domingo, 10 de julho de 2016

PAMPULHA EM BELO HORIZONTE - PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE - OBRA DE OSCAR NIEMEYAR



Curvas do complexo da Pampulha estão no foco internacional à espera do título
Renato Fonseca






Traço ousado - Engenhosas construções, como a casa do Baile, transformam a orla da lagoa em sinônimo de arte, harmonia, patrimônio, beleza e história

Na Igreja São Francisco de Assis, curvas reinventadas no concreto armado. No Museu de Arte, um palácio ornamentado por vidros e espelhos. Já no Iate Tênis Clube, construção em forma de um barco lançado sobre as águas e, na Casa do Baile, simplicidade e singeleza com as colunas expressivas e marquise ondulada.
O traço ousado dos edifícios, inspirado nas montanhas de Minas, é assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907 – 2012). As engenhosas construções transformam a orla da lagoa da Pampulha, na capital, em sinônimo de arte, harmonia, patrimônio, beleza e história. Passados 75 anos desde a concepção da obra, o cartão-postal mais famoso de BH está prestes a receber reconhecimento internacional.
Daqui a seis dias, o conjunto moderno da Pampulha, formado pelos imóveis articulados em torno do espelho d’água, enfrenta o último desafio para obter o título de patrimônio cultural da humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (Unesco).
Na próxima sexta-feira, técnicos de 21 países estarão reunidos em Istambul, na Turquia, para decidir se o complexo arquitetônico será elevado a patrimônio do mundo.
A concorrida chancela, além de garantir o aporte de recursos e a valorização dos bens, deve contribuir para alavancar o turismo e trazer novos investimentos para a cidade. “A Pampulha merece. Todos os arquitetos do mundo defendem ela. O título, caso seja confirmado, deve ser motivo de muito orgulho não só para Belo Horizonte, mas para todo o Brasil”, afirma Luciana Rocha Féres, diretora do Conjunto Moderno da Pampulha, órgão vinculado à Fundação Municipal de Cultura.
Luciana ainda acrescenta: “é um reconhecimento de valor universal, excepcional. Esse conjunto não existe em nenhum outro lugar do mundo. É algo único”.
A singularidade do equipamento cultural, erguido na metrópole mineira, é um dos temas que serão mostrados em uma série do Hoje em Dia, a partir deste domingo.





  
"O título deve ser motivo de muito orgulho não só para Belo Horizonte, mas para todo o Brasil", diz Luciana Féres

Contagem regressiva após duas décadas de espera
Assim como as curvas projetadas por Niemeyer, o caminho percorrido pela Pampulha na tentativa de buscar a chancela internacional foi sinuoso. O complexo está na lista indicativa do Brasil para obter o reconhecimento desde 1996. A candidatura, no entanto, só foi retomada em 2012.
De lá para cá, uma série de desafios foram enfrentados, e muitos outros ainda estão por vir: da promessa antiga de despoluição do espelho d’água à revitalização dos equipamentos culturais. Algumas edificações, como a Igreja São Francisco de Assis, sofrem há anos com a falta de zelo. Mas o problema mais grave está na requalificação do Iate Tênis Clube, que foi descaracterizado.
Os entraves, no entanto, não serão empecilhos, garante a Fundação Municipal de Cultura. Um plano de intervenção foi traçado e definido junto à Unesco. BH tem até 2019 para ver o templo religioso livre das infiltrações, a lagoa limpa e o puxadinho do clube jogado no chão.
A família de Oscar Niemeyer comemora a candidatura e está ansiosa pelo anúncio. Para Carlos Ricardo Niemeyer, bisneto do arquiteto e superintendente da Fundação Niemeyer, o título, além de valorizar ainda mais a obra, ajuda a garantir a preservação. “Foi na Pampulha que o trabalho dele realmente começou. Esse esforço em prol da chancela será recompensado com a integridade deste patrimônio”.
Conforme Carlos Ricardo, caso o bisavô estivesse vivo, o reconhecimento mundial seria “uma das maiores satisfações” do gênio da arquitetura, principalmente devido às mudanças previstas. “Uma das maiores tristezas dele era ver a obra (Iate) descaracterizada. Para que este aval da Unesco se concretize, será necessário revitalizar o espaço como era em sua concepção. Sem dúvida, isso o faria muito feliz”.
Linha do tempo

Dezembro de 2012
O conjunto moderno da Pampulha está na lista indicativa do Brasil para o patrimônio mundial desde 1996, mas a candidatura só foi retomada 16 anos depois. Foi criada uma comissão para elaborar um dossiê.

Abril de 2013
Técnicos do Iphan de Brasília fazem visita à orla da lagoa e aos imóveis que compõem o conjunto. Além de conhecer melhor o local, tinham como objetivo definir um cronograma de trabalho.

Dezembro de 2014
Após dois anos, é finalizada a primeira versão do dossiê. Com mais de 500 páginas, o documento é entregue ao Iphan e, depois, remetido à Unesco para a oficialização da candidatura.

Março de 2015
Unesco informa que a candidatura havia sido aceita pela entidade. Criada nova comissão, envolvendo diversas secretarias municipais, para articular projetos e intervenções na região.

Setembro de 2015
BH recebe a chamada missão de avaliação do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos). Durante quatro dias, uma arquiteta venezuelana analisa a região.

Fevereiro de 2016
Última versão do dossiê é entregue. Novo documento traz um plano de intervenção para o conjunto moderno com diversas ações que devem ser feitas em até três anos.

Maio de 2016
Unesco envia ao Itamaraty parecer favorável à candidatura da Pampulha a patrimônio cultural da humanidade.

Julho de 2016
Acontece a 40ª sessão do comitê do patrimônio mundial da Unesco, em Istambul (Turquia). No encontro, será decidido se a Pampulha será reconhecida como patrimônio do mundo.

Pampulha

sábado, 9 de julho de 2016

SÓ O GOVERNO CONSEGUE SOBREVIVER COM DÉFICIT - A POPULAÇÃO NÃO CONSEGUE



Governo encaminha ao Congresso nova meta fiscal de 2017, com déficit de R$ 139 bi

Estadão Conteúdo 




Um dia após anunciar a revisão da meta fiscal de 2017, o governo do presidente em exercício, Michel Temer, encaminhou ao Congresso a proposta que contém o déficit do governo central de R$ 139 bilhões do próximo ano. A alteração foi repassada pelo ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, para o relator do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017, senador Wellington Fagundes (PR-MT).

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) marcou uma reunião para a próxima quarta-feira, 13, a fim de apreciar o parecer de Wellington Fagundes referente à nova meta. Caso seja aprovada no colegiado, a proposta ainda terá de ir à votação pelo plenário do Congresso. Ela teria de ser aprovada para que os parlamentares possam entrar oficialmente em recesso. Ainda não foi convocada uma sessão do Congresso para apreciar a proposta.

Previsão para 2018 é de R$ 79 bilhões negativos

Após a coletiva de imprensa da equipe econômica para o anúncio da meta de déficit fiscal do Governo Central de R$ 139 bilhões para 2017, o Ministério do Planejamento divulgou nesta quinta-feira (7) um documento no qual prevê um novo déficit, de R$ 79 bilhões (1,1% do PIB), para 2018. Com isso, 2018 será o quinto ano consecutivo de primário negativo.

Já para 2019, o documento aponta para um resultado zero, mas o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse acreditar ser possível entregar um pequeno superávit naquele ano.

Já para os Estados e municípios, que devem ter um déficit primário de R$ 1 bilhão em 2017, o Planejamento estima superávits expressivos de R$ 16,0 bilhões em 2018 (0,2% do PIB) e R$ 19,9 bilhões em 2019 (0,3% do PIB). Já as estatais federais devem apresentar déficits primários de R$ 3 bilhões ao ano até 2019.

Com isso, as projeções para o primário consolidado do setor público são de um déficit de 143,1 bilhões em 2017 (2,1% do PIB), um déficit de R$ 66 bilhões em 2018 (0,9% do PIB) e um superávit de R$ 16,9 bilhões em 2019 (0,2% do PIB).

É MUITO POUCO O QUE O GOVERNO FAZ PARA A POPULAÇÃO



Em carta ao Congresso, Temer critica gestão de Dilma

Agência Brasil 






Temer diz que melhorias em programas como o Bolsa Família e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) são prioridade do seu governo

O presidente interino Michel Temer escreveu uma carta ao Congresso Nacional na qual diz que possui compromisso com os programas sociais e critica a gestão da presidenta afastada Dilma Rousseff.
No documento, enviado nesta sexta-feira (8) aos parlamentares, Temer diz que melhorias em programas como o Bolsa Família e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) são prioridade do seu governo.
Ao citar o reajuste de 12,5% que será concedido ao benefício médio do Bolsa Família neste mês, o presidente interino mencionou os valores e disse que o aumento “é superior aos 9% anunciados em maio e não concretizados pela gestão anterior e está acima da inflação dos últimos 12 meses”.
De acordo com Temer, foram repassados mais de R$ 200 milhões para 2.650 prefeituras que atendem crianças beneficiadas com o programa em creches. “Estamos honrando os compromissos que não foram cumpridos no governo anterior e liberando a segunda parcela do que deveria ter sido pago em 2015”, disse.
Segundo o presidente interino, o governo trabalha “incessantemente” para que as famílias melhorem sua renda e deixem de depender do Bolsa Família. Ele afirmou também que tem atuado para “aperfeiçoar os mecanismos de transferência de renda para a população mais pobre”.
“Não podemos permitir que estes importantes benefícios tenham sua trajetória desviada e, para isso, determinei uma atualização do cadastro de beneficiários, fazendo com que os recursos cheguem efetivamente para aqueles que realmente precisam”, escreveu.
Segundo a mensagem, o governo tem priorizado também a educação ao autorizar a criação de 75 mil vagas no Fies e a destinação dos recursos faz parte do entendimento de que a diminuição da desigualdade no país passa pela educação.
“Para esse governo, a educação é fundamental para o país. Por isso, ampliando as ações nessa área, liberamos R$ 700 milhões para programas destinados à educação”, diz.

SITUAÇÃO CAÓTICA DO PAÍS



Matemática complexa

Editorial Jornal Hoje em Dia



O presidente interino Michel Temer, desde que assumiu o cargo, tem conversado com lideranças de vários segmentos da economia para “trocar ideias” sobre a situação do país.
Ontem, foi a vez de bater um papo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, e outros 100 empresários do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação.
Na reunião, o presidente da CNI se posicionou a favor de medidas duras e modernas na Previdência Social e nas leis trabalhistas para melhorar a situação do déficit fiscal.
Uma dessas medidas seria o aumento da carga semanal de trabalho para até 80 horas, a exemplo do ocorrido na França, onde as leis estão sendo discutidas e trabalhadores foram às ruas protestar e promover quebra-quebra.
O argumento do empresário logo ganhou repercussão nas redes sociais e na imprensa e foram iniciadas as manifestações contrárias à possível mudança na legislação.
Acontece que o “barulho” poderia ter sido bem menor não fosse uma “gafe” da Agência Brasil, portal de notícias gerenciado pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), pertencente ao governo federal.
“A França, que tem 36 horas semanais, passou para a possibilidade de até 80 horas por semana e até 12 horas diárias”, disse Robson de Andrade

Às 14h21, a agência postou a notícia “CNI defende carga de 80 horas semanais para trabalhador brasileiro”, que permaneceu por pouco mais de uma hora no ar, sendo repetida nos grandes e nos pequenos portais de notícias da internet e nas redes sociais.
Às 15h29 – depois de uma possível “chamada de atenção” – a notícia mudou para “Presidente da CNI defende mudanças previdenciárias e nas leis trabalhistas”. Mas, a essa hora, o leite já estava derramado, as repercussões estavam a mil.
Uma mudança como essa na legislação trabalhista não é simples e não envolve apenas a carga horária. A matemática do negócio é complexa.
Com uma jornada de 12 horas na indústria, um trabalhador que reside nas regiões metropolitanas ou nas periferias das grandes cidades, que gasta em torno de duas horas de deslocamento, passará 16 horas por dia fora de casa.
Com todo esse tempo gasto em um dia de 24 horas, será possível descansar para o dia seguinte com a mesma carga horária? Talvez na primeira semana seja factível aguentar o “tranco”, mas, depois, quando o cansaço começar a bater, o risco de acidentes de trabalho aumenta e, com ele, a possibilidade do funcionário da indústria ser aposentado por invalidez e, consequentemente, onerar o governo, que é quem paga a conta da Previdência.
Em concretizado, este cenário representaria uma melhoria para o patrão, um desgaste para o trabalhador e um problema para o governo. Ainda bem que parece ter sido um erro de interpretação...

COMENTÁRIO
Por que somente o povo, o trabalhador, é escolhido para pagar o “pato” dos nossos desgovernos, das gastanças desenfreadas com os privilégios das nossas “castas’ políticas, judiciais e militares que consomem toda a arrecadação do estado e não sobra nada para a população em termos de retorno com a saúde, educação e segurança.
É preciso aparecer novos governantes preocupados com as necessidades da população do que as suas próprias necessidades.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...