quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

REPUBLICANOS REJEITAM CONVOCAÇÃO DE TESTEMUNHAS PELOS DEMOCRATAS NO PROCESSO DE IMPEACHMNENT DE TRUMP


Republicanos rejeitam convocação de testemunhas em julgamento político contra Trump
 
© Fabrice COFFRINI O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião em Davos, em 21 de janeiro


O julgamento político contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em uma nova etapa nesta quarta-feira (22) depois que o Senado debateu até altas horas da noite as regras do processo e os republicanos bloquearam todos as tentativas dos democratas de convocar autoridades como testemunhas.
Antes de se concentrarem nas acusações atribuídas a Trump - abuso de poder e obstrução ao Congresso - os republicanos que dominam o Senado e a oposição democrata se enfrentaram durante 13 horas, até quase 02H00 desta madrugada (04H00 no horário de Brasília).
Todas as tentativas dos democratas de citar testemunhas chaves e obter documentos foram bloqueadas pela maioria republicana, um indício de como o processo vai transcorrer e que provavelmente terminará com a absolvição do presidente, que busca a reeleição em novembro.
O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnel, apresentou na segunda à noite um projeto de resolução sobre o procedimento com o qual busca estabelecer restrições às provas da investigação e à participação de testemunhas, além de buscar acelerar o processo.
Este cronograma estabelece três sessões de oito horas para a acusação, tempo equivalente para a defesa e depois 16 horas para os interrogatórios.
Um passo a passo adaptado após o inicialmente proposto de celebrar sessões vespertinas de 12 horas, criticado duramente pelos democratas.
Esta foi a única mudança admitida por McConnell. As onze emendas apresentadas pelo chefe da bancada democrata, Chuck Schumer, para convocar altos funcionários próximos a Trump para depor e obter documentos foram rejeitadas sistematicamente, com os 53 senadores republicanos votando em bloco.
"Verdade virá à tona"



© Mandel NGAN O líder da minoria democrata Chuck Schumer no Capitólio durante o julgamento contra Donald Trump

Quatro meses depois do surgimento do escândalo ucraniano e a dez meses das eleições presidenciais, os 100 senadores deram início ao julgamento de Trump, que se tornou o terceiro presidente na história do país a ser julgado num processo de impeachment, depois de Andrew Johnson, em 1868, e de Bill Clinton, em 1999.
Segundo a acusação, Trump tentou pressionar a Ucrânia a interferir a seu favor nas eleições de 2020, sugerindo ao presidente do país europeu que investigasse os negócios do filho de Joe Biden, um dos pré-candidatos democratas com mais chances de enfrentá-lo no pleito presidencial de novembro.
Os democratas que lideraram a investigação acusaram ainda o presidente de obstruir a investigação no Congresso ao recusar que seus principais assessores testemunhassem.
De acordo com os democratas que lideraram a investigação, Trump pressionou a Ucrânia retendo cerca de 400 milhões de dólares em ajuda militar para o país, que está em conflito com rebeldes pró-Rússia no leste de seu território.
Na terça-feira, o processo transcorreu de acordo com um protocolo que determina que nem aplausos nem telefones celulares são permitidos na sala e que apenas água ou leite pode ser levado para dentro da câmara.
Uma das figuras centrais foi o democrata Adam Schiff, responsável pela acusação contra Trump, que defendeu a convocação de testemunhas e a apresentação de documentos.
"A verdade virá à tona", disse Schiff aos senadores. "A questão é quando", continuou o congressista que liderou a investigação contra Trump na Câmara de Representantes.
O representante de Trump, Pat Cipollone, disse que um julgamento partidário equivale a "roubar uma eleição" e considerou que bloquear o testemunho de funcionários do alto escalão da Casa Branca é um "ato de patriotismo".
"Eles querem tirar o presidente Trump das urnas", declarou, em referência às próximas eleições.
A senadora Elizabeth Warren, uma das pré-candidatas democratas, expressou-se severamente depois que os republicanos enterraram uma emenda para citar o chefe de gabinete da Casa Branca, Mick Mulvaney.
"Sejamos claros: não estaríamos aqui apresentando emendas às 22h00 se o senador McConnelly e os republicanos não estivessem tentando manipular as regras do julgamento político", afirmou Warren.
Por sua parte, Trump, que está em Davos para participar do Fórum Econômico Mundial, voltou a descrever o processo como uma "caça às bruxas que vem ocorrendo há anos".

NOTÍCIAS DO DIA 22/01/2020


Agenda do dia: veja o que você precisa saber hoje





                                                                                                                   © Foto: Reprodução 

GOVERNO
- Regina Duarte vai a Brasília para conhecer secretaria
A atriz Regina Duarte estará em Brasília nesta quarta-feira (22) para conhecer a Secretaria da Cultura, cujo comando está vago desde a demissão de Roberto Alvim. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro fez um gracejo sobre o acerto para ela chefiar o órgão. ‘É a namoradinha do Brasil, já estou com saudade dela. Tem que ser escondido da primeira-dama’, brincou o presidente. (Via Poder360)

JUSTIÇA
- Glenn Greenwald critica MP após ser denunciado
O jornalista Glenn Greenwald publicou um vídeo no qual rebate a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra ele no âmbito da operação Spoofing, que investiga a invasão de aplicativos de mensagens de autoridades brasileiras. Glenn diz que a denúncia se trata de ‘um ataque à liberdade de imprensa, ao STF e à democracia brasileira’. O jornalista foi denunciado junto de outras 6 pessoas. São apontados indícios dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e interceptação telefônica ilegal. (Via Poder360)

- Brumadinho: MP denuncia Vale Tüv Süd e 16 pessoas
O Ministério Público de Minas Gerais denunciou a Vale, a TÜV SÜD e 16 executivos das duas empresas por homicídio duplamente qualificado e crimes ambientais no caso do desastre da barragem do Córrego de Feijão, em Brumadinho, há um ano. O ex-CEO da mineradora, Fabio Schvartsman, está entre os indiciados. Para o MPMG e a Polícia Civil, ficou demonstrada a existência de uma ‘promíscua relação entre as duas empresas no sentido de esconder do poder público, sociedade e acionistas a inaceitável situação de segurança de várias barragens de mineração mantidas pela Vale.’ (Via Exame.com)

EDUCAÇÃO
- Weintraub diz que Sisu teve ‘pequena instabilidade’
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) apresentou ‘pequenas instabilidades’ ao longo da terça-feira (21), primeiro dia das inscrições na plataforma. Estudantes relataram lentidão ao acessar o site. O ministro disse que a situação ocorreu em razão de uma demanda ‘muito acima da prevista’. As inscrições podem ser feitas até o próximo domingo, 26, após prorrogação do prazo em decorrência de erro na apuração das notas de cerca de 6 mil alunos. (Via Estadão)

BRASIL
- Mulher é 22º caso de intoxicação por cerveja
A notificação do caso de uma mulher fez chegar a 22 o número de suspeitos de intoxicação pelo dietilenoglicol. A substância tóxica foi encontrada na cerveja e na água da cervejaria Backer, em Belo Horizonte. Até ontem foram notificados casos de 19 homens e três mulheres em oito municípios mineiros. Quatro pessoas morreram, sendo que o exame de uma delas indicou a presença do dietilenoglicol. As outras três mortes depende de resultados de análises laboratorias. (Via Estado de Minas)

MUNDO
- Senado define regras do impeachment de Trump
O julgamento político contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em uma nova etapa nesta quarta-feira (22) depois que o Senado debateu as regras do processo e os republicanos bloquearam todos as tentativas dos democratas de convocar autoridades como testemunhas. A decisão é um indício de como o processo vai transcorrer e que provavelmente terminará com a absolvição do presidente, que busca a reeleição em novembro. (Via AFP)

- Na China, coronavírus mata 9 e infecta 400 pessoas
O coronavírus surgido na China e já registrado em vários países da Ásia e nos Estados Unidos provocou a morte de nove pessoas e infectou cerca de 400, revela nesta quarta-feira (22) o último boletim das autoridades de saúde chinesas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) se reunirá hoje para determinar se é necessário declarar ‘emergência de saúde pública de alcance internacional’. (Via AFP)


Mais de 600 líderes indígenas brasileiros reunidos pelo chefe Raoni Metuktire concluíram uma reunião em Mato Grosso. Eles denunciaram o projeto político ambiental do governo do presidente Jair Bolsonaro.
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Alvim disse 'assinar embaixo' frase nazista antes de demissão
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Cogumelo com psilocibina: substância antidepressiva (Foto: Hilko Mari)


LOTERIA
- Mega-Sena acumula e vai R$ 35 milhões
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.226 da Mega-Sena e o prêmio acumulou de novo, para R$ 35 milhões. Nesta semana, a loteria terá três sorteios e não dois, como de costume. O primeiro foi na terça (21), o próximo acontece na quinta-feira (23) e o último será no sábado.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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