sábado, 18 de abril de 2020

BOLSONARO SUBSTITUI OMINISTRO DA SAÚDE MANDETTA E QUER A ABERTURA DAS ATIVIDADES COMERCIAIS


Bolsonaro pede para 'retomar empregos' após substituir Mandetta
AFP 




© EVARISTO SA (Arquivo) O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta sexta-feira (17) a volta das atividades econômicas após demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por divergências sobre as medidas de isolamento social para conter a propagação do novo coronavírus.
Na direção oposta, os governadores de São Paulo e do Rio de Janeiro prorrogaram as quarentenas parciais em seus estados, que permitem apenas a atividade comercial considerada essencial.
"Essa briga de começar a abrir para o comércio é um risco que eu corro. Se agravar, vem no meu colo. Agora, o que eu acredito, e que muita gente já está tendo consciência, é que tem que abrir", afirmou Bolsonaro durante a posse do seu novo ministro da Saúde, Nelson Teich.
Após várias semanas de confrontos, Bolsonaro demitiu Luiz Henrique Mandetta, um fiel defensor das medidas de isolamento social recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotadas por governadores de vários estados brasileiros.
"A visão do Mandetta, muito boa, é a da saúde e da vida. A minha, além da saúde e da vida, entrava Paulo Guedes, entrava na economia, no emprego. Desde o começo tinha uma visão, e ainda tenho, de que devemos abrir o emprego. Porque o efeito colateral do combate (ao vírus) não pode ser mais danoso do que o próprio remédio", afirmou Bolsonaro ao justificar a substituição de Mandetta.


© Valeria PACHECO O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta sexta-feira a volta das atividades econômicas após demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por divergências sobre as medidas de isolamento social para conter a propagação do novo coronavírus.
Teich, um oncologista de 62 anos, não apresentou propostas concretas em seu breve discurso inaugural, mas insistiu que é preciso equilibrar as duas visões.
"Por mais que você fale em saúde, por mais que você fala em economia, não importa o que você fala, o final é sempre gente. Isso que a gente veio fazer aqui, trazer uma vida melhor para a sociedade e para as pessoas do Brasil", afirmou o novo ministro da Saúde.
O próprio Bolsonaro admitiu que não tem poder para impor sua visão dos governadores de cada estado, que tem autonomia para definir medidas adotadas contra a pandemia.
Até a quinta-feira, a COVID-19 havia matado 1.924 pessoas no Brasil, um país de mais de 210 milhões de habitantes, e as autoridades confirmaram 30.425 contágios, ainda que especialistas apontem que na realidade esse número possa ser até 15 vezes maior por causa da falta de exames e dos casos assintomáticos.
São Paulo, o estado mais afetado pela epidemia, prorrogou até 10 de maio a restrição aos serviços não essenciais estipulada no final de março.
O Rio de Janeiro, sob medidas similares, ampliou a quarentena até 30 de abril.
A saída de Mandetta é vista com preocupação por muitos brasileiros, que temem um efeito rebote nos contágios caso as medidas sejam flexibilizadas.
"Foi uma má ideia (a retirada de Mandetta do cargo), porque estava fazendo um bom trabalho, passava segurança para as pessoas, pedia a elas que ficassem em casa", lamenta Marcelo Ferreira, um policial no Rio de Janeiro.

NOTÍCIAS DO DIA 18/04/2020


Notícias do dia: mais de 2 mil mortos no Brasil, quarentena em SP e acordo para reduzir salário

O Brasil ultrapassou a marca de 2 mil mortos pelo coronavírus. Em São Paulo, o governador João Doria decidiu ampliar a quarentena. O Amazonas começa a sofrer as consequências do colapso do sistema de saúde. O STF validou o acordo para reduzir salários. E os Estados Unidos registraram novo recorde de mortes causadas pela covid-19.
Leia também sobre a disputa entre Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro, a revisão das mortes em Wuhan, a contaminação de mil marinheiros em porta-aviões francês, o isolamento bem-sucedido na Grécia e a fortuna do homem mais rico do mundo.
Veja abaixo a lista das principais notícias do 'Estadão' nesta sexta-feira, 17 de abril de 2020:
Em novo recorde, o Brasil registrou 217 mortes decorrentes do novo coronavírus nas últimas 24 horas. Com isso, o número de óbitos por covid-19 passou para 2.141 nesta sexta-feira, 17, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, através de informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde. A taxa de letalidade está em 6,4%.



© Governo do Estado de SP/Divulgação Governador João Doria (PSDB) em coletiva no Palácio dos Bandeirantes

O governo de São Paulo prorrogou a quarentena no Estado para retardar a propagação do novo coronavírus, que venceria no próximo dia 22, quarta-feira. Agora, a medida vale até o dia 10 de maio. A quarentena está em vigor no Estado desde o dia 24 de março e já havia sido ampliada uma vez. O decreto prevê o fechamento do comércio e serviços não essenciais, o que inclui bares, restaurantes e cafés, que só podem funcionar com serviços de delivery. Já os serviços considerados essenciais, como farmácias e supermercados, podem abrir as portas.


© Marcelo Camargo/Agência Brasil O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu assegurar a validade dos acordos individuais entre empregadores e trabalhadores para reduzir jornada e salário ou suspender contratos durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus no País. A medida permite redução de jornada em 25%, 50% ou 70%, com um corte proporcional no salário, por até três meses. Também é possível suspender o contrato por até dois meses. Em todos os casos, o governo pagará uma parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito.
Sem leitos de UTI, respiradores e recursos humanos, o Governo do Amazonas está equipando as unidades hospitalares do Estado, lotadas com pacientes infectados pelo novo coronavírus, com contêineres frigoríficos para acondicionamento de corpos das vítimas da doença e do colapso do sistema de saúde.


© Beto Barata/Agência Senado Os presidentes Rodrigo Maia, da Câmara, e Davi Alcolumbre, do Senado

Em resposta ao presidente Jair Bolsonaro, o Senado decidiu não votar nesta sexta-feira, 17, a medida provisória do contrato Verde Amarelo, que reduz impostos às empresas na contratação de jovens de 18 a 29 anos e pessoas acima de 55 anos. O texto perderá a validade se não for aprovado pelos senadores até segunda-feira, 20. As bancadas ainda vão discutir se a medida será votada, mas a tendência é a MP caducar.
Os Estados Unidos registraram, nas últimas 24 horas, o recorde de 4.491 mortes pelo novo coronavírus, segundo a contagem em tempo real da Universidade Johns Hopkins. De acordo com a instituição, o país ultrapassou a marca de 33 mil vítimas da covid-19.
A China, alvo de suspeitas e críticas por sua gestão da pandemia de covid-19, revisou os números e anunciou nesta sexta-feira 1.290 mortes adicionais na cidade de Wuhan, marco zero do novo coronavírus.
Um total de 1.081 marinheiros do porta-aviões francês Charles de Gaulle testou positivo para a covid-19, informou nesta sexta-feira, 17, o Ministério da Defesa da França. A tripulação é formada por 2.300 pessoas.
Com a proibição de aglomerações de massa e quarentena há quatro semanas para impedir a propagação do novo coronavírus, a Grécia tem conseguido controlar a pandemia e é vista como exemplo na Europa - assim como a Alemanha. O país registra, até o momento, 2.207 casos confirmados e 105 mortes. A rápida resposta e o respeito da população às medidas explicam os resultados.
A pessoa mais rica do mundo está ficando mais rico, mesmo em uma pandemia. Com os consumidores presos em casa, eles confiam na Amazon.com Inc. de Jeff Bezos mais do que nunca. As ações do varejista subiram 5,3%, elevando o patrimônio líquido do fundador para US$ 138,5 bilhões.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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