terça-feira, 3 de abril de 2018

A JUSTIÇA BRASILEIRA - PARA UNS É CEGA - PARA OUTROS FAZ VISTA-GROSSA


A hora da Justiça

Manoel Hygino 







O dito pelo não dito. Assim estamos vivendo o Brasil presentemente, mesmo se sabendo que esta não é a melhor prática nos campos administrativo ou jurídico, social também, sendo imperativo dar vigência às decisões. Evidentemente se há de dar velocidade à tramitação de processos na Justiça, mas há casos recentes em que providências determinadas pela própria autoridade judiciária são quase imediatamente revogadas. É o caso de pessoas ligadas ao presidente da República, alvo de investigações da Polícia Federal, presas e horas depois liberadas. O mesmo ministro do STF que os encaminhara à prisão os soltara, atendendo à Procuradoria-Geral.
O assunto rende. Dias antes, o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, informara que a investigação sobre o Decreto dos Portos, beneficiando um grupo poderoso, seria arquivada por falta de provas. A declaração causou repercussão, inclusive no âmbito do organismo federal. Um grupo de delegados oficiou ao diretor do Combate ao Crime Organizado, Eugênio Ricas, com uma advertência: se houvesse interferência na apuração ou que qualquer outra, se acionaria o Supremo pedindo medidas cabíveis contra o titular do cargo. Este acabou exonerado, com garantia de algo melhor, em outra área, na Europa.
Mas o Brasil acompanha os fatos e sabe que a situação não ficou equacionada, nem o será a curto ou médio prazos. Muita água ainda correrá sob a ponte. Lembro a propósito o que lera a respeito, não sei exatamente onde nem quando. Os julgamentos da magistratura, em uma grande maioria, estão sujeitos a recurso. Já a Constituição, quando falou do júri, usou o termo “soberano”, significando o último poder, sobre o qual não há ou haveria outro.
A jurisprudência, contudo, mudou o espírito da Constituição e permitiu recurso para instância superior. Eliminou-se, assim, a vontade do povo e transformou em recorríveis as decisões soberanas do júri. Mal terminado um julgamento, só se fala em recurso, via de regra: Ministério Público para aumentar a pena, dos advogados para pleitear nulidade. De tudo se recorre de modo que nada é decisivo e definitivo, sequer duradouro. O Judiciário perde autoridade.
Não se alegará que o réu tem direito a defesa. Claro que tem, tanto que pode exercê-la amplamente no correr do processo e sessão do próprio júri, sob testemunho dos representantes dos cidadãos, da imprensa e da sociedade.
Isso no caso do crime comum, se todos não o fossem, em última análise. Nas demais questões, para as formais, há embargos declaratórios, que o magistrado pode decidir com representantes do Ministério Público e da OAB. Pelos fatos descritos, sem mencionar nomes, pode-se verificar a necessidade de dar efetividade às decisões judiciais, sem cercear a defesa do réu.
Há corrente vigorosa que julga imprescindível se encontrarem meios e modos de colocar a Justiça sob controle do povo. Do outro lado, existem aqueles que acham que o povo não sabe escolher, como tem acontecido em nosso degradado sistema político. De toda maneira, há de se buscarem vias para transitar com clareza, presteza e dignidade, sem levantar suspeitas de que o Judiciário claudica, tergiversa, atrase ou acelere decisões.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 03/04/2018


Pró-Lula, pró-Ficha

Coluna Esplanada - Leandro Mazzini






Nas entranhas dos Poderes, o acordo é livrar Lula da Silva da prisão amanhã, no habeas corpus cujo mérito será julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. Mas há um preço: ele não deve ter liminar no Tribunal Superior Eleitoral para disputar a eleição. Em suma: sai o HC, mas não cai a Ficha Limpa. Com a condenação confirmada pelo TRF 4 em 2ª instância, Lula está fora das urnas. Porém, o eventual HC para Lula não beneficia apenas a ele e coloca o STF na mira do povo. Abre caminho para livrar da cadeia penca de políticos enrolados com a "Lava Jato". Com a palavra, as excelências.
Precedente
Não é de hoje que os Poderes fazem acordão de interesses partidários. Foi caso do impeachment de Dilma no Senado. Ela perdeu o poder, mas manteve direitos políticos.
Memorial da Corte
Marco Aurélio é primo de Collor; Gilmar e Toffoli foram AGU de FHC e Lula, respectivamente. Alexandre de Moraes entrou com bênçãos de Aécio Neves.
Ou seja
Com exceção de Fernando Henrique, os outros políticos estão na mira do STF e na rota do camburão.
EXTRA
Barroso & TCE-RO Convidado para palestra pelo Tribunal de Contas de Rondônia, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, é relator na Corte de ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) nº 3889 na qual o TCE é parte intimada na ação protocolada pelo Governo do Estado. A ação versa, em suma, sobre retenção de IR na folha de pagamento.
A conferir
A palestra também inclui valores negociados com a Supercia Capacitação e Marketing. Extrato de dispensa de licitação ( nº 17/2018 ) publicado no D.O. do mostra que a Supercia cobrou de R$ 46,8 mil sobre serviços referentes a uma hora aula do ministro. Barroso jura que não sabia de valores. Ainda não conseguimos contato para responder sobre se ele se coloca sob suspeição na ADI caso aceite a palestra.
Opção Meirelles
Após revés do presidente Michel Temer, com a prisão de amigos e outro escândalo que atinge o Governo, cresceram as apostas em Henrique Meirelles como provável candidato do Planalto. Meirelles pode se lançar pelo seu PSD, com um vice do MDB.
Te cuida, Fachin
Além da "Lava Jato" no STF, o ministro Edson Fachin, que revelou ser alvo de ameaças, também relata as ações na Corte contra o fim do imposto sindical. Questão bilionária.
Patriotismo 
Às 22h de quinta, dia da operação que prendeu amigos de Michel Temer, policiais e delegados federais ainda se debruçavam sobre a papelada apreendida na sede em SP.
Integração..
De saída do comando do Ministério da Integração Nacional para disputar o governo do Pará em outubro, Helder Barbalho (MDB) direcionou mais de 60% da agenda para o Estado ao longo do mês de março.
..Em casa
Às vésperas de deixar o cargo, o qual assumiu em maio de 2016, Helder caprichou no envio de recursos para execução de obras, entrega de títulos de regularização fundiária e outros programas do Governo Federal, como Minha Casa Minha Vida.
Curto-circuito
Sindicatos fazem corpo-a-corpo para evitar que eletricitários entrem no Plano de Demissão Consensual da Eletrobras. “Os únicos que ganham com planos de demissões, que precarizam serviços e condições de trabalho, são acionistas que recebem dividendos”, diz o dirigente da Associação dos Empregados de Furnas, Felipe Araújo.
R$ 12 bi 
A Medida Provisória que autoriza a privatização da Eletrobras e de suas subsidiárias tramita atualmente em comissão especial no Congresso. O Governo espera arrecadar com a operação R$ 12,2 bilhões.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

HACKERS AGEM EM LOJAS DE DEPARTAMENTO NOS EUA


Hackers roubam dados de milhões de cartões nos EUA

Estadão Conteúdo








As redes de lojas de departamento nos Estados Unidos Saks Fifth Avenue e Lord & Taylor sofreram uma violação de segurança que comprometeu as informações pessoais e financeiras dos compradores. Os hackers roubaram informações de cinco milhões de cartões de crédito e de débito em poder das lojas e liberaram para venda em fóruns na internet, de acordo com um anúncio publicado domingo pelo Gêmeos Advisory LLC, uma firma de segurança cibernética de Nova York.

Um porta-voz da Hudson's Bay Co., proprietária das duas lojas de departamento, confirmou uma violação de segurança de dados envolvendo cartões de clientes da Saks Fifth Avenue, Saks Off 5 e da Lord & Taylor na América do Norte.

O porta-voz disse que não havia nenhuma indicação neste momento de que a violação havia afetado a sua operação de e-commerce, outras plataformas digitais como Gilt Groupe, ou outras bandeiras, incluindo a marca Hudson Bay no Canadá ou a Galeria Kaufhof na Alemanha.

"Nós identificamos a questão e tomamos medidas para contê-la", disse o porta-voz, acrescentando que a empresa está trabalhando em coordenação com as autoridades policiais. Os clientes receberão serviços gratuitos de proteção de identidade, incluindo monitoramento de crédito e não serão responsabilizados por cobranças fraudulentas, disse ele.

Até agora, 125 mil cartões que tinham sido usados na Saks ou na Lord & Taylor foram liberados para venda, de acordo com a Gemini Advisory, e alguns foram usados recentemente, no mês passado, segundo uma fonte.

O grupo por trás do roubo é conhecido como JokerStash Syndicate ou Fin 7. O incidente é o mais recente em uma série de roubos de informações que comprometeram os dados do consumidor. Quase 148 milhões de EUA consumidores tiveram informações pessoais roubadas, incluindo partes de sua carteira de motorista, como parte de uma violação no ano passado de dados da Equifax Inc., uma empresa de classificação de risco de crédito.

Em 2014, cerca de 70 milhões de pessoas tiveram seu nome, endereço ou número de telefone violados na Target Corp. Outros varejistas, incluindo a Home Depot Inc. e a Neiman Marcus Group Ltd., também sofreram com roubos.

STF RACHADO E DIVIDIDO - MAIS A FAVOR DE LULA DO QUE CONTRA


Discreta, Rosa Weber definirá destino de Lula

Estadão Conteúdo









Voto da ministra do Rosa Weber pode definir o julgamento

O julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF) e a ofensiva do petista para viabilizar a candidatura ao Palácio do Planalto lançarão os holofotes sobre a ministra Rosa Weber, uma figura discreta, avessa à exposição pública e que não tem o hábito de falar "fora dos autos" - a menos que se trate sobre o desempenho do Internacional nos gramados.
A aposta nos bastidores é a de que a ministra gaúcha definirá na próxima quarta-feira o resultado do julgamento do habeas corpus de Lula, diante de uma Corte rachada e desgastada perante a opinião pública. Em meados de agosto, Rosa assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comandando a Corte Eleitoral no momento crucial em que os registros de candidaturas presidenciais serão analisados.
Com a condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula está enquadrado como "ficha suja" e terá seu destino na eleição definido pelo plenário da Corte Eleitoral. O petista pode conseguir afastar a inelegibilidade caso consiga uma liminar favorável à sua candidatura.
Ao longo dos últimos cinco meses, a reportagem conversou com advogados, ministros e auxiliares, tanto do STF quanto do TSE, para traçar o perfil da ministra. Indicada em 2011 ao Supremo pela então presidente petista Dilma Rousseff para a vaga de Ellen Gracie, Rosa Weber não dá entrevistas e passou o feriado de Páscoa na terra natal, em Porto Alegre (RS), para visitar familiares. Por ser fechado e reservado, o gabinete da ministra ganhou o apelido de "Coreia do Norte" nos corredores da Suprema Corte.
Voto
Em outubro de 2016, a ministra votou contra a possibilidade de execução de pena, como a prisão, após condenação em segundo grau. "Se a Constituição no seu texto com clareza vincula o princípio da presunção de inocência ou da não culpabilidade a uma condenação transitada em julgado, eu não vejo como possa chegar a uma interpretação diversa", disse Rosa na ocasião. "Fico a pensar o tempo a escoar entre os nossos dedos e nós privarmos da liberdade alguém que não tem contra si um título penal transitado em julgado", completou a ministra.
Derrotada naquele julgamento, Rosa disse que continua a refletir sobre o tema, mas tem respeitado a jurisprudência do tribunal, favorável à possibilidade de prisão. Seu voto no julgamento do habeas corpus de Lula é considerado uma incógnita dentro do STF e já levou o Movimento Brasil Livre (MBL) a lançar uma campanha nas redes sociais para que a ministra "não nos decepcione" e rejeite o pedido do petista.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, exibida no último dia 26, o juiz federal Sérgio Moro destacou que tem um "apreço especial" por Rosa e pôde observar a "seriedade, a qualidade técnica da ministra", com quem já trabalhou no STF, durante o processo do mensalão. "Tenho expectativa de que esse precedente não vai ser alterado", disse Moro.
Avaliação
Rosa é considerada uma juíza à moda antiga, rigorosa - firme sem perder a doçura, nas palavras de um colega. "A ministra Rosa é um raio de sol. As eleições de 2018 não poderiam estar em melhores mãos", disse ao Estado o ministro Luís Roberto Barroso, que será vice-presidente do TSE durante as eleições.
Para a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, Rosa "dignifica o Judiciário com a sua capacidade de trabalho e o seu equilíbrio".
Dois outros ministros ouvidos pela reportagem sob a condição de anonimato, no entanto, lançam dúvidas sobre a capacidade de gestão da ministra, que comandará o TSE durante as próximas eleições, que prometem ser turbulentas. O gabinete de Rosa já está em contato permanente com o do atual presidente do TSE, ministro Luiz Fux, pra tratar da transição - em época de fake news (notícias falsas), encontrou um perfil falso com o nome da ministra no Facebook. A página acabou sendo denunciada, mesmo sem a identificação de postagens ofensivas.
Ao chegar para a sessão da Primeira Turma no dia 28 de novembro do ano passado, Rosa foi questionada pelo Estado se o assédio da imprensa a incomodava. "A imprensa cumpre o papel dela, eu só respondo se eu quiser, mas isso não me faz entender inoportuna a atuação. O repórter atua como ele tem de atuar. Eu respeito e admiro", respondeu a ministra, que tem um filho jornalista.
Placar
No dia 22 de março, data em que o Supremo daria uma liminar blindando Lula de prisão até a conclusão do julgamento do habeas corpus, Rosa chegou pelo tapete vermelho falando sobre placar - não do julgamento que começaria em instantes, mas da partida entre Grêmio e Internacional pelo Campeonato Gaúcho. "Perdemos. Quer dizer, ganhamos por 2 a 0, mas tínhamos perdido por 3 a 0. Não classificamos para a final."
A reportagem aproveitou a fala para lembrar que a "bola" do julgamento de Lula está com a ministra. Rosa deu uma risada de canto de boca e adiantou levemente o passo, mirando o elevador, deixando as reticências no ar.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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