sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

NOS POSTOS MAIS ALTOS DAS EMPRESAS OS HOMENS TÊM PRIORIDADE DO QUE AS MULHERES



Nos postos mais altos, diferença salarial entre mulheres e homens supera 50%

Agência Brasil 







Estudo divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que o crescimento dos salários em todo mundo teve queda ao longo de 2016, atingindo o nível mais baixo desde 2012. O Relatório Global sobre Salários 2016-2017 revela ainda que a diferença salarial entre homens e mulheres fica acima de 50% nos posto de trabalho mais bem pagos das empresas.
De acordo com a OIT, apesar da recuperação dos salários em algumas economias desenvolvidas no ano passado, como Estados Unidos e Alemanha, o desempenho ruim dos países emergentes puxou para baixo a média mundial. Em todo o mundo, o crescimento dos salários tem desacelerado para seu menor nível em quatro anos, passando de uma alta de 2,5% em 2012 para 1,7% em 2015.
Segundo o relatório, no período imediatamente posterior à crise financeira de 2008-2009, o crescimento dos salários mundiais foi impulsionado por um avanço relativamente forte nos países e regiões em desenvolvimento. Mais recentemente, no entanto, esta tendência se desacelerou ou se reverteu.

Diferenças regionais

O relatório mostra que entre os países emergentes e em desenvolvimento do G20, grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, o crescimento dos salários reais passou de 6,6%, em 2012, para 2,5%, em 2015. Já o crescimento dos salários entre os países desenvolvidos do bloco passou de 0,2%, em 2012, para 1,7%, em 2015, o índice mais alto dos últimos dez anos. Em 2015, os salários cresceram 2,2% nos Estados Unidos, 1,5% no Norte, Sul e Oeste da Europa, e 1,9% nos países da União Europeia.
O estudo revela ainda “grandes diferenças” regionais entre as economias em desenvolvimento. Por exemplo, em 2015, o crescimento dos salários manteve uma taxa de 4% no Sul e Leste da Ásia e no Pacífico, enquanto foi de 3,4% na Ásia Central e Ocidental e estimado provisoriamente em 2,1% nos Estados Árabes e em 2% na África. No entanto, em 2015, os salários reais caíram 1,3% na América Latina e no Caribe e 5,2% no Leste Europeu.
De acordo com o levantamento da OIT, analisando a distribuição dos salários dentro dos países, verificou-se, na maioria dos casos, uma desigualdade na comparação do crescimento salarial entre os que recebem as mais altas e as mais baixas remunerações.
Na Europa, os 10% trabalhadores mais bem pagos recebem, em média, 25,5% do total dos salários de todos os empregados em seus respectivos países. Isso representa quase 50% do que recebem os salários mais baixos (29,1%). A parcela recebida pelos 10% mais bem pagos é ainda maior em algumas economias emergentes, como o Brasil (35%), a Índia (42,7%) e a África do Sul (49,2%).

Desigualdade entre homens e mulheres

Quando a comparação é feita entre os salários recebidos por homens e mulheres a desigualdade é ainda mais acentuada, mostra o estudo. “Embora a diferença salarial geral por hora entre homens e mulheres na Europa seja de cerca de 20%, a diferença salarial entre homens e mulheres no grupo dos 1% de trabalhadores mais bem pagos chega a cerca de 45%. Entre homens e mulheres que ocupam cargos de diretores executivos e estão entre o 1% de trabalhadores mais bem pagos, a diferença salarial entre homens e mulheres é acima de 50%”, diz trecho da nota divulgada pela OIT.
O relatório aponta as políticas de salários mínimos e a negociação coletiva como instrumentos importantes para reduzir a desigualdade salarial excessiva. O relatório sugere ainda a regulamentação e a autorregulamentação das remuneração dos executivos como forma de reduzir as desigualdade salariais entre homens e mulheres.

VEICULAÇÃO DE NOTÍCIAS FALSAS PREJUDICAM O FACEBOOK



Assolado por críticas, Facebook começa a checar notícias falsas

Folhapress 









A veiculação de notícias falsas pela rede social se intensificou após a eleição do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Assolado por críticas, o Facebook anunciou as primeiras ações de combate às notícias falsas em sua plataforma.

A veiculação de informações irreais pela rede social tem sido alvo de ataques, que se intensificaram após a eleição dos EUA - críticos dizem que reportagens falsas tiveram influência na vitória de Donald Trump.

O vice-presidente do Feed de Notícias do Facebook, Adam Mosseri, disse ter fechado, num primeiro momento, parcerias com os serviços de checagem da ABC, da Associated Press, do FactCheck, do Snopes e do PolitiFact, este vencedor do Pulitzer.

Eles vão checar a veracidade da publicação que for sinalizada ("flagged") como notícia falsa pelos usuários. A própria sinalização pelos internauta será facilitada.

"Ainda será possível compartilhar essas publicações, mas você verá um aviso de que elas foram contestadas", disse Mosseri. "E, uma vez sinalizadas, não poderão ser transformadas em anúncio ou promovidas." As publicações questionadas também passarão a ter menos destaque no Feed de Notícias.

"Não podemos nos tornar árbitros da verdade, então estamos abordando esse problema com cuidado", disse o executivo. Daí o recurso a terceiros e usuários.

Com o tempo, outros serviços de checagem ligados à Rede Internacional de Checadores devem entrar na parceria. Entre eles, estão três brasileiros: Lupa, Truco e Aos Fatos.

Cristina Tardáguila, diretora da Agência Lupa, já recebeu um aviso sobre as mudanças. "É um grande passo, uma grande conquista", diz.

Também nesta quinta (15), o instituto Pew divulgou que, em pesquisa feita entre os dias 1º e 4, 64% dos americanos disseram que notícias falsas causaram "muita confusão sobre os fatos básicos dos acontecimentos correntes".

E um em cada quatro americanos (23%) disseram ter compartilhado notícia falsa - com 14% dizendo saber que era inverídica.

ORÇAMENTO FEDERAL BRASILEIRO PARA 2017 É APROVADO



Com teto, 2017 terá orçamento de R$ 3,5 trilhões

Julia Lindner 







O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira, 15, a proposta de orçamento para 2017 com o limite já estabelecido nas regras da PEC do Teto, que também foi promulgada nesta quinta. Com exceção da saúde e da educação, as despesas só podem crescer limitadas pela inflação do ano anterior.

Os gastos federais foram fixados em R$ 3,5 trilhões. O texto também estabelece o salário mínimo de R$ 945,80 para o próximo ano. Esse é o primeiro orçamento elaborado pelo Congresso com a regra do teto de gastos públicos.

Já o texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi aprovado em agosto. A votação não havia sido finalizada por causa de três destaques apresentados pelos parlamentares. A proposta autoriza o governo federal a fechar o ano de 2017 com um déficit de R$ 139 bilhões e prevê um crescimento de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB). Com a verba extra de R$ 9,9 bilhões para a saúde, o orçamento total previsto para a pasta no ano que vem passará para R$ 115,4 bilhões.

O relatório final do Orçamento 2017 não levou em conta a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) feita pelo Ministério da Fazenda em novembro - redução de alta de 1,6% para 1%. Isso deve pesar no congelamento de gastos que o governo faz sempre no primeiro semestre de cada ano.

Vetos

O resultado da votação de ontem foi possível após o líder do Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), aceitar o pleito do líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (PT-BA), para a derrubada de três dos nove vetos presidenciais. Em contrapartida, a oposição desistiu da obstrução e aceitou retirar os destaques da LDO.

Dos vetos derrubados, o primeiro restabelece a previsão de adicional de insalubridade para agentes comunitários de saúde; o segundo trata da repactuação de dívidas e o terceiro, da criação do Programa de Fomento às Atividades Produtivas de Pequeno Porte Urbanas.

Foram aprovados ainda 33 projetos de créditos suplementares e especiais. Todo o processo de votação, por meio de cédulas, durou menos de três horas. Caso a LDO não fosse aprovada ontem, o recesso parlamentar não poderia começar na próxima semana, como é determinado pela Constituição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

BRIGA ENTRE OS PODERES LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO



Final de ano tem duelo entre o Legislativo e o Judiciário

Orion Teixeira 





Com a chegada das investigações da Operação Lava Jato ao andar de cima, os políticos com mandatos começaram a reagir e a retaliar o Judiciário e o Ministério Público, os principais responsáveis pelas investigações. Nesta última semana do ano parlamentar, os comandos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal se uniram para instabilizar e constrangê-los ao mesmo tempo em que buscam sustentar o Executivo na hora mais crítica de sua falta de legitimidade. Se no governo da ex-presidente Dilma Rousseff faziam pautas bombas para desestabilizar a gestão dela, agora, voltam-se contra o Judiciário e o Ministério Público com pautas do “fim do mundo”, como chamam lá.
>Para se ter ideia, o presidente do Senado, Renan Calheiros, que já se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e é um dos principais investigados na Lava Jato, colocou em pauta nada menos do que seis projetos que afetam diretamente juízes, desembargadores, promotores e procuradores, além de integrantes das Polícias Civil e Federal. São o PLS 280/2016, que altera a lei de abuso de autoridade; o PLS 449/2016, que regulamenta o limite remuneratório dos servidores; o PLS 450/2016, que altera a Lei de Acesso à Informação para obrigar a divulgação das remunerações pagas aos agentes públicos; o PLS 451/2016, que configura improbidade administrativa para pagamento acima do teto, e a PEC 62/2015, que impõe o fim da automaticidade dos reajustes.
Com jeito de moralizantes, as medidas interferem e tentam legislar sobre salários de outro poder, cuja iniciativa é da presidência do STF, e criminalizar a ação judicante e investigadora.
Em novo round entre os dois poderes, na quarta (14) à noite, o ministro Luiz Fux, do STF, determinou a devolução do projeto com dez medidas de combate à corrupção à Câmara dos Deputados, que deverá analisar a proposta novamente a partir da “estaca zero”.
Apresentado pelo Ministério Público, com apoio de 2,5 milhões de cidadãos, o projeto foi desfigurado na Câmara para incluir exatamente artigo que pune os investigadores por excessos. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou como “estranha” a liminar (provisória) do ministro. “Infelizmente, me parece uma intromissão indevida do Poder Judiciário na Câmara dos Deputados”, reagiu.
Mais diálogo e menos confronto

Ao tomar posse, nesta quinta-feira (15), em Brasília, o vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador mineiro Nelson Missias de Morais, disse que “é preciso reconstruir pontes porque o confronto não leva a bom termo”. Ele integra a nova diretoria da AMB empossada, que ainda é composta por outros 22 magistrados mineiros.
Em sua avaliação, por ser um poder originalmente técnico, o Judiciário é muito visado. “O que está acontecendo é falta de diálogo, porque a sociedade precisa de um Judiciário independente e da liberdade de julgar para estabelecer o equilíbrio entre o fraco e forte”.
O presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), desembargador Maurício Soares, viu na movimentação parlamentar tentativa de intimidação e de amordaçamento contra independência judicial e as atividades da Polícia e do Ministério Público. “Se virar lei, inviabilizará investigações como as operações Lava Jato, Zelotes, Pandora, entre outras”, advertiu.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...