Sobe para 84 número de
mortos em ataque em Nice, informa ministério
Estadao Conteudo
Hoje em Dia - Belo
Horizonte
É possível perceber o para-brisa cravado de balas. Há relatos de tiros
disparados para tentar parar o motorista
O número de pessoas mortas no ataque lançado nesta quinta-feira (14) por
um caminhão em Nice, sul da França, durante a Festa Nacional da Queda da
Bastilha, subiu para 84, segundo atualização do Ministério do Interior francês.
Outras 18 pessoas ficaram gravemente feridas. O ministério também informou
que há "várias crianças" entre as vítimas fatais do ataque.
"Foi um ato criminoso que deixou dezenas de mortos", declarou o secretário regional do Interior, Sébastien Humbert, acrescentando que "há uma centena de feridos". "O caminhão atropelou a multidão em um longo trecho da avenida beira-mar, o que explica o elevado número de mortos", disse Humbert. O secretário assinalou que "houve troca de tiros e o motorista do caminhão foi morto".
"Foi um ato criminoso que deixou dezenas de mortos", declarou o secretário regional do Interior, Sébastien Humbert, acrescentando que "há uma centena de feridos". "O caminhão atropelou a multidão em um longo trecho da avenida beira-mar, o que explica o elevado número de mortos", disse Humbert. O secretário assinalou que "houve troca de tiros e o motorista do caminhão foi morto".
O presidente François Hollande, que estava em Avignon, na mesma região,
para o feriado da Revolução Francesa, voltou a Paris para para chefiar a célula
de crise montada no ministério do Interior na madrugada desta sexta-feira (hora
local).
Nesta quinta (14), Hollande chegou a afirmar que não pretendia
estender o estado de emergência em vigor desde a série de atentados de Paris,
em 13 de novembro de 2015. A medida seria suspendida no próximo dia 26.
Em Washington, a Casa Branca informou que o presidente americano, Barack
Obama, já foi informado sobre o mais recente atentado em solo francês.
"O presidente foi informado sobre a situação em Nice, na França, e
sua equipe de Segurança Nacional vai atualizá-lo, conforme o caso",
afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Ned Price.
Pânico na Riviera
O governo da cidade afirmava ser um atentado terrorista. Porém, não
havia confirmação oficial do governo francês ou reivindicação de nenhuma facção
radical até as 21h Segundo testemunhas e policiais, o veículo entrou na área
fechada da esplanada dos Ingleses, avenida litorânea na cidade da Côte D'Azur,
por volta das 22h30 (17h30 em Brasília), antes da queima de fogos que marca o
mais importante feriado francês.
A polícia fez um cerco ao caminhão e abriu fogo contra o motorista, que
morreu na hora. A imprensa francesa afirmava que um segundo homem estava
foragido.
Em pânico, os participantes da festa saíram correndo da região da orla.
Uma hora depois do ataque, a praça estava completamente vazia, após pedido do
governo para que moradores e turistas ficassem em locais fechados.
Atentados
Se confirmada a hipótese, o episódio de Nice alonga a lista de ataques
terroristas na Europa em um ano e meio, que inclui o atentado ao jornal
"Charlie Hebdo", os ataques de novembro e os atentados de Bruxelas em
março. Na capital belga, uma estação de metrô e um aeroporto foram alvo. Também
outro aeroporto europeu, o de Atatürk, em Istambul, foi alvo de extremistas em
28 de junho, deixando 45 mortos. A milícia radical Estado Islâmico reivindicou
a autoria dos atentados em Paris e Bruxelas, e o governo da Turquia atribuiu à
facção o ataque ao aeroporto de Istambul. Receios de ataques durante a
Eurocopa, na França, não se confirmaram. O ataque contra Bruxelas, em março de
2016, fez 32 vítimas.
Os ataques a Paris e Bruxelas foram reivindicados pelo grupo jihadista
Estado Islâmico.
O atentado em Nice ocorre em um contexto de ameaça terrorista muito
elevada, especialmente na França, envolvida em ações militares na Síria contra
o Estado Islâmico.

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