quarta-feira, 22 de junho de 2016

O BRASIL PRECISA DE ENTRAR NOS TRILHOS DO PROGRESSO



Temer avalia que 'em dois anos e meio dá para colocar o Brasil nos trilhos'

Estadão Conteúdo 






O presidente em exercício disse que, primeiro, é preciso restabelecer a confiança

O presidente em exercício Michel Temer fez um prognóstico de quanto tempo a economia brasileira vai sair da crise. "Em dois anos e meio dá para colocar o Brasil nos trilhos", afirmou em entrevista ao jornalista Roberto D'Avila, da Globonews. "A primeira coisa que devemos fazer é restabelecer a confiança", declarou. O presidente disse ter percebido "esperança nos investidores americanos", mas não confirmou se os Estados Unidos serão o primeiro destino de uma viagem internacional, caso seja mantido definitivamente no cargo. "O que estamos fazendo na política externa é universalizando o Brasil", definiu.

Temer afirmou que não há mais interesse na diferenciação entre pessoas de direita e de esquerda. O presidente voltou a prometer que manterá programas sociais de combate à miséria. "Enquanto houver pobreza extrema no País, temos de manter o Bolsa Família", afirmou. O presidente destacou que seu governo vai "verificar se a manutenção de crianças na escola está sendo cumprida pelas famílias (beneficiárias dos programas assistenciais)".


Temer afirmou que os porcentuais mínimos de investimento em saúde e educação serão mantidos. O presidente disse ter gostado da sugestão do senador e ex-ministro da Educação Cristovam Buarque (PPS-DF) de federalizar algumas escolas do primeiro grau. "Houve muito 'prestigiamento' das universidades, mas caiu o do primeiro grau", comparou. (Luciana Nunes Leal)




Temer diz que vaia na abertura da Olimpíada é 'inevitável'

O presidente em exercício Michel Temer afirmou que será "inevitável" ouvir uma vaia na cerimônia de abertura da Olimpíada, no dia 5 de agosto, no Maracanã. Temer lembrou o dramaturgo Nelson Rodrigues: "No Maracanã até minuto de silêncio é vaiado". O presidente reiterou que não se opõe à presença de Dilma Rousseff na festa. "Do meu ângulo, não será complicado. Terei a mesma educação e cerimônia que sempre tive", declarou.

Temer voltou a defender as investigações da Operação Lava Jato. "A Lava jato tem seu papel, deve prosseguir. Eu jamais paralisaria no plano pessoal. No plano institucional, é muito mais grave", disse.

O presidente lembrou que não só políticos foram envolvidos no escândalo. "Muitos dos incriminados da Petrobrás eram servidores", disse. O presidente reiterou que "apontados nas investigações não são condenados". "Inquérito é indagação", disse.

O projeto que regulamenta nomeações para estatais e fundos de pensão, proibindo indicações políticas, aprovado nesta noite no Senado, foi defendido por Temer. "É um projeto moralizante", afirmou Temer, embora tenha nomeado para a presidência dos Correios o presidente interino do PSD, Guilherme Campos Junior. Segundo Temer, a nomeação já havia sido acertada antes de o governo enviar o projeto ao Congresso.

Crítico contumaz do número excessivo de partidos políticos, Temer disse que vai "incentivar muitíssimo a reforma política". "Governar com muitos partidos é difícil; impossível não é", disse. "É preciso compor uma base, as concessões derivam da formação da base, mas não pode ceder a quem faz falcatruas", disse. (Luciana Nunes Leal)

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