sábado, 9 de julho de 2016

SÓ O GOVERNO CONSEGUE SOBREVIVER COM DÉFICIT - A POPULAÇÃO NÃO CONSEGUE



Governo encaminha ao Congresso nova meta fiscal de 2017, com déficit de R$ 139 bi

Estadão Conteúdo 




Um dia após anunciar a revisão da meta fiscal de 2017, o governo do presidente em exercício, Michel Temer, encaminhou ao Congresso a proposta que contém o déficit do governo central de R$ 139 bilhões do próximo ano. A alteração foi repassada pelo ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, para o relator do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017, senador Wellington Fagundes (PR-MT).

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) marcou uma reunião para a próxima quarta-feira, 13, a fim de apreciar o parecer de Wellington Fagundes referente à nova meta. Caso seja aprovada no colegiado, a proposta ainda terá de ir à votação pelo plenário do Congresso. Ela teria de ser aprovada para que os parlamentares possam entrar oficialmente em recesso. Ainda não foi convocada uma sessão do Congresso para apreciar a proposta.

Previsão para 2018 é de R$ 79 bilhões negativos

Após a coletiva de imprensa da equipe econômica para o anúncio da meta de déficit fiscal do Governo Central de R$ 139 bilhões para 2017, o Ministério do Planejamento divulgou nesta quinta-feira (7) um documento no qual prevê um novo déficit, de R$ 79 bilhões (1,1% do PIB), para 2018. Com isso, 2018 será o quinto ano consecutivo de primário negativo.

Já para 2019, o documento aponta para um resultado zero, mas o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse acreditar ser possível entregar um pequeno superávit naquele ano.

Já para os Estados e municípios, que devem ter um déficit primário de R$ 1 bilhão em 2017, o Planejamento estima superávits expressivos de R$ 16,0 bilhões em 2018 (0,2% do PIB) e R$ 19,9 bilhões em 2019 (0,3% do PIB). Já as estatais federais devem apresentar déficits primários de R$ 3 bilhões ao ano até 2019.

Com isso, as projeções para o primário consolidado do setor público são de um déficit de 143,1 bilhões em 2017 (2,1% do PIB), um déficit de R$ 66 bilhões em 2018 (0,9% do PIB) e um superávit de R$ 16,9 bilhões em 2019 (0,2% do PIB).

É MUITO POUCO O QUE O GOVERNO FAZ PARA A POPULAÇÃO



Em carta ao Congresso, Temer critica gestão de Dilma

Agência Brasil 






Temer diz que melhorias em programas como o Bolsa Família e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) são prioridade do seu governo

O presidente interino Michel Temer escreveu uma carta ao Congresso Nacional na qual diz que possui compromisso com os programas sociais e critica a gestão da presidenta afastada Dilma Rousseff.
No documento, enviado nesta sexta-feira (8) aos parlamentares, Temer diz que melhorias em programas como o Bolsa Família e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) são prioridade do seu governo.
Ao citar o reajuste de 12,5% que será concedido ao benefício médio do Bolsa Família neste mês, o presidente interino mencionou os valores e disse que o aumento “é superior aos 9% anunciados em maio e não concretizados pela gestão anterior e está acima da inflação dos últimos 12 meses”.
De acordo com Temer, foram repassados mais de R$ 200 milhões para 2.650 prefeituras que atendem crianças beneficiadas com o programa em creches. “Estamos honrando os compromissos que não foram cumpridos no governo anterior e liberando a segunda parcela do que deveria ter sido pago em 2015”, disse.
Segundo o presidente interino, o governo trabalha “incessantemente” para que as famílias melhorem sua renda e deixem de depender do Bolsa Família. Ele afirmou também que tem atuado para “aperfeiçoar os mecanismos de transferência de renda para a população mais pobre”.
“Não podemos permitir que estes importantes benefícios tenham sua trajetória desviada e, para isso, determinei uma atualização do cadastro de beneficiários, fazendo com que os recursos cheguem efetivamente para aqueles que realmente precisam”, escreveu.
Segundo a mensagem, o governo tem priorizado também a educação ao autorizar a criação de 75 mil vagas no Fies e a destinação dos recursos faz parte do entendimento de que a diminuição da desigualdade no país passa pela educação.
“Para esse governo, a educação é fundamental para o país. Por isso, ampliando as ações nessa área, liberamos R$ 700 milhões para programas destinados à educação”, diz.

SITUAÇÃO CAÓTICA DO PAÍS



Matemática complexa

Editorial Jornal Hoje em Dia



O presidente interino Michel Temer, desde que assumiu o cargo, tem conversado com lideranças de vários segmentos da economia para “trocar ideias” sobre a situação do país.
Ontem, foi a vez de bater um papo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, e outros 100 empresários do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação.
Na reunião, o presidente da CNI se posicionou a favor de medidas duras e modernas na Previdência Social e nas leis trabalhistas para melhorar a situação do déficit fiscal.
Uma dessas medidas seria o aumento da carga semanal de trabalho para até 80 horas, a exemplo do ocorrido na França, onde as leis estão sendo discutidas e trabalhadores foram às ruas protestar e promover quebra-quebra.
O argumento do empresário logo ganhou repercussão nas redes sociais e na imprensa e foram iniciadas as manifestações contrárias à possível mudança na legislação.
Acontece que o “barulho” poderia ter sido bem menor não fosse uma “gafe” da Agência Brasil, portal de notícias gerenciado pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), pertencente ao governo federal.
“A França, que tem 36 horas semanais, passou para a possibilidade de até 80 horas por semana e até 12 horas diárias”, disse Robson de Andrade

Às 14h21, a agência postou a notícia “CNI defende carga de 80 horas semanais para trabalhador brasileiro”, que permaneceu por pouco mais de uma hora no ar, sendo repetida nos grandes e nos pequenos portais de notícias da internet e nas redes sociais.
Às 15h29 – depois de uma possível “chamada de atenção” – a notícia mudou para “Presidente da CNI defende mudanças previdenciárias e nas leis trabalhistas”. Mas, a essa hora, o leite já estava derramado, as repercussões estavam a mil.
Uma mudança como essa na legislação trabalhista não é simples e não envolve apenas a carga horária. A matemática do negócio é complexa.
Com uma jornada de 12 horas na indústria, um trabalhador que reside nas regiões metropolitanas ou nas periferias das grandes cidades, que gasta em torno de duas horas de deslocamento, passará 16 horas por dia fora de casa.
Com todo esse tempo gasto em um dia de 24 horas, será possível descansar para o dia seguinte com a mesma carga horária? Talvez na primeira semana seja factível aguentar o “tranco”, mas, depois, quando o cansaço começar a bater, o risco de acidentes de trabalho aumenta e, com ele, a possibilidade do funcionário da indústria ser aposentado por invalidez e, consequentemente, onerar o governo, que é quem paga a conta da Previdência.
Em concretizado, este cenário representaria uma melhoria para o patrão, um desgaste para o trabalhador e um problema para o governo. Ainda bem que parece ter sido um erro de interpretação...

COMENTÁRIO
Por que somente o povo, o trabalhador, é escolhido para pagar o “pato” dos nossos desgovernos, das gastanças desenfreadas com os privilégios das nossas “castas’ políticas, judiciais e militares que consomem toda a arrecadação do estado e não sobra nada para a população em termos de retorno com a saúde, educação e segurança.
É preciso aparecer novos governantes preocupados com as necessidades da população do que as suas próprias necessidades.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

COMPRAS COMPULSIVAS NÃO TRAZEM A FELICIDADE



Compulsão, consumismo e infelicidade

Simone Demolinari 



Oniomania ou compra compulsiva é uma doença caracterizada por atos excessivos, incontroláveis, repetitivos e irresistíveis em comprar indiscriminadamente. O desejo é tão forte que faz com que o indivíduo obtenha um produto independentemente de sua necessidade, aliás, o intuito é apenas atender ao descontrole do impulso.
A compra compulsiva está no espectro do transtorno obsessivo-compulsivo, assim como comida, bebida, jogos, sexo, internet, não descartando a possibilidade do problema ser migratório.
O funcionamento é básico. Temos no cérebro uma área responsável pelo sistema de recompensa e que, quando acionada, proporciona uma agradável sensação de prazer imediato. Algumas pessoas têm essas áreas mais sensíveis ou mais estimuladas e consequentemente estão mais vulneráveis.
Indivíduos com esse transtorno são dominados pela vontade de comprar de forma tão incontrolável que, muitas vezes, eles não escolhem nem o objeto de desejo, simplesmente compram coisas que nem irão usar, como roupas que ficam guardadas com a etiqueta e sapatos com número deferente do que calçam. Mas em seguida vem a culpa, o arrependimento e até a vergonha. Sentem-se deprimidos e impotentes diante do impulso que o controla.
Estudos recentes indicam maior prevalência da oniomania em mulheres e estima-se algo em torno de 2% a 8% da população em geral, sem vinculação à classe social da pessoa.
Algumas características desse transtorno são:
– Sensação de euforia e bem estar no ato de compra
– Perda de controle sobre o ato de comprar
– Aumento progressivo do volume de compras
– Tentativas frustradas de reduzir ou controlar o impulso
– Mentiras para encobrir o descontrole com compras
– Prejuízos nos âmbitos social, profissional e familiar
– Gastos que superam três vezes ou mais o ganho mensal
– Dívidas
– Compra de objetos duplicados
– Angústia após efetuar as compras.
A diferença da oniomania para o consumismo é que no segundo não há propriamente um descontrole e sim um consumo excessivo e supérfluo.
Consumir em exagero pode estar associado a vaidade, a competitividade (o amigo tem eu também quero um igual ou melhor), ao exibicionismo, para atenuar a insegurança ou para encobrir um estado de profunda tristeza ou infelicidade. O “Pai da Psicanálise”, Sigmund Freud, apontou que, basicamente, o ser humano busca o prazer para evita a dor. E é aí que mora o perigo.
O consumismo é muito mais fonte de infelicidade do que de felicidade. O prazer é efêmero e em seguida vem a necessidade de comprar mais – um buraco sem fundo. Além disso, ele desperta inveja, cobiça, disputa e comparação, sentimentos que são opostos à proposta de felicidade.
Não é à toa que há muitas pessoas extremamente consumistas que continuam insatisfeitas e infelizes. Ao passo que outras, desapegadas da necessidade de comprar, desfrutam um constante estado de paz e plenitude.
Nada mais apropriado que a citação de Schopenhauer: “A nossa felicidade depende muito mais do que temos em nossa cabeça, do que nos nossos bolsos”.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...