segunda-feira, 18 de junho de 2018

EM PLENO JOGOS DE FUTEBOL NA RÚSSIA - UM POUCO DE STALIN


Stalin, mais uma vez

Manoel Hygino 








Enquanto se busca identificação e prisão dos responsáveis pelas dezenas de ataques a bancos e estabelecimentos públicos no Brasil, bem como do “incendiamento” (a palavra é pouco usada cá no Brasil) de coletivos, as atenções se voltam para a Copa Mundial de futebol, na Rússia, mas sem o entusiasmo de outras competições. Pudera! Depois do fracasso de quatro anos atrás, em nosso próprio terreiro, não mais se tem a confiança anterior, embora não tenha fenecido a esperança.
Não sei se de propósito, São Paulo exibe “A morte de Stalin”, uma comédia um tanto sem graça, que – na opinião do crítico Inácio Araújo – é “uma maneira de contar uma história, não raro, escabrosa de maneira agradável”. Nem poderia ser de outro jeito e maneira, se considerar que o filme é britânico, com humor britânico, de modo que só se percebe “que se trata de uma comédia quando já se passou um terço de duração”.
Quem viu o filme comenta que, no princípio, Kruschev descreve, aos risos, como matava alemães presos após a batalha de Stalingrado. Não era motivo de riso, mas as lideranças políticas russas tinham sua maneira de ver e sentir.
Ademais, o final de vida do poderoso líder soviético já foi relatado inúmeras vezes e com inúmeras versões. Há exatamente três anos, por exemplo, lançou-se aqui o livro “A morte de Stalin”, sobre o episódio, em quadrinhos, traços e textos simples, tradução da publicação francesa.
Apresentado originalmente em Paris, em 2014, o livro mereceu prêmio como de melhor HQ no festival “Encontros com a História”. A obra narra em tom de sátira o clima de conspiração na União Soviética com o desaparecimento do líder, em 1953. Mas como teria sido mesmo a morte de um dos homens mais poderosos do mundo do pós-guerra? Enfim, Stalin era durão, porque duríssimo, exercia policiamento rigoroso sobre os que poderiam pretender sucedê-lo, enfim, sobre todo cidadão russo. Não se esquecerá da incessante perseguição ao seu principal adversário, Leon Trotsky, assassinado no México, com uma picareta de quebrar gelo, em 1940.
O domínio de Stalin, sucessor de Lênin, era ilimitado. Edward Radzinksy, autor de mais de um livro sobre períodos marcantes da Rússia, com o novo regime, descreve o final. Teria sido estrangulado por Kruschev, Beria e Malenkov. Nada disso, porém, correspondeu à verdade. Segundo Radzinky, o líder faleceu em consequência de um derrame, Acidente Vascular Cerebral, um AVC fulminante.
Svetlana, a filha, conta: “ele abriu seus olhos pela última vez. Sua aparência estava desfigurada. De repente, sua mão se levanta, parecia querer golpear algo no ar ou nos ameaçar. No momento seguinte, seu espírito, após um esforço final, rompe de seu corpo”.
Não só Radzinski considera que Stalin fizera nascer nas pessoas o sentimento de que eram vitoriosas, porque tinham uma sociedade única, como nunca houvera. Os muitos autores são unânimes: suas regras ninguém ousava desafiar e quem tentava não sobrevivia. Centenas de personalidades foram eliminadas, bem como mais de 5 milhões de famílias camponesas. I. Rybin e Dimitri Volkogonov contam não muito diferente: Stalin fora encontrado estatelado no chão, só de camiseta, calças e pijama. Não conseguia falar, mas levantava a mão. Às 5h50, em 5 de março de 1953, morre.


sexta-feira, 15 de junho de 2018

O BRASIL PRECISA UTILIZAR MAIS A ENERGIA SOLAR


Energia solar para abastecer escolas

Luciana Sampaio Moreira








Placas para a geração de energia estão em terreno de 15 mil metros quadrados


Depois de dois anos de obras, três instituições de ensino da Rede Jesuíta de Educação (RJE) vão inaugurar, em 23 de junho, a primeira usina fotovoltaica com iniciativa escolar do Brasil. O projeto, que demandou investimento superior a R$ 5 milhões, é fruto da união dos Colégios Loyola (BH) e Jesuítas (Juiz de Fora) com a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa (ETE FMC), que tem sede em Santa Rita do Sapucaí. Lá foi instalada a planta, em área de 15 mil metros quadrados.
Os 4.200 painéis solares da Usina Solar Padre Furusawa devem produzir de 1,113 megawats a 1,5 gigawatts por ano, o que equivale ao consumo de 860 casas, na média nacional. A energia será usada para abastecer as três unidades e o valor excedente deve ser destinado para a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O funcionamento é garantido mesmo com baixa irradiação solar, graças às células fotovoltaicas presentes nos semicondutores interligados das placas.
Também no dia da inauguração da usina, os alunos da ETE FMC vão apresentar o projeto de um poste solar de baixo custo, que pode ser uma solução de energia para comunidades carentes.
A instituição foi a pioneira no Brasil a oferecer o primeiro curso técnico de Eletrônica da América Latina, em 1959. “O projeto da usina é parte de um programa dos Jesuítas, que tem ênfase nas questões de meio ambiente e da sustentabilidade, com outras ramificações. Entendemos que a geração de energia limpa é uma parte importante da nossa proposta”, comentou Alexandre Barbosa, diretor-geral da ETE FMC.
Ele explicou que a usina solar ficará em Santa Rita do Sapucaí porque o município é um polo de desenvolvimento tecnológico do Estado. “Além da economia de custos com energia elétrica, também vamos oferecer cursos técnicos que abordem essa tecnologia. Como temos a usina na nossa unidade, os alunos poderão compatibilizar teoria e prática”, adiantou.
Da mesma forma, os serviços de gestão, manutenção e limpeza das placas também serão feitos pela comunidade acadêmica local, que já iniciou uma pesquisa para a construção de um robô para fazer a limpeza das placas solares de forma automatizada.
O Padre Furusawa, que dá nome ao empreendimento, foi professor da ETE até 1991, criou o sistema de aquecimento solar dos antigos alojamentos da instituição e desenvolveu o método de construção de transformadores que ainda hoje é muito usado nas indústrias do município. 

Minas Gerais lidera ranking de conexões de geração
Minas Gerais encerrou janeiro deste ano na liderança nacional em número de conexões de micro e mini geradores de energia por meio de fontes renováveis. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado tem 6.226 empreendimentos do gênero, com capacidade de geração de 99.664,3 kW de potência.
Deles, 5.800 estão na área de concessão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Em segundo lugar vem São Paulo, com 5.800 empreendimentos do gênero e geração de 37.184,62kW. O Rio Grande do Sul tem 3.673 instalações, porém a capacidade é de 45.280,77kW.

Condições favoráveis
De acordo com o engenheiro de Tecnologia e Normalização da Efficientia, empresa do grupo Cemig especializada em soluções energéticas, Márcio Eli Moreira de Souza, Minas Gerais tem fatores altamente favoráveis para a instalação dessas mini e micro usinas, o que possibilita um retorno do investimento mais rápido, graças aos excelentes níveis de radiação na maior parte do Estado e à tarifa de energia atrativa para os investidores de geração distribuída.
Outro incentivo importante é a isenção do ICMS pelo governo estadual.
No Brasil, a Aneel estabelece que as fontes de geração distribuída devam ser renováveis, tais como painéis fotovoltaicos e geradores hidráulicos e eólicos, entre outras fontes do gênero.
Para efetivar a ligação, é necessário que o consumidor solicite à Cemig conexão com a rede de distribuição.

JAPÃO QUER REUNIÃO COM KIN-JONG-UN DA COREIA DO NORTE


Premiê do Japão, Shinzo Abe, cogita reunião com Kim Jong-un, da Coreia do Norte

Estadão Conteúdo







O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, está considerando participar em uma reunião de cúpula com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, para buscar avanços mais significativos na disputa relativa ao sequestro de cidadãos japoneses por Pyongyang nas décadas de 1970 e 1980.

Um primeiro encontro entre os governantes poderia ocorrer tão cedo quanto em agosto ou setembro, de acordo com a mídia japonesa, embora autoridades afirmem que não há nada decidido. A prioridade, apontam, é que qualquer conversa produza resultados tangíveis.

Desde a guinada da Coreia do Norte no âmbito diplomático iniciada no primeiro trimestre do ano, Abe permaneceu às margens das tratativas envolvendo Pyongyang, receoso quanto às intenções do regime de Kim. Nesse período, o líder norte-coreano teve reuniões com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Coreia do Sul, Moon Jae-in. Agora, parece que o premiê japonês também quer entrar na conversa.

"Devemos ter uma reunião de cúpula que resolva questões de interesse mútuo", comentou hoje o porta-voz do governo do Japão, Yoshihide Suga. (Dow Jones Newswires)

NEM A COPA DO MUNDO NA RÚSSIA ESQUENTA A ECONOMIA BRASILEIRA


Greve, Copa e incerteza política desaceleram a economia brasileira

Agence France Presse









Embora o comércio relacionado à Copa costume gerar lucros, nesta edição as expectativas são singelas

A greve dos caminhoneiros em maio e a Copa do Mundo contribuíram para a desaceleração econômica no Brasil, e a perspectiva de uma melhoria se afasta faltando quatro meses para eleições marcadas pelas incertezas.
Com a greve dos caminhoneiros, o Brasil teve "uma perda total e irrecuperável" de R$ 40 bilhões, disse à AFP Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
De acordo com a entidade, o governo deixou de arrecada R$ 5,8 bilhões devido ao movimento, que paralisou por mais de uma semana o país.
O governo estimou o impacto em 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), considerando apenas a redução da produção.
Em 2017, o Brasil conseguiu sair da recessão, registrando crescimento de 1%.
Governo e mercado previam uma expansão de 3% para este ano, mas nos últimos meses essas expectativas despencaram. Agora, os economistas mais otimistas projetam crescimento de 2% do PIB.
A greve provocou "uma redução da oferta, com a consequente alta de preços" e poderia repercutir nas exportações, embora ainda não se saiba se os efeitos serão de curto ou longo prazo", disse Fernando de Holanda Barbosa Filho, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Desânimo
O efeito da Copa do Mundo na produtividade já tinha sido incorporado pelas empresas e governos, que nos dias com jogos da seleção vão liberar funcionários por algumas horas.
Embora o comércio relacionado à Copa costume gerar lucros, nesta edição as expectativas são singelas.
Diante da crise e de denúncias de corrupção, a torcida brasileira não se animou. Segundo uma pesquisa do Datafolha, o número de pessoas desinteressadas pela Copa aumentou de 42% para 53% em maio.
Soma-se ao desânimo "a angústia da eleição", disse Barbosa. Não se sabe "quem serão os candidatos e quais são suas chances", acrescentou.
Nenhum dos favoritos no pleito se mostra comprometido com as medidas de ajuste fiscal reclamadas pelos mercados financeiros.
O nervosismo chegou ao ápice na semana passada, quando a Bolsa recuou 5,6% e o dólar beirou os R$ 4 pela primeira vez em dois anos, antes de cair a R$ 3,70, graças às intervenções do Banco Central.
A dívida pública bruta brasileira aumentou de 52% do PIB no fim de 2014 para 75,9% em abril deste ano. Segundo o FMI, se não forem tomadas medidas para alterar essa trajetória, ela poderia alcançar 100% em meados da próxima década.
Criticado pelas concessões feitas aos caminhoneiros, o governo não demostra grande força política para  os próximos meses até o fim do mandato, em 1º de janeiro.
Temer "é um presidente fraco e incapacitado", que sofre uma "enorme pressão da sociedade para reduzir os preços" dos combustíveis, afetados ainda pela desvalorização do real, disse Barbosa.
A moeda brasileira se depreciou cerca de 12% em relação ao dólar neste ano.
"A transição para 2019 é extremamente preocupante, pois o novo governo não terá o apoio popular e político para efetuar as profundas reformas que o país tanto necessita", afirmou Amaral, que ainda demonstrou otimismo: "apesar de tudo, a economia brasileira manterá o seu ritmo de recuperação".

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...