terça-feira, 17 de outubro de 2017

PROLEMAS BRASILEIROS - DIFÍCEIS DE RESOLVER



              Ainda chuvas e trovoadas             

Manoel Hygino 









No dia 11, véspera das comemorações dos 300 anos da padroeira do Brasil, um extenso julgamento no Supremo Tribunal Federal decidiu que medidas cautelares judiciais contra parlamentares têm de ser confirmadas pelo Legislativo, se significarem comprometimento ao exercício do mandato. O resultado apertado, 5 a 5, com desempate pela presidente Cármen Lúcia, não constituiu certamente uma surpresa. Os ministros se esforçaram para demonstrar que os poderes são independentes, mas harmônicos, o que constituía, no fundo, quase o cerne da questão.
Foi uma sessão com posições expressas veementemente. Não se aprovou o argumento da ministra Rosa Weber e de outros ministros, segundo os quais submeter atos próprios do Judiciário a outro poder compromete o equilíbrio de harmonia. De todo modo, só aparentemente o importante capítulo do presente ciclo de arestas foi vencido, com o “finale” marcado para o dia 17, quando o caso Aécio será especificamente definido pelo Senado Federal, do qual se acha afastado. O panorama se me apresenta extremamente delicado, porque os ilustres membros da mais alta Corte do país não chegaram a bom termo nos entendimentos, a despeito da decisão de quinta-feira, prevendo-se proximamente chuvas e trovoadas.
Como nos encontramos evidentemente já pensando nas eleições do ano que vem, percebe-se a necessidade de medir os problemas e posicionamentos a partir desta perspectiva. Aqui e em qualquer outro lugar, cabe o direito de defesa aos acusados ou apontados em investigações incessantes, porque tampouco cessam os fatos delituosos. Mas não se pode admitir que só há inocentes não se sustenta, parece mais um jardim de infância em que todos querem benevolência da “tia” para suas traquinices”. Não é o que ora ocorre?
Acrescenta: “Admiro quem se dispõe a cuidar de tantos (cidadãos), disputando eleições e ocupando posições na estrutura de poder. São potencialmente capazes de fazer a diferença para muitos. Mas ninguém é obrigado a ocupar estas posições se não se sente preparado ou se teme se dobrar às tentações do caminho. Diferentemente da vida pessoal, onde se nos mantemos inocentes, sobrecarregamos poucos, incluindo aqueles que nos amam e que não suportam nos ver em dificuldade. O caminho do poder é um caminho árduo, de muitos testes e que não pode era trilhado com olhos inocentes simplesmente porque as consequências podem atingir milhões de outros”.
O articulista, por sinal, se espanta – como milhões de outros brasileiros – ao ler o noticiário e conhecer as investigações sobre este sistema de governo, com o qual aquiescemos, a partir de nossa própria inocência. O debate gira unicamente em torno da falta de provas, do desconhecimento de práticas tão antigas, inerentes ao próprio sistema. “Somos levados a criar torcidas como no futebol: escolher o lado e defendê-lo nas redes sociais”. Em resumo: “Me parece secundária a discussão sobrea qual o partido ou político deveria vir ocupar o posto de presidente. O essencial é que estamos sendo governados sob uma estrutura ineficiente para apoiar ações que precisaríamos implementar como seres humanos”. E defende: “Na minha visão, mais do que governos de esquerda ou direita, precisamos que o poder seja ocupado por quem possa sustentar a perspectiva do amor e do olhar para o bem-estar coletivo. Estou cansado desta discussão polarizada que apenas nos divide, opõe, mas não toca no essencial. Me recuso a compartilhar da inocência de qualquer sigla e de doar meu tempo para fomentar o ódio a qualquer das partes que se deixaram partir”.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

LÍDER CATALÃO - NÃO SOU CONTRA E NEM A FAVOR ANTES PELO CONTRÁRIO



Líder catalão não atende exigência de esclarecer declaração de independência

Estadão Conteúdo








Em plebiscito realizado no último dia 1º, a Catalunha votou por sua independência em relação à Espanha

O líder da Catalunha, Carles Puigdemont, falhou em esclarecer nesta segunda-feira se a região declarou ou não independência da Espanha na semana passada, contrariando uma exigência de Madri.

Em carta de quatro páginas endereçada ao primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, Puigdemont pediu hoje uma reunião "o mais breve possível" com o premiê para discutir a situação da Catalunha. Ele propôs ainda que o diálogo se estenda pelos próximos dois meses. Rajoy tem se recusado a iniciar conversações sobre a secessão da Catalunha, que, segundo ele, violaria a constituição espanhola.

Em plebiscito realizado no último dia 1º, a Catalunha votou por sua independência em relação à Espanha.

Na terça-feira (10), Puigdemont fez um discurso ambíguo em que primeiro declarou a independência da Catalunha e, em seguida, a suspendeu para oferecer ao governo espanhol a possibilidade de negociar a secessão da região, que fica no nordeste da Espanha e é a mais rica do país.

Rajoy havia dado um ultimato a Puigdemont até as 10h de hoje (pelo horário de Madri) para esclarecer se a independência foi ou não proclamada.

Ao falhar em elucidar a questão, o líder catalão terá agora até quinta-feira (19) para anular a declaração de independência. Em caso de recusa, Rajoy deverá destituir a Catalunha de parte de seus poderes. Fonte: Dow Jones Newswires.

ANIMAL DEVORADORA DE HOMENS FOI MORTA NA ÍNDIA



Tigresa 'devoradora de homens' morre eletrocutada na Índia

AFP




Uma tigresa que matou quatro pessoas no centro da Índia morreu por acidente em uma cerca eletrificada, anunciou uma fonte local neste domingo (15), dois dias depois que a Justiça ordenou sacrificá-la.
"Morreu eletrocutada no sábado às 02h30, recuperamos o seu cadáver", afirmou Rishikesh Ranjan, diretora da Pench Tiger Reserve.
"A cerca foi colocada por moradores locais para se protegerem dos animais selvagens, principalmente dos javalis", explicou.
Um tribunal do estado de Maharashtra ordenou na sexta-feira que sacrificassem a felina depois que causou sua quarta vítima.
A tigresa, conhecida como "Kala" ("Negra", em hindu), foi capturada em julho após matar dois moradores locais e ferir outros quatro em Brahmapuri, no estado de Maharashtra.



Ela recebeu um colar com um emissor de rádio antes de voltar à liberdade na reserva de Bor, mas a tigresa voltou a atacar humanos, matando outras duas pessoas.

Os tigres não costumam atacar pessoas, mas alguns especialistas acreditam que possam desenvolver um gosto pela carne humana depois de um primeiro ataque.
Na Índia vive a metade da população mundial de tigres, 2.226 exemplares, segundo o último balanço oficial estabelecido em 2014.
Em outubro de 2016, uma tigresa foi morta no norte da Índia ao fim de uma impressionante caçada de 44 dias em que se mobilizaram drones, helicópteros, elefantes e cães de caça.
O animal, de três anos, foi acusado de matar três moradores locais e ferir outros três desde setembro. Os habitantes celebraram a sua morte desfilando durante quase três horas com a carcaça do animal, que os guardas florestais abateram com um disparo.

A MUDANÇA DE PLANETA SERÁ BOM PARA A HUMANIDADE?



Pela vida em outro planeta

Manoel Hygino 






Foto de um humanóide com o braço estendido em Marte 

Pelo menos uma ameaça se desfez. No passado dia 12, o de Nossa Senhora Aparecida, uma rocha do tamanho de uma casa passou perto da Terra dentro da órbita da Lua, mas a milhares de quilômetros deste planeta que ainda habitamos. A informação foi dos astrônomos ligados à NASA e à Agência Espacial Europeia.
O asteróide em questão, batizado de TC4, passou pela primeira vez perto de nós em outubro de 2012, aproximadamente com o dobro de distância da atual, e seu retorno já era esperado. A rocha agora estará a 35 mil quilômetros, mas “não vai atingir-nos”, como previsto por um dos astrônomos. “Essa a coisa mais importante a se dizer”.
De qualquer modo, suponho que devamos ter o máximo cuidado. Assim como balas perdidas têm matado muita gente inocente na Rocinha ou na Baixada Fluminense, um asteróide desses pode alcançar-nos em algum momento. Aliás, cumpre lembrar o que declarou, há mais de um ano, Stephen Hawking, célebre físico britânico. Para ele, a exploração espacial deve continuar, pois o futuro da humanidade depende disso, já que os homens não conseguirão sobreviver mais de mil anos sem ir “além de nosso frágil planeta”.
O cientista, que participou de festival em sua homenagem nas Ilhas Canárias, da Espanha, ressaltou que há muitos experimentos ambiciosos para o futuro, como mapear a posição de bilhões de galáxias, além de utilizar os supercomputadores para compreender melhor “nossa posição” no universo.
“Talvez, algum dia, seja possível utilizar as ondas gravitacionais para olhar para trás, em direção à origem do próprio Big Bang”, afirmou. O físico está convencido de que a humanidade tem de seguir explorando o espaço pensando em seu futuro”. Para ele, nós humanos não somos mais do que conjuntos de partículas, que – no entanto- estão próximas de compreender as leis que nos governam, “e isso já constitui uma grande vitória”.
Ninguém quer ser ave de mau agouro. Mas o mundo científico está consciente de que, em algum instante da história, a humanidade terá de procurar abrigo e habitação em algum outro planeta.
As grandes potências mundiais não investem milhões e milhões em pesquisas de outros astros, senão pensando no que o futuro imporá aos terráqueos de agora. Pode ser por uma colisão com algum asteróide ou por imposições endógenas. Uma guerra entre as potências nucleares poderá obrigar o homo sapiens, nem sempre muito sapiens, a procurar outro lugar no espaço. É nisso que se pensa, e incontestavelmente não estamos sendo trágicos. Será o fenômeno da Rocinha, transportado a nível planetário.
Mais grave e inquietante é saber que sequer temos conseguido resolver os “probleminhas” de nação em crescimento, como os que ora enfrentamos. Há de perguntar-se se o porvir, que não vislumbramos tão promissor como se desejaria, será menos sofrível em outro planeta e galáxia. Por enquanto, só resta nos mantermos como possíveis vítimas de balas perdidas entre agentes da lei e traficantes, ou entre quadrilhas, nas periferias das grandes cidades ou até nos centros urbanos.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...