quinta-feira, 27 de abril de 2017

ODISSEIA DA SONDA CASSINE NO ESPAÇO



Sonda Cassini encerra missão com "mergulho" inédito nos anéis de Saturno

Agência Brasil









Sonda Cassini está há 19 anos no espaço


Após 19 anos no espaço, a sonda (radar) Cassini está em sua última missão. A sonda está na órbita de Saturno e deve começar nesta quarta-feira (26) uma série inédita de mergulhos para explorar os anéis do planeta. Espera-se que ela capte imagens novas entre as luas de Saturno.
De acordo com a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), Cassini passou pela última lua de Saturno no sábado (22) e atingiu a gravidade do planeta, para encerrar sua missão com a execução de 22 órbitas.
Após executar a sequência de giros entre os anéis, Cassini vai se aproximar cada vez mais da superfície do planeta, até colidir-se com ele.
Segundo a Nasa, Cassini usou a orla gravitacional de Titã, uma lua semelhante à Terra para se lançar na órbita até então desconhecida, entre as nuvens de Saturno e seus anéis. Cassini deve completar os 22 mergulhos no dia 15 de setembro, quando deve ser destruída, voando diretamente para a atmosfera de Saturno.
No sábado, o radar passou pela 127ª vez pela órbita de Titã e foi programada para iniciar sua tarefa final atingindo a atmosfera dos anéis. Durante a sequência, Cassini vai medir a quantidade de gelo e analisar a composição química dos materiais ao redor dos anéis. Os cientistas da Nasa esperam colher informações importantes para descobrir do que os anéis são feitos.
Além disso, espera-se coletar informações na atmosfera do planeta para calcular a dimensão do núcleo rochoso de Saturno.
Cassini começou sua missão em Saturno e suas 62 luas conhecidas em 2004 e segundo a Nasa está com pouco combustível. Os responsáveis pelo projeto decidiram encerrar a missão com o mergulho na superfície de Saturno, para evitar que Cassini colida-se com Titã.
A sonda fez uma última aproximação de Titã no dia 21 de abril e os dados foram transmitidos para a Terra. Foram coletadas imagens e dados por radares que agora serão analisados durante várias décadas por cientistas, porque segundo a Nasa há um volume muito grande de informações.
Cassini foi lançada em 15 de outubro de 1997 na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral. O projeto envolveu 17 países e teve um custo de cerca de US$ 3,26 bilhões de dólares.
A geóloga e astronauta brasileira Rosaly Lopes integra a equipe do radar na Nasa desde de 2002.

CÂMARA APROVA ALTERAÇÃO DAS LEIS TRABALHISTAS DEPOIS DE 50 ANOS



Câmara aprova texto-base da reforma trabalhista que altera mais de 100 pontos da CLT

Agência Brasil









Depois de muitos protestos da oposição, o Plenário da Câmara aprovou no fim da noite desta quarta (26), por 296 votos a favor e 177 votos contra, o Projeto de Lei (PL) 6.787/16, que trata da reforma trabalhista. O projeto altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre as alterações, a medida estabelece que nas negociações trabalhistas poderá prevalecer o acordado sobre o legislado e o sindicato não mais precisará auxiliar o trabalhador na rescisão trabalhista.
A sessão que aprovou a reforma foi aberta na manhã desta quarta-feira e se estendeu até depois das 22h, com o final da votação do mérito da reforma. Ainda faltam votar os destaques que visam pontos do texto do relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Depois de votados os destaques, o texto segue para o Senado.
Pela oposição, PT, PDT, PSOL, PCdoB e Rede se posicionaram contra o projeto. O PSB, SD e PMB também orientaram suas bancadas a votar contra a aprovação do texto-base. O PHS liberou a bancada. Os demais partidos da base governista votaram a favor do projeto de lei.

PROJETO DE ABUSO DE AUTORIDADE É APROVADO PELO SENADO



Senado aprova projeto sobre abuso de autoridade sem trecho que poderia prejudicar a 'Lava Jato'

Agência Brasil










Presidente do Senado, Eunício Oliveira



Com 54 votos favoráveis e 19 contrários, senadores aprovaram há pouco o texto-base do substitutivo do senador Roberto Requião ao Projeto de Lei 85/2017, que define os crimes de abuso de autoridade. Com o resultado, o projeto segue agora para análise pela Câmara dos Deputados. O texto foi aprovado por unanimidade nesta quarta (26) pela manhã na Comissão de Constituição e Justiça e seguiu para o plenário nesta tarde.
Polêmica
Durante a breve discussão e plenário, vários senadores questionam trechos do projeto e se posicionam contra a matéria. Foram apresentadas quatro emendas ao texto, mas todas foram consideradas prejudicadas após a aprovação do texto.
“Eu quero me manifestar claramente, enfaticamente, contrário a esse projeto, sobretudo neste momento da história do Brasil. Claro que este país precisa de cinco séculos para acabar com o abuso de autoridade, mas não para cercear o trabalho de juízes, do Ministério Público, da polícia, o que tudo indica que é a finalidade neste momento. É um equívoco aprovarmos esse projeto neste momento”, declarou o senador Cristovam Buarque (PPS-DF).
O substitutivo de Requião só conseguiu consenso depois que senadores de vários partidos condicionaram o apoio ao texto à aprovação de uma emenda do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que alterou a redação do Artigo 1º do texto, que trata do chamado crime de hermenêutica, que significa punir o agente por divergência na interpretação da lei. Para parte dos senadores, a redação anterior do projeto abria brecha para enquadrar juízes e promotores, por exemplo, no crime de hermenêutica. O tema também foi alvo de críticas de procuradores integrantes da Operação "Lava Jato".
Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), as alterações acatadas por Requião na CCJ mais cedo representaram avanços importantes no projeto. Entretanto, na opinião dele, “o projeto ainda traz alguns dispositivos que trazem comprometimento à atuação, em especial, da magistratura”.
“Embora tenha melhorado, e muito, eu ainda considero que traz algumas distorções centrais. E eu lembro que estamos votando o substitutivo do senador Requião. É melhor que o primeiro texto? É, mas ainda traz graves ameaças ao funcionamento da magistratura e do Ministério Público. E o que eu considero mais grave: ele é inoportuno, porque o momento histórico que nós vivemos não impõe a necessidade desse debate neste instante”, afirmou Randolfe.
Outros senadores, no entanto, defendem o projeto e o acordo feito mais cedo em torno do texto aprovado na comissão. Para o senador Jorge Viana (PT-AC), o debate em torno da Lei de Abuso de Autoridade foi “manipulado”, para fazer a opinião pública crer que ela ocorre em situação de enfrentamento contra a "Lava Jato".
"Foi muito difícil chegar a esse entendimento”, disse Viana. “Eu testemunhei o empenho nos últimos dias e semanas. Ontem a noite até hoje de manhã, procurando falar com líderes, ouvir membros do Ministério Público, do Judiciário, líderes desta Casa, para tentar alcançar uma mediação. Muita gente teve que ceder em suas posições”, completou, lembrando que a atual lei ainda em vigor foi feita durante o período da ditadura militar.  No mesmo tom, o senador José Agripino Maia (DEM-RN), disse que o senador Requião produziu um texto “que traduz equilíbrio”.

CRÍTICAS MUITAS E ELOGIOS POUCO



O que seu ex parceiro tem a dizer sobre você?

Simone Demolinari 









Se tem algo que os parceiros sabem é o jeito de ser um do outro. Com o tempo, o comportamento vai se revelando e as pessoas se mostrando tal qual como são. Poucas coisas passam escondidas no mundo privado das relações.

Parceiros afetivos acabam conhecendo mais um ao outro do que a própria família. Assim sendo, quando um relacionamento chega ao final, fica muito claro para ambos quais as característica de cada um. Dessa forma, uma entrevista com um ex poderia economizar tempo e investimento para quem pretende iniciar uma nova relação.

A exemplo dos currículos profissionais que trazem três contatos de ex-empregadores, as pessoas também poderiam citar nomes e telefones de pessoas com as quais se relacionaram. Assim, o próximo teria a chance de averiguar, em termos gerais, o que lhe aguarda. Mesmo considerando ex alguém suspeito para emitir opinião, a chance de as informações serem pertinentes é bem grande.

Geralmente, no início de um relacionamento, as pessoas buscam mostrar seu melhor. Exibem qualidades e escondem defeitos. Por outro lado, a idealização romântica faz tudo parecer perfeito. Nesse caso, devemos compartilhar a responsabilidade com ambos – tanto aqueles que escondem o que são quanto aqueles que idealizam e desprezam os sinais.

Este foi o caso de Ana, moça de 31 anos que se envolveu com Leo, rapaz da mesma idade, de aparência amável e muito educado. Querido pelos amigos, era tido como ótima pessoa. Ajudava os pais financeiramente e atuava ativamente na educação da filha de 3 anos, fruto do primeiro relacionamento. Ana e Leo começaram a namorar. Passados dois meses, Ana encontrou num banheiro de restaurante a ex esposa de Leo e, nesse contexto favorável, a ex advertiu a atual sobre o rapaz. Disse que foi vítima de violência física, forneceu dados sobre a ocorrência, disse também que a história de ajudar financeiramente os pais era mentira e que não ia ver a filha há meses. Ao ser confrontado, o rapaz negou todas as acusações, desqualificou a ex esposa, chamando-a de “louca”. Ana seguiu a relação bebendo da fonte dos ingênuos: “comigo vai ser diferente”. Não foi. A “louca” tinha razão.

Não deixa de ser imaturo pensar que alguém irá mudar radicalmente ou que dessa vez será diferente. Não estou descartando a capacidade de evolução que algumas pessoas tem ao longo da vida. Mas, para evoluir, é preciso querer, se empenhar e se esforçar muito. Falar uma coisa e fazer outra é, além de mentira, desonestidade. Quando palavras e ações estão em desalinho, devemos considerar que as ações definem a verdade. Já as palavras estão a serviço de iludir o outro.

Ter um passado afetivo do qual se pode ser bem referenciado não deixa de ser um bom sinalizador. Neste caso, vale a reflexão: O que meu (minha) ex-parceiro (a) falaria a meu respeito?

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...