domingo, 11 de dezembro de 2016

É POSSÍVEL ALCANÇAR A PAZ EM QUALQUR PAÍS



Presidente colombiano recebe Nobel da Paz em nome das vítimas do conflito no país

AFP 







"O verdadeiro prêmio é a paz do meu país. Esse é o verdadeiro prêmio!" exclamou o presidente colombiano aos presentes

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, recebeu neste sábado (10), em Oslo, o prêmio Nobel da Paz "em nome das vítimas do conflito na Colômbia", encerrado com um acordo de paz com as Farc, que espera que sirva de modelo a outros países em guerra.
Em uma cerimônia solene na Prefeitura da capital norueguesa, adornada para a ocasião com rosas e cravos trazidos da Colômbia, e na presença dos reis Harald e Sonia da Noruega, Santos afirmou que o povo colombiano, "com o apoio de nossos amigos de todo o planeta, está fazendo o possível e o impossível".
"A guerra que causou tanto sofrimento e angústia à nossa população, de alto a baixo do nosso belo país, terminou", acrescentou, solene, o presidente no início de seu discurso.
Santos, nascido em Bogotá há 65 anos, recebeu o prêmio "em nome das vítimas" e o dedicou aos negociadores do governo e das Farc, que puseram um fim a um conflito de 50 anos, que deixou 260.000 mortos e mais de seis milhões de deslocados.
"O verdadeiro prêmio é a paz do meu país. Esse é o verdadeiro prêmio!" exclamou o presidente colombiano aos presentes.
A entrega dos prêmios Nobel também foi realizada em Estocolmo, capital sueca, onde o rei Carl Gustav XVI entregou os prêmios de Medicina, Física, Química, Economia e Literatura.
Exemplo para outros países?
Em seu discurso na Prefeitura de Oslo, Santos assegurou que o acordo com as Farc na Colômbia demonstra que é possível alcançar a paz em países em guerra como Síria, Iêmen ou Sudão do Sul.
O acordo "é um raio de esperança em um mundo afetado por muitos conflitos e demasiada intolerância" e "uma demonstração de que o que a princípio parece impossível - se se persevera - pode se tornar possível", afirmou, citando três países devastados pela guerra.
"Despertemos a capacidade criadora para o bem, para a paz", exortou, ao final, o Nobel da Paz 2016, em alusão a seu "aliado", o falecido escritor colombiano Gabriel García Márquez, prêmio Nobel de Literatura em 1982.

Presidente da Colômbia diz que Prêmio Nobel deu impulso ao 'sonho impossível'

Estadão Conteúdo 




Juan Manuel Santos chegou a um acordo de paz com rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no início deste ano

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, aceitou neste sábado (10), o Prêmio Nobel da Paz, afirmando que a distinção deu um impulso ao "sonho impossível" de acabar com a guerra civil de meio século em seu país.

Em seu discurso, Santos descreveu o prêmio como um "dom do céu" e o dedicou a todos os colombianos, particularmente aos 220 mil mortos e 8 milhões de deslocados no conflito mais longo do hemisfério ocidental.

"Com esse acordo, podemos dizer que o continente americano - do Alasca à Patagônia - é uma terra em paz", disse o presidente durante a cerimônia, realizada na Prefeitura de Oslo.

Santos chegou a um histórico acordo de paz com rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no início deste ano. Mas o acordo inicial foi rejeitado pelos eleitores colombianos em um referendo cujo resultado surpreendeu, poucos dias antes do anúncio do Prêmio Nobel da Paz, em outubro.

Muitos acreditaram que a rejeição ao acordo retiraria Santos da disputa do prêmio deste ano, mas o Comitê Nobel norueguês "viu as coisas de forma diferente", disse a vice-presidente Berit Reiss-Andersen. "Em nossa opinião não havia tempo para perder", disse ela em seu discurso de apresentação. "O processo de paz estava em perigo de colapso e precisava de todo o apoio internacional que pudesse obter".

Um acordo revisto foi aprovado pelo Congresso da Colômbia na semana passada.
Fonte: Associated Press



APOCALIPSE EM BRASÍLIA - O POVO PRECISA FAZER UMA LIMPEZA POLÍTICA



Veja quem são os políticos citados na delação de Cláudio Melo, ex-diretor da Odebrecht

Amália Goulart 




A delação premiada do ex-executivo da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, joga sombras sobre toda a cúpula do governo de Michel Temer (PMDB), estando ele próprio sido relacionado em casos de corrupção, e revela como uma empreiteira comprou o Senado, a Câmara e integrantes do governo. Melo é apenas um dos 77 executivos que vão abrir a boca. Ele ocupou os cargos de diretor de Relações Institucionais e vice-presidente da Odebrecht. Conviveu como poucos com o poder.
Nas 82 páginas em que mostra como comprou Brasília, ele cita, além de Temer, os principais auxiliares do presidente, como os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco – ambos do PMDB – e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (também peemedebista) e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Medida provisória
Segundo o executivo, medidas provisórias, projetos de lei e Comissões Parlamentares de Inquérito eram negociados nas duas casas legislativas. Medidas importantes para o país entraram no balcão de negócios, como a MP que ficou conhecida como Guerra dos Portos, a tributação de lucros no exterior, e a alterações no Imposto sobre Produtos Importados (IPI).
No Senado, conforme relatou Melo, quem comandava o esquema era Romero Jucá (PMDB), hoje líder do governo Temer. Ele teria recebido R$ 22 milhões em propina, que dividiu com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), e com o senador Eunício Oliveira (PMDB), além de outros parlamentares.
“De forma clara e objetiva: eu e o Senador tínhamos a convicção de que os apoios aos pleitos da empresa seriam posteriormente equacionados no valor estabelecido para contribuição a pretexto de campanha eleitoral, fosse ela realizada de forma oficial ou via caixa 2. Eu solicitava a aprovação das contribuições ao senador Romero Jucá e a Marcelo Odebrecht. Essas contribuições eleitorais eram medidas, definidas e decididas de acordo com a relevância dos assuntos de nosso interesse que tinham sido defendidos pelo parlamentar”, afirma Melo.
“Ao longo dos anos que mantive interlocução com o senador Romero Jucá, participei de pagamentos a ele que hoje superam R$ 22 milhões. Como tive conhecimento, esses valores eram centralizados no senador Romero Jucá e posteriormente redistribuído dentro de seu grupo no PMDB”, afirma outro trecho.
Era Jucá quem intermediava a propina a Calheiros, segundo o delator. “A Odebrecht sempre ajudou Renan Calheiros, de forma indireta, através de Romero Jucá”, diz Melo.

Ajuda
Em uma reunião para tratar de assuntos de interesse da Odebrecht, de acordo com o executivo, o próprio Renan lhe pediu ajuda para a candidatura do filho em Alagoas. “Em determinado momento da conversa, ele me disse que seu filho seria candidato ao governo de Alagoas e me pediu expressamente, que eu verificasse se a empresa poderia contribuir. Acredito que o pedido de pagamento de campanha a seu filho ao governo do Estado de Alagoas, justamente no momento em que se apresentavam os aspectos técnicos relevantes, era uma contrapartida para o forte apoio dado à renovação dos contratos de energia, inclusive publicamente, e que culminou na edição da MP n. 677/15”, concluiu.

Na Câmara, a empreiteira contava com um grupo do PMDB formado por Temer (então deputado), Eliseu Padilha e Moreira Franco. “Para fazer chegar a Michel Temer os meus pleitos, eu me valia de Eliseu Padilha ou Moreira Franco, que o representavam. Essa era uma via de mão dupla, pois o atual Presidente da República também utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais, como no caso dos pagamentos que participei, operacionalizado via Eliseu Padilha”, resumiu o delator.

Temer
Ele contou que, quando Temer já era vice-presidente, pediu a Marcelo Odebrecht R$ 10 milhões. O dinheiro foi entregue a Eliseu Padilha e Paulo Sckaf, presidente da Fiesp. Michel Temer solicitou, direta e pessoalmente para Marcelo, apoio financeiro para as campanhas do PMDB no ano de 2014”, relatou ao revelar um jantar com o hoje presidente no Palácio do Jaburu.
Cláudio Melo cita 36 personalidades do mundo político. A delação dele terá que ser confirmada com documentos, que forneceu aos investigadores da “Lava Jato”. Segundo o delator, os repasses eram feitos a campanhas eleitorais por meio de caixa 2 ou doação oficial. Mas, mesmo os repasses oficiais tinham interesses da Odebrecht no atendimento a alguma demanda da empreiteira. Os depoimentos dos delatores serão analisados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que decidirá quais os políticos serão alvo de pedido de abertura de inquérito.







POLÍTICOS BRASILEIROS ENROLADOS COM CAIXA 2 - DINHEIRO NÃO DECLARADO



Delator da Odebrecht cita Temer, Renan e mais 21 políticos

Da Redação (*) 






O presidente Michel Temer pediu R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht em 2014, segundo o site BuzzFeed e a revista Veja. A informação, conforme os veículos, integra a delação do executivo Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht e um dos 77 delatores da empreiteira na Operação Lava Jato.

O jornal O Estado de S. Paulo confirmou que Temer teve dois encontros com Marcelo Odebrecht naquele ano, quando concorreu à reeleição na chapa encabeçada por Dilma Rousseff. Uma das reuniões foi um jantar entre o então vice-presidente, Marcelo Odebrecht e o hoje ministro chefe da Casa Civil Eliseu Padilha no Palácio do Jaburu.

Em outro encontro, em São Paulo, Temer estava acompanhado de seu colega de partido Henrique Eduardo Alves, ex-ministro do Turismo na sua gestão. Ambos, segundo a delação, pediram dinheiro a executivos da empreiteira, em troca de uma obra.

A Veja informou nesta sexta-feira, 9, que teve acesso à íntegra dos anexos da delação de Melo Filho, que trabalhou por 12 anos como diretor de Relações Institucionais da Odebrecht.

Conforme o endereço eletrônico da revista, em 82 páginas, o executivo contou na delação que a maior empreiteira do País pagou propinas milionárias a integrantes da cúpula dos poderes Executivo e Legislativo.

Auxiliares

Segundo o delator, os R$ 10 milhões foram pagos em espécie a Padilha, um dos principais auxiliares do presidente. O dinheiro também teria sido repassado ao assessor especial do peemedebista, José Yunes, seu amigo há 50 anos.

O Estado também confirmou esta informação com uma fonte envolvida nas investigações da Lava Jato.  De acordo com a revista, deputados, senadores, ministros, ex-ministros e assessores da ex-presidente Dilma Rousseff também receberam propina. A distribuição de dinheiro ilícito teria alcançado integrantes de quase todos os partidos com representação no Congresso.

O delator, conforme a Veja, apresentou e-mail, planilhas e extratos telefônicos para provar suas afirmações.  De acordo com a revista, uma das mensagens mostra Marcelo Odebrecht, o dono da empresa, combinando o pagamentos a políticos importantes, identificados por valores e apelidos como "Justiça", "Boca Mole", "Caju", "Índio", "Caranguejo" e "Botafogo".

As revelações de Mello Filho, na avaliação de investigadores da Lava Jato, têm um peso especial porque durante muitos anos ele atuou como o "braço" da Odebrecht no Congresso e nos bastidores do Executivo federal. Ele era o contato da empreiteira com deputados e senadores. Em pelo menos um anexo ele cita os nomes de senadores peemedebistas a quem teria distribuído R$ 1 milhão. Em troca, esses políticos teriam agido em defesa dos interesses da Odebrecht no Congresso por meio da aprovação de projetos de lei.

Palácio repudia acusação contra Temer feita por delator da Odebrecht

O Palácio Planalto repudiou, em nota, as acusações de que o presidente Michel Temer teria solicitado valores ilícitos da empreiteira Odebrecht em meio à campanha à Presidência em 2014.

Em nota, o Planalto diz que todas as doações da construtora foram legais. "O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho.  As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE [Tribinal Superior Eleitoral]. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente", diz a nota.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e  Eunício Oliveira (PMDB-CE) também estão entre os citados na delação de Melo Filho.

Padilha

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou que tenha recebido recursos ilícitos da Odebrecht. "Não fui candidato em 2014. Nunca tratei de arrecadação para deputados ou para quem quer que seja. A acusação é uma mentira. Tenho certeza que, no final, isto estará comprovado", diz Padilha em nota.

O senador Romero Jucá também divulgou nota sobre a delação do executivo da Odebrecht. Jucá diz que desconhece a delação de Melo Filho e nega que recebeu recursos para o PMDB. O senador também esclarece que "todos os recursos da empresa ao partido foram legais e que ele, na condição de líder do governo, sempre tratou com várias empresas, mas em relação à articulação de projetos que tramitavam no Senado". O senador diz que está à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos.

A assessoria de imprensa do senador Eunício Oliveira informou que o senador nunca autorizou o uso de seu nome por terceiros e jamais recebeu recursos para a aprovação de projetos ou apresentação de emendas legislativas. "A contribuição da Odebrecht, como as demais, foram recebidas e contabilizadas de acordo com a lei e as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral".
(*) Com agências

Nome de Temer é citado 43 vezes em delação de executivo da Odebrecht

Folhapress 






"O atual presidente da República utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais", afirmou o delator

O nome do presidente Michel Temer aparece 43 vezes no documento do acordo de delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, é mencionado 45 vezes, e Moreira Franco, secretário de Parceria e Investimentos do governo Temer, 35. O ex-ministro Geddel Vieira Lima, que pediu demissão recentemente, surge em 67 trechos.
O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), apontado como o "homem de frente" das negociações da empreiteira no Congresso, tem 103 menções no relato, um arquivo preliminar do que o ex-executivo vai dizer às autoridades da Lava Jato.
De acordo com Melo Filho, o presidente Temer atua de forma "indireta" na arrecadação financeira do PMDB, mas teve papel "relevante" em 2014, quando, segundo ele, pediu R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht para a campanha eleitoral durante jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014.
Pagamentos
Segundo o delator, Temer incumbiu Padilha de operacionalizar pagamentos de campanha. O ministro, diz o ex-executivo, cuidou da distribuição de R$ 4 milhões daqueles R$ 10 milhões: "Foi ele o representante escolhido por Michel Temer - fato que demonstrava a confiança entre os dois-, que recebeu e endereçou os pagamentos realizados a pretexto de campanha solicitadas por Michel Temer. Este fato deixa claro seu peso político, principalmente quando observado pela
ótica do valor do pagamento realizado, na ordem de R$ 4 milhões".
"Chegamos no Palácio do Jaburu e fomos recebidos por Eliseu Padilha. Como Michel Temer ainda não tinha chegado, ficamos conversando amenidades em uma sala à direita de quem entra na residência pela entrada principal. Acredito que esta sala é uma biblioteca", disse o delator, que conta detalhes do jantar.
"Após a chegada de Michel Temer, sentamos na varanda em cadeiras de couro preto, com estrutura de alumínio. No jantar, acredito que considerando a importância do PMDB e a condição de possuir o Vice-Presidente da República como presidente do referido partido político, Marcelo Odebrecht definiu que seria feito pagamento no valor de R$ 10 milhões", diz.
"Claramente, o local escolhido para a reunião foi uma opção simbólica voltada a dar mais peso ao pedido de repasse financeiro que foi feito naquela ocasião. Inclusive, houve troca de e-mails nos quais Marcelo se referiu à ajuda definida no jantar, fazendo referência a Temer como 'MT'", ressalta o ex-executivo da Odebrecht. Um dos endereços de entrega foi o escritório de advocacia de José Yunes, atual assessor especial da Presidência da República.
Prepostos
Segundo o delator, "o atual presidente da República também utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais, como no caso dos pagamentos que participei, operacionalizado via Eliseu Padilha". O delator disse que foi apresentado a Temer por Geddel em agosto de 2005 na festa de aniversário de seu pai.
Ao se referir ao ministro Padilha, ele afirma que o hoje ministro "atua como verdadeiro preposto de Michel Temer e deixa claro que muitas vezes fala em seu nome", disse Melo Filho. "Eliseu Padilha concentra as arrecadações financeiras desse núcleo político do PMDB para posteriores repasses internos", afirmou.
A relação entre os quatro caciques peemedebistas é muito forte, segundo o delator, "o que confere peso aos pedidos formulados por eles (ministros), pois se sabe que o pleito solicitado em contrapartida (pela empresa) será atendido também por Michel Temer".
"Geddel Vieira Lima também possui influência dentro do grupo, interagindo com agentes privados para atender seus pleitos em troca de pagamentos", disse o delator.
Melo Filho afirmou que defendia "vigorosamente" as solicitações de pagamento feitas por Geddel junto à Odebrecht "como retribuição" pelo fato de o ex-ministro lhe aproximar das outras lideranças.
Sobre Jucá, ele declarou que um "exemplo" da força dele é "encontrado no fato de que o gabinete do Senador sempre foi concorrido e frequentado por agentes privados interessados na sua atuação estratégica". Todos os citados têm negado qualquer irregularidade na relação com a Odebrecht.


sábado, 10 de dezembro de 2016

APLICATIVO BEBÊ ALERTA



Aplicativo ajuda a evitar acidentes com crianças esquecidas em carros

Estadão Conteúdo 













Um aplicativo desenvolvido no Rio Grande do Sul ajuda a evitar acidentes como o que causou a morte de um bebê de cinco meses, quarta-feira (23), esquecido no carro pelo pai durante a rotina de trabalho, em Araçatuba, interior de São Paulo.

Os sócios Érico Montejo e Larissa Moraes desenvolveram um sistema gratuito que avisa pelo celular quando a criança não é deixada na escola, creche ou onde deveria estar rotineiramente. O serviço, registrado com o nome de "Bebê Alerta", está disponível para celulares com tecnologia Android ou iOS.

Montejo é empresário da área de comunicação e Larissa, consultora empresarial. "O aplicativo nasceu da nossa preocupação em defender as crianças de fatalidades, ajudando os pais a reduzir o esquecimento dos filhos nos carros. Na vida atribulada de hoje, é algo que pode acontecer com qualquer pessoa", disse Larissa.

O sistema registra a rotina da criança e emite alerta quando ela é quebrada. Se o filho não é deixado na escola no horário previsto, por exemplo, a mensagem indaga se os pais têm conhecimento da falta à aula. Isso também acontece quando a criança sai das aulas antes do horário ou permanece na escola mais tempo que o previsto. Segundo Larissa, o controle também evita casos, que ocorrem com certa frequência, de pais que se esquecem de buscar o filho após o período letivo.

Lançado no início deste ano, o serviço já recebeu adesão de escolas de Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, de forma gratuita. "Se a escola quiser inserir logotipo ou publicidade, aí é cobrada uma mensalidade", disse a consultora empresarial. Na escola, além do celular, o controle pode ser feito por tablet, notebook ou computador, permitindo a inserção de outros serviços, como a agenda escolar e informações para os pais.

Larissa e Montejo pretendem ampliar o leque de utilidades do sistema. "Estamos preparando a segunda fase do projeto, em que os pais poderão usar o sistema de check-in e chek-out em outras atividades do dia a dia", disse Larissa. O funcionamento e formas de acessar o serviço estão disponíveis no site www.bebealerta.com.br.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...