quarta-feira, 18 de maio de 2016

BRASIL - MIRE-SE NO EXEMPLO CHINÊS DE PROGRESSO



"Grande salto adiante"



Em 16 de maio de 1966, políticos de alto escalão do Partido Comunista se reuniram em Pequim para banir funcionários que haviam caído em desgraça junto ao então líder Mao Tsé-tung e lançar o que ficaria conhecido como Revolução Cultural.
A cúpula produziu um documento que delineava o novo curso do "Grande salto adiante", tomado pelo Partido. Tal curso englobava a mobilização em massa de cidadãos em coletivos dedicados a uma única indústria ou cultivo, como também um rompimento com os costumes tradicionais chineses por meio da destruição dos chamados Quatro Velhos: velhas ideias, velhos costumes, velhos hábitos e velha cultura.
Giovana Gia Yucing

Com a morte do ex-líder comunista Mao Tsé-Tung e com a ocupação da presidência da República Popular da China por Deng Xiaoping, no final da década de 1980, houve o início da realização de várias reformas econômicas no país, entre elas, a abertura do mercado chinês ao mercado externo. Entre as consequências dessas reformas, é possível destacar o rápido crescimento econômico do país, a redução da desigualdade social da população chinesa e o aumento de investimentos chineses em diversos países.
Introdução
O dinamismo da economia chinesa nas últimas décadas e o aumento da sua importância no sistema internacional têm atraído cada vez mais a atenção do resto do mundo, principalmente devido à sustentação de seu crescimento em um período em que a maior parte do mundo tem vivenciado um crescimento econômico mediano (GUIMARÃES, 2009). Atualmente, a China continua sendo uma das maiores economias do mundo,  permanecendo na segunda posição do ranking mundial da economia, com o PIB estimado em  US$ 9, 020 trilhões (50 MAIORES ECONOMIAS…, s.d.).
As reformas econômicas,  iniciadas em 1978 e conhecidas como “Políticas de Portas Abertas”, fizeram com que o país vivenciasse um processo econômico formidável, nunca antes visto, evidenciado pelas altas taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e do PIB per capita. De  1980 a 2004, o PIB do país registrou uma média de crescimento real de 9,5%, tornando-se a sexta maior economia do mundo  em 2004. Isto se deve principalmente ao seu rápido crescimento na área do comércio internacional, cuja participação total nesta área passou de 1% em 1980 para quase 6% em 2003 (O CRESCIMENTO ECONÔMICO…, s.d.).
No entanto,  a economia chinesa nas duas fases do comunismo, se diverge quanto ao seu posicionamento perante o mercado externo, seus planejamentos econômicos e pelas características sócio-econômicas de sua população. A primeira fase, que durou entre 1949-1978, sob o governo de Mao Tsé-Tung,foi caracterizada pelo isolamento do país do mundo dito ocidental, em comércio e relações políticas; por uma população predominantemente rural e empobrecida; pela existência de um planejamento centralizado das atividades econômicas; pelo controle estatal dos meios de produção e pela adoção de planos quinquenais que, por sua vez, deram ênfase ao desenvolvimento dos setores base da atividade econômica, como a extração mineiral, siderurgia, petroquímica e agricultura (DIAS, 2004).
Na segunda fase, iniciada em 1978, houve mudanças sócio-econômicas com a ascensão de Deng Xiaoping ao poder presidencial. Alguns anos após a aprovação de um novo plano de reforma do sistema econômico chinês,proposto pelo novo presidente durante a reunião da 3ª Sessão Plenária do XI Comitê Central do Partido Comunista Chinês, o país deu um salto econômico significativo, se compararmos com a fase anterior, gerando efeitos positivos e negativosdentro e fora do país (OLIVEIRA, 2005).
As bases para o crescimento econômico
O salto econômico chinês não ocorreu por acaso. Vários fatores foram responsáveis pelo sucesso da economia chinesa. Contudo, apesar da colaboração de diversos fatores para o crescimento do país, nenhum deles pode ser apontado como o principal. Segundo Nonnenberg (2010), o que houve, na verdade, foi “uma coincidência de fatores geográficos, históricos, políticos e econômicos, que não podem ser replicados em outros países ou outras ocasiões.”
A orientação base para as reformas econômicas foi a da construção e modernização socialista por meio do “Programa das 4 modernizações” (agricultura, indústria, defesa nacional e tecnologia) que, por sua vez, visava a completa transformação da estrutura econômica do país e a tentativa de recuperar as décadas de atraso. Além disso, essas reformas possuíam dois objetivos fundamentais. O primeiro dizia respeito à criação de uma economia de mercado com características socialistas, visando a  obtenção de lucros e sua maximização, mas mantendo a propriedade estatal dos meios de produção. O segundo, por sua vez, buscava atingir o crescimento econômico,  especialmente por meio do investimento direto estrangeiro e da assistência técnica (DIAS, 2004).
Entre alguns dos fatores que propiciaram o crescimento econômico chinês, é possível destacar, em primeiro lugar, o processo de liberalização do sistema de formação de preços[i], que teve o seu início em 1979 no setor rural. Além disso, a liberalização do comércio exterior também foi um fator importante para o crescimento econômico do país, tendo as medidas de liberalização do comércio aceleradas após o ingresso do país na Organização Mundial do Comércio em 2001 (NONNENBERG, 2010).
Outra base para a evolução do crescimento chinês foi a criação de Zonas Econômicas Especiais (ZEE)[ii]. Essas Zonas possuem como objetivos principais: atrair investimentos estrangeiros, desenvolver a produção tecnológica do país e absorver as inovações tecnológicas desenvolvidas nos países mais avançados.Junto a esses fatores, é possível acrescentar o gigantesco tamanho da população da China que favoreceu a existência de economias de escala na maior parte das indústrias. Um exemplo que ilustra o tamanho do mercado e da escala de produção diz respeito à produção anual de aço bruto: a China produz cerca de 420 milhões de toneladas, enquanto o Brasil produz 31 milhões (NONNENBERG, 2010).
Os Investimentos Diretos Externos (IDE) também foram essenciais para o salto econômico chinês que, entre 1981 a 2007, pularam de US$ 265 milhões para US$ 138 bilhões. Por fim, as políticas de incentivo governamentais à inovação e à transferência e geração de ciência e tecnologia, intimamente ligados aos incentivos dos investidores estrangeiros, também contribuíram significativamente para o crescimento econômico da China (NONNENBERG, 2010).
Os efeitos sócio-econômicos das reformas econômicas dentro e fora do país
As reformas econômicas na China geraram consequências dentro e fora de seu território. Em relação à situação interna do país, as reformas deram origem a um amplo mercado de trabalho, como os donos de comércio, prestadores de serviços privados, empresários urbanos e rurais, gerando um maior consumo e investimentos no país. Ancorando-se nas exportações, essas reformas retiraram 30% da população de Pequim de uma situação de miséria entre 1981 e 2010, produzindo empregos em massa nas indústrias voltadas para os mercados têxtil, atacadista e de plástico (MORENA, 2013). Além disso, atualmente, a China possui a 2ª maior economia do mundo, atrás apenas dos EUA. Em 2013, o PIB chinês foi calculado em US$ 9, 020 trilhões, enquanto o dos EUA em US$ 16, 237 trilhões (50 MAIORES ECONOMIAS…, s.d.).
Apesar desse salto econômico, as reformas econômicas beneficiaram de forma  desigual a população chinesa. Um estudo realizado pelo Centro de Estudos da Universidade de Pequim neste ano, revelou que a sociedade chinesa está mais desigual, diferentemente do que as estatísticas oficiais divulgam. A pesquisa mostrou que os 5% mais ricos do país detêm 23% da riqueza nacional, enquanto que os 0,5% mais pobres contam com apenas 0,1% de toda a renda. Este estudo atribuiu ao país um coeficiente de Gini [iii]de 0,49, aproximando-o ao de países onde há grandes índices de desigualdade, como os da África Subsaariana e da América Latina (MORENA, 2013).No entanto, é importante destacar que esse rápido crescimento econômico, associado com o aumento da desigualdade social, não é um fenômeno presente somente na China, pois também pode ser observado em outros países, como o Brasil.
Outro aspecto negativo, é sobre as condições de trabalho em algumas empresas chinesas e estrangeiras. Um relatório que estudou essas condições de trabalho na Foxconn, empresa chinesa que emprega quase um milhão de funcionários, mostrou que, mesmo com a existência uma legislação trabalhista, os chineses trabalham a duras jornadas de trabalho, sem nenhum descanso semanal; possuem salários baixos e insuficientes, e  estão submetidos a gerenciamento rígido que proíbe o funcionário de se movimentar durante o período de trabalho para evitar desconcentração (ROZALES, 2011). Neste sentido, é possível dizer que as reformas econômicas não geraram, de forma geral, melhores condições de trabalho aos chineses.
Por outro lado, alguns dos efeitos econômicos que essas reformas geraram no âmbito internacional, incluem a ampliação da atuação da China em vários tipos de mercados, buscando a cooperação econômica de vários países, com o intuito de aumentar as suas exportações – consideradas suas principais fontes de rendas; obter matérias-primas e equipamentos para suas produções industriais; alimentos para sua população de mais de 1,3 bilhões de pessoas, além de adquirir produtos tecnológicos (DIAS, 2004). Essas demandas chinesas por matérias-primas, alimentos e produtos tecnológicos propiciaram, por sua vez, uma maior renda para os países exportadores com os quais a China possui relações econômicas, como exemplos, o Reino Unido, a Rússia e o Brasil (PRINCIPAIS PARCEIROS COMERCIAIS, 2012).
No entanto, a atual realidade da China gerou um aumento da demanda de energia no país. Isto se deve principalmente à instalação de várias indústrias pesadas que requerem grandes quantidades de energia para seu funcionamento, transformando o país em um grande emissor de CO2 do planeta. Além disso, os investimentos chineses em suas indústrias pesadas, causaram uma enorme pressão sobre os preços de commodities no mundo que, junto ao crescente consumo e importação de alimentos, pressionaram o aumento de preços destes itens no mercado internacional (DIAS, 2004).
Ainda segundo Dias (2004) , a China é uma grande economia, e sua maior participação no mundo após as reformas econômicas de Deng Xiaoping, promoveu mudanças no mundo, uma vez que uma população de mais de 1,3 bilhões de pessoas passaram a integrar o sistema mundial de produção e consumo. Neste sentido, é possível afirmar que o retorno da China ao sistema econômico e político mundial após 1978, fez com que o cenário internacional  adquirisse uma dimensão bem maior, junto com suas consequências, como as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa.
Considerações Finais
Desde as reformas econômicas realizadas por Deng Xiaoping na China no final da década de 1980,  a economia do país cresceu de forma significante. Nos últimos anos, houve um aumento do PIB do país, responsável pela posição do país como a segunda maior economia do mundo e pelo aumento de renda de parte de sua população. No entanto, apesar desse crescimento ter gerado efeitos positivos dentro do país, não se pode dizer que estes efeitos impactaram toda a população chinesa de forma igualitária, pois ainda é possível observar um desequilíbrio sócio-econômico entre os chineses, apesar deter ocorrido uma redução dessas desigualdades em relação ao governo de Mao-Tsé Tung. Além disso, as condições de trabalho dos chineses, na maioria das empresas nacionais e estrangeiras, são precárias.
Sobre o cenário externo, estas reformas foram benéficas para vários países, uma vez que a abertura do mercado chinês ajudou estes países a terem acesso ao maior mercado consumidor do mundo, além de ter fornecido locais produtivos para que suas empresas pudessem crescer e se expandir, utilizando-se da mão de obra barata do país e aproveitando-se dos impostos baixos. Entretanto, apesar desses impactos positivos gerados pelas reformas, houve consequências negativas no mundo, como o fato do país ter se tornado o maior emissor de gases-estufa do mundo, superando os EUA (POLUIÇÃO DERRUBOU EXPECTATIVA…, 2013), e o aumento dos preços de commodities no mercado internacional.
Por fim, é importante destacar que o ex-presidente Deng Xiaoping promoveu essas reformas econômicas, mas sem grandes mudanças no sistema político. Ainda não houve mudanças no papel dirigista dado ao Partido Comunista Chinês, garantindo a manutençãodo regime de partido único no país. O aparelho de repressão proporcionado pelo governo mantém-se,  e as críticas feitas pelos países ocidentais ao governo chinês, devido às suas violações constantes aos direitos humanos, continuam.

ANTONOV 225 - O MAIOR AVIÃO DO MUNDO



Para que é usado o Antonov 225, o maior avião do mundo?

DA BBC BRASIL





Quando a aterrissagem de um avião de carga atrai 20 mil pessoas, é algo especial.
Foi o que ocorreu na cidade australiana de Perth no domingo, quando recebeu o Antonov An-225 Mriya.
Trata-se do maior avião do mundo: mede 84 metros de comprimento, tem 88 metros de envergadura (distância entre a ponta das asas) e pesa 175 toneladas sem carga e combustível. É o único exemplar em atividade.
Mercado limitado
Na viagem para a Austrália, o Antonov, que partiu de Praga, na República Tcheca, e fez escalas no Oriente Médio e na Ásia, transportou um gerador de 117 toneladas.
Seu compartimento de carga tem capacidade para 50 automóveis.
O interesse pela chegada do avião provocou engarrafamentos em Perth.
Mas quem precisa de um avião tão grande? O Antonov foi originalmente construído para transportar o Buran, o malfadado ônibus espacial soviético que fez apenas um voo (não-tripulado), em 1988. O que ajuda a explicar também as proporções de seu compartimento de carga: 43 metros de comprimento, 6,4 metros de largura e 4,4m de altura.
"Você não verá essa aeronave com frequência porque o mercado para ela é limitado", diz Laurie Price, especialista da empresa de consultoria aeronáutica Mott MacDonald Aviation.
"A vasta maioria dos tipos de carga aérea (99,5%), pode ser transportada por Boeings 747, mas ainda haverá um mercado de nicho (para o Antonov)".
Aeronave ucraniana tem 84 m de comprimento e pesa 175 toneladas, e pode transportar 50 carros - BBC Brasil
​O Antonov fez seu primeiro voo em 1988 e começou a operar no ano seguinte. Os planos de construir mais unidades foram cancelados pelo fim da União Soviética e o colapso do programa Buran.
A aeronave foi aposentada em 1994, mas voltou a ser usada sete anos mais tarde. Não tem sido usada apenas para fins comerciais e já foi comissionada para operações humanitárias como, por exemplo, o terremoto no Haiti, em 2010, e a tsunami em Fukuoka, no Japão, em 2011.
Com seis turbinas, o An-225 pode carregar até 250 toneladas, uma capacidade de carga muito maior que a de concorrentes como o Boeing 747-800 (140 toneladas) e o Airbus 330 (65).
Mas em uma era marcada pelo aumento na capacidade de navios de carga, não seria mais simples enviar produtos como o supergerador de 117 toneladas pelo mar?
"O custo seria imenso e a operação poderia demorar meses", explica Price. "Você, provavelmente, teria que remover postes de luz das ruas no porto (para fazer o transporte)".
O An-225 perde em envergadura para o "Spruce Goose", o avião desenhado pelo milionário americano Howard Hughes e que fez um único voo de teste, em 1947.

HOUVE ROUBO NA PETROBRAS, MAS, NÃO TEM LADRÃO, TODOS NEGAM O ROUBO



Delator implica chefe de gabinete de ex-presidente da Petrobras em propina

Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo 




O lobista Julio Gerin Camargo afirmou à força-tarefa da Operação Lava Jato que Armando Tripodi, ex-chefe de gabinete de José Sérgio Gabrielli na presidência da Petrobras, tratou diretamente do pagamento da agência de Muranno Brasil Marketing, feito em 2010, com dinheiro de propina desviado da estatal pelo PT, PMDB e PP.

O valor seria uma operação de pagamento ao empresário Ricardo Villani, dono da Muranno, que cobrava dinheiro devido por serviços prestados sem contrato na Petrobras. O empresário afirmou à Polícia Federal que tinha R$ 7 milhões a receber da estatal por eventos realizados em corridas de Fórmula Indy, nos Estados Unidos, de divulgação da marca da estatal.

As suspeitas são que o dono da Muranno teria chantageado diretores da Petrobras para que pagassem a dívida. Caso contrário, ele revelaria publicamente o esquema de fraudes na estatal. Villani nega.

Dívida

"Foi procurado por Paulo Roberto Costa, o qual indagou ao depoente se haveria possibilidade deste arcar com uma parte dos valores devidos pela Petrobras à Muranno em razão de contratos irregulares", afirmou Julio Camargo, em depoimento no dia 29 de outubro.

"Após a solicitação de Paulo Roberto Costa, o declarante conversou com Armando Tripodi, chefe de gabinete de Sérgio Gabrielli, o qual ressaltou a importância e a urgência em se resolver esse assunto o quanto antes. Para ele, a conversa demonstrou a importância do pedido feito pelo ex-diretor da estatal."

Julio Camargo prestou um segundo depoimento neste inquérito no dia 12 de janeiro. O lobista, que atuava em nome de grupos estrangeiros, como o japonês Mitsui, e de empreiteiras do cartel, como a Camargo Corrêa, foi citado inicialmente nas delações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef - primeiros delatores do escândalo.

Julio Camargo diz que realizou o pagamento de aproximadamente R$ 1 milhão "para ajudar na quitação de tais dívidas e que a operação foi feita por Youssef".

Na quebra de sigilo bancários das firmas da lavanderia de dinheiro do doleiro, a força-tarefa da Lava Jato havia identificado o repasse de pelo menos R$ 1,6 milhão para a Muranno. Ouvido após fechar delação, o doleiro disse que cuidou do repasse de R$ 6 milhões no episódio, entre o final de 2010 e início de 2011.

Eleição

O ano encerrava os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a disputa inaugural da presidente afastada Dilma Rousseff. "Foi procurado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, o qual comentou que teriam havido operações irregulares na área de comunicação da Diretoria de Abastecimento", contou Julio Camargo.

A Diretoria de Abastecimento era uma cota do PP, com um diretor apoiado pelo ex-presidente Lula e também, a partir de 2007, por membros da cúpula do PMDB, como o atual ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL).

Julio Camargo conta que ouviu de Costa que a Muranno foi contratada Petrobras "sem a devida aprovação interna necessária". "Por conta disso, não poderia arcar com tais gastos, vez que eles foram contratados de modo irregular."

"Em razão das cobranças realizadas pela Muranno, teve a ideia de repassar tais custos aos partidos políticos ligados à Petrobras, quais sejam: PP, PT e PMDB."

Julio explicou que ouviu de Paulo Roberto Costa o pedido de repasse e a orientação de que o valor fosse descontado da conta informal do PT no caixa de propinas desviadas da Petrobras. "O declarante disse que poderia ajudar Paulo Roberto Costa com tal questão, mas que iria ajudar individualmente, sem ficar encarregado de liquidar com a parte 'devida' pelo PT."

O inquérito da Muranno integra a frente de apuração da Lava Jato sobre suposta corrupção em contratos de publicidade e comunicação da Petrobras. Essa apuração pode atingir outras áreas do governo e servir de novo elo com o escândalo do mensalão, acreditam investigadores.

Armando Tripodi não foi localizado para comentar o caso.

Defesa

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli tem negado reiteradamente o envolvimento com o caso. Em nota divulgada anteriormente, ele afirma que nunca teve contato com a empresa Muranno e que só depois das reportagens veio a saber que prestava serviços para a Comunicação do Abastecimento e não para a Comunicação Corporativa. "Desta forma não poderia haver uma 'pendência' da Petrobras com a referida empresa", disse. "Se havia alguma pendência com a área de Abastecimento, não era do conhecimento da Presidência da Petrobras."

Gabrielli também nega ter conhecido Youssef.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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