domingo, 20 de novembro de 2016

QUAL SERÁ A POLÍTICA DE TRUMP COM A AMÉRICA LATINA?



Obama espera que Trump mantenha suas políticas em relação à América Latina

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte









Presidente dos EUA, Barack Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado esperar que seu sucessor, o republicano Donald Trump, mantenha sua política em relação à América Latina, inclusive o restabelecimento das relações norte-americanas com Cuba.

Obama, que está na capital do Peru para a cúpula anual de líderes da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec, na sigla em inglês), disse que Trump deve promover mudanças em relação à política comercial do país, mas minimizou a significância das alterações.

"Em relação à América Latina, eu não prevejo grandes mudanças de política por parte do novo governo", afirmou.

Ele acrescentou, no entanto, que "tensões serão levantadas, provavelmente em relação ao comércio exterior mais do que em outros campos, uma vez que o presidente eleito construiu sua campanha prometendo analisar cada política comercial para, potencialmente, revertê-la".

Obama salientou, no entanto, que, ainda que a equipe de Trump se debruce essas políticas, ele espera que essas autoridades vejam "que elas estão funcionando" e que proponham apenas "modificações".

"As coisas que você diz durante a campanha nem sempre se refletem no seu governo", notou o presidente.

Durante sua campanha, o então candidato republicano criticou repetidamente acordos comerciais como a Parceria Transpacífica (TPP, na sigla em inglês) e o Tratado norte-americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês).

Neste sábado, Obama se encontrou com líderes de outros países que integram o projeto de criação do TPP, um acordo que não deve ser ratificado pelo Congresso ainda durante sua gestão, admite sua equipe. O TPP foi uma das principais iniciativas de seu segundo mandato, peça fundamental de sua política em relação à Ásia.

"Conversas desconfortáveis irão acontecer com outros presidentes", afirmou Scott Miller, especialista em comércio exterior e conselheiro do Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos. Durante sua campanha pelo TPP, Obama utilizou seu prestígio para pressionar as lideranças de cada país a enfrentar a oposição doméstica em favor do pacto comercial.

O presidente norte-americano ainda deve ter uma reunião com o presidente da China, Xi Jinping, ao final do encontro. Embora não espere nenhum grande anúncio, Xi pode ser uma figura chave para convencer Trump a não retirar os EUA do acordo climático de Paris, atingido no ano passado.

A participação dos Estados Unidos e a China, dois dos maiores poluidores do planeta, foi essencial para atingir um consenso. Dessa forma, pode ficar nas mãos de Pequim convencer Trump a manter o acordo.

Como é a última visita de Obama à América Latina, analistas esperavam que ela centrasse sobre políticas importantes de seu governo na região, como o restabelecimento de laços diplomáticos com Cuba. No entanto, a vitória de Trump deve centrar o foco sobre as mudanças que ele pode trazer para a região.

"Obama gostaria de terminar seu mandato celebrando seus feitos, mas com a surpresa e a grande incerteza que se abateu sobre todos desde a vitória republicana, o clima está longe de ser animado", afirmou Michael Shifter, presidente do Diálogo Inter-Americano. "Parte do legado de Obama (para a América Latina), incluindo Cuba, pode estar em risco". Fonte: Dow Jones Newswires.



O BRASIL VAI MAL DE ACORDOS COMERCIAIS



Dos acordos e desacordos comerciais

Stefan Salej 





Apesar de que a semana está cheia de notícias da transição do governo dos Estados Unidos (o presidente eleito só toma posse no dia 20 de janeiro e até lá tem tempo para conversar ainda com o nosso presidente Temer, já que os dois ainda não conversaram), mas há outras preocupações na área de comércio internacional que não foram ofuscadas pela eleição de Trump. Ou foram e não percebemos.
Enquanto o Canadá conseguiu, depois de sete anos de negociações, fechar um acordo amplo de comércio e cooperação com União Europeia, o Mercosul, nascido em Ouro Preto há 25 anos, continua negociando, e negociando um acordo comercial com a mesma União Europeia. Está na mesa que a UE acabou de aceitar o Equador (que está brigado conosco na área diplomática em função do impeachment da companheira Rousseff) no acordo de comércio com o Peru e a Colômbia.
Por outro lado, na campanha presidencial norte-americana, ficou claro que o hoje vencedor Trump vai rever o acordo de livre comércio entre os Estados Unidos, México e Canada, como também o transpacífico (o acordo dos acordos) e rever a negociação do acordo entre os Estados Unidos e a União Europeia. Resumindo: está se redesenhando o mapa comercial do mundo. E se a esse quadro adicionarmos o reconhecimento definitivo da China como economia de mercado na Organização Mundial do Comercio (onde o brasileiro Azevedo quer mais um mandato de diretor geral), temos um quadro um tanto quanto indefinido para o exportador brasileiro. Você pode exportar baseado na sua capacidade empresarial, mas se houver barreiras nos países importadores, ou se seus concorrentes tiverem mais facilidades, o jogo muda ou até impede você de exportar.
E são acordos comerciais entre os países que permitem isso. De um lado, estamos amarrados pelas regras do Mercosul, uma associação de países difícil de se entender e com a qual conviver. De outro lado, pelos interesses e reposição do comercio global. O fato é, que o exportador brasileiro neste momento não tem a mínima interferência nas negociações que estão em curso, como Mercosul-UE, e nem na consolidação negociadora do próprio Mercosul. Mas também não sabe qual a posição estratégica do governo brasileiro para orientar seu planejamento empresarial.
A situação está menos dramática na área de agronegócios, onde o próprio setor assumiu a liderança e obrigou os outros atores a seguir o navio do almirante. Mas, iludidos com que temos boas reservas cambiais, e que o agro e os minerais sustentam a balança comercial, criando superávit, as exportações de manufaturados, serviços e produtos de tecnologia estão mancando. E sem acordos comerciais, só o bater dos tambores da promoção comercial (incluindo sem diminuir custo Brasil), vai ser difícil conseguir encher o caixa com dólares e euros para poder gastar em viagens e importações.

VOLTA DOS CASSINOS NO BRASIL



Projetos prevêem abertura de cassinos em sete cidades do circuito das águas

Tatiana Lagôa 







Niemeyer – Prédio modernista do Cassino da Pampulha na década de 40, em Belo Horizonte, que hoje abriga o Museu de Arte

O Sul de Minas pode voltar a ser a “Las Vegas brasileira”, apelido que recebeu nos tempos áureos dos cassinos nas décadas de 1930 e 1940. Os projetos de legalização dos jogos de azar no país, que avançam no Congresso Nacional, privilegiam as estâncias hidrominerais que tinham casas de jogos no passado.
São sete cidades mineiras que são estâncias e poderão ter novamente cassinos em caso de legalização da atividade: Araxá (única cidade fora da região Sul), Cambuquira, Caxambu, Conceição do Rio Verde, Lambari, Poços de Caldas e São Lourenço. Fora do Circuito das Águas, apenas Belo Horizonte chegou a ter cassino em Minas Gerais.
São dois projetos que tratam da legalização dos jogos, um em tramitação no Senado e outro na Câmara. No primeiro, a votação em plenário já está marcada para o dia 7 de dezembro. Já os deputados debatem o chamado Marco Regulatório dos Jogos, com sessão plenária marcada para 13 de dezembro.
A forte resistência de parte significativa dos parlamentares, principalmente da bancada evangélica, não tira as chances de aprovação, já que o governo federal apoia a ideia. A expectativa da União é que os jogos gerem uma arrecadação anual de tributos da ordem de R$ 18 bilhões. A venda de outorgas deve render outros R$ 30 bilhões para os cofres públicos.
Em caso de legalização, ocorrerão licitações de outorgas de exploração de jogos por até 25 anos. Estão inclusos nessas regras, além dos cassinos, os bingos, jogo do bicho, apostas eletrônicas, de quotas fixas e de corridas de cavalos.
“O cassino da Pampulha foi projetado para levar movimento para a região, assim como a Casa do Baile”
Neuma Horta
BeloTur

Limites
No texto do Senado, não há uma limitação clara do número de cassinos por estado. Mas, no projeto que tramita na Câmara, fica definido que os estados com mais de 25 milhões de habitantes poderão ter três cassinos. Apenas São Paulo tem esse contingente. Já os que possuem entre 15 milhões e 25 milhões, que inclui Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, poderão ter dois. E o restante poderá ter um. Ao todo, são 34 cassinos esperados com essa regra.
Porém, Minas Gerais poderá ser uma exceção em função da existência no passado de cassinos nas estâncias hidrominerais, já que o texto do projeto na Câmara prevê a abertura de cassinos nas cidades que já abrigaram essas casas de jogos, que em Minas são sete. “Com toda certeza Minas Gerais será o estado com o maior número de cassinos do país, como já foi no passado”, afirma o presidente do Instituto Jogo Legal, Magno José Sousa.
Para o deputado federal Newton Cardoso Júnior (PMDB), que apresentou a emenda sobre as estâncias, são grandes as chances dos projetos serem aprovados. “Os jogos estão proibidos no Brasil há 70 anos. Com o fim da atividade, o turismo no Sul de Minas ficou limitado, praticamente um turismo rural”, afirma.
De fato, no passado, o Sul de Minas foi destaque no universo das roletas e carteados. Muitos turistas associavam a busca pelas águas com propriedades curativas aos cassinos, que também eram palcos de superproduções musicais e teatrais.
30 bilhões de reais é o valor estimado a ser alcançado com o leilão das outorgas para cassinos no Brasil
São Lourenço chegou a ter oito cassinos nos tempos áureos da atividade. Mas, com a proibição dos jogos, em 1946 (veja infográfico), um enorme vazio se abriu para o turismo local. E não só para Minas Gerais, já que o Brasil teve 71 cassinos que geravam 53 mil empregos.
“A atividade simplesmente foi extinta do dia para o noite. E milhares de pessoas ficaram desempregadas”, afirma Sousa.
Para o secretário de Estado de Turismo, Ricardo Faria, a possível legalização dos jogos deverá impulsionar o turismo não somente no Sul de Minas, como em todo o Estado. “Nós vemos com muito bons olhos a legalização dos jogos por causa do efeito multiplicador. Servirá como um fomentador para o turismo no Estado”, afirma.
Ele lembra que, além das estâncias hidrominerais, outras regiões possuem potencial para a instalação de cassinos, como Belo Horizonte, onde já existiu um cassino. A casa de jogos foi transformada no Museu de Artes da Pampulha. “Projetado por Oscar Niemeyer, o cassino foi um dos mais famosos do Brasil”, conta a historiadora e assessora da diretoria de marketing da BeloTur, Neuma Horta.
Empregos e impostos seriam benefícios da legalização
A possibilidade de legalização dos jogos de azar no país anima empresários e prefeitos do Sul de Minas e de Araxá, no Alto Paranaíba. A medida é vista como oportunidade de negócios e geradora de divisas.
O Grande Hotel e Termas de Araxá, administrado pelo Grupo Tauá, que já teve um cassino, seria um dos que poderiam voltar poderá voltar a ter jogos. Segundo a diretora comercial da Rede Tauá de Resorts, Lizete Ribeiro, o grupo já foi procurado por empresários interessados em ser operadores do cassino.
“Nossa ideia é terceirizar o cassino. Estamos aguardando a liberação legal para conhecer as regras”, diz.
Essa expectativa positiva está também em Caxambu. Segundo o prefeito da cidade, Carlos Alberto Abraão, o retorno dos cassinos pode ser a saída para as dificuldades financeiras da cidade. “É uma maneira de gerar mais empregos e melhorar a qualidade de vida da população”, afirma.
Segundo estimativas do Instituto Jogo Legal, a aprovação da lei poderá criar 600 mil empregos formais no país. Desse montante, 450 mil seriam os que já atuam no jogo do bicho informalmente e outros 150 mil em novas atividades.
Além disso, o projeto do Senado prevê que 93% dos recursos que forem para a União serão vinculados à Previdência Social. Outros 3% irão para o Fundo Penitenciário; 2% para cultura e 2% para a Polícia Federal.
“A aprovação é uma pauta positiva e fundamental para atrair turistas estrangeiros para o Estado”
Ricardo Faria
Secretário de Estado de Turismo

Ministro defende apenas jogos que movimentem o turismo
A legalização dos jogos de azar ainda é motivo de polêmica. Até mesmo o Ministério do Turismo, que defende a liberação de resorts com cassinos, não acredita em ganhos com outros jogos, como o do bicho.
“O que está tramitando no Congresso é mais complexo do que o que estamos defendendo. Tem vários jogos sem interesse do ponto de vista do turismo”, afirma o ministro do Turismo, Marx Beltrão.
Para ele, até mesmo a fiscalização seria mais fácil em caso de legalização apenas dos grandes complexos de lazer com abertura para cassinos. “O Brasil está atrasado nessa pauta. Tem vários brasileiros jogando pela internet ou saindo do país para jogar. É recurso sendo exportado”, afirma.
O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, é contra a legalização dos jogos no Brasil. O principal argumento é o risco de a atividade ser usada para lavagem de dinheiro. “A lavagem de dinheiro é uma das piores atividades porque permite a multiplicação de outros crimes”, afirma. Para ele, com a crise da administração pública em que o país vive, o controle da atividade seria muito difícil.







sábado, 19 de novembro de 2016

MULHERES SÃO MAIS SUSCEPTÍVEIS À INFECÇÃO PELO ZIKA VIRUS



Zika: mulher pode ter risco maior de infecção

Estadão Conteúdo 




Os vírus que armazenam seu código genético no RNA, como o da zika - diferentemente daqueles que armazenam essa informação no DNA, como o da herpes e da catapora -, enfraquecem o sistema imunológico vaginal, retardando a resposta das defesas do corpo à infecção e dificultando a detecção do vírus na vagina. Isso pode aumentar o risco de infecção do feto durante a gravidez. A conclusão é de um novo estudo publicado nesta quarta-feira, 16, na revista científica internacional Journal of Experimental Medicine.

O novo estudo foi liderado por cientistas dos Institutos Gladstone, ligados à Universidade da Califórnia em São Francisco (Estados Unidos).

De acordo com os autores do artigo, a descoberta sugere que as mulheres são mais suscetíveis à transmissão sexual de vírus de RNA e elas têm mais dificuldade que os homens para eliminar a infecção do corpo. "Nossa pesquisa reforça os resultados de estudos epidemiológicos que mostram que as mulheres têm um risco maior de infecção por zika", declarou o autor principal do artigo, Shomyseh Sanjabi, pesquisador dos Institutos Gladstone.

"O amortecimento da resposta imune vaginal é especialmente preocupante, porque dá ao vírus mais tempo para se espalhar e chegar ao feto, se a mulher estiver grávida ou engravidar durante a infecção", disse Sanjabi. Para fazer a pesquisa, os cientistas infectaram camundongos fêmeas de forma sistêmica - como acontece quando a transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti - e também pela vagina.

Normalmente, células infectadas liberam as moléculas conhecidas como interferon, que formam uma primeira linha de defesa contra a infecção. O interferon inicia o combate ao vírus e - o que é mais importante - alerta as células vizinhas que o corpo está sendo atacado, desencadeando a reação de todo o sistema imunológico.

Depois de três dias, os animais que foram infectados sistemicamente apresentaram uma forte resposta de interferon e começaram a eliminar o vírus do organismo. Enquanto isso, os animais infectados pela vagina ainda tinham níveis extremamente altos do vírus e nenhum sinal de interferon. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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