sexta-feira, 20 de abril de 2018

DIA 19/04/2018 FOI O DIA DE ÍNDIO E ELES NÃO TÊM NADA PARA COMEMORAR


Um milhão de indígenas brasileiros buscam alternativas para sobreviver

Estadão Conteúdo








Renda de indígenas se baseia em turismo e comércio

Há, no Brasil, cerca de 1 milhão de indígenas de mais de 250 etnias distintas vivendo em 13,8% do território nacional. Em meio às ameaças de violência, riscos de perda de direitos em decorrência da pressão dos latifundiários, mineradoras e usinas, alguns povos indígenas lutam por mais autonomia, tentando conquistar, com a comercialização de seus produtos e com o turismo, alternativas para diminuir a dependência dos recursos cada vez mais escassos da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Segundo especialistas consultados pela Agência Brasil, estes são alguns dos principais desafios a serem lembrados neste 19 de abril – o Dia do Índio.
Para serem bem-sucedidos, nessa empreitada visando a venda de suas produções e a exploração dos recursos naturais das terras indígenas (TIs), os povos indígenas têm como desafio buscar maior representatividade no Congresso Nacional, uma vez que cabe ao Legislativo Federal criar políticas específicas que deem segurança jurídica para que eles consigam o desenvolvimento financeiro do qual sempre foram excluídos.
Sustentabilidade
Alguns povos indígenas que tiveram suas terras homologadas têm conseguido bons resultados por meio da comercialização de seus produtos. Levantamento apresentado pelo Instituto Socioambiental (ISA) aponta que, somente na safra 2017/2018, índios da etnia Kaiapó do Pará obtiveram cerca de R$ 1 milhão com a venda de 200 toneladas de castanha. Outros R$ 39 mil foram obtidos com a venda de sementes de cumaru, planta utilizada para a fabricação de medicamentos, aromas, bem como para indústria madeireira.
A castanha rendeu aos Xipaya e Kuruaya, no Pará, R$ 450 mil, dinheiro obtido com a venda de 90 toneladas do produto. Cerca de 6 mil peças de artesanato oriundo das Terras Indígenas do Alto e do Médio Rio Negro renderam R$ 250 mil aos índios da região. Já os indígenas da TI Yanomami (Roraima e Amazonas) tiveram uma receita de R$ 77 mil com a venda de 253 quilos de cogumelos.
Os exemplos de produções financeiramente bem-sucedidas abrangem também os Baniwa (AM), que venderam 2.183 potes de pimenta, que renderam R$ 46,3 mil. As 16 etnias que vivem no Parque do Xingu obtiveram R$ 28,5 mil com a venda de 459 quilos de mel.
Autonomia
O presidente da Funai, general Franklimberg Ribeiro Freitas, disse que cabe aos indígenas a escolha do modelo de desenvolvimento a ser adotado. “A Funai deve apoiá-los para atingir seus objetivos”, afirmou. “Em diversas regiões, os índios estão produzindo visando à comercialização de seus produtos ou mesmo serviços, como o turismo ecológico. Essas experiências mostram que a extração sustentável, a comercialização de produtos e o turismo podem ajudar a ampliar o desenvolvimento das Terras Indígenas”, disse o presidente do órgão indigenista.
Franklimberg destacou que entre as etnias que produzem e avançam na comercialização de produtos e serviços estão os Kaiapós do Pará.  “Eles produzem toneladas de castanha e agora reivindicam máquinas para beneficiar o produto”, ressaltou. “Há também o cultivo e a venda de camarão, pelos Potiguara da Paraíba, que está bastante avançada. Tem até a lavoura de soja dos Pareci, no Mato Grosso”.
O presidente da Funai acrescentou ainda que: “No caso do minério e dos recursos hídricos, é preciso ainda normatizar e regulamentar essas atividades, o que cabe ao Congresso Nacional fazer”.
Congresso Nacional
Para o antropólogo e professor da Universidade de Brasília Stephen Baines, os indígenas são preteridos na relação com os empresários e donos de terras. “Há uma desproporção absurda no Legislativo brasileiro a favor daqueles que querem o retrocesso dos direitos dos povos indígenas, previstos na Constituição de 1988 e na legislação internacional”, disse à Agência Brasil.
“Temos atualmente um Congresso Nacional extremamente conservador que representa – por meio de parlamentares ligados à bancada ruralista, ao agronegócio, às empresas de mineração e aos consórcios de mineração e de usinas hidrelétricas – a maior ameaça e o maior ataque aos direitos dos povos indígenas", afirmou o antropólogo.
Segundo Baines, é difícil para os índios planejar grandes voos do ponto de vista de recursos, sem que, antes, seja resolvida a questão da gestão territorial, o que inclui a segurança jurídica que só é possível a eles após terem suas terras demarcadas e homologadas.
“É fundamental que se tenha respeito pelos índios e pela sua forma de viver e produzir. Para tanto, é necessária a efetivação dos direitos previstos tanto na Constituição como pelas convenções internacionais”, disse Baines citando convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos dos povos indígenas.
Violência
Stephen Baines afirmou que a violência contra os índios ainda é intensa em várias comunidades, como nos estados do Pará, Mato Grosso e Roraima. “Há muitas ameaças contra os índios, feitas por latifundiários, empresas e pelos capangas, que matam lideranças locais que lutam pelos seus direitos. Quer saber onde os índios correm mais riscos? Basta olhar para as terras indígenas que estão próximas a latifúndios”, disse.
Baines citou como exemplo o ocorrido na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR), onde fazendeiros que vieram de outras regiões se instalaram. “Eles invadiram as áreas indígenas para desenvolver produção industrial de arroz. Para expulsar os índios da região, usavam capangas. Até indígenas foram pagos por eles para intimidar as lideranças”, afirmou.  “Atualmente, muitos daqueles invasores são atualmente influentes políticos locais e federais e, com a ajuda da mídia, passam a falsa ideia de que há muita miséria entre os indígenas. Os indígenas negam isso, mas não conseguem espaço na mídia para desmentir a história falsa.”
O deputado Nilson Leitão (MT), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária e líder do PSDB na Câmara,  disse que "nenhum projeto" aprovado pelo Congresso Nacional traz prejuízos aos interesses dos indígenas. "Pode ir contra o interesse de intermediários, interventores ou organizações sociais, que dizem trabalhar para o índio. Nenhum deputado que eu conheço, que defenda o setor produtivo, trabalha contra o índio", disse.
Nilson Leitão afirmou que o "verdadeiro parceiro do índio são os produtores". "[Indígenas e produtores] são vizinhos, moram na mesma localidade, têm as mesmas peculiaridades e colaboram um com o outro. Não existe conflito entre eles a não ser aqueles provocados por organizações sociais", disse.
Marco temporal
O antropólogo alertou sobre "marco temporal", medida que divide opiniões, busca produzir a área das terras indígenas, colocando como referência para as demarcações as terras que estavam ocupadas na época em que a Constituição foi promulgada [1988], ou seja, quando os "indígenas foram removidos e expulsos de suas terras em todo o Brasil”.
Neste cenário, as manifestações indígenas ganharam mais força, como o caso do Acampamento Terra Livre, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Formado em 2004, é a maior mobilização de povos indígenas do país. Em 2017, mais de 3 mil indígenas de 200 povos participaram da manifestação em Brasília.
No próximo dia 23, haverá a 15ª edição da mobilização, em Brasília, em defesa da manutenção e efetivação dos diretos dos povos indígenas.
Mais demandas
Os diversos grupos indígenas apelam por mais mecanismos de segurança jurídica para o desenvolvimento e comercialização de seus produtos. “A segurança jurídica não pode ficar restrita a grandes grupos econômicos. Além de ter seus direitos respeitados e a liberdade para explorar as terras como acharem melhor, os indígenas precisam também de incentivos para produzir, respeitando seus próprios modos de produção”, argumentou Stephen Baines
Segundo o antropólogo, o conhecimento tradicional sobre a relação com o ambiente faz parte dos produtos indígenas e, ao mesmo tempo, valoriza a questão ambiental. “Não há dúvida de que o fato de serem feitos por indígenas dá ao produto um diferencial, por serem ecologicamente seguros. Inclusive há lojas na Europa muitas lojas que vendem produtos industrializados como sendo indígenas. Alguns até usam uma pequena quantidade de óleo de castanha kaiapó para associar a imagem do produto à ideia de produção sustentável em suas campanhas de marketing”.
Em menor escala, a forma de produção indígena é bastante diferente da exploração industrial, que, segundo ele, é desastrosa e provoca impactos ambientais irreversíveis. “Quando eles optam pela mineração, eles o fazem por meio de uma maneira própria de garimpagem em pequena escala. Extraem somente o necessário, pensando nas gerações futuras. Não querem empresas porque sabem que elas tiram tudo de uma vez, não deixando nada para o futuro”.
Para Baines, é importante a adoção de cotas indígenas no ensino superior, como fez de forma pioneira a Universidade de Brasília (UnB). Em 2017, havia 67 alunos indígenas de 15 povos. Destes, 42 faziam graduação e 25 pós-graduação.
Política
O assessor parlamentar da Funai Sebastião Terena disse que as lideranças indígenas têm trabalhado também para ampliar a representatividade de índios na política brasileira nas eleições de 2018, em especial no Congresso Nacional. As dificuldades, no entanto, não são poucas. Na história do Parlamento brasileiro, o único indígena eleito foi Mário Juruna, em 1982, para a Câmara dos Deputados.
Pelos dados de Terena, há apenas 117 vereadores indígenas cumprindo mandato em 25 unidades federativas, além de quatro prefeitos e um vice-prefeito. “Apesar da falta de recursos e de infraestrutura, pela primeira vez teremos pré-candidatos indígenas em pelo menos 10 estados e no Distrito Federal”, disse Terena. A definição dessas candidaturas deve ocorrer em julho.
O antropólogo Stephen Baines lamenta que “apenas uma pequena minoria de parlamentares luta pelos direitos indígenas”. “Em parte, isso se explica porque muito do dinheiro do agronegócio e das empresas e consórcios acaba sendo usado em campanhas eleitorais das bancadas contrárias aos povos indígenas. E muito provavelmente parte do financiamento vantajoso que é direcionado ao agronegócio acaba servindo também para financiar as campanhas dessa bancada que faz de tudo para inviabilizar candidaturas indígenas”, acrescentou.
Na avaliação de Baines, a data de hoje – Dia do Índio – é importante não só para o protagonismo indígena, mas também para chamar a atenção das pessoas interessadas na defesa dos direitos indígenas.

MINISTROS DA AMÉRICA LATINA PRETENDEM AJUDAR A VENEZUELA SE MADURO SAIR


Ministros de 16 países pretendem trabalhar em conjunto sobre Venezuela

Estadão Conteúdo







Ministros de Finanças de diversos países da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa concordaram em trabalhar em conjunto para localizar e confiscar produtos de corrupção de membros do governo da Venezuela, disseram dois funcionários do Departamento do Tesouro dos EUA nesta quinta-feira.

A decisão foi tomada durante reunião em Washington no início do dia, onde autoridades financeiras de 16 países também discutiram maneiras de fornecer assistência econômica e humanitária à Venezuela, incluindo o alívio da dívida, caso o presidente Nicolás Maduro seja substituído por um governo considerado legítimo e comprometido com a reforma econômica. Autoridades da França, Reino Unido, Alemanha, Japão e de todas as principais nações latino-americanas, incluindo o Brasil, participaram da reunião, que ocorreu ao mesmo tempo que o encontro de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O FMI prevê que a economia venezuelana irá encolher 15% neste ano, prolongando pelo quinto ano consecutivo uma recessão que já superou em tamanho a crise de 1929 dos EUA. A inflação neste ano deve subir para quase 14.000%. "Ações concretas são necessárias para restringir a capacidade de autoridades corruptas venezuelanas e suas redes de apoio de abusarem do sistema financeiro internacional", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em um comunicado após a reunião. No entanto, ele não deu detalhes sobre as ações acordadas.

Os dois funcionários do Tesouro americano disseram que uma apresentação conjunta da Colômbia e dos EUA descreveu como as principais autoridades venezuelanas, operando por meio de empresas de fachada, absorveram até 70% do financiamento para o programa de Maduro que alivia a fome com o uso de contratos sem licitação, sobrefaturamento e com revenda no mercado negro de caixas de alimentos montadas no México. Uma parte da apresentação mapeou detalhadamente uma rede de Hong Kong e envolveu 30 companhias de fachada espalhadas por quatro continentes, disseram as autoridades.

Maduro rejeitou consistentemente as ofertas de assistência humanitária dos EUA, considerando-as uma tentativa velada de desestabilizar seu governo. Ele também culpa as sanções financeiras impostas pelo governo de Donald Trump para forçar sua administração a atrasar o pagamento de seus títulos e a exacerbar os problemas econômicos.

De acordo com as autoridades do Tesouro dos EUA, o objetivo do rastreamento de corrupção da Venezuela é aproveitar e, eventualmente, devolver o dinheiro roubado ao povo venezuelano em um cenário pós-Maduro. Eles disseram que os participantes também concordaram em evitar que o governo da Venezuela liquide os preços valiosos de ativos no exterior, como refinarias de petróleo e a companhia Citgo, em Houston, em busca de dinheiro, o que prolongaria o poder do governo.

Maduro busca ser reeleito no mês que vem, em uma votação boicotada pela oposição e que os EUA e a União Europeia condenaram como uma farsa porque diversos críticos do governo foram proibidos de concorrer. À medida que a economia da Venezuela continua a sofrer, o governo e a gigante petrolífera estatal PdVSA deixaram de pagar suas dívidas. Qualquer programa de resgate ao país rico em petróleo exigiria apoio internacional de longo prazo e envolveria um considerável alívio da dívida, disseram as duas autoridades americanas.

Em contraste, eles afirmaram que tanto os credores privados quanto os credores públicos que continuam emprestando a Maduro correm o risco de ter seus empréstimos desqualificados devido à falta de aprovação da Assembleia Nacional, controlada pela oposição, que os EUA e outros países consideram a última instituição democrática em solo venezuelano.

"Olhando adiante, os participantes reconheceram que um governo na Venezuela que garanta o apoio da região, e esteja preparado para promulgar políticas econômicas a fim de recuperar a prosperidade do país para seu povo, receberia o apoio da comunidade financeira internacional", pontuou o comunicado de Mnuchin. Fonte: Associated Press.

UNIÃO EUROPEIA NÃO VAI IMPORTAR MAIS CARNE DE FRANCO DO BRASIL


União Europeia veta importação de carne de frango de 20 frigoríficos do País

Estadão Conteúdo










Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a UE representa cerca de 11% da receita de exportações de carne de frango do País, com US$ 770 milhões ante um total de US$ 7,1 bilhões em 2017

Os Estados-membros da União Europeia decidiram nessa quinta-feira (19), por unanimidade, descredenciar 20 unidades brasileiras exportadoras de carne, principalmente de ave, para o bloco. Em nota, a Comissão de Saúde e Segurança Alimentar da UE afirmou que a medida foi adotada em função de "deficiências detectadas no sistema de controle oficial brasileiro". A decisão começará a valer 15 dias após publicação oficial.

Até a noite de quinta, não havia ainda confirmação oficial das empresas envolvidas, mas o Broadcast Agro teve acesso a um rascunho da lista com as prováveis 20 unidades, de nove empresas, que devem sofrer sanções. No rol estão 11 unidades da BRF, mais a sua subsidiária SHB, e oito de cooperativas e agroindústrias: Copacol, Copagril, Zanchetta, São Salvador, Bello Alimentos, Coopavel, Avenorte Avícola Cianorte e LAR Cooperativa.

Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a UE representa cerca de 11% da receita de exportações de carne de frango do País, com US$ 770 milhões ante um total de US$ 7,1 bilhões em 2017. Nas estimativas do governo, a suspensão corresponde a uma parcela de 30% e 35% do que o Brasil exporta para o mercado europeu, ou US$ 230 milhões a US$ 270 milhões anuais.

Impacto

Em visita a Campo Mourão, no Paraná, o ministro da Agricultura Blairo Maggi afirmou que as companhias terão de buscar outros mercados enquanto os procedimentos de reabertura para a UE terão de ser feitos. "Temos um problema que não é o fim do mundo, e as empresas têm capacidade de superar", disse o ministro. Maggi afirmou que, apesar de o Ministério da Agricultura ser um "órgão regulador", a Pasta poderá auxiliar as companhias que tiverem dificuldades financeiras com uma intermediação junto a bancos.

O ministro explicou que, após a suspensão, o processo de reabertura recomeça "o mais breve possível", com a elaboração de um plano de contingência e a solicitação de uma nova missão da UE para auditorias nas plantas suspensas. Técnicos da Pasta calculam que a retomada do mercado demorará mais de um ano.

Maggi confirmou também que o Brasil vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas impostas pela UE para que a carne de frango salgada entre no bloco econômico com um rigor sanitário menor. "Estamos sendo penalizados, pois há uma proteção por parte de saúde (com o veto) que a gente põe uma interrogação, e uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar e quer brigar", afirmou.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a suspensão é "infundada", porque se trata de uma "medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública".

Para a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Ligia Dutra, o maior perigo é o de outros países aderirem à medida. "O grande impacto seria um efeito cascata, já que exportamos para 160 mercados. A medida da União Europeia afeta a credibilidade do setor e temos que cuidar para reverter isso e manter a confiança do nosso importador." Ela defende que o Brasil adote medidas semelhantes às praticadas pelos europeus.

Respostas

Em nota, a BRF afirmou que acredita que a decisão da UE "não foi baseada em questões sanitárias, mas pautada em motivações políticas e de proteção de seu mercado local". Segundo a empresa, a medida "evidencia uma barreira comercial, que não impacta apenas a BRF, mas a balança comercial brasileira". Como não foi informada oficialmente, a empresa disse que não podia afirmar quais unidades foram contempladas e que vai procurar seus direitos perante os órgãos responsáveis europeus.

Procuradas, Zanchetta e Copagril afirmaram que vão se pronunciar apenas após a confirmação oficial. Avenorte e Coopavel não comentaram. As outras empresas não responderam os pedidos de entrevista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

COLUNA ESPLANDA DO DIA 20/04/2018


Segunda instância

Coluna Esplanada - Leandro Mazzini 










A depender dos juízes federais, a classe é abertamente a favor da prisão imediata para condenados em segunda instância. O juiz Fernando Mendes, eleito novo presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), frisa que o Supremo Tribunal Federal, ao cravar a jurisprudência em 2016, apenas restabeleceu o que vigorou por 21 anos na própria Corte: “De 1988 a 2009, o STF admitia a prisão em segunda instância”. A importância do tema não envolve apenas o sentimento de impunidade para casos de corrupção na política - e para o caso do ex-presidente Lula da Silva, preso em Curitiba. Mendes lembrou os criminosos de contrabando, tráfico de drogas e armas, que, com respaldo dos trâmites até última instância, continuam livres para operar no crime.
COMENTÁRIO: Os presos em 2ª instância se não forem políticos,  ficam presos definitivamente, os políticos e empresários corruptos, inicialmente ficam presos e agora foi instituída a “prisão domiciliar humanitária” que vai beneficiar quase todos eles, pois, basta ficar doente ou fingir-se doente e apresentar um atestado médico que terá esse benefício. O Sr Paulo Maluf, corrupto de longa data, conseguiu esse benefício ontem concedido pelo STF. Chamo essa prisão de “soltura humanitária”.


Data Venia 
As declarações de Mendes foram feitas em palestra para jornalistas de 40 veículos do Brasil e 4 países do Mercosul, em Foz do Iguaçu, no seminário promovido ETCO e pelo ENECOB - Encontro Nacional de editores, Colunistas, Repórteres e Blogueiros.

Marielle
A investigação da desembargadora Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) Marília Castro Neves, que divulgou nas redes sociais falsas notícias sobre a vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), se arrasta no Conselho Nacional de Justiça. </CW>

Sem Previsão 
À Coluna, assessoria do CNJ posiciona que o prazo para manifestação da magistrada já se esgotou: “Entretanto, por estarem em segredo de justiça, não é possível obter mais informações a respeito da tramitação”.

Redes Sociais 
A Coluna também indagou o CNJ se algum magistrado fora punido por manifestações nas redes sociais. Sem resposta até o fechamento desta edição.

Impeachment 
O pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer, protocolado pelo senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), será apenas mais um na lista de inúmeros outros (mais de 15) que sequer foram analisados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Apadrinhado
Apadrinhado por caciques do MDB, entre eles o senador Eduardo Braga (AM), Adalberto Tokarski foi indicado pelo Planalto para diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A nomeação foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Ele terá que passar por sabatina no Senado antes de assumir o cargo.

Cabotagem 
Tokarski já exerceu cargo de diretor-geral da Antaq. No ano passado, disse ao Ministério Público, em investigação sobre cartel na cabotagem, que gerentes e diretores da agência tiveram atitudes que podem ser interpretadas como “abusivas e prejudiciais” a uma empresa de navegação (Posidonia Shipping).

Teste de Fidelidade 
Líderes capachos do Palácio do Planalto sondam colegas para saber como anda o nível de fidelidade ao Governo. A movimentação de bastidor se deve ao iminente envio, à Câmara, da terceira denúncia contra Temer pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Roubo Legalizado
Senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), presidente da CPI dos Castões de Crédito, define como “roubo legalizado” as taxas cobradas pelas operadoras. “Vamos colocar um freio de arrumação nisso”, diz.

Guerra
Uma guerra em Foz do Iguaçu entre taxistas e uberistas. O uber na cidade está operando sob liminar - para dois motoristas apenas - numa cidade de 250 mil habitantes e com alto potencial turístico.

Venda de Vagas 
A chegada do Uber em Foz do Iguaçu enterrou um mercado milionário de venda de vagas de ponto de táxi no aeroporto da cidade. Há poucos anos uma vaga custava inacreditáveis R$ 700 mil. Hoje há ainda taxista oferecendo uma por R$ 300 mil.

Bolsa Família 
A PUC-Rio está lançando e-book “O Desenvolvimento Que Queremos: Bolsa Família como Aprendizado para uma Nova Agenda”. O download é gratuito (http://www.puc-rio.br/).

Desenvolvimento
Organizado pelos professores Isabel Rocha de Siqueira e Paulo Esteves, do Instituto de Relações Internacionais, e-book reúne opiniões com diferentes e divergentes pontos de vista sobre a construção do desenvolvimento do Brasil.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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