sexta-feira, 13 de abril de 2018

A VIOLÊNCIA CAMPEIA PELO PAÍS - NECESSÁRIO PUNIR OS CULPADOS


Um apelo nacional

Manoel Hygino 








Prudência mais do que nunca. Eis o de que se precisa nesta hora em que os ânimos se exaltam nos meios políticos e em que, mesmo usando terminologia respeitosa, demonstram estranheza entre si os próprios ministros da Suprema Corte de Justiça do país.
Por mais que se queira amenizar seu estado de espírito, o cidadão deste país, o nosso país, acha-se perturbado pela sucessão de episódios que estigmatizam o período que atravessamos, sem previsão de fim.
A desconfiança em torno dos homens que deveriam zelar, orientar e conduzir, no âmbito dos poderes da República, os destinos nacionais, se generaliza perversamente, embora os sinais positivos na economia. Não se poderá perder a oportunidade de corresponder aos horizontes favoráveis.
Da situação, que se me afigura preocupante, se utilizam os aproveitadores de todas as horas e ocasiões, não simplesmente os instalados em gabinetes oficiais. As sucessivas rebeliões nos presídios são apenas um sintoma do clima instalado no país, mesmo com a evidente diligência de setores oficiais, prevenindo-se contra a ação dos fora da lei em nossas estradas e nas vias urbanas. Sofremos em permanente estado de medo, inclusive pela atuação incessante do chamado “novo cangaço”.
Servem-se da situação os participantes de movimentos engajados na criminosa missão de tentar desestabilizar o que já se encontra abalado: o fechamento de ruas e rodovias, impedindo a livre circulação de pessoas, até em sua ida e vinda do cotidiano; a reincidência em ocorrências graves como as que, pelas chamas, tiram de circulação coletivos indispensáveis à locomoção das pessoas – sejam trabalhadores ou estudantes. Acalora-se o momento, por mais que se peça serenidade.
Até quando o povo do Brasil suportará o fragor da ameaça insistente, não se pode saber. Como não se sabe, efetivamente, como se conseguirá devolver paz à sociedade brasileira, violentada pela sequência interminável de escândalos nas altas esferas da República, como jamais, em tempo algum, antes se vira e se pudera medir.
Há de se extrair das entranhas dos dicionários o significado e sentido de palavras pouco usadas mais recentemente: dignidade, moral, honestidade, decoro, patriotismo enfim. Elas não podem permanecer como meros registros nos léxicos, com acepções se tornando crescentemente esquecidas da prática, aqui e agora. É dever inalienável e intransferível a adesão a essa mobilização, pessoal e geral, pelo bem da nação. O futuro está em nossas próprias mãos.
Palavras, palavras, palavras, reclamava Shakespeare da verborragia insistente, sem amparo e sustentação em ações efetivas.
Sei que se tornou extremamente difícil encerrar esse período de facúndia abundante e estéril. Há muito a se construir em um país tão extenso e que pode ser fecundo em felicidade para um povo que continua sofrendo, mas esperando. A responsabilidade dos que detêm algum tipo de poder é essencial. Os cidadãos estão alertas e a História registrará, fazendo justiça a quem merecer.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

FACEBOOK VAI EVITAR PROBLEMAS DE ESPIONAGEM NAS ELEIÇÕES DO BRASIL


Quero evitar problemas em eleições, entre elas no Brasil, diz Zuckerberg

Estadão Conteúdo








O executivo afirmou que houve um erro no episódio da Cambridge Analytica e pediu desculpas


O executivo-chefe (CEO) do Facebook, Mark Zuckerberg, reafirmou nesta quarta-feira (11), durante depoimento no Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que sua companhia não vende dados dos usuários. Zuckerberg foi questionado pelo fato de a britânica Cambridge Analytica, que trabalhou na campanha à presidência de Donald Trump, ter acessado dados de dezenas de milhões de usuários da rede social. Ele também comentou que pretende atuar para evitar problemas de eventuais interferências indevidas em eleições neste ano, citando entre os exemplos a do Brasil.

O executivo afirmou que houve um erro no episódio da Cambridge Analytica e pediu desculpas. "Comecei o Facebook e no fim das contas sou o responsável", disse aos deputados. Segundo ele, a rede social tem trabalhado para apurar o que ocorreu exatamente e para evitar problemas do tipo. "Não fizemos o suficiente para evitar que nossas ferramentas fossem usadas para o mal", admitiu, prometendo melhorias.

De acordo com Zuckerberg, será apurado o episódio e todos serão informados sobre a atuação da Cambridge Analytica. Ele afirmou que a empresa britânica obteve informações que em geral as pessoas tornam públicas na rede, como nomes e fotos. O CEO da rede social disse que outros aplicativos são avaliados, para se apurar problemas similares.

O executivo disse ainda que considera o Facebook uma "empresa de tecnologia", apesar de ter vínculos com outros negócios, como mídia ou serviços financeiros.

OS GRUPOS PODEROSOS QUE DOMINAM A POLÍTICA BRASILEIRA TEM QUE SER ELIMINADOS - PRISÃO NELES


Raquel Dodge pede a manutenção da prisão do ex-ministro Antonio Palocci

Estadão Conteúdo








De acordo com Raquel, Palocci é um "homem poderoso, com conexão com homens poderosos, e, caso seja concedido o habeas corpus e ele seja liberado, pode influenciar no andamento da ação penal"

Em sua fala na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julga nesta quarta-feira (11), o pedido de liberdade de Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu a manutenção da prisão preventiva do petista. "Peço o não conhecimento do habeas corpus, mas, se ultrapassada a questão preliminar, que a ordem seja denegada", afirmou a chefe do Ministério Público Federal.

De acordo com Raquel, Palocci é um "homem poderoso, com conexão com homens poderosos, e, caso seja concedido o habeas corpus e ele seja liberado, pode influenciar no andamento da ação penal". A procuradora-geral defende a manutenção da prisão preventiva "para manter a ordem pública, para fazer cessar a prática do crime de lavagem de dinheiro para a aplicação da lei penal". Ela destaca, ainda, que a prisão preventiva serve também para interromper a prática de crimes.

A prisão preventiva de Palocci foi decretada nove meses antes da condenação em primeira instância. O juiz Sérgio Moro sentenciou o ex-ministro a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Seu caso ainda não foi julgado em segunda instância.

"A culpa do réu foi, portanto, confirmada. Mas havia também o perigo de o condenado continuar a lavar dinheiro", afirmou Raquel. A procuradora-geral cita que entre janeiro de 2013 e março de 2017, mesmo depois de preso, o petista aplicou R$ 7,6 milhões, com resgate posterior, e transferiu R$ 415 mil para o plano de Previdência privada de sua família.

VOCÊ É SUPERSTICIOSO?


Por que somos tão supersticiosos?

Simone Demolinari 







Se estamos prestes a receber uma boa notícia tentamos manter sigilo temendo “olho gordo”. Se pensamos em algo que remete ao azar, batemos na madeira para isolar o mal. Se falamos na possibilidade de ocorrer uma tragédia, logo dizemos: “vira essa boca pra lá”.
Além disso, muitas pessoas evitam passar debaixo de uma escada, evitam o número treze, gostam de pisar com o pé direito, jogar moeda numa fonte e fazer um pedido. Há também alguns objetos inicialmente neutros, mas que ganham status de poder: olho grego, figa, ferradura, elefante, pé de coelho, uns para dar sorte, outros para evitar mau olhado.
A lista de superstição é grande. No futebol então, nem se fala. Até aqueles que dizem não acreditar, quando se trata do time preferido, acabam caindo nas crendices.
E isso não é coisa só da nossa cultura. A superstição está espalhada por todo lado. Na França, por exemplo, as pessoas acreditam que colocar um pão de cabeça para baixo traz azar e infelicidade para família. Nos Estados Unidos, os recém-casados costumam guardar a parte de cima do bolo no congelador para comê-lo um ano após o casamento. No México, parte da população acredita que, se você derrubar uma tortilha, vai ter que conversar por longas horas com uma pessoa chata e muitos europeus também carregam avelãs no bolso para evitar o envelhecimento precoce.
Os relatos podem parecer exagerados ou até uma bobagem, mas o fato é que as superstições existem há séculos e dificilmente irão acabar. Isso porque elas estão sustentadas por duas forças muito poderosas: a fragilidade humana e o desejo de controle.
Por mais que nos percebemos fortes, temos que lidar com algumas fragilidades inerentes à nossa existência, como por exemplo os medos que permeiam o campo da doença, amor e dinheiro. Nos sentimos tão inseguros que tentamos, de alguma forma, atenuar esse sentimento através de alguma ação, nem sempre concreta. Não é a toa que muitas pessoas quando recebem um diagnostico de doença grave, dão logo um jeito de fazer uma “promessa” em troca da cura.
No amor não é diferente, tudo que possa fornecer o mínimo de garantia, é bem vindo. Vale lembrar dos “cadeados do amor eterno” espalhados pela cidade de Paris. Reza a lenda que se colocar um cadeado, com os nomes gravados, nas grades da ponte e jogar a chave no rio Sena, os amantes estarão unidos em compromisso eterno.
A única forma de quebrar o pacto é encontrar a chave do cadeado no rio e destrancá-lo, ou seja, sem chance de reversão. A superstição ganhou tantos adeptos que a ponte não aguentou o peso e caiu no rio juntamente com os cadeados. Os amantes adoraram, pois se sentiram mais amarrados ainda.
A fragilidade humana atrelada ao desejo de controle, faz com que o indivíduo não só acredite em superstição, como também pague quantias exorbitantes a videntes na tentativa de obter informações privilegiadas sobre o futuro.
A verdade é que não suportamos a ideia de não termos controle total sobre nossa vida.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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