sábado, 1 de abril de 2017

O RIO SÃO FRANCISCO PRECISA SER REVITALIZADO E O GOVERNO NÃO TOMA PROVIDÊNCIAS



Após anos de promessas, revitalização do Velho Chico caminha a passos lentos

Filipe Motta









A cada dia mais degradada, a bacia do Rio São Francisco sofre com a falta de recursos da União para ser revitalizada. O governo federal afirma que de 2007 a 2016 foram investidos R$ 1,3 bilhão em ações de recuperação, o que faz parecer pouco provável que se concretize a promessa do presidente Michel Temer (PMDB) de injetar mais R$ 7 bilhões até 2026.
O Comitê da Bacia Hidrográfica estima que seriam necessários R$ 10 bilhões para revitalização ambiental da extensa área nos próximos 10 anos. O órgão ainda questiona o fato de a União incluir na conta ações como a recuperação de estradas e projetos culturais realizados na área da bacia.
Reconhecendo o momento de crise econômica, o presidente do Comitê, Anivaldo Miranda, avalia que o montante de R$ 1,3 bilhão seria o adequado para um ano de ações. E, ainda assim, diz, numa perspectiva bem conservadora de investimento.
Para 2017, parlamentares colocaram R$ 300 milhões na Lei Orçamentária Anual para a revitalização da bacia, mas os recursos podem virar pó com as tesouras de contingenciamento do ministro da Fazenda Henrique Meirelles.
Diante do impasse, parlamentares têm se reunido para buscar estratégias de pressão para que o governo Temer implemente, de fato, ações na bacia, que representa 70 % da disponibilidade hídrica do Nordeste.
Num encontro na última quarta-feira, reunindo cerca de 40 parlamentares daquela região e de Minas, o senador baiano Otto Alencar (PSD) se prontificou a não votar nenhum projeto de interesse do governo enquanto ações de revitalização não forem iniciadas de forma convincente.
No ano passado, o governo lançou mais um programa de revitalização da bacia, o Novo Chico, que é tocado pela Casa Civil. Outros projetos de revitalização, que não renderam frutos, foram lançados por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2001, e Lula (PT), em 2004.
“É importante que os parlamentares de Minas se unam em torno da proposta de revitalização e que a própria população cobre o governo sobre a questão. É preciso dizer que não queremos só caminhão-pipa, mas sim uma resposta adequada para a situação do rio”, afirma a deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG), que tem participado das articulações.
“Vamos exigir ação por parte do governo, não vamos pedir. Senão o rio vai secar na Bahia nos próximos anos e a vazão em Minas diminuirá ainda mais”, diz o vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG).
O senador Otto Alencar é mais contundente. “O atual e os ex-presidentes ficam comemorando obras da Transposição e brigando para saber quem é o pai da criança, mas é uma criança que está perdendo sangue. É como se fosse uma pessoa com anemia indo embora”, diz, defendendo que o governo decrete estado de emergência e use recursos dos fundos setoriais do Ministério de Meio ambiente para obras emergenciais de contenção de assoreamento e recuperação da vegetação de nascentes e matas ciliares.


Raquel Muniz e parlamentares mineiros se encontraram com Temer para cobrar ações

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO É MUITO DIFÍCIL



Por que é tão difícil mudar?
Simone Demolinari 









Muitas vezes desejamos profundamente mudar algo em nosso comportamento. Juramos não querer trilhar mais o caminho que, notoriamente, nos traz graves prejuízos. A intenção é verdadeira, a vontade de mudar existe, contudo, ainda assim, não saímos do lugar. Nem sempre por nossa culpa, mudar é realmente algo muito difícil.

É comum, ao pensar em mudar, planejar algo grandioso. Assim como alguém que deseja começar a fazer atividade física e se matricula na academia, contrata o plano master anual, compra roupas para essa finalidade, calçados, e simplesmente o plano não sai do campo da imaginação. Fala-se muito, planeja-se muito, mas na prática nada evolui.

Isso ocorre porque muitas vezes nos superestimamos considerando que somos capazes de tudo, basta querer. O fato é que não somos tão poderosos assim. Entre querer e fazer há uma longa distância. E precisamos considerar isso.

Mas afinal de contas, por que é tão difícil colocar um plano em prática e mudar um comportamento?

A mudança vai muito além da nossa vontade. Mudar requer esforço, disciplina, privações, determinação e várias outras atitudes imediatamente desprazerosas. Não é fácil quebrar a inércia e abandonar padrões repetidos por anos. Além disso, é preciso lidar com a possibilidade do fracasso e algumas pessoas, por não se permitirem errar, temem inconscientemente a mudança por receio de não dar conta dela. Preferem ficar onde estão, em zonas conhecidas.

Outra questão que dificulta a mudança é o fato de ela não vir de apenas uma atitude. Para mudar um único comportamento, é preciso mudar no mínimo outros três. Por exemplo, quem almeja ser mais tolerante tem que aprender a ampliar a empatia, se despir do ego e exercitar a compaixão. Para aprender a dizer “não” é preciso estar preparado para lidar com a vergonha, a culpa, o remorso. Para ser mais calmo tem que estar disposto a fazer concessões, ter paciência e saber esperar. Mudar dar trabalho e passa antes pela humildade emocional e amor próprio. Aos menos resistentes, a ajuda terapêutica é de grande valia.

Ao contrário do que diz os manuais da felicidade, mudar não é apenas uma questão de “escolha”. Dizer que a “decisão” já é meio caminho andado é um equívoco. Se fosse assim seria fácil fazer dieta, parar de fumar, terminar relacionamentos doentios e assim por diante. Na verdade, “decidir” talvez seja o passo mais importante por ser o primeiro, mas em termos de resultado não altera em nada. Após a tomada de decisão, começa um árduo caminho pelo qual não se sabe andar. Um caminho novo que, embora promissor, causa medo, insegurança e dor.

Para aqueles que almejam mudar é bom ter em mente que mudança não obedece comando de voz e muito menos aos bordões do otimismo, é preciso esforço para vencer a luta entre duas forças poderosas: a razão, que sabe que a mudança é necessária, e a emoção, que reage contra a decisão como um impulso involuntário.


sexta-feira, 31 de março de 2017

UNIÃO EUROPEIA VETA ACORDO COM O REINO UNIDO



UE descarta acordo comercial antes que Reino Unido deixe o bloco

Estadão Conteúdo










Donald Tusk (à esquerda), presidente do Conselho Europeu, afirmou que não fechará nenhum acordo com o Reino Unido antes do processo de saída do bloco

A União Europeia não fechará um futuro acordo comercial com o Reino Unido antes de o país deixar o bloco e estará preparada para um possível fracasso das iminentes negociações sobre o "Brexit", como é conhecido o processo para a retirada do país da UE, segundo um esboço de diretrizes para o Brexit divulgado hoje pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Tusk enviou a proposta de diretrizes para as capitais da UE na manhã desta sexta-feira. O assunto será discutido numa cúpula de 27 líderes da UE (excluindo-se o Reino Unido) em 29 de abril.

Segundo o esboço, a prioridade das conversas do Brexit será garantir a saída ordenada do Reino Unido da UE e não haverá a possibilidade de acordos bilaterais entre os britânicos e outros integrantes do bloco. No período previsto de dois anos de negociações, será abordado apenas um "entendimento geral do futuro relacionamento" da UE com o Reino Unido, diz o documento.

"A União e seus países-membros estão prontos para engajar em discussões preliminares e preparatórias para esse fim...assim que for feito progresso suficiente na primeira fase em direção a um acordo sobre os procedimentos para uma retirada ordenada", afirmam as diretrizes.

O documento também prevê que o Brexit poderá causar "significativos transtornos" para famílias e empresas, mas ressalta que a UE quer ter o Reino Unido como "um parceiro próximo" no futuro.

Além disso, o esboço determina que o governo britânico deve seguir todas as regras e leis da UE até o momento que deixar o bloco.

Durante entrevista coletiva em Malta, Tusk disse que as conversas do Brexit serão complexas e envolverão confrontos, mas destacou que a UE não buscará punir o Reino Unido. Para Tusk, as negociações servirão basicamente para fazer "controle de danos" e os cidadãos serão prioridade durante esse processo. Fonte: Dow Jones Newswires.


DESASTRE AMBIENTAL DE MARIANA PROVOCA DOENÇAS



Pesquisa mostra que cidade atingida pelo desastre de Mariana sofre com problemas de saúde

Da Redação Jornal Hoje em Dia 










O Instituto Saúde e Sustentabilidade, em conjunto com o Greenpeace, publicou nesta quarta-feira (29) uma pesquisa de avaliação de riscos em saúde da população de Barra Longa, na região Central de Minas. Localizada a 60 km de Mariana, a cidade foi afetada pelo rompimento da barragem de Fundão no dia 5 de novembro de 2015.
O maior desastre minerário ambiental do país destruiu plantações e afetou também a área central de Barra Longa. Os moradores do município ficaram expostos a uma série de riscos decorrentes da degradação do meio ambiente por um longo período desde o desastre.
Segundo o Instituto, o derramamento dos rejeitos causou o revolvimento e aumento da biodisponibilidade de uma série de componentes tóxicos em vários componentes naturais, como água, solo e fauna, em níveis superiores aos preconizados para segurança segundo as leis brasileiras. A bacia aérea da cidade também se tornou tóxica devido ao pó proveniente da lama seca, exacerbada pelas obras de reconstrução da cidade.
Diante disso, o estudo demonstrou que 37% dos participantes estão com a saúde pior do que antes do rompimento da barragem. Dentre os problemas de saúde relatados espontaneamente, 40% são respiratórios (para as crianças de 0 a 13 anos, o índice alcançou 60%); 15,8% são afecções de pele; 11% transtornos mentais e comportamentais; 6,8% doenças infecciosas; 6,3% Doenças de olho; e 3,1% problemas gástricos e intestinais.
Perguntados sobre sintomas físicos, 77,9% afirmaram que os apresentavam. Dor de cabeça, tosse e dor nas pernas ocorrem em 24 a 30% das pessoas Seguidos a esses, ansiedade (20,9%), coceira (20,5%); alergia de pele (18,1%), abatimento (17,9%), febre (15,4%), alergia respiratória (15,4%), rinite (14,6%), cãibras (13,6%), falta de ar, falta de apetite, diarreia e emagrecimento. Deste conjunto, 72,3% dos sintomas se iniciaram após o desastre com pico entre 2 a 6 meses.
Em relação aos sintomas emocionais, 83,4% disseram que apresentaram algum problema. A insônia é o mais frequente (36,9%, inclusive presente em 19% das crianças entre 6 a 13 anos.); seguido por preocupação ou tensão (21,7%); assustar-se com facilidade; alteração do humor, entre outros.
Posicionamento
Procurada pela reportagem, a Fundação Renova explicou que até o momento, sua prioridade foi disponibilizar profissionais da área de saúde, fortalecendo a equipe local de Barra Longa. "A Renova disponibilizou 27 profissionais, dentre eles 9 clínicos gerais, 1 psiquiatra e 2 psicólogos, que atendem sem agendamento, além de manter uma ambulância de suporte básico para emergências, com uma equipe de 10 socorristas", afirma em nota.
A fundação também diz que prepara um amplo estudo epidemiológico e toxicológico, com foco em toda a área impactada, que analisará indicadores de saúde no horizonte de 10 anos antes e, no mínimo, 10 anos depois do rompimento da Barragem de Fundão. Neste contexto, a pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade apresenta-se como uma importante base de dados e de avaliação a ser considerada.
Sobre a qualidade do ar, ela informa que desde fevereiro de 2016, a cidade conta com uma estação de monitoramento automático da qualidade do ar instalada no centro da cidade. "Os resultados mostram que a qualidade do ar na cidade está dentro dos parâmetros exigidos pela legislação brasileira".
Já em relação ao manejo de rejeitos a Fundação Renova diz que foram retirados 157 mil metros cúbicos de rejeitos depositados na área urbana do município, volume transportado e disposto no aterro de Barra Longa


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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