quinta-feira, 30 de março de 2017

DEPRESSÃO - DOENÇA MUITO COMUM NESSA ÉPOCA DE HOJE



Depressão: conheça os principais sintomas e saiba como identificá-los

Da Redação














A depressão afeta 5,8% da população brasileira, segundo a OMS, o que coloca o país em primeiro lugar no ranking da doença na América Latina

A depressão é uma disfunção que afeta cerca de 11,5 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O problema, que é sério e eleva o Brasil ao posto do país com mais registros de depressão na América Latina, afeta não só os pensamentos, mas a saúde, os sentimentos e o comportamento do paciente.
De acordo com o órgão, a doença é a principal causa de incapacidade laboral do mundo. Ela também é apontada como maior responsável pela taxa global de suicídios - cerca de 800 mil a cada ano. Por isso, é preciso que a pessoa com depressão seja rapidamente tratada, assim que identificados os primeiros sintomas. Saiba como o transtorno pode se manifestar e quando procurar tratamento:
1) Sintomas
Há nove principais sintomas que são indícios da doença. A presença de cinco deles já é suficiente para caracterizar depressão, conforme a OMS. Os principais são alteração de apetite e do sono, desinteresse geral e sexual, baixa autoestima, dificuldade de concentração,  pensamentos relacionados à morte, paralisa geral e ansiedade com movimentos repetitivos. Essas características tomam força ao longo de dias ou semanas e, sem tratamento, podem durar anos.
2) Formas de expressão
Os sintomas da depressão prejudicam fortemente a qualidade de vida dos pacientes e podem acarretar altos custos sociais. É comum que a pessoa em que a doença se manifesta comece a faltar no trabalho, por exemplo, e tenha pensamentos relacionados ao suicídio. Além disso, o atendimento médico e os remédios, caso o paciente opte por não fazer o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), também são despesas financeiras.
3) Antecedentes
A doença pode ser desencadeada por questões psicossociais, como a perda de um emprego, de um ente querido ou o fim de um relacionamento, mas, boa parte dos casos está diretamente relacionada a condições médicas. Câncer, dores crônicas, doença coronariana, diabetes, epilepsia, doenças da tireóide, Parkinson e derrame cerebral podem desencadear a depressão. Ela também pode ser potencializada por uso continuado de alguns medicamentos.
4) Fatores de risco
Não há idade exata para que os casos de depressão se manifestem. Apesar disso, a doença tem mais expressão na idade adulta, entre os 20 e os 40 anos, e é mais comum em mulheres. Ter familiares que passaram pelo transtorno ou já ter tido depressão anteriormente são fatores de risco. Outros potencializadores são idade mais avançada, parto recente, dependência de drogas e vivência constante de experiências estressantes.
Fonte: Soraya Hissa de Carvalho, médica psiquiatra e psicanalista


O GOVERNO MELHORA A FISCALIZAÇÃO DOS FRIGORÍFICOS



Mudança na fiscalização de carnes deixa regras mais claras e prevê multa de até R$ 500 mil

Agência Brasil
Hoje em Dia - Belo Horizonte














Operação Carne Fraca da Polícia Federal investiga 21 frigoríficos
  
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta quarta-feira (28) que a atualização do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) torna as regras mais claras e tira a “discricionariedade” dos fiscais na interpretação da lei. O novo regulamento prevê a possibilidade de multa de até R$ 500 mil para as empresas com irregularidades, antes o valor máximo era R$ 15 mil, e substitui a norma anterior, em vigor desde 1952.
O Riispoa engloba a inspeção de todos os tipos de carnes (bovina, suína e de aves), leite, pescado, ovos e mel. “Estamos procurando deixar claro que a lei deve ser seguida e a lei está muito clara. Fica tudo mais previsível, transparente e que as pessoas possam olhar e entender o que está escrito”, disse Maggi.
O ministro negou que a assinatura do decreto de atualização do Riispoa tenha sido acelerada como forma de dar uma resposta ao mercado em virtude do impacto negativo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. “Nenhum dos itens foi colocado agora ou surgiram neste momento. Tudo estava previsto. É um assunto que vem de algum tempo, com centenas de pessoas envolvidas. Construímos um regulamento que reflete a década, o ano de 2017, e não 65 anos atrás, quando ele foi construído”.
Entre as mudanças do novo regulamento, está a redefinição das sanções com penalidades, que vão de leve, moderada, grave até gravíssima. Nos casos graves e gravíssimos, poderá ser feita a interdição do estabelecimento e a cassação do registro de funcionamento. Com isso, disse o ministro, a empresa não poderá mais atuar no mercado.
“Acho importante deixar claro o endurecimento que vamos ter. Três penalidade significam perder o SIF [Serviço de Inspeção Federal], ou seja, perder a empresa. Ele não perde o bem, mas perde atuação econômica. Uma penalidade dessa vai fazer com que todos nós da indústria tenhamos um pensamento diferente”, disse Maggi.
Além disso, o novo regulamento estabelece a obrigatoriedade da renovação da rotulagem dos produtos de origem animal a cada dez anos e determina sete tipos de carimbos do Serviço de Inspeção Federal (SIF).
Menos artigos
Com a atualização, o regulamento passa a ter 542 artigos, quase a metade dos 952 artigos da norma editada em 29 de março de 1952 e que estava em vigor.
Pela nova regra, a inspeção deverá ser baseada “em conceitos mais modernos”, como também será possível a utilização de ferramentas de controle de qualidade de produtos mais atualizadas, como a Análise de Risco e Pontos Críticos de Controle – APPCC (a mesma ferramenta utilizada pela NASA para controlar a inocuidade dos alimentos dos astronautas em missões espaciais).
O Riispoa atualizado estabelece quando e em que tipo de estabelecimento será instalada – em caráter permanente – a inspeção de produtos de origem animal. A nova regra traz ainda novos conceitos de inspeção ante mortem e post mortem. Simplifica, racionaliza e moderniza o processo de avaliação das rotulagens dos produtos de origem animal, possibilitando a informatização no envio de informações sobre rotulagem de produtos, agilizando as respostas do Ministério da Agricultura.
A nova norma redefine os modelos dos carimbos na tentativa de facilitar o entendimento das marcas para o consumidor. De acordo com o Ministério da Agricultura, atualmente existem 18 diferentes modelos de carimbos regulamentados e o novo Riispoa reduz esse número para sete modelos.

quarta-feira, 29 de março de 2017

CIENTISTA BRASILEIRO CANDIDATO AO PRÊMIO NOBEL DE MEDICINA



Brasileiro ganha mais importante prêmio científico do Canadá

Estadão Conteúdo











Cesar Victora

O professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Cesar Victora, de 65 anos, está entre os sete cientistas que receberam nesta terça-feira, 28, a mais importante premiação científica do Canadá, o Prêmio Gairdner. Ganhadores desse título são considerados como potenciais candidatos à indicação para o Prêmio Nobel.

Victora recebeu o prêmio na categoria Saúde Global, concedido àqueles que, com seus achados em pesquisas, contribuem de forma positiva para a saúde de países em desenvolvimento.

O título foi concedido a Victora em reconhecimento ao conjunto de estudos sobre amamentação e nutrição materno-infantil. O pesquisador brasileiro liderou uma pesquisa, iniciada na década de 1980, considerada um divisor de águas na área de alimentação infantil.

O trabalho foi o primeiro a mostrar que a amamentação exclusiva (sem oferta de águas ou chás para bebês) ajudava a reduzir a morte dos bebês no primeiro período da vida. De acordo com estudo, o aleitamento exclusivo até seis meses reduzia em 14 vezes o risco de morte por diarreia e em 3,6 vezes o risco de morte infantil por doenças respiratórias.

A pesquisa, que mais tarde foi reaplicada em outros países, alterou totalmente a recomendação da alimentação infantil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a indicar que bebês nos primeiros meses de vida se alimentassem exclusivamente com leite materno.

Victora também liderou em 2006 um consórcio internacional que reuniu dados de 11 mil crianças, acompanhadas desde o nascimento até a vida adulta. O trabalho mostrou a importância dos primeiros mil dias na vida da criança: desde o útero até o 2º ano de vida.

A partir da análise, pesquisadores criaram o conceito de "janela de oportunidades", indicando que as intervenções nessa fase são prioritárias. O professor também liderou estudos que indicaram, pela primeira vez, que a amamentação não está apenas relacionada à redução de mortalidade, mas à inteligência.

De acordo com o trabalho, crianças amamentadas até 2 anos apresentam maiores níveis de inteligência, escolaridade e renda. O anúncio da premiação foi realizado em uma cerimônia em Toronto, no Canadá.

AINDA SOBRE A CARNE BRASILEIRA



Novo escândalo no Brasil é de 'embrulhar o estômago', diz The Economist

Estadão Conteúdo












Operação Carne Fraca fez cair movimento em alguns açougues

Noticiado por toda a imprensa internacional, o escândalo das carnes brasileiras também ganha as páginas da revista britânica The Economist, que chega às bancas e aos assinantes no fim de semana. A revista destaca com o intertítulo "carne morta" que o episódio prejudica duas das maiores empresas do País e que Chile, China e União Europeia, entre outros, proibiram parte ou toda a importação do produto. A publicação brinca que, mesmo em meio aos recentes escândalos corporativos no País, este último é de "embrulhar o estômago".

A publicação revela que na sexta-feira passada, 17, quando os brasileiros se preparam para fazer o "tradicional churrasco de fim de semana", a Polícia Federal acusou alguns dos maiores produtores de carne do País de subornarem inspetores para fecharem os olhos em relação a práticas sujas. Estas práticas incluem reembalagem com nova data de vencimento do produto, modificação da apresentação de presunto de aves por soja e uso excessivo de aditivos potencialmente prejudiciais.

A operação policial "Carne Fraca", relatou a The Economist, pode reduzir as exportações brasileiras de carne, no valor de US$ 13 bilhões por ano, e prejudicar seus dois grandes produtores mundiais de carne, a JBS e a BRF. A revista também cita o empenho do presidente Michel Temer, dias depois em levar 27 diplomatas dos principais mercados de exportação do País para uma churrascaria em Brasília. "Logo depois, no entanto, China, União Europeia (UE), Chile e Coreia do Sul que, juntos, consomem um terço da carne brasileira vendida no exterior, disseram que proibiriam algumas ou todas as importações do Brasil até que pudessem acalmar dúvidas sobre seu regime de inspeção."

As reações da China e do Chile provocaram uma angústia particular, segundo a revista. Isso porque, ao contrário da UE, que restringiu produtos apenas das 21 fábricas que estão sob investigação, os países proibiram toda a carne brasileira de atravessar suas fronteiras até novo aviso. A Economist salienta que, em março, as ações da JBS, maior exportadora de carne do mundo, e da BRF, maior produtora mundial de aves, perderam um sexto de seu valor de mercado. Como outras empresas envolvidas no caso, ambas as empresas negam as irregularidades. Os preços das ações mostraram uma recuperação parcial depois que a Coreia do Sul desistiu da proibição.

A reportagem explica que a maioria das unidades de produção de carne sob investigação pertence a concorrentes muito menores do que a BRF ou a JBS: apenas uma das dezenas de plantas detidas pela BRF está sob suspeita e o mesmo ocorre com a JBS. "No entanto, o dano à reputação das empresas pode levar muito tempo para ser reparado", salientou a publicação.

A revista comenta também que o esforço para evitar estragos maiores para o mercado está em andamento, com as autoridades e os frigoríficos brasileiros tentando tranquilizar os clientes no País e no exterior. A The Economist cita os argumentos dos defensores da indústria: o de que os abatedouros suspeitos constituem uma fração minúscula de 5 mil unidades desses estabelecimentos no Brasil e que apenas 33 funcionários do Ministério da Agricultura foram apanhados pela polícia, de uma burocracia de cerca de 11 mil servidores.

"De fato, tanto a JBS quanto a BRF já reduziram os relacionamentos exagerados com o governo dentro de seus negócios", avalia o semanário, acrescentando que esse recuo foi julgado como essencial quando embarcaram em expansões globais bem-sucedidas na última década. A revista cita que as empresas sabem quanto tempo leva para reconstruir a confiança dos consumidores na esteira de um escândalo e lembra que alguns europeus ainda cheiram a carne britânica 19 anos depois que a Grã-Bretanha eliminou a doença da vaca louca. Os Estados Unidos apenas liberaram a entrada carne brasileira no ano passado, depois de duas décadas de negociações.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...