sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

NOTÍCIAS RECENTES DO GOVERNO


Governo publica decreto para contratar militares no serviço público

Agência Brasil


O decreto que regulamenta a contratação de militares inativos para atividades em órgãos públicos foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta quinta-feira (23). De acordo com o Palácio do Planalto, os militares poderão ser contratados, por meio de um edital específico de chamamento público, para trabalhar em órgão ou entidade federal ganhando adicional com valor igual a 30% sobre o salário recebido na inatividade.
Pelo texto do decreto, assinado pelo presidente em exercício Hamilton Mourão, a contratação dependerá de autorização prévia tanto do Ministério da Defesa quanto do Ministério da Economia. A pasta da Defesa vai examinar se a contratação não compromete eventual necessidade de mobilização de pessoal, além de estabelecer o quantitativo máximo de militares inativos passíveis de contratação, por posto ou graduação, observada a compatibilidade com as atividades indicadas pelo órgão ou pela entidade requerente. Já a equipe econômica vai examinar se há recursos para o pagamento do adicional e se há necessidade real de contratação.

De acordo com o Palácio do Planalto, os militares poderão ser contratados, por meio de um edital específico de chamamento público

"Como já de conhecimento público, existe a intenção de aplicar o ato para resolver problema do INSS [Instituto Nacional de Seguridade Social]. Contudo, tecnicamente, o decreto não se restringe ao INSS e poderá ser utilizado em dezenas de outras situações. A hipótese do INSS é apenas destacada por ser a com maior escala", informou o Planalto, em nota enviada à imprensa.
Ainda segundo o governo, a contratação não será automática. "Ainda se precisará analisar o pleito de cada órgão ou entidade interessado na nova forma de alocação de mão de obra, fazer o edital de chamamento público para cada hipótese e verificar a disponibilidade orçamentária e financeira em cada caso", acrescenta a nota.
Militares da reserva
Na semana passada, o governo anunciou que pretende contratar temporariamente cerca de 7 mil militares da reserva para atuar nos postos da Previdência, pagando o adicional de 30%. Esse percentual está definido na lei que trata da estrutura da carreira militar, aprovada em 2019 pelo Congresso Nacional.
A medida foi a forma encontrada pelo governo para reduzir o estoque de pedidos de benefícios em atraso no INSS. A expectativa é que o acúmulo de processos caia para próximo de zero até o fim de setembro. Atualmente, o número de pedidos de benefícios previdenciários com mais de 45 dias de atraso está em cerca 1,3 milhão.
A contratação direta dos militares pelo INSS chegou a ser questionada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que considerou que o governo poderia estar rompendo o princípio da impessoalidade, ao direcionar a contratação exclusivamente para o grupo militar. Nesta quinta pela manhã, antes de embarcar para Índia, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo estava aguardando apenas um ajuste no entendimento com o TCU para poder publicar o decreto e iniciar o processo de contratação temporária dos militares. Para o presidente, a medida está prevista na legislação e exige menos burocracia que a contratação de civis. “Não é privilegiar militar, até porque não é convocação, é um convite, é a facilidade que nós temos desse tipo de mão de obra”, disse.
Custo
De acordo com o Ministério da Economia, caso haja o pagamento do adicional de reserva remunerada para os militares, no caso do INSS, a medida custará R$ 14,5 milhões por mês ao governo, mas o custo deve ser compensado pela diminuição da correção monetária paga nos benefícios concedidos além do prazo máximo de 45 dias depois do pedido. A proposta inicial do governo é que os militares sejam treinados em fevereiro e março, devendo começar a trabalhar nos postos em abril.
O decreto que regulamenta a contratação dos militares inativos ainda define que, para o órgão contratante, o prazo máximo de contrato é de até quatro anos, vedada a prorrogação. Para o militar inativo, esse prazo máximo é de até oito anos, consecutivos ou não, ainda que em diferentes órgãos ou entidades.
Lei anticrime entra em vigor nesta quinta
Agência Brasil


Começa a vigorar nesta quinta-feira (23) a Lei 13.964/2019, conhecida como pacote anticrime, aprovada pelo Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 24 de dezembro do ano passado.
Houve 25 vetos à matéria aprovada pelo Congresso. O pacote reúne parte da proposta apresentada no início deste ano pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e trechos do texto elaborado pela comissão de juristas coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Entre os pontos que foram vetados estão o aumento de pena para condenados por crimes contra a honra cometidos pela internet e o aumento de pena para homicídios cometidos com arma de fogo de uso restrito, que poderia envolver agentes da segurança pública.
Juiz de garantias
Nessa quarta-feira (22), o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, decidiu suspender a aplicação do mecanismo do juiz de garantias pela Justiça, até o plenário da Corte julgar o mérito da ação, o que não tem data para ocorrer.
A decisão anula liminar concedida pelo presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, que, na semana passada, suspendeu a aplicação das regras por seis meses. Toffoli chegou a criar um grupo de trabalho no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que também é presidido por ele, para discutir a implementação do juiz de garantias.
A decisão de Fux foi motivada por nova ação protocolada pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp). Para a entidade, a medida deveria ser suspensa até o julgamento definitivo por violar princípios constitucionais.
Fux ocupa interinamente a presidência da Corte no período de férias de Toffoli, até 29 de janeiro.
O juiz de garantias deve atuar na fase de investigação criminal, decidindo sobre todos os pedidos do Ministério Público ou da autoridade policial que digam respeito à apuração de um crime, como, por exemplo, quebras de sigilo ou prisões preventivas. Ele, contudo, não poderá proferir sentenças.



COLUNA ESPLANADA DO DIA 24/01/2020


PDT x PT

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini







O PDT espera eleger entre 450 e 500 prefeitos nas eleições deste ano. No último pleito municipal, em 2016, o partido venceu a disputa em 300 cidades. A projeção de aumento é do presidente da legenda, Carlos Lupi. À Coluna, o ex-ministro do governo Dilma afirma que o PDT “está dando prioridade às capitais e cidades com dois turnos”. Sobre a posição do PT, que anunciou que vai priorizar candidaturas próprias, Lupi afirma: “Eles é que têm que responder”.
Polarização
Distante do PT, o PDT costura alianças com outras legendas de esquerda. “Estamos nos reunindo com PSB, Rede e PV, tentando criar uma alternativa à polarização do ódio", adianta o ex-ministro.
Nordeste
Lupi não citou, mas o PDT também conversa com o DEM para a disputa de prefeituras de capitais do Nordeste, onde o PT governa em quatro estados.
Fantasma
Há mais de 4 anos, o ministério que abrigava o Comando do Exército, na Esplanada dos Ministérios, aguarda reforma. Está abandonado com custo de manutenção de cerca de R$ 100 mil por mês.
Corrupção
O ranking da corrupção divulgado pela Transparência Internacional, que confirma a queda do Brasil pelo quinto ano seguido, aponta que os três poderes contribuíram no ano passado para o retrocesso do país em relação a outros países.
Coaf
O Congresso aprovou, entre outras, a lei que diminuiu o controle sobre as campanhas eleitorais; o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, suspendeu o uso de relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sem autorização judicial. A transferência do órgão para o Banco Central, decisão de Bolsonaro, também foi uma das causas da queda do Brasil no ranking da Transparência.
Interlocução
Partiu dos secretários de segurança pública estaduais - insatisfeitos com a falta de interlocução com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro -, o pedido ao presidente Bolsonaro para que a pasta exclusiva do setor fosse recriada.
Queixas
Moro não participou da reunião de Bolsonaro com o Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), na quarta, em Brasília. E, ontem, após ouvir as queixas dos secretários, o presidente anunciou a intenção de recriar a pasta.
Áudio
A oposição pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) investigação sobre um áudio vazado nas redes sociais em que, segundo a representação, “a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) afirma ter conseguido a liberação de emendas apenas após ter votado a favor da reforma da Previdência”.
Confiança
A confiança do empresário brasileiro é a maior desde junho de 2010, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI): “Resultado da percepção de melhora das condições atuais das empresas e da economia”.
Esplanadeira
O Rio de Janeiro foi o local mais procurado por viajantes em 2019 no site Alugue Temporada. Após ficar na 3ª posição em 2018, atrás de Ubatuba e São Sebastião, o Rio ultrapassou as cidades do litoral paulista e subiu ao topo do ranking.

DEMOCRATAS DOS EUA USAM DECLARAÇÕES DE ALIADOS CONTRA TRUMP


Democratas usam palavras de aliados de Trump contra ele em julgamento de impeachment

Por David Morgan e Richard Cowan 





© Reuters/Jonathan Ernst .
Por David Morgan e Richard Cowan


WASHINGTON (Reuters) - Os democratas aumentaram a pressão no julgamento do impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira, utilizando palavras de seus próprios aliados contra ele para reforçar a tese de que suas ações representam irregularidades dignas de um impeachment, mas seus correligionários republicanos não deram sinais de que podem se voltar contra ele.
Os deputados democratas que servem como procuradores no julgamento no Senado usaram o segundo dos três dias para a apresentação de argumentações de abertura no processo, fazendo um apelo aos senadores para condenar Trump em duas acusações: abuso de poder e obstrução do Congresso, aprovadas pela Câmara dos Deputados no mês passado.
A Constituição norte-americana estabelece que um processo de impeachment deve ser aberto para remover um presidente que cometa "crimes e contravenções graves". A equipe jurídica de Trump argumenta que as acusações da Câmara são inválidas pois precisariam representar uma violação específica da lei criminal.
As acusações contra Trump são centradas em seu pedido no ano passado de que a Ucrânia investigasse o rival democrata Joe Biden e as ações do presidente para impedir uma investigação da Câmara dos Deputados sobre o assunto.
"O impeachment não é uma punição para crimes", disse o deputado democrata Jerrold Nadler aos senadores reunidos. "O impeachment existe para abordar ameaças ao sistema político, se aplica apenas a autoridades políticas e age não por encarceramento ou multas, mas apenas pela retirada de poder político."
Nadler apresentou um videoclipe de um dos principais defensores de Trump, o senador republicano Lindsey Graham, argumentando durante o julgamento do impeachment do ex-presidente Bill Clinton em 1999 que presidentes poderiam ser impedidos mesmo se a conduta em questão não fosse uma violação criminal estatutária.
Nadler também mostrou um videoclipe do advogado Alan Dershowitz, um dos membros da equipe jurídica de Trump, reconhecendo o abuso de poder como digno de impeachment, e citou um memorando escrito pelo procurador-geral William Barr, indicado por Trump, que sustentava a mesma tese.
A equipe jurídica de Trump já declarou que o caso de abuso de poder é uma "teoria inventada" para uma contravenção de impeachment "que enfraqueceria permanentemente a Presidência ao permitir efetivamente que impeachments sejam baseados meramente em discordâncias políticas".
Dershowitz disse no clipe que o abuso de poder "certamente não precisa ser um crime. Se você tem alguém que corrompe o cargo de presidente e que abusa da confiança e representa um grande perigo para a nossa liberdade,  você não precisa de um crime técnico".
"Como a nossa apresentação dos fatos indicou, os artigos são inegavelmente apoiados pelas evidências acumuladas pela Câmara, apesar das completas obstruções do presidente, que tentou bloquear todas as testemunhas e documentos do Congresso dos Estados Unidos", disse Nadler.
Trump quase certamente será inocentado pelo Senado, composto por 100 parlamentares, já que 53 deles são republicanos e seria necessário o voto de dois terços do total para o presidente ser removido do cargo.
(Reportagem de Patricia Zengerle, Karen Freifeld, Susan Cornwell, Steve Holland, David Morgan, Lisa Lambert, Richard Cowan, Doina Chiacu)

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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