quinta-feira, 24 de novembro de 2016

NINGUEM GOSTA DE SER REJEITADO



O gosto amargo da rejeição

Simone Demolinari 





A dor causada pela rejeição talvez seja um dos sentimentos mais difíceis de ser superado. Parece que o ser humano resiste a quase tudo na vida, mas continua frágil mediante uma rejeição.
A sensação de ser rejeitado em nenhum aspecto é bem digerida. Ela é sentida quando somos demitidos, substituídos, desprezados, esquecidos ou não correspondidos afetivamente.
A autoestima é a primeira a ser abalada, porém, cada pessoa reage de forma bem particular a ela. Uns recuam e evitam a situação causadora da dor, enquanto outros, de forma inversa, passam a desejar ainda mais o objeto de desejo.
Há também aqueles que, de tanto medo de ser rejeitados, agem inconscientemente de maneira “preventiva”: rejeitam antes de serem rejeitados; traem antes de serem traídos; atacam antes de serem atacados. Uma forma equivocada de se prevenirem contra a dor.
Mas por que reagimos tão mal frente a uma rejeição?
É possível que a dor da rejeição tenha mais a ver com a sensação de menos valia do que com a perda do objeto de desejo em si. O fato de sermos preteridos, deflagra não só a ferida do vazio, como nos coloca frente a um espelho de que tanto evitamos olhar: nós mesmos.
Além disso, a rejeição implica em solidão, em abandono (não só físico, mas de planos, de sentimentos, de expectativas) e nessa hora vemos o nosso mecanismo de defesa ruir. Vem à tona a fragilidade e o rei fica nu. É preciso lidar com o nítido sentimento de fracasso, que fere a vaidade, machuca o ego e derruba a fantasia de sermos únicos.
Um estudo feito em 2001, o Surgeon General, dos EUA, emitiu um relatório afirmando que a rejeição representa um risco de violência na adolescência maior do que as drogas, a pobreza ou a participação em gangues. Outros estudos mais recentes também têm apontado que mesmo as rejeições leves são capazes de tornar as pessoas mais irritadiças, podendo a chegar a surtos de agressividade.
Outro fato interessante sobre a rejeição foi explicada por Guy Winch, autor do livro “Emotional First Aid” (Primeiros Socorros Emocionais). Segundo ele, a dor da rejeição ativa as mesmas áreas da dor física deixando o indivíduo tão ou mais sofrido que alguém que está fisicamente machucado. Talvez, doa até mais, visto que para a dor emocional não há remédio.
Mas, mesmo sendo essa dor uma mera criação do nosso narcisismo, é difícil deixar de senti-la.
Para tentar atenuar o sofrimento é preciso conviver melhor com nossa vulnerabilidade e sobretudo fortalecer a confiança em si mesmo. Um bom caminho para isso é o autoconhecimento. Através dele é possível trazer à consciência não só a nossa limitação, mas também a nossa essência.
Isso me lembra uma frase de Carl Jung que diz: “Quem olha para fora sonha, mas quem olha para dentro desperta”.
O despertar nos deixa mais autônomos emocionalmente.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

TRUMP NÃO QUER ACORDOS BILATERAIS DE LIVRE COMÉRCIO



Donald Trump diz que Estados Unidos devem sair da Parceria Transpacífico

Agência Brasil








A Parceria Transpacífico é um acordo de livre comércio assinado em 5 de outubro de 2015, envolvendo 12 países banhados pelo Oceano PacíficoDonald Trump

O presidente eleito norte-americano Donald Trump, disse - em um vídeo divulgado na noite dessa segunda-feira (21) - que anunciará a retirada dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico logo depois que tomar posse, em 20 de janeiro de 2017. A Parceria Transpacífico é um acordo de livre comércio assinado em 5 de outubro de 2015, envolvendo 12 países banhados pelo Oceano Pacífico, e constitui a principal aposta do presidente Barack Obama para o desenvolvimento do comércio internacional.

Trump disse ainda que a saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico vai se dar por meio de uma notificação aos países participantes do acordo. Além disso, informou que vai eliminar as atuais restrições à produção de energia, incluindo a produção de gás de xisto. Essas restrições se referem a controle ambiental. Durante a campanha deste ano, ele afirmou que as restrições aumentam a regulação existente no país, trazendo sérios prejuízos à economia norte-americana.

Outra medida anunciada por Donald Trump é proteger a infraestrutura dos Estados Unidos de ciberataques e outras formas de ataque. No que se refere aos imigrantes, ele disse que vai orientar o Departamento do Trabalho para investigar "os abusos dos programas de vistos que prejudicam o trabalhador americano". No que se refere à ética de funcionários no governo, afirmou que vai impor  uma proibição de cinco anos para que os funcionários executivos se tornem lobistas.

Empregos
No vídeo, divulgado pelo YouTube, Donald Trump falou sobre a importância das medidas que anunciará no primeiro dia de seu governo: "Quer se trate de produzir aço, construir carros ou curar doenças, quero que a próxima geração de produção e inovação aconteça aqui, na nossa grande pátria: a América - criando riqueza e empregos para os trabalhadores americanos".

O vídeo é uma das poucas oportunidades que o público norte-americano tem de ouvir Trump diretamente. Desde que foi eleito há duas semanas, Donald Trump tem evitado falar com os jornalistas. Em vez disso, ele tem usado as redes sociais. Houve apenas três situações em que ele falou à imprensa: a primeira, assim que recebeu um telefonema de Hillary Clinton, na madrugada de 9 de novembro, dando parabéns pela vitória eleitoral; a segunda, uma entrevista ao The Wall Street Journal e a última, uma entrevista ao programa "60 Minutes ", da CBS News.

UM PEQUENO DESCUIDO A CRIANÇA MORRE AFOGADA NAS PISCINAS



12 cuidados para evitar o afogamento de crianças

Da Redação 





O caso do menino de 7 anos que morreu após afogar-se na piscina infantil do clube e resort Thermas Internacional, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, acendeu o alerta dos pais com relação aos cuidados com os pequenos. E não é para menos. No Brasil, o afogamento é a segunda maior causa de morte por motivos acidentais de crianças de 0 a 14 anos.
Conforme o Ministério da Saúde, 1.045 crianças e adolescentes dessa faixa etária morreram afogados em 2014. Para evitar sustos e fatalidades, a coordenadora nacional da organização Criança Segura, Gabriela Guida de Freitas, reforçou a importância da criançada ser supervionada por um adulto em tempo integral quando estiver em piscinas, praia, represas, banheiro e lavanderia.
“Crianças com até quatro anos de idade, por possuírem a cabeça pesando até 25% de seu corpo, podem não ter força suficiente para se levantarem sozinhas e, consequentemente, se afogar até mesmo em um recipiente com apenas 2,5 cm de água”, conta Gabriela.
No mês Nacional da Segurança Aquática, a Criança Segura listou 12 dicas para prevenir afogamentos de crianças. Confira abaixo:
- Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, garanta que um adulto estará as supervisionando de forma ativa e constante o tempo todo. Além disso, ensine os pequenos que nadarem sozinhos, sem ninguém por perto, é perigoso e peça para que eles não se arrisquem;

- O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa sensação de segurança, mas podem estourar ou virar a qualquer momento;

- Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças ou simular que estão se afogando quando estiverem na piscina, lago, rio ou mar;

- Muitos casos de afogamentos acontecem com pessoas que acham que sabem nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;

- Fique atento! Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio;

- Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m de altura e portões com cadeados ou trava de segurança. Atenção! Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;

- Evite deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água;

- Tenha certeza que as crianças estão nadando em áreas seguras de rios, lagos, praias e represas;

- Ensine as crianças a respeitarem as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e a verificarem as condições das águas abertas;

- Depois do uso, mantenha vazios, virados para baixo e fora do alcance das crianças baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis;

- Deixe a porta do banheiro e da lavanderia fechada ou trancada por fora e mantenha a tampa do vaso sanitário abaixada (se possível, lacrada com um dispositivo de segurança);

- Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.

A FALTA DE ÁGUA E ESGOTO PREJUDICA MAIS AS MULHERES



ONU: falta de água e de tratamento de esgoto afeta principalmente mulheres

Agência Brasil







Segundo relatório da ONU, o acesso à água segura e ao esgotamento sanitário não estão disponíveis da mesma forma para homens, mulheres e outras identidades de gênero

Direito humano fundamental, o acesso à água segura e ao esgotamento sanitário não estão disponíveis da mesma forma para homens, mulheres e outras identidades de gênero, mostra relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo foi coordenado pelo pesquisador brasileiro Léo Heller, que é relator especial sobre o direito humano à água potável segura e ao esgotamento sanitário da instituição. Heller, que também coordena o Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas e Saneamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contou que  verificou que em quase todas as localidades onde há falta ou má distribuição de serviços de saneamento são as mulheres que coletam água para manter a higiene do lar.

“A situação mais usual é que quando não há água nas proximidades da residência, as mulheres e meninas são, na maioria das vezes, encarregadas de buscá-la em algum lugar, o que demanda tempo elevado. Em um país que visitei, o Tadjiquistão, um estudo mostra que as mulheres demoram de quatro a seis horas por dia para fazer iss”, acrescentou, ressaltando que essa situação reforça a dependência econômica delas dos maridos, já que não são remuneradas por esse tempo. O longo percurso também apresenta riscos a essas mulheres de sofrerem ataques de animais selvagens e violência sexual, sobretudo no local onde lavam a roupa e tomam banho.

O risco da violência sexual e o estresse também se apresentam em situações em que as mulheres não têm acesso a banheiros e precisam fazer suas necessidades básicas a céu aberto, o que as deixa vulneráveis. Algumas mulheres e meninas relataram ter sofrido abordagens grosseiras, lançamento de pedras, esfaqueamento e estupro enquanto procuravam por locais para as necessidades básicas.

De acordo com o relatório, essa falta prejudica a vida de muitas mulheres, que muitas vezes preferem não sair de casa por não ter privacidade para a higiene íntima, especialmente no período menstrual.

O problema também afeta a saúde de muitas que seguram a urina por longos períodos de tempo e deixam de ingerir líquidos, aumentando o risco de infecções de bexiga e rins. O Brasil não é exceção e os casos mais comuns são vistos nas zonas rurais, onde o problema da seca é uma constante.

Transgêneros
A inadequação dos espaços públicos atinge ainda as mulheres trans que ficam expostas a agressões morais e físicas ao usar instalações sanitárias separadas pelo sexo biológico. Estudos feitos na Índia revelam que os transexuais enfrentam dificuldades em encontrar casas para alugar, sendo forçados a viver em favelas e áreas remotas, com sérios problemas de esgoto e distribuição de água.

Outro grupo atingido é a população em situação de rua. Em Belo Horizonte (MG), um estudo coordenado por Heller mostra que os albergues e as unidades de acolhimento não são em número suficiente para a quantidade de pessoas sem moradia. Embora a maior parte desse público seja composta por homens, são as mulheres que mais sofrem com a falta de privacidade.

Recomendações
O pesquisador ressaltou que o estudo é importante para orientar políticas públicas voltadas para serviços de água e esgoto. “Às vezes, a legislação e as políticas públicas, quando são neutras em relação à questão de gênero, acabam favorecendo os homens. Nesse caso, por exemplo,
se fazem necessárias ações afirmativas para mulheres”.

Uma das recomendações do relatório é que essas políticas incluam mulheres e grupos marginalizados na tomada de decisões de todas as fases do planejamento e políticas e leis de saneamento, monitoramento e avaliação.

O estudo sugere ainda que os governos criem um sistema de indicadores de gênero para melhorar a coleta de dados desagregados por sexo e outros fatores relevantes, que são necessários para avaliar o impacto e a efetividade das políticas que visam à igualdade de gênero e ao fortalecimento da fruição dos direitos das mulheres à água e ao esgotamento sanitário.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...