segunda-feira, 11 de junho de 2018

PRESIDENCIÁVEIS UTILIZAM AS REDES SOCIAIS PARA AS SUAS PROPAGANDAS


Presidenciáveis 'antecipam' horário eleitoral na internet

Estadão Conteúdo









O horário eleitoral só começa no dia 31 de agosto, mas na internet pré-candidatos se antecipam a esse prazo e veiculam em suas redes sociais programas políticos no estilo usado para pedir votos na TV e no rádio. Em busca da confirmação de suas candidaturas, em meio à pulverização de postulantes ao Planalto, a maioria dos presidenciáveis tem apelado para filmes bem produzidos que ainda viram posts patrocinados para ampliar o alcance ou atingir públicos específicos.

Pagar anúncios em redes sociais é mais uma novidade desta eleição. A ferramenta está liberada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde que registrada somente por candidatos, partidos ou coligações - medida que visa a combater fake news por meio de páginas anônimas ou perfis falsos. Faltam regras, no entanto, quando o assunto é prestação de contas. Como se trata de um investimento de pré-campanha, os custos não precisam ser obrigatoriamente revelados.

Se antes a fórmula usada em posts com ou sem patrocínio era mostrar falas dos pré-candidatos em entrevistas ou palestras, captadas sem uma prévia produção, agora a regra é divulgar filmes com roteiro, ilustrações, legendas, locução e até jingles. Flávio Rocha (PRB), por exemplo, convocou a dupla sertaneja Mateus & Cristiano para gravar seu slogan: "Com Flávio Rocha tudo vai ser novo, é a esperança, a vontade do povo".

Adepto do discurso que prioriza a gestão e não a política, Rocha abusa de temas como o empreendedorismo e nacionalismo em seus vídeos. Em linguagem popular e com narrativa dinâmica, as produções são repletas de ilustrações que retratam as principais bandeiras do pré-candidato, como o combate aos privilégios e ao alto custo do Estado.

O PT, que tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - condenado e preso pela Lava Jato - como pré-candidato à Presidência, também já encomendou um jingle para impulsionar a campanha nas redes sociais. Com qualidade de TV, o filme expõe o caos gerado no País pela crise financeira para vender o nome de Lula como a salvação - para o "Brasil ser feliz de novo." Nenhuma citação às acusações que envolvem o nome do petista ou à origem da crise econômica (mais informações nesta página).

Mesmo sem jingle, os vídeos de Henrique Meirelles (MDB) são os que mais impressionam pelos detalhes, duração e qualidade de cenário e de fotografia. Produzidos como se fossem para TV, os filmes apresentam o ex-ministro da Fazenda do governo de Michel Temer como um homem de sucesso, otimista e que resolve os problemas do País.

"Ano de 2015, pior crise econômica da nossa história. Parecia que o pessimismo dessa vez tinha chegado para ficar. Mas, aí parceiro, adivinha quem chamaram de novo para tirar o País da lama? É, o Meirelles", diz um dos filmes, de três minutos, que mostra o presidenciável sorrindo, brincando com os cachorros (que diz adorar) e cumprimentando jovens.

Segundo Meirelles, o zelo na produção dos filmes é reflexo do rigor com que faz seu trabalho. "Isso vale também para essa estratégia de divulgação. Nesse momento da pré-campanha, preciso de peças que façam meu nome se tornar mais conhecido. Pesquisas mostram que quem me conhece tende a votar em mim", disse o ex-ministro ao Estado. Os vídeos passaram a ser veiculados no momento em que o Brasil enfrenta uma crise persistente, com 13 milhões de desempregados e déficit público estimado em R$ 159 bilhões.

Café

No fim do mês passado, Geraldo Alckmin (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) lançaram quadros fixos na internet. Ambos estrearam, respectivamente, os programas "Café com Alckmin" e "Café com Boulos" para interagir com eventuais eleitores. Mas apesar do nome parecido, o formato escolhido pelas equipes dos pré-candidatos é quase oposto. Enquanto Boulos debate um tema específico ao vivo com internautas, sempre em tom crítico ao governo Temer, o tucano grava conversas amenas em estilo de comercial de TV de dentro de uma padaria - a primeira que serviu de cenário foi a que Alckmin frequenta aos domingos em São Paulo.

Responsável pelas mídias digitais do PSDB, Marcelo Vitorino disse ser proposital produzir vídeos com cara de TV para a internet. "Não tem nada de errado nisso. Os públicos são distintos e não podemos esquecer que muita gente vai assistir essas produções pelo celular, depois de receber via WhatsApp."

Vitorino, que é professor de marketing digital da ESPM, afirma que, a depender da estratégia de cada campanha, parte do material feito para as redes sociais pode ser levado para o horário eleitoral. Os vídeos mais elaborados, no entanto, não mostram Alckmin desafiando ou atacando adversários, a exemplo do que tem feito em tuítes direcionados a Jair Bolsonaro (PSL).

Estrutura

Apesar de contar com uma estrutura mais simples, Ciro Gomes (PDT) não fica atrás. Relata toda a sua trajetória na vida pública - prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, ministro da Integração Nacional no governo Lula -, no filme "Que Ciro é esse?", feito exclusivamente para a pré-campanha. Para colocar de forma mais clara suas ideias, lançou no mês passado o quadro "Pergunte ao Ciro", no qual o presidenciável expõe suas posições sobre temas variados, como economia.

Segundo a assessoria de Ciro, os vídeos que mencionam assuntos mais quentes, como o que trata da saída de Pedro Parente da presidência da Petrobrás, são os mais comentados e visualizados - 269 mil vezes até sexta-feira, sem qualquer patrocínio. O presidenciável ainda não investiu recursos em anúncios no Facebook ou Instagram - o Twitter não permite essa possibilidade.

Na semana passada, a equipe de Bolsonaro postou um vídeo mais elaborado, em preto e branco, com quatro minutos de duração, em que apresenta o deputado de forma sóbria e com um novo slogan: "Bolsonaro, o Brasil a 150 dias de um novo amanhã". Imagens ilustram o dia a dia do parlamentar em seu gabinete e a tietagem de eleitores que o recebem em aeroportos pelo País.

"Maioria força a barra"

Narrativas que apelam à emoção, que fogem da realidade e que não necessariamente relevam características dos políticos que pleiteiam ver seus nomes nas urnas em outubro. Para o cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV-SP, os vídeos divulgados pelos presidenciáveis são peças publicitárias, feitas apenas para valorizar a figura dos pré-candidatos e não necessariamente informar o eleitor sobre o contexto político do País.

"A maioria força a barra. Qualquer avaliação mais crítica revela as diferenças entre o que se mostra e a realidade dos fatos. O vídeo da pré-candidatura do Lula, por exemplo, é quase um documentário. Um filme para apaixonados, que relaciona a crise que vivemos apenas ao governo de Michel Temer. É como se Lula, Dilma e o PT não tivessem nada a ver com isso", diz Teixeira.

O professor também cita os posts de Henrique Meirelles, de alta qualidade fotográfica, mas sem comprometimento com a verdade, ao menos toda a verdade sobre a crise econômica. "Ele diz ter tirado o País da lama, o que não ocorreu, e faz isso sem nem sequer citar que era ministro de Temer."

Na análise do cientista político Carlos Melo, independentemente do conteúdo, os vídeos revelam antecipação de campanha. "Os pré-candidatos não estão disputando uma vaga dentro de seus partidos, como ocorre nos Estados Unidos e justifica a definição de pré-campanha. Estão fazendo campanha mesmo, estão disputando posição nas pesquisas para se viabilizarem. Ao meu ver, isso deve ser fiscalizado", diz Melo, que é professor do Insper.

Para o publicitário Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, é legítimo cada pré-candidato querer se promover, se expor nas redes da maneira como quer ser visto pelo eleitorado. "Com essa pulverização de candidaturas à Presidência, quem alcançar o maior número de candidatos leva vantagem. É do jogo da democracia escolher o conteúdo que lhe favoreça".

CONGRESSO BRASILEIRO QUASE NÃO TRABALHA NESSA ÉPOCA


Eleições, copa e festas juninas reduzem ritmo de votações no Congresso

Agência Brasil










Rodrigo Maia já negou que decretará recesso no período dos jogos da Copa do Mundo, mas lembrou que as festas juninas podem impactar no quórum das votações

A proximidade das eleições, o início da Copa do Mundo da Rússia e as festas juninas no país podem enfraquecer ainda mais o ritmo de votações no Congresso Nacional nas próximas semanas. Dessa forma, temas polêmicos e pautas do governo, como os compromissos assumidos com a greve dos caminhoneiros, podem ser afetados e ficar sem a definição de deputados e senadores.
Na Câmara, o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), já negou que decretará recesso no período dos jogos da Copa do Mundo, mas lembrou que as festas juninas podem impactar no quórum das votações.
“Só vamos ter problema na última semana [de junho], que junta com a semana de São João, no Nordeste. Então, temos três semanas para trabalhar, há projetos na pauta. A Copa do Mundo, para nossa felicidade, só tem um jogo durante a semana. A gente precisa continuar trabalhando e torcendo para que os jogos do Brasil na segunda fase sejam segunda, sexta e no fim de semana”, acrescentou.
Caminhoneiros

Apesar da expectativa em apreciar o projeto de lei que regulamenta o transporte rodoviário de cargas no país (PL4860/16), a medida ainda não foi discuta em plenário pelos deputados, onde tramita atualmente. O projeto estabelece regras para parte das reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram em todo o país.
No texto do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), aprovado pela comissão especial sobre o tema, são estabelecidas formas de contratação dos transportadores autônomos, de cooperativas ou empresas, regras para segurança nas estradas e normas para contratação de seguros em caso de acidentes, perda de mercadoria e até furtos e assaltos.
Marzquezelli propõe ainda a criação do vale-pedágio, mecanismo de pagamento automatizado que será obrigatório. Além disso, torna obrigatória a inspeção de segurança veicular de todos os veículos de carga, com maior frequência quanto mais velho o veículo. Inicialmente, o deputado propôs a anistia das multas aplicadas durante a greve dos caminhoneiros, mas um acordo entre líderes partidários retirou o trecho do projeto.
Medidas Provisórias

Deputados e senadores devem começar a discussão das três medidas provisórias negociadas pelo governo e representantes de caminhoneiros. As comissões mistas já foram criadas e reúnem 13 deputados e 13 senadores para discutir o assunto.
Entre as medidas estão a determinação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a reservar até 30% de sua demanda para a contratação de transportadores autônomos e a criação de um preço sobre cada quilômetro de frete – uma das principais reivindicações da greve. Além disso, há a isenção do pagamento de pedágio para os caminhões e carretas que transitarem com eixos suspensos em estradas estaduais que foram concedidas à iniciativa privada.
Como se tratam de medidas provisórias, as matérias já têm força de lei, mas precisam ser referendadas pela Câmara e Senado nos próximos 60 dias, prorrogáveis uma vez por igual período. No entanto, se não forem aprovadas pelas duas Casas em até 120 dias correm o risco de perderem a validade.
Cadastro positivo

Outro tema previsto para entrar na agenda de discussões da semana é chamado o cadastro positivo. O Projeto de Lei Complementar (PLP 441/17), de origem do Senado, já teve o seu texto-base aprovado no início de maio, mas os deputados ainda precisam analisar os destaques que podem alterar trechos da medida.
A proposta permite que instituições financeiras incluam informações no sistema sem autorização específica dos clientes. O banco de dados deve substituir o cadastro que já existe, mas, por ser optativo, não funciona na prática. Atualmente, o sistema reúne seis milhões de consumidores.
Com a obrigatoriedade proposta pelo projeto, os gestores de bancos de dados terão acesso a todas as informações sobre empréstimos quitados e obrigações de pagamento que estão em dia de pessoas físicas e jurídicas para formação do histórico de crédito.
Esses dados poderão ser usados por instituições financeiras para a criação de uma espécie de ranking de bons pagadores. O projeto estabelece que o banco comunique o cliente sobre a inclusão no cadastro, além de informar os canais disponíveis para o cancelamento desse cadastro no banco de dados.

sábado, 9 de junho de 2018

REUNIÃO DOS SETE PAÍSES MAIS INDUSTRIALIZADOS DO MUNDO NO CANADÁ DISCUTEM A SITUAÇÃO MUNDIAL E AS POSIÇÕES TOMADAS POR TRUMP


G7 começa no Canadá com Estados Unidos isolados do grupo

Agência Brasil









O tema será examinado pelos líderes, que discutirão também a saída dos Estados Unidos (EUA)

A cidade de Quebec, no Canadá, sedia nesta sexta-feira, (8) e amanhã a Cúpula do G7, o encontro dos representantes dos sete países mais industrializados do mundo. A reunião, este ano, está marcada pelo isolamento do presidente norte-americano, Donald Trump, que se indispôs com o Canadá e a União Europeia ao impôr, no mês passado, tarifas às importações de aço e alumínio. O tema será examinado pelos líderes, que discutirão também a saída dos Estados Unidos (EUA) do Acordo de Paris e do acordo nuclear com o Irã, o combate à evasão fiscal e as relações com a Rússia e Coreia do Norte.
Os países pertencentes ao G7 são a França, o Canadá, os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, Itália e o Reino Unido. A Rússia foi suspensa do grupo em 2014, após a anexação da Crimeia. Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia são convidados e representam a União Europeia nas cúpulas anuais. A presidência do grupo, que atualmente pertence ao Canadá, é rotativa e varia anualmente.
O encontro é uma oportunidade para os líderes tratarem de alguns dos problemas globais mais desafiadores da atualidade. A reunião deste ano promete ser igualmente desafiadora. Em um contexto de isolamento político de Trump, líderes como o francês Emmanuel Macron e o canadense Justin Trudeau já vislumbram que não haverá consenso sobre temas como aquecimento global e tarifas comerciais.
Acordo nuclear
Além do mal-estar causado pelas tarifas impostas sobre o aço e alumínio, Trump criou animosidades com a França, Alemanha e o Reino Unido após anunciar, em maio, a saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã. Apesar de a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) ter declarado que o Irã seguia as determinações previstas no acordo, que impedem o país de desenvolver armamento nuclear, Trump decidiu sair e reestabelecer sanções ao país.
Os países europeus ficaram com a tarefa de tentar manter o Irã no acordo, receosos de uma escalada do conflito e de uma possível guerra na região. O Irã anunciou, esta semana, que vai retomar o enriquecimento de urânio.
O tema deverá ser debatido na cúpula do Canadá.

MORRE MARIA ESTER BUENO EX-CAMPEÃ MUNDIAL DE TÊNIS PELO BRASIL


O adeus a Maria Esther Bueno, a bailarina que pôs o Brasil no mapa do tênis

Rodrigo Gini
Hoje em Dia - Belo Horizonte







Campeã em Wimbledon com apenas 19 anos, Maria Esther foi homenageada na Olimpíada do Rio dando nome a complexo de tênis dos Jogos

Dizer que Gustavo Kuerten pôs o tênis brasileiro no mapa não é inverdade, mas é injusto com uma paulistana que, décadas antes, fez algo igualmente impressionante. Basta ver como, se os homens seguiram conquistando Grand Slams (em especial os mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares), as mulheres se mantêm longe das grandes conquistas no esporte da bolinha verde. Uma história que poderia ter outro desfecho se o exemplo de Maria Esther Bueno tivesse prosperado.
Numa era em que o tênis profissional engatinhava, os mihões de dólares de premiação eram uma perspectiva distante, ela saiu das quadras do Clube Tietê, em São Paulo, para se tornar uma das mais impressionantes jogadoras das décadas de 1950 e 1960. Se a predileção era pelas quadras rápidas, o retrospecto no saibro era igualmente destacado. O título de duplas de Wimbledon de 1958, jogando com a parceira Althea Gibson, a "Pantera Negra" foi apenas o primeiro de 19 (sete em simples e 11 em duplas, sendo uma nas mistas). Em 1960, nas duplas, fechou o Grand Slam ao  conquistar os títulos dos Abertos da Austrália e dos Estados Unidos; Roland Garros e Wimbledon. Ela também jogaria com Bille Jean King e Margaret Court que, nas disputas individuais, eram as mais fortes adversárias. A movimentação graciosa na quadra rendeu o apelido de "bailarina"
Fora das quadras desde os anos 70, quando uma contusão no braço direito a impediu de manter o jogo habitual, Maria Esther foi indicada para o Hall da Fama da Federação Internacional de Tênis (ITF) e, nos últimos anos, emprestava os comentários precisos e sempre divertidos às transmissões do canal Sportv. Nos Jogos Olímpicos do Rio, deu nome ao complexo de tênis da Barra da Tijuca.
Capaz de superar monstros sagrados das quadras a ponto de se tornar também um deles, ela só não conseguiu superar um câncer na boca, que se alastrou para outros órgãos e a levou nesta sexta-feira, aos 78 anos, em São Paulo.




AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...