Temer avalia que 'em dois
anos e meio dá para colocar o Brasil nos trilhos'
Estadão Conteúdo
O presidente em
exercício disse que, primeiro, é preciso restabelecer a confiança
O presidente em exercício Michel Temer fez um prognóstico de quanto
tempo a economia brasileira vai sair da crise. "Em dois anos e meio dá
para colocar o Brasil nos trilhos", afirmou em entrevista ao jornalista
Roberto D'Avila, da Globonews. "A primeira coisa que devemos fazer é
restabelecer a confiança", declarou. O presidente disse ter percebido
"esperança nos investidores americanos", mas não confirmou se os Estados
Unidos serão o primeiro destino de uma viagem internacional, caso seja mantido
definitivamente no cargo. "O que estamos fazendo na política externa é
universalizando o Brasil", definiu.
Temer afirmou que não há mais interesse na diferenciação entre pessoas de direita e de esquerda. O presidente voltou a prometer que manterá programas sociais de combate à miséria. "Enquanto houver pobreza extrema no País, temos de manter o Bolsa Família", afirmou. O presidente destacou que seu governo vai "verificar se a manutenção de crianças na escola está sendo cumprida pelas famílias (beneficiárias dos programas assistenciais)".
Temer afirmou que não há mais interesse na diferenciação entre pessoas de direita e de esquerda. O presidente voltou a prometer que manterá programas sociais de combate à miséria. "Enquanto houver pobreza extrema no País, temos de manter o Bolsa Família", afirmou. O presidente destacou que seu governo vai "verificar se a manutenção de crianças na escola está sendo cumprida pelas famílias (beneficiárias dos programas assistenciais)".
Temer afirmou que os porcentuais mínimos de investimento em saúde e educação serão mantidos. O presidente disse ter gostado da sugestão do senador e ex-ministro da Educação Cristovam Buarque (PPS-DF) de federalizar algumas escolas do primeiro grau. "Houve muito 'prestigiamento' das universidades, mas caiu o do primeiro grau", comparou. (Luciana Nunes Leal)
Temer diz que vaia na
abertura da Olimpíada é 'inevitável'
O presidente em exercício Michel Temer afirmou que será
"inevitável" ouvir uma vaia na cerimônia de abertura da Olimpíada, no
dia 5 de agosto, no Maracanã. Temer lembrou o dramaturgo Nelson Rodrigues:
"No Maracanã até minuto de silêncio é vaiado". O presidente reiterou
que não se opõe à presença de Dilma Rousseff na festa. "Do meu ângulo, não
será complicado. Terei a mesma educação e cerimônia que sempre tive",
declarou.
Temer voltou a defender as investigações da Operação Lava Jato. "A Lava jato tem seu papel, deve prosseguir. Eu jamais paralisaria no plano pessoal. No plano institucional, é muito mais grave", disse.
O presidente lembrou que não só políticos foram envolvidos no escândalo. "Muitos dos incriminados da Petrobrás eram servidores", disse. O presidente reiterou que "apontados nas investigações não são condenados". "Inquérito é indagação", disse.
O projeto que regulamenta nomeações para estatais e fundos de pensão, proibindo indicações políticas, aprovado nesta noite no Senado, foi defendido por Temer. "É um projeto moralizante", afirmou Temer, embora tenha nomeado para a presidência dos Correios o presidente interino do PSD, Guilherme Campos Junior. Segundo Temer, a nomeação já havia sido acertada antes de o governo enviar o projeto ao Congresso.
Crítico contumaz do número excessivo de partidos políticos, Temer disse que vai "incentivar muitíssimo a reforma política". "Governar com muitos partidos é difícil; impossível não é", disse. "É preciso compor uma base, as concessões derivam da formação da base, mas não pode ceder a quem faz falcatruas", disse. (Luciana Nunes Leal)
Temer voltou a defender as investigações da Operação Lava Jato. "A Lava jato tem seu papel, deve prosseguir. Eu jamais paralisaria no plano pessoal. No plano institucional, é muito mais grave", disse.
O presidente lembrou que não só políticos foram envolvidos no escândalo. "Muitos dos incriminados da Petrobrás eram servidores", disse. O presidente reiterou que "apontados nas investigações não são condenados". "Inquérito é indagação", disse.
O projeto que regulamenta nomeações para estatais e fundos de pensão, proibindo indicações políticas, aprovado nesta noite no Senado, foi defendido por Temer. "É um projeto moralizante", afirmou Temer, embora tenha nomeado para a presidência dos Correios o presidente interino do PSD, Guilherme Campos Junior. Segundo Temer, a nomeação já havia sido acertada antes de o governo enviar o projeto ao Congresso.
Crítico contumaz do número excessivo de partidos políticos, Temer disse que vai "incentivar muitíssimo a reforma política". "Governar com muitos partidos é difícil; impossível não é", disse. "É preciso compor uma base, as concessões derivam da formação da base, mas não pode ceder a quem faz falcatruas", disse. (Luciana Nunes Leal)



