quarta-feira, 30 de outubro de 2019

VAZAMENTO DE PETRÓLEO EM ALTO MAR CAUSA O MAIOR DESASTRE AMBIENTAL NAS PRAIS BRASILEIRAS


Presidente da Petrobras diz que vazamento é a maior agressão ambiental

Agência Brasil


 

O vazamento de óleo que tem sido retirado do litoral do Nordeste é a maior agressão ambiental já sofrida pelo Brasil em sua história, disse nesta segunda-feira (29), no Rio de Janeiro, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Ele participou de um seminário da Fundação Getúlio Vargas sobre a matriz energética brasileira e comentou o desastre ambienta
Arquivo/ Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Castello Branco comparou a quantidade de óleo retirada das praias ao desastre ambiental no Golfo do México


"O vazamento é maior agressão ambiental sofrida por nosso país, creio eu, em nossa história", disse. Afirmou que o assunto tem sido abordado de forma "politizada e ideologizada", com "versões falsas" sobre o que poderia ter sido feito.
"Na realidade, era impossível combater isso na origem. As empresas de petróleo e a Petrobras estão preparadas para combater vazamentos de petróleo, uma vez identificada a fonte do vazamento", afirmou.
Castello Branco comparou a quantidade de óleo retirada das praias ao desastre ambiental no Golfo do México, em que o vazamento partiu da petrolífera British Petroleum (BP). "É semelhante", disse.
Ainda não se sabe de onde vazou o óleo que atinge as praias nordestinas, mas pesquisadores já apontaram que o vazamento ocorreu no oceano, em uma área entre 600 e 700 quilômetros de distância da divisa entre Sergipe e Alagoas. Uma das hipóteses é que o óleo foi extraído de três campos na Venezuela e, provavelmente, estava sendo transportado quando ocorreu o acidente.
Leilões
O presidente da Petrobras afirmou, ainda, que o setor petrolífero vive um "ano extraordinário" no país e avaliou que o leilão de excedentes da cessão onerosa, marcado para semana que vem, é uma vitória do governo.
"A demanda global por petróleo tende a crescer lentamente, quem sabe estagnar e, no futuro, reduzir. Não podemos esperar e deixar o petróleo no fundo do mar", defendeu ele.
A seguir, disse que, por uma questão de priorizar os ativos de maior retorno, a Petrobras manifestou preferência por apenas dois campos, os de Itapu e Búzios, este o maior já descoberto no Brasil. Ele disse que a estatal está otimista com o resultado. "Vamos com entusiasmo para ganhar".
Eleição argentina
O presidente da Petrobras também comentou o resultado da eleição presidencial na Argentina durante sua palestra de hoje. Foram eleitos o presidente Alberto Fernandez e a vice Cristina Kirchner, em uma disputa em que o principal adversário era o atual presidente, Maurício Macri.
Ao fazer uma comparação com propostas legislativas para regular novamente percentuais mínimos de conteúdo local para a indústria de petróleo, Castello Branco classificou de "erro" a eleição de alguém que, na visão dele, provocou os problemas vividos pelo país vizinho.
"Não podemos repetir a Argentina, onde se tira um presidente que não consegue se eleger porque não conseguiu solucionar os problemas. Aí, você traz de volta alguém que provocou os problemas. Esse é claramente um erro", finalizou.
Manchas de óleo
Novas manchas de óleo foram encontradas em praias do litoral sul do Rio Grande do Norte. De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), os pontos mais críticos foram as praias de Búzios e Tabatinga.
Também foram detectados vestígios de óleo nas Praias do Amor e do Giz, ambas em Tibau do Sul; em Camurupim, no município de Nísia Floresta; e em Pirangi do Norte, em Parnamirim. Ainda segundo o Idema, a Organização não Governamental (ONG) Oceânica afirma ter identificado, durante mergulhos na área dos Parrachos, em Pirangi do Norte, "pequenas manchas flutuantes" de óleo.
Nota divulgada no final da tarde deste domingo (27) pelo Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA) do governo federal informou não terem sido encontrados “indícios de novas manchas de óleo chegando à costa”. A expectativa é de que até o final desta segunda-feira (28) um novo levantamento seja apresentado pela Marinha. O GAA pede que a população ligue para o número 185, caso encontre óleo em alguma praia.
Formado por Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o GAA conta hoje (28) com a ajuda de oito navios e 6 aeronaves atuando nos distritos navais de Salvador (BA) e Recife (PE). As ações de monitoramento e limpeza das praias nordestinas conta com a colaboração de 28 equipes do Serviço de Tráfego Aquaviário.
De acordo com o Departamento de Imprensa da Marinha, há aproximadamente 1.940 pessoas envolvidas nas ações de hoje. Destas, 1.159 são da Marinha, 287 do Exército, 56 do Ibama, 91 do ICMBio e 347 da Petrobras.
Desde o dia 26, o comitê que dá suporte ao monitoramento das manchas de óleo que têm afetado as praias brasileiras está funcionando em Brasília, em vez de no Rio de Janeiro. Segundo a Marinha, a mudança tem, por objetivo, ampliar a capacidade de combate e coordenação.
“A extensão da área afetada, a duração no tempo e as características de dispersão do óleo desse crime ambiental inédito no país exigem constante avaliação da estrutura e recursos empregados. Assim, o aumento do efetivo e dos meios no combate às manchas de óleo e a transferência do GAA para as instalações do Centro de Operações Conjuntas, na sede do Ministério da Defesa, em Brasília, visam ampliar a capacidade de combate e coordenação”, informou o departamento da Marinha.
Em entrevista concedida no sábado (26), o almirante de esquadra Leonarndo Puntel disse que o governo federal notificou 11 países cobrando esclarecimentos sobre 30 navios mapeados dentro da investigação sobre a origem do vazamento de óleo. A investigação trabalha com a tese de que o responsável teria sido um navio-tanque.

PROBLEMAS DO CHILE


A vez do Chile

Manoel Higino






O mundo, como um todo, jamais teve paz completa. O período que atravessamos confirma a afirmativa. Nem falo do Reino Unido e do Brexit, que põe em atenção a Europa. Por ali, há uma espécie de convulsão civilizada como convém.
No Oriente Médio, é o que se sabe e se confirma presentemente, com uma guerra que se estende até a Europa, passando pela Turquia, aliada à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), mas nem tanto. Conjectura-se sobre se a morte do Califa Baghdadi, do grupo islâmico que se suicidou com os filhos, terá repercussão entre os vários grupos extremistas. No hemisfério Sul das Américas, persiste o ambiente de permanente insatisfação, que gera perspectivas sombrias.
A Bolívia, com impressionante performance econômica nos últimos anos e com PIB de 4%, em 2019, ainda assiste aos efeitos do pleito, disputado entre o presidente Evo Morales e Carlos Mesa. Aparentemente, Morales assumirá o que já está em suas mãos, pela quarta vez. Falta comprovar que o pleito foi correto, sem fraudes.
No Chile, a grande e má surpresa, pois parecia que a nação andina aprendera a andar seguro pelas vias da democracia. Não foi tanto assim, e a revolta se generalizou pelas principais cidades, apesar de o presidente Sebastian Pinëra ter revogado a decisão sobre reajuste de preços de combustíveis, que causou a revolta.
Desfaz-se, assim, o que Mário Vagas Lhosa preconizara: Tem-se de “reconhecer que esse país cresce e melhora seus níveis de vida num ritmo febril parecendo para muita gente uma forma de justificar as torturas, os exílios, as censuras e outros atropelos cometidos pela ditadura Pinochet.
Mas isso é dar forma de avestruz e tentar escamotear a verdade histórica. Simplesmente não é verdade que a ditadura era o requisito indispensável para as mudanças que fizeram o Chile o que é agora, a sociedade mais próspera da América Latina e aquela sobre a qual a liberdade se sustenta com bases mais firmes”.
Acrescentou: “foram as reformas econômicas, a abertura ao mundo, a transferência à sociedade civil das empresas públicas, e a privatização da previdência social e o formidável alento à difusão da propriedade das empresas privadas o que colocou em andamento esse deslanche que fez o Chile crescer em todos estes anos, às assombrosas médias de nove por cento e dez por cento”.
E não poderia faltar o julgamento: “o acontecido no Chile nos anos do general Pinochet é uma anomalia, uma exceção à regra; em geral os regimes autoritários trazem consigo mais intervencionismo e arbitrariedade, a democracia, para funcionar de verdade, necessita de um sistema legal equitativo e eficiente que nenhuma ditadura pode garantir”.
Contados mortos e feridos, o Chile procura voltar aos seus melhores dias. A capital, Santiago, e as demais grandes cidades tentam superar os problemas mais flagrantes como o transporte urbano, seriamente sacrificado pelos danos causados, principalmente no sistema metroviário.
O presidente Pinëra não esclareceu exatamente o que significa a sua afirmativa: “Estamos em guerra contra o inimigo poderoso, implacável, que não respeita nada nem ninguém, que está disposto a usar a violência e a delinquência sem qualquer limite”. Nas ruas de Santiago, os dispositivos militares começam a ser reduzidos. A explosão de violência arrefeceu, nas últimas horas.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 30/10/2019


Apetite árabe

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini



O anúncio de que um fundo soberano da Arábia Saudita, a meca da turma do petróleo mundial, pretende investir US$ 10 bilhões no novo leilão do pré-sal no Brasil é indicativo de que o país recuperou a confiança dos sheiks. É que o mais graúdo da turma já caiu num “golpe” por aqui, ao apostar alto na Petrobras, antes da Operação Lava Jato. O príncipe herdeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, acionou os melhores advogados de Nova York para processar a petroleira, após a mega desvalorização das ações na Bolsa. Ele teria perdido nada menos que US$ 1 bilhão, do bolso, nas ações, revelou a Coluna em 2014.
Nosso bolso
A Petrobras, empresa de capital aberto, com a União sócia-majoritária, fez acordo de mais de US$ 3 bilhões com acionistas nos EUA. Adivinha quem pagou a conta?
Pós-cadeia
Sem alarde, esperançosa na reviravolta da decisão do STF, a cúpula do PT prepara megafesta na sede do sindicato dos trabalhadores em São Bernardo do Campo para Lula.
Condenado com provas
O ex-presidente Lula da Silva já escreveu seu discurso de liberdade, garantem fontes que o visitaram nas últimas semanas. A ideia é repetir o mote de preso político.
Ciumeira
O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boudens, aponta que um pequeno grupo de delegados federais age contra o decreto presidencial 10.073/2019 e a Portaria 739, do Ministério da Justiça, que estabelecem diretrizes para a participação da Polícia Rodoviária Federal em operações conjuntas nas rodovias federais ou em áreas de interesse da União.
Falta interação
“Estamos dando apoio a essa medida por conta da ampliação da PRF. São uma portaria e um decreto combinados, que definem as atribuições da PRF em apoio a outras operações. Não há por que ir contra essa medida, ela está somando forças. Na nossa visão, não extrapola a competência constitucional do órgão”, diz Boudens.
E o PDT?
Os diretórios do PDT de Olinda e Recife estão em pé de guerra com os comandantes do partido em Pernambuco, os deputados federal e estadual, Wolney Queiroz e José Queiroz, respectivamente. É que a legenda vai apoiar em Olinda o professor Lupércio, do Solidariedade. No Recife, ficará com Geraldo Júlio, do PSB.
Blindagem
A base governista, mesmo com a crise no PSL, corre para conseguir votos e barrar investidas da oposição que tentam aprovar requerimentos de convocação do ex-assessor da Alerj Fabrício Queiroz. A operação se concentra na CCJ da Câmara, comandada pelo PSL, onde já há um requerimento de convite apresentado pelo PSol.
Capitalização
A criação de capitalização da Previdência – em que cada trabalhador poupa para a sua aposentadoria – ainda divide o governo. A proposta constava no texto original enviado ao Congresso, mas foi derrubada na Câmara. Recentemente, integrantes da equipe econômica ventilaram a possibilidade de enviar nova proposta de capitalização após a promulgação da reforma da Previdência, ainda sem data confirmada.
Mas...
Articuladores políticos do governo ouviram de parlamentares aliados o alerta de que a matéria poderia “competir” com outras pautas tidas como “mais prioritárias” para este ano, como as reformas administrativa e tributária.
Ôh, Saúde!
Senadores podem derrubar Portaria do Ministério da Saúde que limita o acesso de mulheres entre 40 e 49 anos aos exames de mamografia para detecção precoce de câncer de mama no SUS. A portaria só permite que mulheres de 50 a 69 anos façam o exame na rede pública. Um projeto do senador Lasier Martins (Pode-RS) já passou pela CCJ e Comissão de Assuntos Econômicos, e vai a Plenário.
Esplanadeira
# O projeto do documentário “Brasília 60 anos”, com depoimentos de várias personalidades pioneiras da capital, será lançado amanhã, no Memorial JK. A estreia nos cinemas está prevista para abril de 2020.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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