quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

PAÍSES RECÉM-INDUSTRIALIZADOS COBRAM FINANCIAMENTO PARA CUMPRIREM O ACORDO DE PARIS


Países do Basic cobram financiamento para conter mudanças climáticas

Agência Brasil








O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, destacou que o Basic quer colaborar com as negociações na Polônia e que ainda há tempo para que os países saiam da conferência com resultado positivo

Representantes do grupo Basic – bloco de países recém-industrializados formado por Brasil, África do Sul, Índia e China – cobraram nesta quarta-feira (12) avanço nas negociações para implementar o Acordo de Paris. Em entrevista coletiva, na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Katowice, na Polônia, o grupo se comprometeu com os princípios do acordo climático, mas demonstrou preocupação com a questão do financiamento dos países desenvolvidos.
O bloco foi formado em 2009, durante a COP15 de Copenhagen, com o objetivo de fortalecer as discussões sobre o assunto nos países. Desde então, o grupo tem atuado para manter os preceitos dos acordos internacionais relacionados ao clima e para captar recursos que possibilitem a adoção de medidas de controle das emissões de carbono e do aquecimento global.
O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, destacou que o Basic quer colaborar com as negociações na Polônia e que ainda há tempo para que os países saiam da conferência com resultado positivo.
O Brasil está na COP 24 para mostrar seu exemplo e sua contribuição e que está unido aos outros países, disse Duarte. Ele defendeu propostas comuns à agenda climática. O ministro ressaltou que, apesar de admitir flexibilização em alguns pontos, o grupo quer finalizar os trabalhos da conferência sem parcialidade ou retrocessos.
“Temos defendido a flexibilidade, mas sem retrocessos. Estamos e sempre estivemos com uma posição construtiva e sempre muito preocupados com o multilateralismo e daquilo que for decidido, que não venha a trazer prejuízos. De tal forma que este grupo, que tem uma importância naquilo vem fazendo, defende o cumprimento do acordo, mas sem retrocessos”, disse Duarte.
África do Sul
O representante da África do Sul, Derek Andre Hanekom, afirmou que o multilateralismo "está em perigo" e que a conferência representa a oportunidade de mostrar a importância da ação conjunta. Hanekom ressaltou que é preciso encontrar equilíbrio entre as medidas de mitigação e adaptação dos efeitos das mudanças climáticas e considerar as diferenças de capacidade e habilidade entre as nações para atingir as metas do Acordo de Paris.
O acordo estabelece que as nações devem se esforçar para manter o aumento da temperatura global em até 1,5º C para evitar o agravamento dos efeitos das mudanças climáticas, principalmente em países mais vulneráveis.
O ministro sul-africano destacou a necessidade de financiamento para que seja possível adotar as práticas de combate às mudanças, sob o risco de esvaziar o acordo. “Se não trabalharmos juntos para atingir este objetivo, estamos condenados ao fracasso.”
Acordo de Paris
O Acordo de Paris prevê que os países desenvolvidos devem investir anualmente pelo menos US$ 100 bilhões até 2020. A menos de dois anos do prazo final, o valor ainda não foi atingido e não alcança US$ 1 bilhão por ano, segundo o ministro sul-africano.
“Depois do Acordo de Paris, não deveríamos estar falando em retrocesso, mas em levá-lo adiante. Infelizmente, a situação não melhorou e tem piorado nos últimos anos. E alguns dos compromissos, por exemplo, o financiamento ainda não foi alcançado, e neste estágio não estamos no caminho certo”, acrescentou Hanekom..
O ministro da área ambiental da China, Xie Zhenhua, afirmou que está otimista, apesar de alguns países desenvolvidos estarem demonstrando que não querem a continuidade do Acordo de Paris. O negociador chinês reiterou que é possível ter um resultado bem-sucedido se os princípios do acordo firmado em 2015 não forem descumpridos.
“Depois de tudo o que avançamos, só podemos ir adiante e não voltar atrás. Financiamento é muito importante, é uma das questões mais preocupantes, mas vamos fazer nosso melhor. Temos que agir, somente agindo podemos salvar a humanidade”, declarou.
Até a próxima sexta-feira, mais de 190 nações que integram a convenção quadro das Nações Unidas para o clima devem finalizar um livro de regras que contém um plano de ação para colcoar em prática as metas do Acordo de Paris. Participam da Conferência mais de 30 mil pessoas e delegados de vários países.

BOLSONARO DIZ QUE O BRASIL PODE DEIXAR O ACORDO DE PARIS


Bolsonaro diz que pode deixar Acordo de Paris, critica multas e fala em flexibilizar lei ambiental

Agência Brasil









Bolsonaro voltou a criticar "a indústria de multas abusivas e extorsivas do Ibama", fruto supostamente de "capricho de alguns fiscais"


O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta quarta-feira (12) em pronunciamento pelas redes sociais que pretende propor, via Itamaraty, mudanças ao Acordo de Paris. "Se não mudar, sai fora. Porque temos de ficar? É um acordo possivelmente danoso para a nossa soberania", afirmou.
"Muitos estão fora, não assinaram. Por que o Brasil tem de ficar, para ser politicamente correto?", questionou. Segundo ele, o Brasil pode não conseguir cumprir, até 2030, as exigências previstas no Acordo de Paris - e passaria a correr riscos de sofrer "sanções até de força". "Não conseguiremos reflorestar uma área do tamanho do Rio de Janeiro", exemplificou.
Bolsonaro voltou a criticar "a indústria de multas abusivas e extorsivas do Ibama", fruto supostamente de  "capricho de alguns fiscais". Ele citou vários exemplos - corte de uma árvore que está caindo, derrame de pouco combustível de trator na terra, pesca feita por pequenos pescadores que recebem multa "inacreditável". "Não podem continuar agindo desta forma. Política ambiental não pode atrapalhar o desenvolvimento do país", disse, defendendo a rápida concessão de licenças ambientais. "Isso atrapalha prefeitos, impede que se abra e até se faça manutenção de estrada, principalmente na Amazônia", disse. "Vamos acabar com isso. Se precisar de nova lei, iremos ao Parlamento", afirmou.
Jair Bolsonaro também criticou o Pacto Global de Migração, assinado recentemente pelo governo brasileiro. "Todos somos migrantes no Brasil, mas não podemos escancarar as portas para [todo mundo] vir numa boa." Segundo ele, é preciso ter cautela com a "cultura totalmente diferente da nossa". E deu o seguinte exemplo: "Chegar aqui e querer casar com crianças de 11 anos". "Não podemos admitir certo tipo de gente que venha para o Brasil desrespeitando nossa cultura e nossa religião", resumiu.
Ele passou então a falar sobre Roraima. "Olha Roraima. Se fosse rei de Roraima, com tecnologia, eu, em 20 anos, teria economia igual ao do Japão", previu. O presidente eleito disse que conhece o estado, que é uma terra repleta de minerais - "tem toda a tabela periódica ali" - e que conversou com os indígenas locais. Ele defendeu a "integração dos mesmos à sociedade". Segundo Bolsonaro, os índios querem o mesmo que todo brasileiro. "Não queremos que fiquem atrapalhando o desenvolvimento da nação. Os índios podem receber royalties pela energia elétrica e pela mineração", sugeriu. "Por que eles têm de ser tratados como se estivessem na idade da pedra?".
Ainda se referindo a Roraima, afirmou: "Temos como mexer naqueles pedaços de terra mais ricos do mundo". "Como pode uma terra rica daquela ter que ficar pedindo dinheiro para União? Era para Roraima dar dinheiro pra União!", completou.
Bolsonaro terminou sua transmissão ao vivo dizendo que escolheu seus ministérios sem interferência politica. Comentou, por fim, o caso do ex-assessor de seu filho, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).  "Temos problema com um ex-assessor nosso, do Flávio, com movimentação atípica. Vai ser ouvido na semana que vem. (...) Que paguemos a conta, se algo estiver errado comigo ou com meu filho, mas nós não somos investigados", destacou.
"Dói no coração da gente, porque defendemos o mais firme combate à corrupção. E usaremos o próprio Coaf para combater isso", prometeu. Bolsonaro informou que repetirá semanalmente este contato para prestar contas de seu trabalho em Brasília. "O Brasil é nosso. Muito obrigado".

COLUNA ESPLANADA DO DIA 13/12/2018


Coalizão Bolsonaro

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 









Diferente do prometido durante a campanha vitoriosa à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e seu staff da equipe de Transição repetem o roteiro dos últimos governos e, à base do ‘toma lá, dá cá’, já projetam coalizão que contará com o apoio e votos de mais de 350 parlamentares da Câmara. Hoje, Bolsonaro recebe a turma do PP. O partido, ao qual o presidente eleito já foi filiado, perdeu a pasta da Saúde para o DEM e busca emplacar aliados em cargos de segundo e terceiro escalão nos ministérios e nos estados.  Na última semana, Bolsonaro tratou de cargos e temas afins com o PR, legenda do ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no processo do mensalão do PT.
Previdência
O tamanho da base aliada que está sendo costurada pessoalmente por Bolsonaro e o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, irá definir a estratégia do novo Governo para tentar aprovar a reforma da Previdência.
Previdência 2
A equipe econômica da Transição se divide entre manter o texto do governo de Michel Temer, que já está pronto para votação no plenário da Câmara, ou fatiar a reforma.
Que alívio
Nilson Leitão, o único federal do PSDB que aparece com pompas e abertamente na Transição, tem história curiosa. Detido pela Polícia Federal na Operação da Gautama, há 11 anos, então prefeito de Sinop (MT), conseguiu provar inocência e é, hoje, um dos poucos que tiveram indenização da União, na Justiça, pelo episódio.
Memória
Apesar do convívio com os envolvidos, não havia provas contra ele no esquema. Leitão, conta a próximos, teve taquicardia e foi detido na frente dos filhos pequenos.

Receita
O enfrentamento da crise fiscal e a intensificação do combate à corrupção e à sonegação, como têm defendido futuros ministros, apontam que a Receita Federal terá papel relevante no governo de Jair Bolsonaro (PSL). A expectativa é do presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), Claudio Damasceno.

Lava Jato
Damasceno diz que, além de ser responsável por 97% da arrecadação federal, a Receita teve papel relevante nas diversas operações de combate à corrupção: “Um exemplo é a Lava Jato”.
Doleiro
O ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes, terá que se explicar ao Congresso sobre suposta conexão com doleiro brasileiro Darío Messer. O depoimento está marcado para sexta-feira, 14.
Lavagem
Comissão do Congresso paraguaio convocou Cartes depois que seu nome foi citado pela ex-funcionária da Secretaria de Prevenção de Lavagem de Dinheiro e Bens (Seprelad), Raquel Cuevas. O doleiro Messer está foragido.
Cartéis
Horas depois de a Polícia Federal fazer buscar em endereços do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou projeto do tucano que dobra a indenização paga por empresas ou grupos econômicos que praticarem infração à ordem econômica, como o cartel.
Repressão
No texto apresentado em 2016 (PLS 283), o tucano sublinha que “o projeto de lei, portanto, aprimorará a repressão e dissuasão das infrações à ordem econômica”. A proposta segue para análise da Câmara dos Deputados.
Administração
A contribuição de Belmiro Siqueira à Administração no Brasil ganhou forma de livro e filme. Biografia e documentário do patrono da profissão serão lançados pelo Conselho Federal de Administração, nessa quarta-feira, 12, em Brasília.
Conselhos
Belmiro Siqueira prestou dezenove concursos públicos e foi aprovado em primeiro lugar em todos. Foi professor em 25 faculdades, autor de vários trabalhos sobre administração e colunista em jornais. Participou da criação dos Conselhos Regionais em todas as capitais do País.

ESPLANADEIRA
O diretor social do Iate Clube do Rio de Janeiro, Alexandre Barroso, inaugurou novo espaço para shows, na pérgula da piscina, com a apresentação da cantora Hanna em homenagem aos 60 anos da Bossa Nova.

REFLEXÃO SOBRE A MÁGOA, SENTIMENTO E O PERDÃO


Mágoa, ressentimento e perdão

Simone Demolinari 








O nosso convívio é, muitas vezes, marcado por desentendimentos e conflitos. Cada vez que nos sentimos decepcionados ou ofendidos por determinadas posturas vindas de pessoas que amamos, aflora em nós sentimento de tristeza. É como se tivéssemos sido traídos.
Em muitos casos, sobretudo aqueles que não são bem conversados e esclarecidos, essa tristeza pode evoluir para algo pior, uma mágoa profunda.
Um indivíduo se torna mais ou menos sensível a esse sentimento, quantas vezes mais ele os vivenciar. Ou seja, quanto mais machucado, mais frágil.
Isso porque nossa memória emocional armazena principalmente as experiências ruins numa “gaveta” mental, e, a cada novo golpe, essa gaveta é aberta e todas as mágoas anteriores são reeditadas. Devemos ter a capacidade de levantar dos nossos tombos, porém é igualmente importante tentar não cair. Isso faz toda a diferença.
Um subproduto da mágoa é o ressentimento. Nem sempre ele ocorre, mas dependendo do traço de personalidade de uma pessoa, ela não consegue sublimar o ocorrido e fica “ruminando” mentalmente, nutrindo sentimentos ruins em relação ao ocorrido.
Em meio a tudo isso, tem o perdão. Um sentimento difícil, mas aliviante para quem o pratica. Perdoar significa deixar a mágoa para trás e seguir em frente. Não há mais ressentimento, nem cobrança. É como abrir mão do pagamento de uma dívida.
Mas não é fácil. Como diz o ditado: “quem bate esquece, quem apanha, não”. A ferida sentida em quem apanhou nunca será percebida da mesma forma por quem a provocou. Nem sempre um pedido de desculpa ressarce o dano. Uma quebra de confiança, por exemplo, é uma mácula difícil de ser apagada. Mas isso não significa que não possa ser perdoada e reconstruída. No entanto, para isso, é preciso a contribuição de todos, principalmente de quem errou, pois o perdão é uma via de mão dupla: quem foi ferido deve querer perdoar e quem feriu precisa ter o “comportamento dos arrependidos”.
Há aqueles que se sentem verdadeiramente arrependidos, são bem intencionados e fazem de tudo para não repetir a postura que magoa – a maioria das vezes conseguem. Porém, há quem se arrepende superficialmente, um arrependimento estratégico que visa não perder confortos ou regalias. Estes costumam teatralizar um remorso que não sentem, às vezes choram ou até se humilham em busca do perdão, mas não mudam, pois no fundo acreditam que merecem ser desculpados de todos os erros.
É comum pessoas com dificuldade de perdoar serem mal vistas ou chamadas de “frias” por parte de quem deseja o perdão. Mas isso é um equívoco. A incapacidade de perdoar aprisiona, mas não torna ninguém ruim, afinal, se há alguém ferido é porque existe um agressor. E este sim, foi quem causou o dano. Porém, quem não perdoa, acaba guardando tudo de mal que lhe ocorreu e costuma se tornar uma pessoa mais irritadiça e revoltada. Já aqueles que perdoam, sentem-se mais felizes e livres.
Mas, convém lembrar: perdoar não é esquecer e sim conseguir transformar aquilo que nos magoou numa memória “fria”, desprovida de sentimentos.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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