terça-feira, 12 de novembro de 2019

A DECISÃO DO STF PÔS EM LIBERDADE PESSOAS QUE ATACAM AS AUTORIDADES.


A volta da cobra

Manoel Hygino









Não causaram pasmo, assustaram ou surpreenderam a postura assumida e os insultos, em vocabulário de cais de porto, utilizados por aqueles que saíram da prisão por decisão do Supremo Tribunal Federal, na quinta-feira, 7 de novembro. Há gente acostumada ao verbo das ruas, que não mede o poder de ofensa ao adversário; ou pior, aos que formam a plateia, obrigada a ouvir as diatribes por circunstâncias diversas.
O Brasil não está melhor ou pior do que antes. As várias tentativas que se fazem em busca do tempo perdido e dos recursos públicos desviados criminosamente demonstram à suficiência que houve algum sucesso, mas o que se conseguiu ainda é apenas um começo. O ex-presidente, libertado após 580 dias, em seu estilo muito pessoal, sem travas na língua, endurece a crítica ao governo empossado há menos de um ano, à Operação Lava-Jato e ataca da Polícia Federal e Ministério Público a membros da magistratura.
Entre os adjetivos utilizados para classificar os antagonistas nesta hora tão triste da história nacional está canalha, sinônimo nada menos de vil, baixo, grosseiro, ordinário, próprio de gente reles, desavergonhado. Como substantivo, porção de gente ordinária, sem educação, íntima, plebe, ralé, populaça.
É com ponderável parcela desse tipo de gente que temos vivido e a quem damos ou demos a gestão dos mais altos negócios nacionais. Eles próprios o dizem e se acusam. Os que se julgam isentos acham melhor silenciar, para não provocar maior dano diante da consciência popular.
Do atual chefe da nação, disse o ex-presidente e ex-presidiário: “Bolsonaro foi eleito para governar para o povo brasileiro e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro”. “Esse país não merece um governo que manda seus filhos contarem mentira todos os dias através de fake news”. “Ele (Bolsonaro) nunca fez um discurso que prestasse, ele só sabia ofender as mulheres, ofender os LGBTs”.
Em Brasília, Bolsonaro contesta, com veemência:
“Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa. Lula está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas. A grande maioria do povo brasileiro é honesto e trabalhador, não vamos dar espaço e nem contemporizar para um presidiário”.
O filho do presidente, Carlos, classificou a soltura de Lula e demais considerados criminosos repetindo o pai para que não dê mais munição ao “canalha que momentaneamente está livre”. O deputado federal, Eduardo Bolsonaro, observou: “Além de Lula, Zé Dirceu e outros quadrilheiros, milhares de criminosos estão soltos no país, fazendo com que você fique à mercê de seus atos malignos”.
Em verdade, com a decisão do ministro Tófolli, presidente do Supremo, a “jararaca – a palavra fora utilizada antes pelo próprio Lula – está solta”. E foi a cobra que classificou o juiz que o condenou:
“O Moro é mentiroso, o Dallagnol é mentiroso. Eu tomei a decisão de ir lá na Polícia Federal. Eu poderia ter ido para uma embaixada, para outro país. Mas eu fui lá para provar que o juiz Moro não é um juiz, é um canalha”.
Não deixou por menos, o ex-ministro também solto, José Dirceu: “Agora a luta não é por Lula livre. Agora, (a luta) é para nós voltarmos, retomarmos o governo do Brasil”.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 12/11/2019


Debandada

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 







Pelo menos 20 deputados estão dispostos a deixar o PSL após o presidente Jair Bolsonaro oficializar o desembarque da legenda. A se confirmar a debandada, a bancada do partido deixará de ser a segunda maior da Câmara. Atualmente, tem 53 parlamentares e está atrás do PT, com 54 parlamentares. A saída dos bolsonaristas não vai influenciar no recebimento do fundo partidário pela legenda. Isso porque, a distribuição da verba pública leva em conta os votos obtidos na última eleição para a Câmara. O PSL é o partido com maior cota do fundo - 12,81%. Até setembro, a sigla recebeu R$ 71,8 milhões.
Planos A e B
Bolsonaro e os filhos estão dispostos a criar novo partido, mesmo com risco de, pela tramitação, ficar de fora da disputa municipal de 2020. O plano B é o Patriota.
RG
Como a Coluna revelou sábado, a nova legenda deve ser ADN. Parte dos bolsonaristas quer Aliança Democrática Nacional. Parte quer Aliança da Defesa Nacional.
PT sem chance
Lula quer chamar os caciques de ex-partidos aliados do PT para conversar. Em vão. Com sua prisão, houve afastamento do PDT e PSB, que querem candidatos próprios em 2022 e encabeçar chapas para prefeituras no ano que vem.
Divergências
A indicação do ex-presidente Lula de que não vai encampar a defesa pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro diverge da posição de caciques e parlamentares do partido que, a cada nova crise do governo, falam em “fora Bolsonaro”. Lula tem reafirmado que, por ora, não pretende questionar o resultado da eleição de 2018.
Na fila
No Tribunal Superior Eleitoral, no entanto, corre ação movida pela coligação de Fernando Haddad (PT) que pede investigação da campanha de Jair Bolsonaro. O ex-presidente também enfrentará resistências de setores do partido na definição de candidaturas em 2020. Lula quer candidaturas próprias, enquanto uma ala da legenda defende a formação de uma frente de oposição ampla.
Pacote
Parlamentares do PDT alegam “flagrante ilegalidade” e pedem ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da tramitação das três Propostas de Emenda à Constituição (PEC) entregues na última semana pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso.
Caminho
Solicitam que as matérias sejam remetidas à Câmara, onde regimentalmente tem início a tramitação de matérias do Executivo. As PECs começaram a tramitar pelo Senado. Os pedetistas pontuam no mandado que, apesar de o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), assinar as PECs, o verdadeiro autor das propostas é o presidente da República, que foi ao Senado para a entrega das proposições.
Caixa-preta
O Ministério Público Federal terá acesso a documentos do BNDES. Procuradores da Câmara de Combate à Corrupção e diretores do departamento jurídico e de compliance do bancão finalizam minuta de cooperação que será assinada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano.
Pente fino
Serão repassados ao MP dados que envolvam pessoas físicas e jurídicas ligadas às empresas integrantes do Sistema BNDES, e que poderão auxiliar investigações.
Sobre Prisão
Do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP): “Segundo entendimento da ministra Rosa Weber (STF), a questão da segunda instância está diretamente ligada ao Código de Processo Penal, não sendo necessário modificar a Constituição. É o mesmo entendimento da Associação dos Juízes Federais, e é justamente por isso que decidi entrar com essa frente de batalha em prol da prisão da 2ª instância e protocolar essa mudança no CPP”.
Insistência
Derrotado na última eleição para a Prefeitura de Olinda, Antônio Campos não perde a esperança de um dia comandar a cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. Lançou o livro “Olinda, um Novo Olhar” e um blog de notícias.

MÉXICO DÁ ASILO POLÍTICO AO EVO MORALEZ


México concede asilo político a Evo Morales

Da Redação 





© AP/AP In this photo provided by the Agencia Boliviana de Informacion, Bolivian President Evo Morales speaks from the presidential hangar in El Alto, Bolivia, Sunday, Nov. 10, 2019. Bolivia's military chief Gen. Williams Kaliman said that President Evo…


O México anunciou nesta segunda-feira, 11, que concedeu asilo político a Evo Morales. Segundo o ministro de Relações Exteriores mexicano, Marcelo Ebrard, o ex-presidente da Bolívia pediu proteção um dia depois de renunciar ao cargo por pressão popular, de opositores, militares e policiais.
“Informo que há pouco recebi uma ligação do presidente Evo Morales, mediante a qual respondeu ao nosso convite e solicitou verbal e formalmente o asilo em nosso país”, confirmou o chanceler em entrevista coletiva.
Não se sabe se Evo Morales já deixou a Bolívia. O México havia feito a oferta de concessão de asilo logo após a renúncia do ex-presidente.
Segundo Ebrard, o asilo foi concedido para garantir a “segurança e a vida” de Morales e que “sua integridade pessoal não seja posta em perigo”.
O governo afirmou mais cedo nesta segunda que reconhece Evo Morales como presidente “legítimo”, e denunciou que sua renúncia se deve a um “golpe” dado pelo Exército, o que classificou como um grave retrocesso para a região.
Morales anunciou neste domingo 10 sua renuncia à presidência da Bolívia após quase 14 anos no poder, diante da onda de protestos nas últimas semanas após acusações de fraude nas eleições realizadas no último dia 20 de outubro.
Mais cedo no domingo, a Organização dos Estados Americanos (OEA) recomendou a repetição do primeiro turno das eleições e Morales anunciou que o pleito seria realizado novamente com um Tribunal Supremo Eleitoral renovado. Logo depois, contudo, os chefes das Forças Armadas e da Polícia pediram publicamente que o presidente renunciasse, para colocar fim à onda de violência.
Além de Morales, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, também renunciou ao cargo. Os próximos na linha de sucessão ao cargo de presidente, que seriam o presidente do Senado e da Câmara dos Deputados, também pediram demissão, assim como o vice-presidente do Senado.
Na noite de domingo, a senadora da oposição Jeanine Añez, segunda vice-presidente do Senado, reivindicou o direito de assumir a presidência.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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