terça-feira, 21 de agosto de 2018

COLUNA ESPLANADA DO DIA 21/08/2018


Jogos de azar

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 







Rejeitada pelo Senado Federal em março, a legalização dos jogos de azar pode ser chancelada pela Câmara no âmbito do projeto (PL 2724/15) que prevê a ampliação da participação do capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras. Oito emendas foram apresentadas à proposta que tramita na Casa há três anos. Um delas, do deputado Andres Sanches (PT-SP), prevê a autorização para “exploração de jogos de fortuna em bingos, jogos on-line e cassinos estabelecidos em resorts”.
Estádios
Andres Sanches também defende, na emenda, autorização para o funcionamento de bingos em estádios de futebol com capacidade superior a 15 mil pessoas.
Pauta
O projeto está pronto para votação em plenário. Há duas semanas, chegou a ser discutido, mas foi retirado de pauta.
Veto
Relator do Orçamento, senador Dalírio Beber (PSDB-SC) reage sucinto ao veto do presidente Michel Temer que tirou R$ 1 bilhão da saúde em 2019: “Preocupante”.
Energia 1
Novo diretor presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, adianta à coluna sua meta: “Temos de preparar o mercado e a regulação para recepcionar a inovação e, por meio dela, promover a eficiência e alcançar a modicidade tarifária, a qual emergirá em um mercado de energia cada vez mais aberto”.
Energia 2
Na avaliação de Pepitone, é a vez de os consumidores escolherem o seu fornecedor, “estimulando-se a concorrência”.
Lula de novo
Outdoors de protesto contra o ex-presidente Lula voltaram a ser espalhados pelas ruas de Curitiba com a mensagem: “Lugar de ladrão é na prisão. Não em eleição”.
Ascensão
A aparição de Fernando Haddad (PT) como o segundo vice com maior empatia dos eleitores, em sondagem nacional da Paraná Pesquisas, mostra que o pupilo de Lula da Silva tem potencial para crescer e ir ao segundo turno.
Contra-ataque 
O presidenciável Cabo Daciolo chamou o governador Pezão (MDB), do Rio, de bandido em rede nacional. À coluna, o governador diz que não leva a sério. “Ele botou fogo no quartel e deu marretada em colega na greve dos bombeiros anos atrás que o catapultou à fama”, contra-ataca Pezão.
Fator Lava Jato
Antes da fama nacional como juiz responsável pela operação Lava Jato, Sérgio Moro tinha cerca de 200 citações na busca do Google. Ontem, 4 anos após a operação, chegou a 17,4 milhões.
Escola é cultura
A Secretaria de Educação do estado do Rio de Janeiro vai batizar novas escolas com grandes nomes da cultura brasileira. Revelamos ontem que Cony será uma delas. Boa iniciativa do secretário Wagner Victer. Pela homenagem e por construir escolas - tão esquecidas país adentro.
Posse
Ary Bergher toma posse da presidência da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) em 2 de setembro. Cerimônia contará com a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do ministro do STF, Luiz Fux, e do embaixador de Israel, Yossi Shelly.
Desdém
A sugestão do Comitê da ONU sobre Lula candidato mostra o quanto as Nações Unidas desconsideram e desdenham o Brasil em NY, sem conhecimento mínimo da legislação brasileira.

CAMPANHA POLÍTICA - É ESPANTOSO O NÚMERO DE CANDIDATOS


Começou a campanha

Manoel Hygino 








Em plena campanha. Centenas de candidatos se apresentam ao eleitor em busca de voto. É espantoso, talvez, o número de brasileiros que se dispõem a servir à pátria em meio aos milhares de complexos problemas que a desafiam. Escolher os melhores, eis o que se vai fazer daqui a pouco.
O assunto me fez lembrar Galeno Alvarenga, da mesma terra de nascença de Carlos Drummond de Andrade: Itabira. Formado em medicina e filosofia pela UFMG, carrega consigo altos títulos, entre os quais de doutor em filosofia, professor, tendo participado da fundação do curso de psicologia da Faculdade de Psicologia da UFMG e da implantação dos seus institutos de Ciências Biológicas e Ciências Humanas.
Pois bem. Ele nos comenta, em livro, a hora difícil de definir os melhores para dirigir os destinos da comunidade, qualquer que seja o nível. Explica: “os que já foram enganados outras vezes, por diversos governantes, esperam mais fatos e menos boatos para se decidirem. Este grupo sabe que as suas experiências são altamente diferentes das vividas por seus superiores”. Por quê?
“Os sons que eles pronunciam são os mesmos que todos nós pronunciamos, mas palavras iguais: ‘guerra’, ‘inimigo’, ‘ditador’, terrorista”, ‘incapaz de governar o povo’, ‘liberdade’, ‘democracia’ etc, expressam experiências muito diferentes, referem-se a mundos totalmente diversos”.
E, efetivamente, o são: Sadam Hussein era “Deus” para a maioria do povo iraquiano, e se viu no que deu essa fé. Bush, o norte-americano, era apoiado pela maioria do Congresso e por grande parte do povo. E quanto à maior nação do hemisfério Sul das Américas?
Nós, brasileiros, já elegemos Jânio. A nossa Câmara dos Deputados aprovou, sem votos contra, o governo de Costa e Silva, Médici e outros. “Stalin foi herói na Rússia e Hitler na Alemanha. Com o passar dos anos, com mais informações e menor número de versões, a história poderá ser transformada em novas verdades”. E, afinal, pergunto eu, o que é a verdade? Ela é uma só? Dito isso, retornou ao raciocínio de mestre Alvarenga: “infelizmente, os heróis ou trapaceiros voltaram, discursando como sempre, conduzindo para a guerra, ou para diversos caminhos e estranhos aos nossos, um rebanho de jovens inocentes”.
É preciso pensar muitas vezes, conhecer bem os candidatos, porque, aqui como lá, há guerra, por outros meios e maneiras, com outros propósitos, com outros soldados, voluntários ou não. “Vidas e vidas continuam sendo eliminadas, sem ao menos perguntar aos crentes seus valores e objetivos. Impõem-nos, em troca de nada, explicando palavras vazias, seus objetivos sórdidos. De tempos em tempos, uma multidão de ovelhas puras e mansas caminham, antes da hora, para o outro mundo, conduzida por pastores incapazes de loucos”.
Tem-se que meditar. Os mais espertos aprendem a apresentar ao povo a máscara de saudável honestidade e honradez, em discursos em que expressam e prometem ao cidadão tudo aquilo que deseja ouvir e alcançar. Depois descobrem, no decorrer dos dias, que nada daquilo lhe será oferecido. Basta verificar no dia a dia da vida de nossas cidades, de nossos estados ou do país. Não é difícil identificar os que prometem e não cumprem, inclusive os que sabem que estão prometendo para não cumprir.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

GOVERNOS ESTADUAIS NO BRASIL SÃO DEFICITÁRIOS


Desafio bilionário à espera do novo governador: déficit de R$ 5,6 bi pode quadruplicar

Lucas Simões








Contas do governo é o tema central da campanha eleitoral, mobilizando discurso de todos os candidatos

Seja qual for o plano de governo ou o partido, quem vencer a disputa pelo Palácio da Liberdade terá pela frente um nó fundamental para desatar: o rombo bilionário nas contas do Estado. O déficit fiscal projetado para 2019, primeiro ano da nova gestão, é de R$ 5,6 bilhões. Porém, dívidas resultantes de execuções judiciais e os restos a pagar podem ampliar esse abismo para R$ 19,8 bilhões.
A provada pela Assembleia Legislativa de Minas no mês passado, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), um instrumento norteador da contabilidade do Estado, prevê receita de R$ 98 bilhões para o ano que vem e despesa de R$ 103,6 bilhões. Ou seja, a conta não fecha.
O candidato petista ao governo do Estado, Fernando Pimentel, tem afirmado que o déficit foi herdado dos 12 anos dos governos tucanos. Já o candidato do PSDB, Antonio Anastasia, estima rombo de R$ 20 bilhões para 2019, apontando má gestão petista,  e o pessebista Marcio Lacerda projeta um pouco mais, R$ 30 bilhões.

Além do rombo de R$ 5,6 bilhões estimado para o próximo ano, a LDO projeta também um comprometimento — com dívidas, contando as possíveis execuções judiciais e os restos a pagar — de 15,8% do orçamento.
O déficit estimado para 2019 é 24,3% menor do que o saldo negativo deste ano, calculado para fechar dezembro em R$ 7,4 bilhões.
No entanto, esse rombo de R$ 5,6 bilhões pode quase quadruplicar, se somadas outras dívidas pendentes. São R$ 4,3 bilhões apenas de restos a pagar referentes a 2018 e que deverão ser acumulados para o caixa da próxima gestão, conforme a previsão da LDO. Nesse cenário, os restos a pagar podem inflar a dívida total do Estado para nada menos do que R$ 9,9 bilhões.
Questionado, o governo de Minas, por meio da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), informou que “depende das disponibilidades financeiras do Tesouro Estadual” para quitar os restos a pagar, ressaltando que “o Estado tem se esforçado cada dia mais para quitar essas pendências”.
A Seplag não confirmou se haverá ou não o pagamento de todos as pendências ou se o valor será realmente repassado à próxima gestão, a partir de janeiro.

GASTOS EXTRAS
O próximo governador terá que lidar também com o passivo contingente, referente a disputas judiciais que podem onerar ainda mais o Estado. Todos os processos ativos têm prejuízo estimado de aproximadamente R$ 12 bilhões —caso o Estado perca todas as ações, o que não é provável, segundo a análise da própria Seplag. Desse montante, mais R$ 9,9 bilhões podem ser executados no ano que vem, segundo informações da Advocacia Geral do Estado (AGE).
Caso as execuções imediatas aconteçam, o saldo negativo do Estado em 2019, pode chegar a um valor 167% maior do que o déficit total deste ano, previsto para fechar dezembro em R$ 7,4 bilhões.
O governo de Minas contesta as informações referentes às execuções judiciais e considera remota a chance de o Estado perder a maior parte dos processos bilionários arrolados na Justiça atualmente. Segundo a Seplag, “apenas R$ 230 milhões seriam para execução imediata, e R$ 1,54 bilhão para inclusão em precatórios”. Dessa forma, segundo o governo, “os outros R$ 9,6 bilhões de execução imediata têm probabilidade remota de execução”.

INUNDAÇÃO A PIOR DO SÉCULO MATA PESSOAS NA ÍNDIA


Considerada a pior do século, inundação na Índia já matou 357 pessoas

Agence France-Presse









Crianças são resgatadas em área de inundação

O balanço de mortos das piores inundações em um século no estado indiano de Kerala aumentou para 357 - anunciou o governo neste domingo (19), acrescentando que as perdas em infraestrutura estão estimadas em US$ 3 bilhões.
Esta região turística sofre com as chuvas torrenciais de monção desde o final de maio, o que provocou deslizamentos de terra e graves inundações que arrasaram povoados inteiros.
"Desde 29 de maio, quando começou a monção em Kerala, um total de 357 pessoas perdeu a vida", afirma um comunicado dos Serviços de Informação deste estado do sudeste da Índia. Nas últimas 24 horas, 33 pessoas morreram.
Cerca de 353.000 pessoas estão abrigadas em 3.026 acampamentos e milhares de agentes das Forças Armadas patrulham a área.
Há estradas e 134 pontes danificadas, o que isolou zonas remotas dos montanhosos distritos do estado, os mais afetados.
O governo estadual solicitou mais financiamento, assim como 20 helicópteros e mais 600 embarcações motorizadas para redobrar os esforços de resgate.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...