquina ou hidroxicloroquina.
A pesquisa do Datafolha foi realizada por telefone na última sexta-feira (17/04) e ouviu 1.606 pessoas em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de três pontos percentuais. O resultado apontou muito pouca variação entre os estratos do levantamento, como os de gênero, renda, idade, ocupação, escolaridade e localização do município.
Resumo dos principais acontecimentos de domingo (19/04):
China registra novos casos de contágio local Maduro diz que covid-19 pode adiar eleições legislativas na Venezuela Aumento no número de casos bate recorde na Rússia Número de mortos na Europa passa dos 100 mil Na Itália, números da doença mantêm tendência de queda Bolsonaro reaparece em público e discursa em ato pró-intervenção militar
______________
A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...