segunda-feira, 11 de março de 2019

CEO DA FIAT PROMETE INVESTIMENTOS NO BRASIL


Produção da Fiat em Betim deve crescer 11% neste ano

Tatiana Moraes











Antonio Filosa disse que em 2018, a FCA vendeu 4,84 milhões de veículos, 102 mil a mais do que em 2017



Comandadas pelo italiano de 45 anos Antonio Filosa, as operações da FCA na América Latina contribuíram para que o grupo alcançasse, em 2018, desempenho recorde no balanço global. No ano, a FCA vendeu 4,84 milhões de veículos, 102 mil a mais do que em 2017. As vendas na América Latina também foram vultosas, crescendo 10% e alcançando 566 mil unidades em 2018. O Brasil foi o principal mercado da região, com 434 mil veículos comercializados e uma expansão de 14%. E o cenário deve permanecer em alta em 2019.
Em entrevista exclusiva ao Hoje em Dia, o CEO para a América Latina afirmou que a expectativa é a de que a fábrica de Betim registre aumento de 11% na produção. O índice é maior do que estimado para o país, de 8%. Em crise, a Argentina, no entanto, deve puxar o resultado da região para baixo. Ainda conforme Filosa, cerca de R$ 14 bilhões serão investidos no país para modernizar as plantas, permitindo o lançamento de 23 carros. Metade do aporte vai para a fábrica em Minas.

Qual a previsão de crescimento para a planta de Betim em 2019?
Queremos aumentar mais ou menos 11% a produção. Os outros mercados puxam para baixo o índice para a América Latina, mas a fábrica de Betim terá elevação de 11%.
A Fiat pretende fazer um investimento de R$ 14 bilhões até 2023. Qual a parcela desse montante vai para a fábrica de Betim?
Esse investimento não vem como um cheque em branco, com valores que poderemos usar livremente. O uso desse dinheiro depende de uma série de aprovações. Vamos discutindo os planos para cada região. A nossa região engloba a América Latina. O plano implica em investir R$ 14 bilhões, a maioria no Brasil. Tem uma parte para a Argentina, mas a maioria vai para Brasil mesmo. Como aqui temos dois polos automotivos, Betim e Pernambuco vão dividir esse valor. A casa é sempre a mesma, mas o coração é cada vez mais novo. Vamos modernizar as plantas.
A Fiat em Betim já modernizou algumas linhas de produção. O investimento está incluído nesse montante?
Sim, elas fazem parte desse investimento.
Os veículos que serão lançados também integram parte desse novo ciclo de aportes?
Sim. O primeiro carro produzido na fábrica de Betim a partir desse novo ciclo de investimentos estará disponível no primeiro trimestre de 2020. Em 2021, haverá um lançamento a cada quatro ou seis meses, a depender do mercado. Um monte de coisas vai acontecer. Melhorias, novas versões, séries especiais e modelos novos fazem parte do plano. Ainda neste ano haverá renovação especial dos veículos que são fabricados em Goiana. Entre maio e junho sairá o novo Jeep Compass, que é produzido lá.
O ambiente pode ajudar muito nas decisões porque a economia brasileira é movida pelo consumo interno. Então, quanto melhor estiver a economia, maior será o consumo interno e mais provável será que as grandes empresas globais decidam investir no país. Para falar um pouco sobre a ideia que a nossa empresa tem do Brasil, recentemente o nosso CEO global Michael Manley comunicou resultados para os acionistas e para os analistas. Um analista perguntou qual era a previsão dele para a América Latina e ele respondeu que estava muito otimista com o novo governo no Brasil, porque ele começou a fazer coisas corretas. E se o meu chefe fala isso eu tenho bastante confiança nesse cenário otimista. <CW35>Além disso, o nosso acionista está muito confiante no Brasil. O país está claramente caminhando para um desenvolvimento industrial cada vez mais competitivo. A previsão é a de que haja aumento de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2019. Baseado nisso, estamos otimistas em investir. Em paralelo, temos desafio grande como a Argentina, que não fechou 2018 fechou bem.
Em vídeo nas redes sociais, o governador do Estado Romeu Zema adiantou um possível investimento da Fiat no país. Que investimento seria esse?
O Brasil está disputando com a Ásia a instalação de uma fábrica de motores. A Ásia é mais competitiva que Betim. Por outro lado, Betim tem outros valores que pesam, como mão de obra qualificada, profissionais de produção, engenharia e qualidade flexíveis, 1,5 mil engenheiros. Todos eles superqualificados e competentes. Todos esses pontos serão colocados na mesa de decisão dos nossos acionistas e do nosso investidor global. Estamos fazendo nesse momento a análise de viabilidade. Podemos dizer que Betim tem 49% de chances e Ásia 51%.
Por que investir em motores?
O motor é perene, tem grande percurso. Você conhece o motor Fire há 20 anos. Ele foi usado em diversos modelos, é uma tecnologia que fica. Os modelos de carros mudam muito, em cinco anos, dez anos. Outra característica é que os motores são globais. Na Ásia, também usam motores brasileiros. No Brasil, também usamos motores europeus. E a FCA precisa de duas novas categorias de motores mundialmente. Dentro dessas categorias, precisa desenvolver cinco motores. Se fizermos aqui no Brasil, vamos exportar. Se for feito na Ásia, vamos importar. A FCA está aumentando as vendas de um ano para outro em 15%. O aumento tem sido grande no Nafta, por exemplo. Precisamos de motores para suprir esse aumento.
A empresa está em fase de investimento em novas linhas de produção e modelos de veículos. Quantos serão fabricados em Minas Gerais?
Entre séries especiais, modelos completamente novos e atualizações, vamos lançar 25 até 2023. Acredito que uns 20 sejam produzidos em Minas.
Serão contratados novos funcionários?
Depende sempre do mercado. Se o mercado dobrar, tenho que aumentar as pessoas. Mas, como o mercado retraiu, infelizmente tivemos que fazer otimizações. O mercado é uma fonte de análises e a outra é a competitividade. Para ser sustentável, a fábrica tem que ser competitiva. Não adianta não ser competitivo. Tudo isso entra na lógica, na conta para saber se precisa contratar. Fizemos um plano de investimento para até 2023 e esse plano engloba tecnologias novas, inovações, modelos. E, nesse sistema, esperamos contratar mais no longo prazo mais pessoas.

Existe a possibilidade de voltar o terceiro turno na planta de Betim? Ou de o quadro de funcionários voltar ao que era no passado?
Terceiro turno é muito difícil. Este ano não existe essa possibilidade. Somos uma empresa multimarca e multiplantas. Nós temos Fiat em Betim e Pernambuco. Aqui, trabalhamos em dois turnos e temos uma planta lá que trabalhamos em três. Por enquanto, ficaremos assim. Agora, se a demanda dobrar, tudo bem. Mas acho que não haverá um aumento tão significativo da demanda por enquanto.

Quais as previsões para a Fiat em 2019?
A demanda por automóveis vai aumentar 8% no Brasil, mas vai cair muito na Argentina, puxando a média para baixo. Tudo que é produzido aqui e vai para a Argentina vai cair quase que pela metade. Os nossos estudos são regionais, por cidades e por países. Falando de país, vamos crescer no Brasil. Falando da região latino-americana, não vamos crescer, ficaremos estáveis. As fábricas produzem pra vários mercados. A Argentina caiu muito. O Chile, a Colômbia e o Peru ficaram estáveis.
Com o rompimento da barragem da vale em Brumadinho, é possível que haja um aumento no preço do minério, impactando o aço. Podemos esperar elevação no preço do carro?
O impacto no preço do carro não é direto assim. O minério de hoje vira aço daqui a meses. Então, no curto prazo não haverá mudança no preço. Mas tem impacto na economia sim, tanto regionalmente quanto para as indústrias da Fiat. Estamos analisando os números. É importante ressaltar que o que houve em Brumadinho foi uma tragédia enorme. Famílias foram separadas e nosso primeiro pensamento é com relação a essas pessoas. A única coisa que pode ser feita é o apoio
A Fiemg estima, ainda, forte redução no PIB. Qual o impacto real para a Fiat?
Ainda não tenho análises concretas do impacto econômico. Estamos acompanhando a Fiemg. Mas, se reduz o PIB de um Estado, o crescimento da indústria é afetado e a demanda por carros também.

TRAGÉDIA AÉREA NA ETIÓPIA MATA TODOS OS PASSAGEIROS DO AVIÃO


Dos 157 mortos em acidente aéreo na Etiópia, vários eram voluntários

Agência Brasil














A aeronave caiu nesse domingo (10) de manhã



O acidente aéreo com o Boeing 737, da Ethiopian Airlines, matou os 149 passageiros e oito tripulantes. Das 157 pessoas a bordo, a maioria era de estrangeiros e alguns voluntários de missões que atuavam no país. Pelo menos 10 das vítimas eram funcionários das Nações Unidas.
A aeronave caiu nesse domingo (10) de manhã, minutos depois de decolar de Addis Abeba, capital da Etiópia. O voo ET 302 caiu perto da cidade de Bishoftu, ou Debre Zeit, cerca de 50 quilômetros ao sul da capital.
Em 2010 ocorreu o último grande acidente envolvendo um avião da Ethiopian Airlines - foi o Boeing 737-800, que explodiu depois de decolar do Líbano, matando 83 passageiros e sete tripulantes.
O piloto do avião com 157 pessoas que caiu na Etiópia relatou dificuldades minutos antes da queda. Ele pediu à torre de controle para retornar ao aeroporto da capital etíope, Adis Abeba. A informação foi dada pelo executivo-chefe da Ethiopian Airlines, Tewolde Gebremariam. Em entrevista coletiva, ele disse que a empresa não tinha conhecimento de nenhum problema mecânico no Boeing 737-800, adquirido há apenas quatro meses.
O presidente da companhia de aviação revelou que entre as vítimas estão: 32 quenianos, 18 canadianos e nove etíopes. O balanço traz oito chineses, oito italianos, oito americanos, sete britânicos, sete franceses, seis egípcios, cinco holandeses, quatro indianos, quatro eslovacos, três austríacos, três suecos, três russos, dois marroquinos, dois espanhóis, dois poloneses e dois israelenses.
Também viajava um cidadão dos seguintes países cada: Bélgica, Indonésia, Somália, Noruega, Sérvia, Togo, Moçambique, Ruanda, Sudão, Uganda e Iêmen. Quatro passageiros com passaportes emitidos pelas Nações Unidas ainda não tiveram as nacionalidades reveladas.
Queda
A aeronave caiu na zona de Hejeri, perto da cidade de Bishoftu, localizada a cerca de 40 quilômetros de Adis Abeba e sede da maior base da Força Aérea da Etiópia.
A estatal Ethiopian Airlines é uma das maiores companhias aéreas da África. No ano passado, transportou mais de 10 milhões de passageiros.
O último acidente com a companhia havia acontecido em janeiro de 2010, quando um voo que havia partido de Beirute, capital do Líbano, caiu pouco após a decolagem. O desastre matou as 90 pessoas a bordo.
Pela rede social Twitter, o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, lamentou o desastre e expressou condolências às famílias das vítimas.

AGENDA INTERNACIONAL INTENSA DE BOLSONARO NOS PRÓXIMOS MESES


Bolsonaro terá agenda internacional intensa a partir deste mês

Agência Brasil











Neste mês Bolsonaro deverá ter reuniões com os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Chile, Sebastián Piñera, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu




A agenda internacional do presidente Jair Bolsonaro começa intensa na segunda quinzena deste mês e prossegue até o próximo semestre. Além dos Estados Unidos, Chile, de Israel, há viagens programadas para o Japão e a China. Em pauta, desde a crise na Venezuela ao incremento das relações econômicas e comerciais.
No Japão, o presidente participará da Cúpula do G20 (que reúne as 20 maiores economias mundiais) em Osaka, que ocorrerá de 28 a 29 de junho. A viagem para a China está em fase de organização e deve ocorrer no segundo semestre. Bolsonaro disse que, nessa visita, pretende  ampliar negócios e fronteiras.
Bolsonaro confirmou também que o presidente da China, Xi Jinping, virá ao Brasil para participar da 10ª Cúpula do Brics (grupo que reúne Brasil, Índia, China e África do Sul). A data do encontro será definida.
Neste mês  Bolsonaro deverá ter reuniões com os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Chile, Sebastián Piñera, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
A viagem aos Estados Unidos deve ocorrer entre 18 e 22 de março, sendo que o encontro com Trump está confirmado para o próximo dia 19, segundo comunicado da Casa Branca.
Dos Estados Unidos, Bolsonaro segue para o Chile, onde ficará até o dia 23, e no fim do mês, irá para Israel. A imprensa israelense informou que, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a viagem do presidente ao país deve ocorrer entre 31 de março e 4 de abril.
Temas
A viagem do presidente a Israel é uma retribuição à visita, em dezembro, do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao Brasil e à presença dele na cerimônia de posse. Em janeiro, o israelense enviou um grupo de militares para ajudar nos resgates das vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.
No Chile, Bolsonaro deve participar do fórum Prosur, organizado pelo presidente chileno, que se destina a propor ações e acordos para a promoção do desenvolvimento na América do Sul. Segundo o presidente Sebastián Piñera, o fórum será um órgão "sem ideologias ou burocracia".
A crise na Venezuela deve ser tema das conversas de Bolsonaro com Trump e também das reuniões no Chile.
O presidente Jair Bolsonaro disse que o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste mês, “será uma grande oportunidade de retomar os fortes laços” entre os dois países.
No Twitter, confirmou que, no próximo dia 19, embarca para os Estados Unidos, onde terá entre outros compromissos o encontro com Trump. “[Será] Uma grande oportunidade de retomar os fortes laços entre nossas nações na busca de um ocidente com liberdade e prosperidade. Temos muito a somar!”.
Segundo a Casa Branca, entre os temas que poderão ser discutidos no encontro destacam-se a cooperação na área da defesa, políticas comerciais, combate ao crime transnacional e a crise na Venezuela.
Bolsonaro e Trump vão conversar sobre os esforços para fornecer ajuda humanitária à Venezuela. Brasil, Estados Unidos e Colômbia lideraram o movimento de doações para os venezuelanos a partir da cidade colombiana de Cúcuta e da brasileira Boa Vista, capital de Roraima.
Os Estados Unidos, o Brasil e mais de 50 nações reconheceram Juan Guaidó, autodeclarado presidente da Venezuela, como legítimo. Guaidó é presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. O impasse no país vizinho permanece, pois o presidente Nicolás Maduro diz que vai se manter no poder com apoio da China, Rússia e Turquia, do México e Uruguai.
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fizeram viagens aos Estados Unidos para preparar a visita do presidente da República.
*Com informações da Xinhua, agência oficial de notícias da China

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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