sábado, 16 de julho de 2016

ALERTA CONTRA A CORRUPÇÃO DOMINANTE



Minas permanece em alerta

Manoel Hygino 


Um belo-horizontino no ministério de Temer. Poucos talvez o saibam, consoante a tradição de que Minas trabalha em silêncio, um slogan do tempo de Magalhães Pinto, governador do Estado. Pois bem, o novo ministro é Fabiano Augusto Martins Silveira, do Ministério da Fiscalização, Transparência e Controle da União, a antiga CGU.
Formado em Direito pela UFMG, com pós-graduação pela PUC e na Itália, Fabiano foi membro do Conselho Nacional do Ministério Público, liderado pelo hoje procurador-geral da União, Rodrigo Janot, e servia como conselheiro do CNJ, presidido pelo ministro Lewandowski, do Supremo.
O ministro, ao assumir o cargo, criado pela Medida Provisória 726, passa a exercer papel da maior relevância, principalmente pelas circunstâncias atuais do país. Ele declarou: “Nossos esforços continuam sendo conjuntos para dar ênfase às medidas de combate à corrupção. Esse é um direito dos cidadãos brasileiros”.
Adiante, afirmou: “Transformar a CGU em um ministério é uma forma de dar maior visibilidade a esse que se tornou um órgão no qual a sociedade confia plenamente e por isso manteremos todas as funções da Controladoria”.
Muito trabalho pela frente para missão árdua. A nova pasta segue como órgão central do Sistema de Controle Interno e do Sistema de Correição, ambos do Executivo Federal, mantendo todas as atividades relativas à defesa do patrimônio público e ao incremento na transferência da gestão, por meio das atividades de controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à corrupção, e ouvidoria.
Tudo isso demonstra, mais uma vez, que Minas jamais se omite, principalmente nos momentos graves da vida republicana, como aliás o fez na monarquia. Fatos e personagens o comprovam à suficiência. E o Manifesto dos Mineiros sintetiza a posição da gente das montanhas no sistema político implantado em 1937.
O período que se atravessa preocupa. O Brasil exige medidas que impeçam a perenização do clima de suspeição e de corrupção, que tornou a nação motivo até de chacota em nível internacional. O Brasil que agora temos não é o que queremos para os brasileiros. Nosso conceito, em âmbitos interno e externo, está duramente ferido por acontecimentos recentes.
Em verdade, cumpre à geração de agora, conhecedora do mar de lama em que nos enchafurdamos, a tarefa magna de ajudar a levantar-nos. Como no Manifesto de 1943, “queremos espaço realmente aberto para os moços, oriundos de todos os horizontes sociais, a fim de que a nação se enriqueça de homens experimentados e eficientes, inclusive de homens públicos, dentre os quais venham a surgir, no contínuo concurso das atividades políticas, os fadados a governá-la e a enaltecê-la no concerto das grandes potências...” Minas, fiel a si mesma, jamais abandona sua instintiva inclinação para sentir e realizar os interesses fundamentais de toda a nação. Aos maus brasileiros, aos que nos traem diariamente nos conciliábulos da perversão administrativa, financeira e social, resta o caminho do calabouço.
A grande imposição deste momento, quando paira sobre o país a pesada nuvem da corrupção, é definir quem realmente se aliou no combate a essa perversidade e aqueles outros que apenas fazem de conta.
Jesus já disse: o homem não pode montar simultaneamente dois cavalos, nem pode estender dois arcos. O servo não pode servir a dois senhores; se ama um, odiará o outro.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

O GOVERNO NÃO TEM DINHEIRO PARA PAGAR O EXCESSO DE FUNCIONÁRIOS - COMO VAI TER DINHEIRO PARA PESQUISA E COMBATE A ESSES VIRUS



Vírus mais agressivo da dengue avança no Brasil

Estadão Conteúdo 





Brasil registra números de casos ainda piores do que os do ano passado.

Embora a maioria dos casos de dengue no Brasil ainda seja causada pelo tipo 1 da doença, cresce em alguns Estados a circulação do sorotipo 2, o mais agressivo dos quatro vírus existentes. Dados do mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, com estatísticas de 3 de janeiro até 28 de maio, mostram que, de um total de 2,2 mil amostras positivas para dengue analisadas em laboratório neste ano, 6,4% já são do tipo 2, ante 0,7% no ano passado. No Estado de São Paulo, esse tipo de vírus já é responsável por 13,6% dos casos da doença, ante 0,5% em 2015.

Além de ser considerado por especialistas o mais virulento dos quatro sorotipos da dengue, o tipo 2 ainda está relacionado a outro risco no País. Como parte da população brasileira já foi infectada pelo tipo 1, a ocorrência de uma segunda infecção por outro sorotipo aumenta o risco de desenvolvimento de uma das formas graves da doença, que podem levar à morte, como a febre hemorrágica.

Segundo o infectologista Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, o risco maior em uma segunda infecção pela doença está relacionado à resposta imunológica do paciente que já contraiu o vírus uma vez. "Como já existem anticorpos contra um tipo de dengue no organismo, há uma reação inflamatória exacerbada, que prejudica o organismo, mas que não consegue neutralizar o novo sorotipo. O risco de desenvolvimento de uma forma grave da dengue é de 15 a 20 vezes maior quando se trata de uma segunda infecção."

O grande número de brasileiros infectados pelo tipo 1 nas epidemias de dengue dos últimos anos é uma das razões que explicam o crescimento dos casos provocados pelo tipo 2, segundo especialistas. "Como o vírus tipo 1 da dengue está circulando há muito tempo no Brasil, já temos muitas pessoas imunes a ele. Quando há o contato dessa população com outro sorotipo, aumenta mesmo o número desses tipos de casos porque há mais pessoas suscetíveis a ele. E uma segunda infecção por dengue tem tendência a uma gravidade maior", explica Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde.

Além de São Paulo, outros Estados registram circulação do tipo 2 da dengue acima da média nacional. No Pará, 33,3% das amostras analisadas correspondem a esse sorotipo. No Distrito Federal, esse índice é de 26,8% e em Rondônia, de 13,1%.

Interior

Segundo Boulos, no Estado de São Paulo, esse sorotipo está presente predominantemente na região de Ribeirão Preto, no interior paulista. Em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde do município, pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto têm feito a vigilância virológica dos casos de dengue na cidade para estabelecer qual é o porcentual de casos de cada sorotipo.

"O que a gente tem visto é que, do fim do último ano para cá, houve mesmo um aumento dos casos de dengue tipo 2. Dependendo do mês, eles já representam cerca de 25% a 30% dos casos na cidade. Mas não acho que isso seja restrito a Ribeirão. Esse aumento deve estar acontecendo em outras áreas do Estado também", afirma Benedito Antonio Lopes da Fonseca, professor de Infectologia da faculdade e um dos coordenadores do monitoramento virológico no município.

O pesquisador disse ainda que pelo menos uma das sete mortes por dengue registradas neste ano na cidade aconteceu por uma infecção provocada pelo tipo 2 da doença. A paciente apresentava uma doença crônica, condição que aumenta o risco de complicações.

Segundo Boulos, diante do avanço do tipo 2 da dengue no Estado, a Secretaria Estadual da Saúde deverá reforçar com médicos e outros profissionais de saúde as diretrizes de atendimento a pessoas com suspeita da doença. "Todos têm de ficar mais atentos aos sinais de agravamento da dengue. Teremos de pensar duas vezes antes de liberar o paciente."

O HOMEM DESTROI A NATUREZA



Ararinha-azul deve voltar à natureza em 2019

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte







O Ministério do Meio Ambiente (MMA) anunciou um plano de cinco anos para reintroduzir a ararinha-azul no seu hábitat original: a Caatinga do norte da Bahia. Considerada extinta na natureza há mais de 15 anos, a espécie (Cyanopsitta spixii) que inspirou a história do filme Rio só existe hoje em cativeiro, e a maioria dos exemplares está em criadouros particulares fora do Brasil.

O plano prevê a criação de uma área protegida e a construção de um Centro de Reintrodução e Reprodução da Ararinha-Azul em Curaçá, município baiano, na divisa com Pernambuco, onde a espécie costumava ocorrer. Segundo o ministério, os esforços para criação de uma unidade de conservação na região "já estão em fase avançada" e deverão ser levados para consulta pública em breve.

A construção do centro de reintrodução deverá custar US$ 1,5 milhão. O projeto será bancado com apoio das instituições parceiras do plano: a Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), do Catar; a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), da Alemanha; a Parrots International, dos EUA; o Jurong Bird Park, de Cingapura; Fazenda Cachoeira e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Brasil.

Segundo o cronograma, o centro deverá ficar pronto em 2018, para dar suporte à primeira soltura de ararinhas-azuis na natureza em 2019. Os animais serão monitorados por dois anos, e a experiência adquirida nesse período será usada para uma segunda soltura, em 2021. Antes disso, será feita uma soltura de teste com maracanãs, uma espécie de arara que não está ameaçada e pode conviver com as ararinhas-azuis na natureza.

Atualmente, há 128 ararinhas-azuis em cativeiro no mundo - a maioria nos criadouros do Catar e da Alemanha, que nos últimos anos vêm trabalhando em parceria com o governo brasileiro no sentido de reproduzir a espécie e reintroduzi-la na natureza. Pelo acordo assinado ontem, os parceiros internacionais se comprometem a enviar 70% do filhotes nascidos sob sua guarda nos próximos anos para o projeto de reintrodução.

Por enquanto, a instituição responsável por guardar e reproduzir ararinhas-azuis no Brasil é o Criadouro Fazenda Cachoeira, em Minas Gerais.

Ave misteriosa

No final de junho foi anunciado que uma ararinha-azul foi avistada na natureza em Curaçá, por várias pessoas. Uma moradora chegou até a fazer um vídeo dela voando, mas o paradeiro da ave desde então é desconhecido. O Ministério do Meio Ambiente informou ontem que uma equipe do ICMBio rodou a região, com apoio da comunidade, e que a ave foi ouvida, mas não foi avistada.

A identificação da espécie com base nas imagens e no áudio do vídeo é polêmica. Há quem diga que o grito dela se parece mais com o de uma arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) do que o de uma ararinha-azul. Mas, sem encontrar a ave, não há como ter certeza. Se for uma ararinha-azul, é possível que ela tenha sido solta por algum criador não autorizado.

Alguns conservacionistas criticaram a divulgação do vídeo, acreditando que isso coloca a ararinha em risco.

ATENTADO TERRORISTA EM NICE NA FRANÇA



Sobe para 84 número de mortos em ataque em Nice, informa ministério

Estadao Conteudo
Hoje em Dia - Belo Horizonte






É possível perceber o para-brisa cravado de balas. Há relatos de tiros disparados para tentar parar o motorista

O número de pessoas mortas no ataque lançado nesta quinta-feira (14) por um caminhão em Nice, sul da França, durante a Festa Nacional da Queda da Bastilha, subiu para 84, segundo atualização do Ministério do Interior francês. Outras 18 pessoas ficaram gravemente feridas. O ministério também informou que há "várias crianças" entre as vítimas fatais do ataque.

"Foi um ato criminoso que deixou dezenas de mortos", declarou o secretário regional do Interior, Sébastien Humbert, acrescentando que "há uma centena de feridos". "O caminhão atropelou a multidão em um longo trecho da avenida beira-mar, o que explica o elevado número de mortos", disse Humbert. O secretário assinalou que "houve troca de tiros e o motorista do caminhão foi morto".
O presidente François Hollande, que estava em Avignon, na mesma região, para o feriado da Revolução Francesa, voltou a Paris para para chefiar a célula de crise montada no ministério do Interior na madrugada desta sexta-feira (hora local).
Nesta quinta (14), Hollande chegou a afirmar que não pretendia estender o estado de emergência em vigor desde a série de atentados de Paris, em 13 de novembro de 2015. A medida seria suspendida no próximo dia 26.
Em Washington, a Casa Branca informou que o presidente americano, Barack Obama, já foi informado sobre o mais recente atentado em solo francês.
"O presidente foi informado sobre a situação em Nice, na França, e sua equipe de Segurança Nacional vai atualizá-lo, conforme o caso", afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Ned Price.
Pânico na Riviera
O governo da cidade afirmava ser um atentado terrorista. Porém, não havia confirmação oficial do governo francês ou reivindicação de nenhuma facção radical até as 21h Segundo testemunhas e policiais, o veículo entrou na área fechada da esplanada dos Ingleses, avenida litorânea na cidade da Côte D'Azur, por volta das 22h30 (17h30 em Brasília), antes da queima de fogos que marca o mais importante feriado francês.
A polícia fez um cerco ao caminhão e abriu fogo contra o motorista, que morreu na hora. A imprensa francesa afirmava que um segundo homem estava foragido.
Em pânico, os participantes da festa saíram correndo da região da orla. Uma hora depois do ataque, a praça estava completamente vazia, após pedido do governo para que moradores e turistas ficassem em locais fechados.
Atentados
Se confirmada a hipótese, o episódio de Nice alonga a lista de ataques terroristas na Europa em um ano e meio, que inclui o atentado ao jornal "Charlie Hebdo", os ataques de novembro e os atentados de Bruxelas em março. Na capital belga, uma estação de metrô e um aeroporto foram alvo. Também outro aeroporto europeu, o de Atatürk, em Istambul, foi alvo de extremistas em 28 de junho, deixando 45 mortos. A milícia radical Estado Islâmico reivindicou a autoria dos atentados em Paris e Bruxelas, e o governo da Turquia atribuiu à facção o ataque ao aeroporto de Istambul. Receios de ataques durante a Eurocopa, na França, não se confirmaram. O ataque contra Bruxelas, em março de 2016, fez 32 vítimas.
Os ataques a Paris e Bruxelas foram reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico.
O atentado em Nice ocorre em um contexto de ameaça terrorista muito elevada, especialmente na França, envolvida em ações militares na Síria contra o Estado Islâmico.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...