sábado, 9 de junho de 2018

O BRASIL PERDE DE LONGE PARA A ALEMANHA EM TUDO.


As nossas vantagens

Manoel Hygino 







Difícil escrever no Brasil sem se deixar influenciar pelo período ora vivido. Quando as autoridades, nos três Poderes, perdem a confiança do povo, tremem as instituições e abre-se espaço à explosão de sentimentos não contidos de agressão resultando na violação de bens e entes.
A onda de ataques a coletivos, carros, prédios públicos, delegacias de polícia, agências bancárias e correios e de rebeliões nos presídios, causa mais do que preocupação – gera medo. Teme-se sair à rua ou ficar em casa, deslocar-se de um local a outro, na via urbana, nas estradas e nas regiões rurais.
A inquietude não se restringe ao Sul de Minas ou ao Triângulo, às cidades balneárias, atinge também o Vales de Jequitinhonha e do <TB>Paranaíba, o São Francisco, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, estende-se à Bahia e a todo o Nordeste, com ênfase no Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará, alcançando o Norte e os estados fronteiriços.
Observa-se que o objetivo se concentra em obstar a prestação de serviços públicos, inclusive os policiais, assim como a rede de transportes coletivos e de comunicação. Há explicação, portanto: indispor principalmente a classe média e o trabalhador.
Em todo caso, as atenções se voltam para a Copa do Mundo, neste mês das festividades juninas, religiosas e populares. O brasileiro confia em que não se repita o vexame de quatro anos atrás, com o humilhante placar imposto pela Alemanha ao Brasil.
Enquanto em Uberaba o prefeito decretava, há alguns dias, situação de alerta pela onda de atentados a peças fundamentais ao normal funcionamento da cidade, o técnico Tite liberava sexo para os jogadores da seleção canarinha, visando à Copa da Rússia – mas apenas nas folgas. O detalhe é significativo: nos períodos de concentração, os jogadores ficam proibidos de levar acompanhantes para os quartos.
Esquecem-se as observações feitas em 2014. Lembrávamos então, com Maria Lúcia, que a Alemanha conquistara 103 prêmios Nobel; que o salário de professor do ensino público era de 30mil dólares por ano, enquanto no Brasil era de 5mil dólares no mesmo período; que navios em trânsito por dia nos portos eram 3.800 na Alemanha e 315 no Brasil; que o número de patentes de novas invenções por ano era: Alemanha 5.300 x Brasil 540; número de satélites colocados em órbita por foguete próprio – Alemanha 112 x Brasil 0; submarinos nucleares, Alemanha 11 x Brasil 0. Mas, nem tudo era tristeza: o número de jogadores das seleções com brinquinhos nas orelhas e cabelos pintados: Brasil 9 x Alemanha 0.
Quais seriam, agora, os escores de parlamentares e assessores de alto nível no governo federal e estaduais, imersos em investigações por suspeita de improbidade administrativa, desvios de recursos, lavagem de dinheiro? Quantas rebeliões nos presídios? E quantos assassinatos sem esclarecimento e mortes nas estradas? E na Alemanha? São respostas sumamente difíceis por quem de dever, a não dos técnicos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

COLUNA ESPLANADA DO DIA 09/03/2018


Rombo na Previdência

Coluna Esplanada - Leandro Mazzini 








Os regimes de previdência (Geral, dos Servidores Públicos e Pensões de Militares) terão saldo negativo de mais de R$ 288 bilhões em 2019. A previsão consta no parecer preliminar da Lei Orçamentária relatada pelo senador Dalírio Beber (PSDB-SC). No texto, o senador aponta as renúncias tributárias como um dos motivos para a estimativa do rombo previdenciário. Serão mais de R$ 303 bilhões que deixarão de ser arrecadados ano que vem por conta de incentivos como o Simples Nacional.
Comentário: Altos salários, muitas mordomias e aposentadorias milionárias contribuem para esse déficit além das falcatruas cometidas pelos dirigentes dos fundos previdenciários.

Mistério no MP
O MP do Rio denunciou os administradores da Refinaria de Manguinhos de 2015 e 2017 por suposto não recolhimento integral de ICMS desse período.

Cadê?
Questionada, a Refinaria informou desconhece a existência do processo, mas sendo intimida esclarecerá os fatos narrados na denúncia.

PT na oração
Ciro Gomes (PDT) afirma “descartar” apenas o MDB do presidente Temer e diz que “acende uma vela” todos os dias para fechar coligação com o PSB.

1 mi x 1 bi
Dois braços de um mesmo setor estão em pé de guerra. Os lobistas para a legalização dos bingos (a grande maioria de brasileiros) não aceitam só a aprovação dos cassinos na legislação - projeto que ganha força na Lei Geral do Turismo. O investimento na abertura de um bingo pequeno custa por volta de R$ 1 milhão. O cassino-resort não sai por menos de R$ 1 bilhão – que virão pelas mãos de...

Tá anotado.
O pré-candidato ao Planalto Ciro Gomes (PDT) diz que, se eleito, irá corrigir a tabela do Imposto de Renda nos seis primeiros meses: “A redistribuição de alíquotas é muito injusta; cobra muito mais de quem pode pagar menos e muito menos de quem pode pagar mais”. A defasagem da correção da tabela, já mostrou a Coluna, chega a 95%.

Fortuna$
Inexpressivo nas pesquisas para o Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), se diz contrário à taxação de grandes fortunas. “Outros países já implementaram isso e recuaram. Não sou a favor porque nós vamos perder brasileiros com renda para outros países”.

Renda
O democrata, por outro lado, defende taxar mais a renda e menos o consumo, reduzir as alíquotas das pessoas jurídicas e reorganizar o sistema tributário. “Porque hoje, com o mundo globalizado, quando se tributa demais de um lado perdem-se os pagadores”.

Ecos da pista
Representantes da indústria pressionam o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, para tentar derrubar a Tabela de Preços Mínimos de Frete editada pela A Agência Nacional de Transportes Terrestres

Buzina de alerta
O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Cezar Müller, afirma que o setor está “na iminência de paralisar a produção” pois, segundo ele, “além dos valores exorbitantes, o tabelamento é uma desastrosa intervenção na economia do País”.

Espólio
Com pesquisa interna e não divulgada, o PT tem a certeza de que a vereadora Marília Arraes, prima do falecido Eduardo Campos, passa o governador Paulo Câmara (num cenário para o Senado) e empata com Armando Neto na disputa para a Casa Alta.

Frevo tenso
O resultado deixou o senador Humberto Costa em alerta, pois já espera uma vaga na chapa majoritária do governador, e Paulo Câmara – que tentará a reeleição para o Governo, já escolheu Jarbas Vasconcelos como um de seus candidatos ao Senado.

Despesas mensais
A bancada tucana está de mal com o Governo há meses. Apenas um eco: o deputado Bentinho Gomes (PE) diz que o Palácio deveria “cortar na própria carne” em vez de jogar “no colo do contribuinte” as despesas para bancar o acordo com os caminhoneiros.

Sustentabilidade
A White Martins implementou sistema de reaproveitamento hídrico e reduziu em 12,2% o consumo de água. Nos últimos 12 meses, alcançou economia de 380,3 milhões de litros em 11 fábricas monitoradas.



sexta-feira, 8 de junho de 2018

OS GOVERNOS NÃO FISCALIZAM NADA NO BRASIL


Intoxicações por agrotóxicos cresceram mais de 300% em nove anos no Estado

Raul Mariano









No longo prazo, o consumo de agrotóxicos pode causar vários tipos de doenças, dentre elas o câncer.

Minas é o segundo Estado no ranking nacional de intoxicações por agrotóxicos. O dado consta em relatório publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e revela que as notificações por aqui cresceram mais de 300% de 2007 a 2015. No período, mais de 13 mil casos foram contabilizados.
O aumento vai de encontro a um projeto de lei de autoria do deputado federal Luiz Nishimori (PR), do Paraná, que pretende flexibilizar o uso dos defensivos agrícolas em todo o país. O texto propõe, dentre outras medidas, a troca do termo “agrotóxico” por “produto fitossanitário”.
Além disso, a proposta inicial visava concentrar a autorização para a venda dessas substâncias apenas no Ministério da Agricultura. Hoje, é preciso passar pelo crivo da Anvisa e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) antes de a comercialização ser permitida.
Porém, especialistas alertam que, caso o projeto seja aprovado, os prejuízos à saúde da população podem ser incalculáveis. Toxicologista da Unidade Técnica de Exposição Ocupacional do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Márcia Sarpa afirma que inúmeros estudos já associaram a exposição aos agrotóxicos a vários tipos de doenças.
Nocivos
A pesquisadora explica que as pessoas podem ter int[/TEXTO]oxicações agudas, que ocorrem depois do contato com grandes quantidades desses produtos em um curto período de tempo, ou crônicas, que é a forma mais comum, depois de pequenas exposições aos agrotóxicos ao longo de muitos anos.
Nesse último caso, os efeitos afetam os sistemas imunológico e endócrino, causando até mesmo a desregulação hormonal. “Na prática, o longo contato pode adiantar a puberdade em adolescentes, provocar abortos, crianças com malformação, infertilidade masculina e até câncer”, explica Márcia.
Hoje, vários defensivos banidos da agricultura de diversos países continuam sendo usados no Brasil. Para a toxicologista, a mudança proposta pelo projeto de lei pode aumentar a insegurança alimentar de milhares de pessoas. “Essa medida quer estabelecer limites aceitáveis para agrotóxicos proibidos. O problema é que, para essas substâncias, não há dosagem segura”.
Fiscalização
No Estado, 1.530 marcas de defensivos têm autorização do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) para serem comercializadas. Dentre os vários tipos no mercado, o herbicida glifosato é o mais utilizado. Não por acaso, o produto também está relacionado à maior parte dos casos de intoxicação por aqui, segundo a Anvisa.
Milho, soja, feijão e algodão são os cultivos que mais utilizam as substâncias em Minas
O uso de agrotóxico em Minas é mais comum nas plantações de milho, soja, feijão e algodão. Esses cultivos são, também, os que ocupam as maiores áreas de plantio do Estado.
Conforme o IMA, cerca de 840 fiscalizações são feitas por mês, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Multas são aplicadas ao se constatar a utilização de substâncias proibidas ou com manejo incorreto. Em 2017, 22 autos de infração foram registrados.
Por nota, a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) se posicionou favoravelmente à “modernização” da lei e defendeu ser possível o uso do produto de forma segura.
Já o deputado Luiz Nishimori destacou que uma das principais inovações da proposta é a inclusão do critério de avaliação de risco em complemento à análise de perigo utilizada hoje para novos produtos. “Significa que, quando manuseados corretamente, aplicados em quantidade, frequência e prazos adequados, os defensivos não oferecem riscos à saúde”.
O autor do projeto de lei diz que o registro de agrotóxicos continuará sendo analisado pelo Ibama e pela Anvisa
Sobre a alteração da nomenclatura para produtos fitossanitários, o parlamentar informou que “este é um detalhe que pretende colocar o Brasil em consonância ao que é praticado em outros países”.
Agroecologia é aposta dos órgãos de saúde para pôr fim ao uso de produtos nocivos
A agroecologia é apontada, por órgãos de saúde de todo o mundo, como a principal alternativa para os agrotóxicos. A prática consiste em desenvolver cultivos sem a utilização de veneno, combatendo pragas apenas com recursos naturais.
Em um dossiê que reúne dezenas de estudos sobre o tema, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) defende que o agronegócio, nos moldes atuais, é insustentável e pode gerar impactos ambientais irreversíveis a longo prazo.
Além dos reflexos diretos na saúde humana, o uso das substâncias pode contaminar mananciais, um prejuízo que demandaria técnicas muito mais complexas para ser compensado.
Substituição
Biólogo e membro do grupo temático Saúde e Ambiente da Abrasco, Fernando Carneiro explica que pesquisas da Organização das Nações Unidas (ONU) já demonstraram que a agroecologia tem potencial para substituir por completo o cultivo mecanizado e a dependência dos defensivos agrícolas. “Já está provado que o método pode alimentar o mundo. O que falta são políticas de incentivo”.
Em Minas, um grupo ligado à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) atua no fortalecimento da agroecologia. Edmar Gadelha, responsável pelo projeto, afirma que o desafio é vencer a resistência do modelo de cultivo dominante.
“Queremos trabalhar com a melhoria da fiscalização, que precisa ser ampliada e tem limitação de pessoal. Mas também com a educação, o estímulo às práticas alternativas e o aprimoramento da legislação sobre o tema”, explica.
Além disso: É possível se proteger?
Não há como evitar o impacto dos agrotóxicos na saúde apenas lavando bem os alimentos, uma vez que as substâncias estão dentro dos grãos, frutas ou legumes que utilizam os defensivos durante o cultivo. A afirmação é da toxicologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Márcia Sarpa.
Apesar de a higiene ser uma prática essencial para evitar danos à saúde, ela explica que o melhor a se fazer para minimizar o problema é procurar produtos da época. “Esses geralmente têm uma carga menor de agrotóxicos”, explica. Outra indicação, segundo a especialista, é dar preferência a vegetais orgânicos que, na maioria dos casos, são vendidos em feiras e cultivados por pequenos produtores.
De acordo com o Ministério da Saúde, colocar os alimentos mergulhados em uma solução de hipoclorito de sódio (água sanitária) com água por 15 minutos é a forma mais eficaz de se higienizar verduras, frutas e legumes.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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