quinta-feira, 28 de julho de 2016

ESGOTAMENTO PROFISSIONAL



Síndrome do Esgotamento Profissional

Simone Demolinari 




O mundo profissional é cercado de desafios e competitividade, a Síndrome do Esgotamento Profissional é uma consequência do ritmo atual: uma fadiga crônica física e mental provocada pelas condições desgastantes de trabalho. É também chamada de Síndrome de Burnout, um termo que vem do inglês e significa algo próximo a “queimar por completo”. Os mais antigos davam à doença o nome de “estafa” – um estágio incapacitante em que chegavam as pessoas que se dedicavam de forma obstinada e compulsiva ao trabalho e com isso adoeciam.
O indivíduo com essa síndrome sente-se permanentemente exausto. Durante o dia seu estresse, irritabilidade e impaciência trabalham como uma bomba relógio, prestes a explodir. À noite, seu sono não é reparador, fazendo com que o despertar já venha com sensação de cansaço.
Alguns comportamentos podem ser um sinalizador de que algo não vai bem ou um prelúdio da doença:
– A vida profissional significa quase que a única atividade da vida. Lazer, esporte e vida social são sacrificados em nome do trabalho;
– Evita o conflito através do silêncio;
– Dificuldade de delegar, tendendo a fazer tudo sozinho;
– Medição da autoestima em função da atividade profissional;
– Nível de exigência elevado, considerando a maioria das pessoas incompetente;
– Intolerância e agressividade na fala;
– Isolamento social, recusa à socialização, evitação de eventos familiares;
– Fuga no abuso de álcool, droga, sexo ou comida;
– Perda do senso de humor apresentando intolerância a piadas e brincadeiras;
– Evitação do contato pessoal dando prioridade à mensagens por escrito ou e-mails;
– Lapso de memória;
– Sensação de que tudo é desgastante, difícil e complicado;
– Perda de vigor físico;
– Manifestação de alguma doença psicossomática;
– Sensação constante de angústia, desesperança e exaustão;
– Manifestação de sintomas de depressão, desde agitação até apatia.
É importante ressaltar que a Síndrome de Burnout se desenvolve lentamente, ou seja, é difícil de ser percebida, um processo lento e gradual, onde o indivíduo vai, aos poucos, incorporando alguns comportamentos em sua rotina e considerando aquilo parte de uma condição normal.
Há de se considerar que uma jornada de trabalho regular, por si só, não causa a doença, o drama da questão reside no desequilíbrio entre a tensão e o relaxamento. Indivíduos afetados pela Síndrome do Esgotamento Profissional, geralmente, ultrapassam o limite do estresse tolerável, com isso o organismo sofre uma sobrecarga permanente, chegando ao colapso. Nessa hora, a dedicação exagerada dá lugar a um desânimo intenso, iniciando uma luta interna que agrava ainda mais o problema.
Ao insistir em não atender os apelos do corpo, algo mais drástico dará o recado.
É importante saber-se doente e dar ao bem-estar psíquico, no mínimo, a mesma importância da carreira profissional.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

COMUNICAÇÃO COM O ELEITOR - DESAFIO DOS CANDIDATOS



Comunicação será o desafio pior de candidatos a prefeito

Orion Teixeira 


Todos estão à espera do dia 15 de agosto, prazo final de registros das candidaturas, quando então esse quadro pulverizado de até 12 postulantes a prefeito deve ser reduzido a oito. Por várias razões. A primeira delas é a realidade da disputa atual, sem financiamento de empresas e com tempo de campanha encurtado (90 dias para 45). Outro motivo que não pode ser desprezado é a raiva (rejeição) do eleitor contra os políticos.
Quando o pretendente perceber que não há dinheiro para a campanha, que conseguiu alianças e vice que some, as desistências virão naturalmente. Outros serão traídos pela direção partidária, que achará melhor fechar com opções mais fortes (com apoio e estrutura). Haverá ainda os que, em vez de cabeça de chapa, buscarão caminho mais fácil, às vezes, lucrativo, de virar candidato a vice.
Se sobreviver até o dia 15, superando as dificuldades acima, os desafiantes enfrentarão o pior desafio, que será a comunicação, para ficarem bem conhecidos, bem como suas propostas. O diagnóstico é ruim, porque a televisão não tem mais apelo, dada a concorrência das redes sociais e da tevê paga, afetada ainda pelo desinteresse pelos políticos.

Eleições 2016: novos desafios para os candidatos

 

Tomas Filho é jornalista, consultor, palestrante e fundador do Projeto TM Fá

 

Os últimos e impactantes acontecimentos na política brasileira estão mudando a maneira de pensar e agir de muitos cidadãos e certamente isso vai provocar uma dificuldade de adaptação nos candidatos ao pleito de 2016.

De uns tempos pra cá, as pessoas estão se sentindo frustradas e decepcionadas com alguns políticos, e isso compromete a reputação de toda a classe.

Com esse tipo de comportamento, as eleições terão novos desafios. Será uma campanha eleitoral com aspectos diferentes, justamente por se tratar de um ano muito turbulento, com situações delicadas que podem comprometer qualquer candidato.
O cenário foi agravado com o Impeachment, cassação, corrupção ativa e passiva, substituição de um governo, operações e investigações, etc. Muitas informações negativas para o eleitor, que desgastaram e enfraqueceram a imagem do político.
A verdade é que a maioria dos brasileiros, por não saberem diferenciar o bom do mau político, acabam generalizando e passam a enxergar todos como corruptos. Para desmistificar esse conceito, o candidato precisa estar preparado para os desafios.
Você está preparado para colocar o seu nome para apreciação do eleitor? Saiba que não será uma campanha comum. Somente os candidatos que se adequarem de acordo com as mudanças que ocorreram nesse novo perfil do eleitor poderão conseguir um bom resultado nas urnas.
Não basta ter boas propostas: se houver um desgaste na sua imagem, você já larga em desvantagem na corrida eleitoral. A dificuldade será tão grande que candidatos despreparados e sem conhecimento que ganhavam sem muito esforço em eleições passadas, agora terão que aprender a se encaixar diante da nova maneira de pensar e agir do eleitor.

A primeira mudança significativa que ocorrerá na forma do eleitor escolher seu candidato preferido vai ser julgar seu comportamento em relação à suas ações dentro da comunidade em que vive.

Se você é o tipo de político que costuma ir à igreja ou aparecer em velórios apenas na véspera do período eleitoral, será visto como demagogo. Prepare-se para adotar um comportamento verdadeiro, que condiz com as suas crenças e atitudes. Frequente a igreja se você for uma pessoa religiosa.
Com o descontentamento e a atual situação política do Brasil, o cidadão ficou mais exigente e não vai ser fácil conquistar votos. Vamos mostrar quais serão as características mais afetadas no perfil do candidato e as áreas da campanha eleitoral que exigirão mais atenção provocadas pela mudança do perfil do eleitor nas eleições de 2016.
Confiança é a número um por se tratar da queda na credibilidade que todos os políticos sofreram nos últimos tempos. Por isso, o candidato terá que se desdobrar para mudar sua Postura e se mostrar o mais correto e confiável possível, não prometendo coisas absurdas, deixando as pessoas perceberem como se sente bem na presença delas, lembrando o nome de todos, olhando nos olhos, sendo sempre simpático e jamais faltar ou chegar atrasado aos seus compromissos, evitando vícios de linguagem para melhorar a Comunicação, pois a maneira correta de falar alcançará seus objetivos e sempre será entendido por todos, causando uma ótima impressão.
Os seus discursos precisam ser convincentes e você terá que dominar a Oratória em todos os aspectos, como gestos, palavras com maior entonação ou inflexão, expressão corporal e facial, entre outros segredos da boa comunicação para causar impacto e atingir a sociedade. Como complemento, cabe investir na Comunicação Áudio – Visual, onde os mínimos detalhes não podem ser esquecidos, como uma foto perfeita que aproveita o máximo da expressão facial do candidato, um banner com imagens nítidas, sem poluição visual, vídeos simples, mas com conteúdo explicativo, gravações em áudio com mensagens claras e objetivas, impressões em geral como panfletos ou santinhos com linguagem clara e sem palavras de difícil entendimento.
A comunicação bem feita se estende às Redes Sociais, que também será um grande desafio, pois se o candidato e sua equipe ou assessoria não as dominar da maneira correta, poderá perder votos e ainda sofrer com alguns comentários desagradáveis de eleitores adversários.
O mais importante nessa ocasião especifica é saber se comportar nas redes sociais sem gerar nenhum tipo de constrangimento, ou ainda provocar aqueles que não compartilham de suas ideias com declarações ou perguntas desnecessárias.
Corpo a Corpo, como muitos sabem, é a principal fase da campanha, onde as visitas são fundamentais para estreitar os laços entre candidato e eleitor. Prepare-se para a parte mais difícil da campanha, pois você terá que justificar ou tentar responder pelos erros dos outros e será bastante indagado sobre os roubos na política. Seu autocontrole será exigido a todo momento, de acordo com cada situação.
O bom mesmo é ouvir com bastante atenção o que o eleitor tem a dizer e sempre se mostrar solícito para entender seus anseios sem esquecer que sua eleição depende muito desse contato e o poder de convencimento nessa hora, mas para que isso aconteça da melhor forma possível o candidato terá que colocar a sua Inteligência Emocional em prática, que não poderá falhar em nenhum momento durante todo o percurso da campanha.
Você será testado a todo instante. Nunca esqueça que sem preparação correta ninguém, em qualquer que seja as circunstâncias, estará preparado para vencer. Todas as etapas da campanha eleitoral devem ser acompanhadas por profissionais capacitados, especializados em marketing político, jornalismo e marketing digital para facilitar o relacionamento com o eleitor.
É responsabilidade do coordenador geral da campanha conhecer e dominar amplamente essas áreas, pois campanhas eleitorais são iguais em qualquer lugar do mundo, o que muda é o nível intelectual do candidato e eleitor.


IMPEACHMENT DA DILMA



Comissão do impeachment vai conceder mais um dia de prazo para defesa de Dilma

Estadão Conteúdo 






Comissão de impeachment no Senado

A Comissão Especial do Impeachment vai conceder mais um dia de prazo para que a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff entregue as alegações finais do impeachment. A prorrogação, entretanto, não deve alterar o calendário do processo, previsto para se encerrar no fim de agosto.

"Decido acolher em parte as razões da Defesa para conceder-lhe prazo adicional de 24h, até o término do expediente da quinta-feira, 28 de julho, para apresentação de suas alegações finais, restando inalteradas as demais datas de reunião da Comissão Especial", escreveu o presidente da Comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB) em sua decisão.

O posicionamento veio após um pedido da defesa da presidente, protocolado na tarde desta terça-feira, 26, que alegou que teve problemas para acessar o processo no site do Senado Federal por dois dias e gostaria que o prazo fosse reposto.

Acompanhado da assessoria técnica do Senado, Lira verificou que o sistema ficou fora do ar por aproximadamente 36 horas e optou por conceder uma prorrogação de 24 horas. As alegações finais, que deveriam ser entregues nessa quarta-feira, 27, poderão ser protocoladas pela defesa até as 18h de quinta-feira, 28.

Calendário

A solução veio de um acordo entre o presidente da comissão e o relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG), além do defensor da presidente, o ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que chegou a ligar para os senadores e participar diretamente do acordo. Lira estava decidido a aceitar o pedido da defesa, desde que isso não causasse alterações no calendário do processo.

A ideia do presidente do colegiado era conceder a prorrogação para a presidente, mas descontar os dias do prazo que o relator tem para elaborar o parecer, sem causar atrasos no processo. Anastasia, entretanto, aceitou apenas que um dia fosse descontado do seu próprio prazo, o que definiu a decisão final de 24 horas.

Confira o calendário do impeachment, já com a alteração no prazo de alegações finais

28/7 - Entrega das alegações finais da defesa
29/7 a 1/8 - Elaboração do parecer do relator
02/8 - Leitura do parecer do relator na comissão
03/8 - Discussão do parecer na comissão
04/8 - Votação do parecer na comissão
05/8 - Leitura do parecer em plenário
09/8 - Discussão e votação do parecer em plenário (pronúncia do réu)
24 a 26/8 - Caso os prazos sejam respeitados, essa é a estimativa de votação do julgamento final do impeachment de acordo com o relator*

*O julgamento é agendado pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski.

CARGA TRIBUTÁRIA GRANDE - MAIOR A SONEGAÇÃO



Rombo causado pela sonegação pode adiar aposentadorias

Tatiana Moraes






Rombo causado pela sonegação supera em quase R$ 15 bilhões o déficit atual da Previdência

A sonegação de impostos no Brasil pode fazer com que os trabalhadores demorem mais a se aposentar. Em 2015, o desvio da contribuição previdenciária foi de R$ 103,2 bilhões, segundo levantamento realizado pelo Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz). O montante é quase 17% maior do que o rombo registrado pela previdência naquele ano, de R$ 88,6 bilhões. Ou seja, R$ 14,6bilhões superior ao que é gasto com aposentadorias, pensões e benefícios trabalhistas do regime geral no país. A conclusão é simples: se os impostos da previdência fossem pagos em dia, o discurso do governo federal de que o sistema geral não é sustentável cairia por terra.

O desvio é altíssimo. Para se ter ideia, o montante representa 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2015, fechado em R$ 5,9 trilhões. Mais do que isso: conforme o estudo do Sinprofaz, equivale a quase 30% do que deveria ser arrecadado. “Mais uma vez, o elo fraco da relação está pagando a conta. Se a sonegação não estivesse neste patamar, se houvesse recursos para barrá-la, não haveria necessidade de aumentar o limite mínimo de idade para se aposentar”, garante o presidente do sindicato, Achilles Frias.

Gorjetas

Como sonegação, foram contabilizados valores que as empresas recolhem dos empregados e não repassam aos cofres públicos, prática caracterizada como apropriação indébita, e montantes que deveriam ser recolhidos, mas não são. No último caso entram, por exemplo, pagamentos que são feitos fora da carteira de trabalho. Os garçons, que costumam receber gorjetas como salário, são um caso clássico, aponta Frias.

O presidente do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev), Roberto de Carvalho, ressalta que os débitos tributários prescrevem em cinco anos, fato que aumenta o rombo da previdência. Ou seja, passados cinco anos, a empresa deixa de ser cobrada pelo INSS. No entanto, quando o empregado se aposentar ele será pago pelo Tesouro de qualquer forma. E é aí que mora o problema.

DENÚNCIA

“O empregado deve entender que ele é parte importante do processo. Se ele recebe fora da carteira, o INSS não é recolhido e, no futuro, alguém irá pagar. Na verdade, todos já estão pagando. Quando o governo diz que não há dinheiro suficiente, é culpa, além das aposentadorias especiais, das sonegações. É necessário denunciar pelo 135”, critica o presidente do Ieprev.

A dificuldade para o próprio empregado de saber se a empresa repassa ou não o dinheiro ao INSS também é destacada pelo especialista. No caso do FGTS, o trabalhador recebe, em casa, um extrato dos depósitos e rendimentos. Quando o assunto é o recolhimento previdenciário, não.

Aqueles que têm contas no Banco do Brasil ou na Caixa conseguem verificar por meio do internet banking. Os demais têm que se dirigir a um dos guichês do INSS, fazer um cadastro e pegar uma senha. “Falta facilidade e educação financeira. Quem pode acessar os dados não sabe que pode e não sabe para quê eles servem”, lamenta.

Imposto não recolhido para a seguridade ultrapassa R$ 300 bi

Além da contribuição previdenciária direta, a sonegação dos tributos que financiam a seguridade social ultrapassa os R$ 300 bilhões, segundo estimativa do presidente do Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), Achilles Frias.

Entre os impostos que não chegam aos cofres públicos, ele destaca a Cofins, que incide sobre o faturamento das empresas. Em 2015, R$ 44 bilhões que deveriam ser recolhidos a título da contribuição federal deixaram de ser repassados aos cofres públicos. Metade do rombo da previdência.

Cofins significa, justamente, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Outros impostos cuja sonegação vai às alturas é do PIS/Pasep, com desvio de R$ 11 bilhões, e o próprio FGTS, com R$ 31 bilhões.

Frias destaca que faltam ferramentas para que a fiscalização dos desvios seja eficaz. Segundo ele, existe menos de um servidor para cada membro da Procuradoria.

Trabalho extra

“Não é fácil encontrar as pessoas, empresas e quadrilhas que mais sonegam. Porém, além de cruzar os dados e levantar os bens desses sonegadores, também temos que fazer fotocópias, por exemplo”, critica. Para melhorar o sistema, a Procuradoria Nacional vai focar, em 2016, em dívidas superiores a R$ 1 milhão. E há muito trabalho. Em 2015, a sonegação no país foi de R$ 452,9 bilhões, o equivalente a 23,2% do que deveria ter entrado nos cofres públicos.

O presidente do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev), Roberto de Carvalho, destaca que a dificuldade na integração dos dados da Receita Federal (RF) e do Cadastro Nacional de Informações Sociais.

Ele ressalta que a Receita Federal e da Previdência foram integradas em 2006. A base de dados, no entanto, não seguiu a mesma linha. Assim como outros muitos bancos de dados pelo país.

Falta integração

“Embora seja o mesmo órgão responsável pela gestão dos dados, eles não estão integrados”, diz o especialista. Dessa forma, é possível que as empresas cadastrem dados diferentes em sistemas federais de prestação de contas, sem que haja verificação digital e, o mais importante, punição.

“Se uma empresa declara faturamento de R$ 1 milhão e não há recolhimento, ou ela tem muitos funcionários, há algo errado”, diz.



AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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