segunda-feira, 28 de março de 2016

PMDB VAI OU FICA?



O impacto da bomba do PMDB na economia

José Antônio Bicalho 





Apertem os cintos que a semana mais agitada do ano (até agora) começou. E o frenesi da política continuará ditando o mercado e a economia.
Tudo está um pouco mais complicado e é preciso olhar com lupa a política para entender a economia. O mercado vem reagindo bem sempre que a tese do impeachment da presidente Dilma ganha força. Mas, nesta semana, as reações poderão ser aparentemente incoerentes. Vamos, então, tentar entender o que se passa.
Amanhã teremos o ansiosamente aguardado encontro do PMDB (reunião da cúpula do partido) que decidirá se a legenda fica ou sai do governo. Tudo pode acontecer, mas dificilmente o partido chegará a uma posição coesa. E como sempre acontece no PMDB, a posição tomada pela maioria será desrespeitada pela minoria.
O mais provável é que o PMDB saia rachado da reunião. E esses rachas são terreno fértil para o trabalho de costura de Lula, que mesmo fora da Casa Civil já é de fato o articulador político do governo. O mais importante nesse caso será observar a posição das principais lideranças, que representam os grupos internos do partido.
O fato é que a saída do PMDB não significará necessariamente fortalecimento da tese do impeachment ou vice-versa. Se não for alcançada uma maioria confortável na decisão de romper com o governo, ou se um número significativo de lideranças substantivas do partido se colocar contra a saída, o racha criado no partido será profundo. E o governo Dilma poderá sair até fortalecido se os que ficarem no barco do governo forem líderes de grande ascendência sobre a Câmara.
Dos 513 deputados da Câmara, Dilma precisa do voto de apenas 172 para enterrar o impeachment. Não é muito, mas a conta não fecha sem aliados no PMDB. Mas, também, não precisa de todo o PMDB.
Portanto, não se assuste se a bolsa cair e o dólar subir mesmo que o partido vire as costas para a presidente. O que valerá de fato será contar quantos do PMDB continuarão no barco governista. Além disso, um dos focos do trabalho de Lula nos bastidores é atrair e costurar coesão dos partidos menores no apoio ao governo, o que reduz a dependência do grande PMDB.

domingo, 27 de março de 2016

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PMDB define tamanho do mandato de Dilma na terça

Orion Teixeira 




A decisão que o PMDB tomará na próxima terça-feira (29), de ficar ou não no governo Dilma, poderá influenciar e selar definitivamente o destino da presidente Dilma Rousseff (PT) e todos os cenários políticos próximos, por meio da votação do impeachment na Câmara dos Deputados. Se esse partido sai, outros aliados, como o PP, PTB e similares tendem a seguir igual caminho por terem a mesma vocação.
Com isso, o desembarque do principal parceiro do governo o deixará apenas com os votos do PT (59), do PCdoB (12) e de deputados avulsos (contra a orientação partidária).

Se o governo tem alguma chance, ela não está no Senado, onde há o número maior de aliados, mas na Câmara dos Deputados, onde acontece a primeira batalha do impeachment. Para vencer, precisa de só 172 dos 513 votos. Se perder entre os deputados federais, por votação qualificada, os senadores não terão como segurar o impeachment. Para dar entrada lá, são necessários apenas 41 dos 81 senadores, ou metade mais um, que estarão sob forte pressão de ambos os lados das ruas. Uma vez admitido o processo, a presidente é obrigada a se afastar por 180 dias para fazer a própria defesa, quando, então, assume o governo aquele que mais lucraria com o impedimento dela. Se Dilma terá amplo direito de defesa, por outro lado, perderá a poderosa caneta presidencial que seu vice, Michel Temer, usará, com intensidade, para alcançar seus objetivos, que, com certeza, não são os dela. Vence quem tiver 54 votos.

Prazos e algumas decisões
Ante o cenário de turbulências que poderá até mudar o presidente da República nos próximos dois meses, discutir a sucessão municipal do final do ano é como aquela “conversa pra boi dormir”. Ainda assim, alguns prazos precisam ser cumpridos como o do próximo sábado (2), quando termina o prazo para filiação partidária para quem vai disputar as eleições de outubro próximo.
Quem se filiar nesse dia poderá se candidatar, mas não tem a candidatura garantida, já que quem já está filiado também estará no páreo. Na dúvida, o secretário de Obras de Belo Horizonte, Josué Valadão, irá se filiar no PSB do prefeito da capital, Marcio Lacerda, na próxima quarta-feira, durante festa com estilo de ‘já ganhou’. Seu futuro, no entanto, deverá ser candidato a vice do tucano João Leite, caso não haja rompimento entre PSDB e PSB.

Sobram algumas dúvidas, como o destino de dois outros pré-candidatos a prefeito, o vice-prefeito Délio Malheiros (PV) e o presidente da Cenibra, Paulo Brant. Malheiros ensaia mudar-se para o PPS até o dia 2. Pelo mau resultado obtido no teste ‘diamante’, feito pelo prefeito para avaliar o desempenho dos pré-candidatos no vídeo, Brant tende a ficar onde está.
Amanhã ou terça, Lacerda e o senador Aécio Neves (presidente nacional do PSDB) voltam a se reunir para bater algum martelo possível na aliança de seus partidos.
Baixa no PT municipal

Três dias depois de ter se desfiliado do PT, o vereador Tarcísio Caixeta divulgou sua decisão, segundo ele, adotada contra os desvios históricos do partido e da incapacidade dos petistas em fazerem autocrítica ante os erros cometidos ao longo dos anos. Ele tem até o próximo sábado (2) para se filiar a outra legenda, caso tenha objetivo de disputar as eleições municipais de outubro.

OH! GOVERNO CHEIO DE ZICA



De Acarajé a Zika, país tem ao menos um verbete em cada letra do alfabeto
Bruno Moreno

A crise política, econômica, fiscal e de saúde pública pela qual atravessa o país colocou na boca do povo algumas palavras ou expressões novas ou que não faziam parte do vocabulário do cotidiano.
A principal responsável por essa ressignificação e amplificação dos verbetes foi a operação “Lava Jato”, que investiga delitos cometidos no âmbito da Petrobras, em contratos com empreiteiras e as propinas pagas a executivos e políticos. Ao mesmo tempo, alguns personagens aparecem com mais peso na decisão dos rumos da história, como o juiz Sérgio Moro e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, assim como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Na saúde pública, o mosquito Aedes aegypti aterroriza o país, ao transmitir três doenças.




sábado, 26 de março de 2016

DILMA VAI RENUNCIAR?



Analistas estrangeiros defendem renúncia de Dilma como melhor saída

Raul Mariano 




Analistas estrangeiros veem uma eventual renúncia da presidente Dilma Rousseff, e não o impeachment, como a melhor saída para a economia brasileira.
Uma análise da consultoria britânica Oxford Economics aponta a desistência da presidente como a saída mais viável para o país. “Esse seria o passo menos traumático para a economia brasileira”, diz relatório assinado pelo diretor de pesquisa para a América Latina, Marcos Casarin.
De acordo com a consultoria, Dilma tem um índice de aprovação popular muito baixo e está se tornando cada vez mais isolada, ao perder o apoio de partidos da base aliada. Isso sem contar o processo de impeachment decorrente das chamadas “pedaladas fiscais”, que seria descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
“Neste cenário, nós acreditamos que a presidente deveria renunciar - em vez de manter sua estratégia de distribuir cargos no governo para membros da coalizão (o que enfraquece sua liderança ainda mais) em troca de votos contra seu impeachment no Congresso”, afirma o relatório.
“As mudanças na equipe econômica do governo são imediatamente precificadas pelo mercado. Isso define o futuro”
Paulo Pacheco, economista
Apoio
A Oxford afirma que a presidente já não comanda mais o país, pois não tem nem mesmo o apoio do PT, em especial na área econômica, ou do PMDB, que está dividido sobre o suporte ao governo.
De acordo com o documento, mais três anos de impasse impediriam qualquer chance de uma retomada da agenda de reformas antes de 2019.
Ainda assim, a consultoria admite que a mudança de governo não seria suficiente para impulsionar a recuperação da economia e dos preços dos ativos domésticos.
“Quanto mais tempo o Brasil levar para reformar a Previdência, as leis trabalhistas e o sistema tributário, mais tempo a economia permanecerá presa no atual ‘equilíbrio ruim’ de queda da produção e maior prêmio de risco”.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...