quarta-feira, 29 de junho de 2016

ROUBOS DE COLARINHO BRANCO



PF deflagra Operação Lázaro contra saques fraudulentos de precatórios

Estadão Conteúdo 



A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (29) a Operação Lázaro, nos Estados do Maranhão, Piauí e de São Paulo, contra um grupo que teria feito saques fraudulentos de precatórios da Justiça Federal.

Cerca de 50 policiais federais cumprem oito mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão temporária e cinco mandados de condução coercitiva nos municípios paulistas de Diadema, Jundiaí, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e São Paulo, São Luis (MA) e Teresina (PI).

De acordo com a PF, a ação é a segunda fase da Operação Triângulo dos Precatórios, desencadeada no final de 2015, "para desmantelar grupo criminoso organizado que realizava saques fraudulentos de precatórios da Justiça Federal em diversos Estados da Federação. Para tanto o grupo selecionava precatórios disponíveis para saques, preferencialmente de pessoas já falecidas, ressuscitando-as mediante a falsificação de documentos", aponta a PF em nota.

A Polícia Federal estima que o grupo tenha, desde o início das investigações, feito mais de R$ 10 milhões em saques fraudulentos, "valor este que era movimentado e ocultado através de contas bancárias em nome de pessoas físicas e jurídicas laranjas".

"Dinheiro ilícito que a organização utilizou na aquisição de veículos esportivos importados e de alto luxo", destaca a PF.

O motivo do nome da operação é em alusão à passagem bíblica do retorno de Lázaro à vida, já que o grupo criminoso utilizava de pessoas falecidas para se beneficiarem desses precatórios.

Apenas os materiais objeto das buscas e apreensões serão encaminhados para a Superintendência da PF em Campo Grande (MS). Os presos e conduzidos serão ouvidos nas respectivas cidades onde forem localizados.

O que são os precatórios?



Precatórios são requisições de pagamento expedidas pelo Judiciário para cobrar de municípios, estados ou da União, assim como de autarquias e fundações, o pagamento de valores devidos após condenação judicial definitiva. Segundo o último levantamento feito pelo CNJ, os três entes públicos acumulavam em junho de 2014 uma dívida de R$ 97,3 bilhões em precatórios emitidos pelas Justiças estadual, federal e trabalhista.

As principais regras para pagamento de precatórios estão na Constituição Federal, que foi alterada em 2009 para permitir mais flexibilidade de pagamento. Além de mudanças no regime geral (Artigo 100), o novo regime especial (Artigo 97 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) autorizou que entes devedores parcelassem a dívida e permitiu a renegociação de valores por meio de acordos com credores.

As mudanças foram questionadas no Supremo Tribunal Federal (STF), que, em 2013, invalidou algumas regras do regime geral e todo o regime especial. O julgamento ainda não foi concluído, pois os ministros estão modulando os efeitos da decisão para evitar problemas com os pagamentos já realizados com a sistemática criada em 2009, que permanece em vigor até o encerramento do processo.

Funcionamento – O precatório é expedido pelo presidente do tribunal onde o processo tramitou, após solicitação do juiz responsável pela condenação. Os precatórios podem ter natureza alimentar (decisões sobre salários, pensões, aposentadorias, indenizações por morte ou invalidez, benefícios previdenciários, créditos trabalhistas, entre outros) ou natureza comum (decisões sobre desapropriações, tributos, indenizações por dano moral, entre outros).

Os precatórios alimentares têm preferência sobre os comuns, com organização de fila por ordem cronológica a cada ano. Ainda existe a possibilidade de adiantamento do precatório alimentar quando o credor tiver 60 anos ou mais ou doença grave.

O regime geral atualmente é seguido pela União e demais entes públicos que não tinham dívida de precatórios até 2009. Nesse regime, as requisições recebidas até 1º de julho são convertidas em precatórios incluídos na proposta orçamentária do ano seguinte. As requisições recebidas após 1º de julho passam para a proposta orçamentária do ano subsequente. Quando a proposta é convertida em lei, o pagamento dos valores inscritos deve ocorrer no mesmo exercício por meio de depósito no tribunal requisitante.

As condenações de pequeno valor não são cobradas por precatório, e sim por meio da Requisição de Pequeno Valor (RPV), com prazo de quitação de 60 dias a partir da intimação do devedor. O limite de RPV deve ser estabelecido por cada entidade pública devedora, mas a regra geral é até 30 salários mínimos nos municípios e até 40 salários mínimos nos estados e no Distrito Federal. No âmbito federal, a RPV atinge até 60 salários mínimos.

Regime especial – A partir de 2009, estados, Distrito Federal e municípios que apresentavam dívidas de precatório passaram ao regime especial, que permite duas sistemáticas de pagamento. Na primeira, o chamado regime especial anual, o devedor opta pela vinculação em conta especial do valor do estoque de precatórios, corrigido pelos juros e mora correspondentes, dividido por até 15 anos contados a partir da edição da Emenda Constitucional n. 62/2009. Nessa situação, a Fazenda Pública disponibiliza aos tribunais, no mês de dezembro, o valor anual referente à fração de 1/15 da dívida consolidada.

A segunda sistemática, conhecida por regime especial mensal, permite que o devedor fixe percentual mínimo entre 1% e 2% de sua receita corrente líquida para o pagamento de precatórios, fazendo transferência mensal aos tribunais. Os tribunais organizam a lista única de precatórios por entidade devedora de acordo com as prioridades (alimentares) e preferências (idosos e doentes graves) previstas no texto constitucional.

No regime especial, o ente devedor quita suas dívidas seguindo duas regras. Pelo menos 50% do montante reservado deve ser destinado aos precatórios segundo ordem cronológica, e os outros 50% podem ser pagos por meio de acordo direto com os credores ou por ordem crescente de valor do precatório.

Agência CNJ de Notícias

O TERROR ATACA NOVAMENTE



Mortos em ataque no aeroporto de Istambul sobem para 41, com 239 feridos

Estadão Conteúdo 






O número de mortos no ataque terrorista na terça-feira à noite no principal aeroporto internacional de Istambul, na Turquia, subiu para 41, incluindo 13 estrangeiros, e 239 pessoas ficaram feridas, disse o gabinete do governador de Istambul nesta quarta-feira.
Este foi o ataque mais violento na cidade turca, que apenas neste ano já foi atingida por outros três atentados. Na noite de ontem, três homens que chegaram de táxi, começaram a atirar e logo em seguida detonaram explosivos que estavam em seus corpos.
Apesar do ataque, o aeroporto retomou as operações normalmente. Imagens televisionadas de dentro do Aeroporto Atatürk mostrou as cabines de check-in funcionando normalmente. A Turkish Airlines, a maior companhia aérea do país, disse que suas operações de voo tinham sido retomadas, embora algumas chegadas e partidas tenham ficado atrasadas.
Dos 13 estrangeiros mortos no ataque, cinco eram da Arábia Saudita, dois do Iraque, e um da Tunísia, Uzbequistão, China, Irã, Ucrânia e Jordânia, de acordo com o gabinete do governador de Istambul.
Embora nenhum grupo tenha reivindicado a responsabilidade pelas três explosões, que atingiram o aeroporto por volta das 21h22 de terça-feira (no horário local), o primeiro-ministro, Binali Yildirim, disse que os resultados iniciais de uma investigação sugeriram que o Estado Islâmico tenha realizado o ataque.
Durante à noite, aliados da Turquia enviaram condolências e condenações ao ataque. "Não pode haver nenhuma justificação para o terrorismo. Aliados da Otan se solidarizam com a Turquia, unidos em nossa determinação de combater o terrorismo em todas as suas formas", disse o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, em um comunicado.
"Infelizmente, este ataque assassino é apenas o último de uma série de ataques que visam matar e mutilar civis inocentes", disse um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA em um comunicado, acrescentando que os EUA estavam determinado a trabalhar com a Turquia para combater o terrorismo.
O Irã também mostrou solidariedade. Além de um iraniano ter sido morto, outros cinco ficaram feridos no ataque em Atatürk, disse o vice-ministro de Ralações Exteriores, Hassan Ghashghavi, à agência de notícias semi-oficial Isna. Um dos feridos estava em estado crítico, disse ele.
Voos do Irã para a Turquia retomaram nesta quarta-feira logo após o meio-dia (no horário local), disse o porta-voz da autoridade de aviação do país à televisão estatal.
O ataque deve contribuir para as dificuldades da indústria turística da Turquia. O número de visitantes estrangeiros diminuiu em 35%, para 2,5 milhões em maio na comparação anual, informou o Ministério da Cultura e Turismo da Turquia na terça-feira.

NO BRASIL ATÉ NA CULTURA TEM ROUBO



Rouanet pagou por Jurerê?

Editorial Jornal Hoje em Dia 



Quando o presidente interino Michel Temer informou sobre a extinção do Ministério da Cultura e a inclusão deste junto ao Ministério da Educação (o que pouco tempo depois foi desfeito), houve uma enorme comoção de artistas e produtores culturais que manifestaram-se contra o absurdo da atitude do peemedebista.
No entanto, uma boa parcela dos protestos, principalmente nas redes sociais, concordou com o fim da pasta usando como argumento o fim da “farra da Lei Rouanet”.
A Lei Federal de Incentivo à Cultura (chamada de Rouanet em função do sobrenome do secretário de cultura da época) foi criada no governo Collor, em dezembro de 1991, com o objetivo de instituir políticas públicas para a cultura nacional.
O principal mote da legislação é o incentivo fiscal a pessoas físicas e jurídicas que podem aplicar percentuais do Imposto de Renda em eventos próprios. A renúncia fiscal estimada com a legislação atualmente é de R$ 1,3 bilhão.
Muitas controvérsias rondam a Rouanet no que se refere à aprovação de projetos. As propostas têm especificidades que, na maior parte das vezes, somente grandes produtoras conseguem preencher e, por isso, acabam sendo as financeiramente beneficiadas.
Outro ponto negativo é a aprovação de projetos de artistas famosos que têm altos lucros com as apresentações e, em tese, não teriam necessidade do dinheiro do governo federal.
Entre os alvos de busca da Polícia Federal está o Grupo Bellini Cultural, que atua há 20 anos no mercado e aparece como o principal operador do esquema
E parece que a “farra” ou a “caixa preta” da Lei começou a ser desvendada a partir de uma operação deflagrada ontem pela Polícia Federal de São Paulo, sabiamente intitulada “Boca Livre” (termo muito usado pelos brasileiros para contar que vão a uma festa cheia de comida e bebida sem pagar nada).
Um desvio de R$ 180 milhões de recursos públicos em projetos culturais está em investigação. Em duas capitais e no Distrito Federal, estão em cumprimento 37 mandados de busca e apreensão e outros 14 de prisão.
Documentos foram solicitados ao Ministério da Cultura, a escritórios de advocacia especializados em Lei Rouanet e empresas cujas suspeitas ou envolvimento podem ajudar a esclarecer alguns pontos para a PF.
Parece absurdo (como muita coisa no nosso Brasil), mas, dentre os eventos investigados está uma festa de casamento luxuosa realizada na famosa e badalada praia de Jurerê de parentes de um dos produtores culturais apontados de ter desviado dinheiro da Rouanet.
No casório, show do cantor sertanejo Leo Rodriguez, que cobra entre R$ 50 mil e R$ 70 mil para cantar em um evento do porte que foi este. Em sendo verdade, é possível dizer mais alguma coisa depois de ler isso?

QUEM GASTA MAIS DO QUE ARRECADA NÃO SOBREVIVE NO MUNDO ECONOMICO



Falta pouco para o país se tornar inviável

José Antônio Bicalho 



Os monetaristas que comandam a economia desde janeiro do ano passado estão quase lá: falta pouco para o país se tornar inviável. Mais um empurrãozinho no mergulho recessivo e não conseguiremos mais voltar à tona.

As contas do governo em maio, divulgadas ontem, não me deixam mentir. O déficit primário, de R$ 15,493 bilhões, é o maior desde o início da série histórica em 1997. No acumulado do ano, o déficit alcançou R$ 23,770 bilhões, o que representa 1% do PIB e é também o maior da série. Em 12 meses até maio, o resultado negativo chegou a R$ 144,999 bilhões, o equivalente a 2,4% do PIB.

São números assombrosos, mas não para a atual equipe econômica de Henrique Meirelles (Fazenda) e Ilan Goldfajn (BC). Para eles, tudo corre dentro do normal, já que conseguiram aprovar a meta fiscal absurdamente elástica de déficit de R$ 170 bilhões para o fim do ano. Mas não é normal.

A questão é que o governo tenta cortar gastos para reduzir o déficit, mas não consegue fazê-lo na velocidade da queda das receitas que ele mesmo provoca. É o cachorro correndo atrás do rabo. Cortar na máquina é complicado e lento, então passa-se o facão nos investimentos. Mas como esses investimentos são o motor da economia, a atividade econômica encolhe e, consequentemente, cai a arrecadação. E, então, o déficit cresce.

No acumulado do ano até maio, o governo somou uma receita líquida total de R$ 456,233 bilhões, o que representa queda de 5% (real, ou seja, descontada a inflação) na comparação com o mesmo período do ano passado. Somente em maio, a queda da receita foi de incríveis 9,9%. Já as despesas subiram 1,4% em termos reais nos cinco primeiros meses do ano e atingiram R$ 480 bilhões.

Praticamente todas as ordens de despesa do governo federal aumentaram, menos os investimentos, que caíram e muito. No acumulado do ano, somaram R$ 23,003 bilhões, o que representa 12,8% a menos que no mesmo período do ano passado. E, em maio, a queda foi de 36,1%, para R$ 3,054 bilhões. Ou seja, o governo está progressivamente garroteando os investimentos, onde estão incluídos o Programa de Aceleração do Crescimento e o Minha Casa, Minha Vida.

A perseguição obsessiva do superávit está aos poucos enterrando o país. E chegará o momento, não muito distante, em que uma mudança na política econômica estará inviabilizada. Hoje o governo não investe porque não acredita no investimento. Amanhã não poderá investir por pura inanição das contas públicas, independentemente de quem esteja na cadeira que hoje é de Meirelles.

O problema é que, com os déficits primários sucessivos e crescentes, a dívida pública federal cresce a um ritmo alucinante. E para tal também contribui o luxo que o Brasil se dá de pagar a maior taxa de juros do mundo. Em maio, o estoque da dívida pública federal atingiu R$ 2,878 trilhões, quase 3% a mais que no mês anterior. Mas como os comandantes da economia enxergam o Brasil como um país de segunda classe, acreditam que precisamos de pagar 16,67% de juros ao ano para atrair investidores (que é o juro médio pago em maio pelos papéis do tesouro).

Fazer déficit não é pecado, mas fazer déficit sem uma política de desenvolvimento é crime. É possível ficar no vermelho por algum tempo, desde que o governo não abra mão de seu papel de indutor do crescimento. O círculo virtuoso é o seguinte: investimento do governo, reativação econômica, aumento da arrecadação e geração de superávit. É o contrário do que se faz hoje.

Saiba o que é déficit público e se questão preocupa no Brasil

O déficit público é um dos principais fatores que influencia a economia e, consequentemente, a inflação de um país. Ele nada mais é do que quando um governo gasta mais do que arrecada, afetando o orçamento governamental, sua política fiscal e investimentos e até a imagem do país perante o mercado internacional.
O valor do déficit público é expresso em percentagem sobre o PIB do país, permitindo a comparação entre países e a avaliação do excesso de despesa de cada país em relação ao valor da produção.

Fatores que influenciam no cálculo do déficit público

De modo simples, o déficit público representa um desequilíbrio entre as despesas e a arrecadação com tributos, apontando falhas no processo orçamentário de um governo. Mas esse cálculo é influenciado por uma série de fatores econômicos e políticos.

Entre algumas questões determinantes para que um governo chegue ao déficit estão: os métodos de financiamentos utilizados; histórico de déficits anteriores; impacto das dívidas interna e externa; necessidade de emissão de moeda; e o efeito da inflação sobre a receita e os gastos do governo e ainda sobre as variações nas taxas de juros.

Tipos de déficit público

Existem três conceitos diferentes derivados do déficit público: o déficit primário, o déficit operacional e o déficit nominal. O déficit primário considera a apuração entre despesas e receitas, não levando em conta o cálculo dos juros e da correção monetária.
O déficit operacional leva em consideração a apuração entre as despesas e as receitas do governo além dos juros, desconsiderando a correção monetária. O déficit nominal leva em consideração todos os fatores e é o que melhor reflete a necessidade de captação de recursos pelo governo junto ao setor financeiro.

Como o déficit público afeta a vida do consumidor

De acordo com a Constituição Federal, as contas do governo não podem fechar o exercício financeiro deficitárias. Para evitar então o déficit público, o governo é obrigado a recorrer a operações de crédito, como antecipação de receitas, e operações em mercado aberto, por meio de venda de títulos públicos.
O resultado dessas ações e do desequilíbrio nas contas do governo é um impacto negativo na economia de um país, com o aumento da inflação. O déficit público afeta diretamente a capacidade de investimento da iniciativa privada, reduz a produção de bens e serviços e o nível geral de emprego. Ele diminui ainda a capacidade de compra do consumidor graças ao aumento de preços gerais.
Outra conseqüência negativa é o aumento da carga tributária e a criação de políticas fiscais, monetárias e públicas para frear o déficit, como aumento de juros, por exemplo. Se, por um lado, essas medidas reduzem o déficit, por outro limitam o crescimento econômico do país.

Déficit público no Brasil

O atual governo brasileiro tem tomado uma série de medidas de ajustes fiscais para controlar o crescente déficit público. Entre essas medidas estão políticas econômicas que envolvem o crédito subsidiado e a desoneração fiscal.
A busca de parcerias entre o governo e o setor privado também tem tentado contornar a diminuição da taxa de crescimento decorrente do desequilíbrio orçamentário.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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